Boa notícia 1 (recebida lá para meados de há algum tempo):
Billy Crystal volta a apresentar a cerimónia.
Boa notícia 2 (recebida ontem de manhã):
A Academia reduziu os meus momentos de sonolência/ desmaio durante a cerimónia a apenas dois. Este ano, graças a Deus, à Nossa Senhora e a todos os anjinhos, surpreendentemente, há apenas dois nomeados para melhor canção original.
Boa notícia 3 (recebida ontem a seguir ao almoço, via sms chocado):
Uma das canções nomeadas é de Bret McKenzie. Ei-la:
Diz que é o último grito da moda.
Estrelas de Hollywood, fashionistas, geeks... anda tudo com o Moshi Moshi agarrado ao iPhone. Prático, leve e fácil de transportar, como se vê pela imagem.
Se um dia me apanharem com um pingarelho destes, façam o favor de mo arrancarem das mãos e de me darem com ele na cabeça.
Cara Zon,
Vai chegar o dia (e algo me diz que não faltará muito tempo) em que tu me irás ligar, a dizer que eu não efectuei o pagamento pelos teus serviços. Nesse dia responder-te-ei, com toda a displicência que tiver disponível que já identifiquei esse problema, que tudo não passa de uma avaria técnica e que até já tenho uma equipa no local a tratar disso. Ligar-me-ás no dia seguinte e eu tratarei de te repetir palavra por palavra o que te disse no dia anterior. Quando tudo te parecer inaceitável, de tão repetitivo e autómato, e me disseres que devo parar de repetir o guião, eu dir-te-ei, tal como me disse o teu funcionário, que não é um guião, considerando que eu o sei de cor.
Nota Zon, eu não vivo em Ranholas. Não sei onde fica Ranholas, apenas gosto muito do nome. Se eu vivesse um bocadinho que fosse mais no centro do Porto tiravam-me de casa para abrir escritórios da Câmara. E, vá-se lá saber porquê, há avarias técnicas todos os santos dias por volta da hora do jantar. Estou a ser injusta, não é todos os dias. Hoje não houve nenhuma avaria, por exemplo. Até acho um bocadinho estranho, estou sempre a tentar perceber se a imagem é nocturna ou se o sinal já foi com os porcos outra vez. Por enquanto, tudo muito bem, mas o melhor é estar caladinha, não vá o som dos meus pensamentos eufóricos dar cabo do sinal da Zon.
(está a despachar que, contra todas as minhas previsões, a avaria técnica da Zon foi resolvida nuns supersónicos 78 minutos)
Pepe, Pepe, Pepe....
Eu sei, a vida não é fácil. Ou se joga à bola ou se estuda, ou se vai aos treinos ou se lê, ou se tem amigos minimamente inteligentes ou se é o Pepe... isto não dá para tudo.
Solidária com a falta de oportunidades que tu tens para saber o significado das palavras, cá estou eu, uma espécie de parusa (meia parva, meia musa) para te dar a mão e te levar rumo à felicidade que é saber aplicar a palavra que se usa à coisa que se pretende dizer. Não vai ser uma tarefa fácil. Tens de ser forte. Mas eu creio (por acaso não creio, mas precisava de arranjar uma frase que me levasse ao sítio que eu queria) que vais conseguir. Vamos lá, então:
Exemplo 1:
Na passada quarta-feira, descia eu um parque de estacionamento daqueles que têm a mania que são montanhas russas quando fiz uma nova pintura, com direito a relevos (há semelhanças com aquilo da tinta tartaruguinha) num dos lados do carros. O meu encosto à parede foi involuntário.
Exemplo 2:
Na semana passada fui ao médico. Ele testou-me os reflexos e eu dei um pontapé para a frente. Esse pontapé foi involuntário.
Exemplo 3:
Quando a senhora da Zon me disse que a avaria seria arranjada até às duas da manhã eu insultei-a. Foi voluntário.
Isto para te dizer que abrandares quando vês uma pessoa deitada no chão, teres uma "comichão" (voluntária) no joelho mas decidires que não, que não é joelhada que lhe vais dar, que vais mesmo é espetar com os pitons na mão dessa pessoa pode chamar-se de tudo: filhadaputice, canalhice, má educação, mau carácter, indisciplina, maldade, involuntário é que não. É como o insulto à menina da Zon (que não chegou a acontecer, mas que eu decidi usar como exemplo porque não me apetecia estar a pensar em mais nada).
Nada do que aqui escrevo é para teu mal. Repara, calhava de tu seres um bom tipo e com um passado limpo, e não havia problema nenhum. Aconteceu, terá sido, eventualmente, involuntário, amigos na mesma. Mas para quem tem um histórico de actos "involuntários" que passa por isto:
Hoje vai ser um dia cheio de missivas, em havendo tempo e em a Zon não arranjando a avaria técnica tão cedo (algo me diz que posso ficar descansada quanto a esta última).
Missiva 1, cá vamos nós:
Mark, Mark, Mark... nem sei por onde começar... primeiramente dir-te-ei que és um bocadinho parvo, que é coisa que não me surpreende muito. Dir-te-ei também que o parvo eu aceito, mas que o estúpido é coisa para me deixar um bocadinho triste. Logo eu, que tantas esperanças depositei em ti durante a minha juventude. Eu, que achava que tu ias longe quando, à boleia da fama do teu irmão, tiravas fotografias em cuecas e sacavas umas primeiras partes de concertos. E chegaste longe, como se vê. Razão ninguém ma tira, claro está. E agora? Chegaste longe e fazes o quê com isso? Olho para as tuas declarações (espero francamente que continues a andar à boleia, mas agora só entendo que seja de alucinogénicos) e a estupefacção não me abandona. Isso de fazer filmes está a dar-te uma náusea mental, não está? Falando do 11 de Setembro, diz o bom do Mark:
Detenho-me no mais importante, o sangue teria apenas atingido a primeira classe. Até porque o Mark não é gajo para ir atrás de terroristas para os matar, eles que venham ter com ele à primeira classe que ele dá-lhes cabo do canastro. As outras pessoas que iam nos aviões (RIP), dividem-se entre o azarado e o atadinho. Azarados porque não tiveram o Mark (ou deverei dizer o Incrível Mark?) no avião com elas. Atadas porque não foram capazes de dar conta dos terroristas, como o Mark teria feito, sem nunca sair do 3B e, permito-me imaginar, sem nunca entornar o copo de whisky.
Eu gosto muito da coisa da liberdade de expressão e acho que sim, é bom a pessoa cuspir o que lhe vai na alma. Já quando vejo pessoas a vomitar anormalidades é que fico com saudades da outra senhora, que queria deixar a democracia em standby durante uns tempos. Eu faria o mesmo mas com a liberdade de expressão e só para algumas pessoas.
Rodolfo Santos e sua mãe acabam de ascender ao primeiro lugar. A somar à estupidez crónica, uns salpicos de bestialidade. Se as pessoas tivessem ratings, como os países, lá viria mais um "lixo".
Ai, senhor doutor Juiz, estou tão arrependido. Juro que NUNCA MAIS volto a fazer a mesma coisa.
Veja lá, Rodolfo. Olhe que se reincidir vai de cana.
Juro, senhor doutor Juiz. Eu não vou reincidir.
..
Saem do Tribunal
..
Oh, mãe, o que é reincidir?
Sei lá filho, deve ser atinar. Olha aquela gaja ali à frente, vamos lá fazer o que o Juiz mandou.
... sorry!
O prémio terá de ser dado aos piratas somalis que assaltaram, nem mais nem menos do que um navio de guerra espanhol.
Melhor do que: "Segundo o meu Franck Muller de € 4.000,00, é uma da manhã. Vou aproveitar e passar ali na Zona J. Passo em casa para deixar os € 8.000,00 que trago no bolso? Nã....", só: "Olha, está ali um navio de guerra totalmente equipado e cheio de militares. Que tal se pegássemos em meia dúzia de espingardas e fossemos lá os seis?"
E dizem vocês: Bad, o prémio é injusto, os piratas não tinham como saber que aquilo era um navio de guerra.
E respondo eu: permito-me discordar, o barco tinha este aspecto:
I rest my case. O prémio está entregue.
Ricardo Quaresma vai a Chelas. Melhor: Ricardo Quaresma vai à Zona J, cenário cinematográfico português, de madrugada. Ricardo Quaresma vai à Zona J, de madrugada, ao volante de um Audi R8 (aposto que é branco), com € 8.000 na carteira (a malta tem de andar com trocos no bolso, não vá querer ir tomar um café ou isso) e jóias tão variadas quanto discretas, no valor de € 44.000. E, pasmem-se!!!!, não é que foi assaltado????????????????????? Que coisa estranha. O tipo até nem levava o néon a dizer "Assaltem-me!". Há coisas que não dá mesmo para entender...
... em que começas o dia de cabeça enfiada na retrete a vomitar e pensas: "ai, f#$%$#-se, será que estou grávida?" para logo a seguir, aliviada, pegares nos dois tampões que separaste para pôr na carteira e dizes, pela primeira vez na vida "graças a Deus que estou com o período! Talvez seja só uma gastroenterite, ou isso...".
Este fim de semana fui ver o Matrix Sherlock Holmes.
Em Dezembro de 2010 a SIC transmitia uma Grande Reportagem com o título "Ensaio sobre o luxo". Para além das ridicularias cuspidas pela pobre da Jô Caneças, que duas vezes por ano tem uma trabalheira terrível a organizar festas lá em casa, aparecia também Carlos Saraiva, apresentado como o maior empresário do segmento de hotelaria de luxo em Portugal. Em Setembro deste ano, já a minha amiga A. tinha visto o subsidío de férias por um canudo e já havia obras CS paradas um pouco por todo o país, a SIC repetiu a reportagem. Carlos Saraiva voltava a aparecer, dono de 2 jactos privados e 14 hotéis de luxo, pessoa que teve a felicidade de poder guardar todos os carros que já teve. Engenheiro de formação, piloto por paixão e empresário por vocação. Palavras do próprio. Vocação estranha esta, que deixa pessoas sem salário durante meses. Quantos são já, A.? Quatro? Cinco? Hoje a mesma SIC, que dedicou 15 minutos de reportagem aos luxos do empresário Carlos Saraiva, lá passou uma discreta reportagem da manifestação dos empregados do grupo CS que estão há meses sem receber, que passam fome e que já não podem pagar a renda. Curioso que ninguém se tenha lembrado de ir buscar esta reportagem, como eu fui.
Mal por mal, antes Jô Caneças. Pode ser uma parolinha vestida com os piores modelos que a alta costura se lembrou de produzir, mas não mente com quantos dentes tem na boca, não finge uma coisa que não é.
"O luxo do superfluo, o luxo do extraordinário, o luxo daquilo que não é necessário hoje não se chama luxo. Chama-se loucura ou chama-se outra coisa qualquer." Palavras do senhor que tem 14 hotéis, 2 jactos privados, todos os carros que comprou até à data e que não paga aos empregados há meses. Para mim também se pode chamar outra coisa qualquer. Amoralidade, por exemplo.
E não vá um dia eu chegar ao poder político nacional, quero comunicar desde já, para que fique registado que, quando tinha aí uns 10 anos comprava blocos com formas e desenhos, dos quais emanava um suave odor e trocava as folhinhas dos ditos com outras meninas nos intervalos. Éramos sempre as mesmas e fazíamos encontros secretos para fazer estas trocas. Às vezes, quando outra menina tinha uma folhinha rara e que nos interessava muito, lá a convidávamos para fazer parte do nosso grupo.
Sinto que me saiu um peso do peito.
Parece que agora se coloca a hipótese de convidar os detentores de cargos públicos em Portugal a revelarem que pertencem a sociedades secretas. Eu fui apanhada a meio da viagem, já o "trem estava andando" mas, ainda assim, discordo. Até porque, se revelada, a coisa deixa de ser secreta, parece-me. O primeiro tipo que pertence à loja sei lá do quê revela-se e, voilá!, a sociedade deixa de ser secreta e os outros 10 tipos que lá andam já não precisam de comunicar nada a ninguém. E também temos a coisa da relevância. Será assim tão relevante nós sabermos que o deputado "A" é maçom (whatever that is, sei zero sobre o tema) ou que o deputado "B" é do clube da Mônica? Claro que é relevante, e pertinente, saber que Luís Montenegro, pessoa que investigou as fugas de informação das secretas para a Ongoing pertence (pertencia, parece que fechou) à loja Mozart49 que, por coincidência, era também poiso de Jorge Silva Carvalho, ex chefe das secretas e actual quadro da Ongoing e de mais meia dúzia de pessoas que pertencem à Ongoing, ao SIED, ao Governo ou à oposição. Mas não é relevante pela pertença à dita loja, mas sim pelo facto de "jantarem" todos juntos. Se se tivessem encontrado todos numa marisqueira em Matosinhos para trocar cromos também seria relevante. Ou se fossem todos correr juntos para o Parque da Cidade. O importante da notícia do Expresso desta semana não é, a meu ver, o facto de haver maçonaria e de haver deputados e empresários e tudo quanto mexe influências que lá acabam por parar. Parece-me que estamos a desviar a atenção do que realmente importa neste caso e não acho que seja inocente. O que é importante é que estas pessoas se encontraram e mantiveram relações (nada de porcalhices, presumo) durante um período de tempo e que o resultado dessas relações foi, sobretudo, o benefício do próprio bolso de forma desonesta, prejudicando o contribuinte que também sou eu, e é por isso que esta história também me diz respeito. Quanto a revelar a pertença ou não a sociedades secretas, deixo que Brad Pitt explique (só valem as duas primeiras regras).
A Guida andava desaparecida já há muito das mui nobres vistas deste blogue. E a culpa, essa, era unicamente dela. Pois se a Guida deixou de aparecer, deixou de gatafunhar no Correio da Manhã e fechou o clube das virgens por rebentamento voluntário do hímen, que mais poderia a criatura fazer para voltar a merecer a atenção desta que vos escreve? Perdida que estava a virgindade, a Guida não tinha qualquer interesse para o publico em geral e para mim em particular...
NOT! Isso pensava eu! Mas sempre me disse Bad Mum, dona de um mestrado na arte de viver, que não duvidasse nunca da capacidade que os parasitas têm para se regenerarem. Se eu achava que isto era o pior que a Guida conseguiria fazer, nada sei sobre a pobreza humana. Ei-la, mais emputecida do que nunca, trocando impressões com Manuel Luís Goucha no "Você na TV" desta manhã. Para os que querem ser poupados a uns tortuosos mas hilariantes 13 minutos e 35 segundos, passo a resumir:
- Guida vestiu-se de Barbie para ir ao "Você na TV" apresentar as maminhas novas e o seu projecto musical.
- Guida leva consigo um amigo de longa data, finalmente faz-se(-me) luz sobre as razões da tão adiada queca primeira.
A segunda foto é para acrescentar que o projecto musical é infanto-juvenil e que a Guida e o moço das meias cor de rosa são mesmo ridículos e não é um problema de angulo.
A canção diz não sei quê do xixi, e sonhar para depois dormir melhor, e o playback é miseravelmente feito.
Agradeço à Andreia, não só pela óptima companhia hoje ao almoço, mas pela partilha desta notícia, demasiado boa para ficar perdida no universo dos programas da manhã. Mundo, cá está a Guida. Emputecida, como ela gosta.
Ida primeira ao veterinário, onde se descobre que Sô Dona Cadela, vá-se lá saber como, "ganhou" uma gastroenterite e se coloca a possibilidade de ser algo mais sério porque, e passo a citar a veterinária: "estava com muito má cor".
Cadela colocada a soro, pata rapada, sangue tirado, picadela com medicação aqui, outra picadela com medicação ali.
A conta:
Ida segunda ao veterinário, para mais soro, mais picadelas, resultados de análises, ração de dieta (à base de lagosta, aposto).
Diagnóstico: gastroenterite. Pura e simples.
Total da conta:
Tive muito gosto, sim?
Este título não é irónico, lamento. Espera-se que de 2011 se digam cobras e lagartos, se cuspa para o chão e se bata na madeira à simples menção do seu nome. Mas 2011 tratou-me bem. Sei que o não fez à maioria das pessoas, mas eu não tenho razões de queixa. Antes pelo contrário. Claro que chorei em 2011. Mas ri mais. Claro que tive saudades do emprego antigo. Mas só porque tinha um emprego novo. Claro que odiei pessoas e lhes desejei mal. Mas as que amo estão bem. Claro que me faltou dinheiro para fazer tudo o que queria. Mas tive dinheiro para fazer mais do que aquilo que apenas precisava. Claro que houve pessoas que me desiludiram. Mas houve mais pessoas que me fizeram sorrir. Claro que eu podia concentrar-me apenas e só pensar nas vezes que chorei, nas saudades que tive, no ódio que senti, no dinheiro que não chegou e nas desilusões que me ofereceram durante 2011. Mas não. 2011 também me deu isso: a capacidade de procurar a janela quando a porta se fecha.
... mas posso perfeitamente falar-vos sobre as relações erradas, usando Sinéad O'Connor como case study.
Por onde começar?
- Erro 1: Escrever no site pessoal que se está numa "desperate need of a very sweet, sex-starved man" ; "no younger than 44, must not be named Brian or Nigel, must be blind enough to think I’m gorgeous, has to be employed and he has to like his mother.". E não é lá por causa do sex-starved man, que isso parece-me muito bem. Agora "Like his mother"?. Miss Sinéad quer um menino da mamã? Depois venha-se queixar que ele diz que a canja da Sinéad não é má, mas a da mãezinha é que sim senhora.
- Erro 2: Casar ao fim de 4 meses com o tipo que respondeu ao anúncio acima. Filha, há funcionários no MacDonald's da Boavista que levam mais tempo a entregar o CBO. 4 meses?
- Erro 3: Ser-se a Sinéad O'Connor e casar com um conselheiro de drogas. É tipo eu casar com acólito. Ou, pior, com um benfiquista.
- Erro 4: Ser-se a Sinéad O'Coonor, casar com um conselheiro de drogas E ir com ele comprar droga 3 horas depois do casamento.
Em suma, Miss Sinéad queria uma queca doce com um homem selvagem com mais de 44 anos. O que Sinéad arranjou foi um casamento com um menino do coro e da mamã, de apenas 38 anos e com o emprego errado.
Dica da Bad para isto das relações erradas: se sabem o que querem, não se ponham a ceder. Mantenham-se focados no objectivo. O suficiente não chega no que toca à coisa do amor (nem do sexo, já agora).
Mais aqui.
Desta vez foi na aletria.
Se atentarem na imagem há cabeça, há bracinhos, há uma perna direita, há uma perna puxada atrás e há uma bola.
A mensagem parece-me óbvia: vamos arrasar no Euro 2012. Caso o universo não considere esta interpretação válida e/ ou discorde de algum ponto desta leitura, queira fazer o favor de mandar mensagens escritas.
Caso o universo não esteja a enviar-me mensagens e aquilo seja apenas um bocado de aletria agarrado a uma colher, maluca é o raio, está bem?
De maneiras que foi assim: a J. ligou-me a pedir um "Nenuco" emprestado para levar a uma festa (façam como eu, não perguntem). Eu virei a casa da minha mãe de pernas para o ar e lá desencantei o "Nenuco".Fiquei de o levar amanhã para o trabalho (!) e ela de passar por lá para o ir buscar. Duas horas depois a J. liga-me, informando que a avó do C. morreu e que ia ao velório. Disse-lhe que ia com ela (ao quinto velório de toda a minha vida). Combinamos que ela me dava um toque e eu saía de casa. Aproveitava e levava-lhe o "Nenuco". Deu-me o toque. Eu saí. Carteira debaixo de um braço, "Nenuco" debaixo do outro. Nem sinais dela. Passam carros. E pessoas. A vizinha da frente lá mete conversa:
- Então, menina, na rua com este frio?
E eu, carteira debaixo de um braço, "Nenuco" debaixo do outro, respondo-lhe o óbvio:
- Vou a um velório.
A J., essa, tinha ficado presa num semáforo.
Lucy (há quanto tempo não se falava na Lucy por estas bandas?) engravidou por causa do antibiótico. Não fazia ideia que a relação dela estivesse assim tão à beira do fim (é que o filho do antibiótico, normalmente, vem evitar uma separação, não é?), mas pronto, o que importa é que a rapariga está grávida e eu, com cinco meses de avanço, vou já dar umas sugestões para o nome da criaturinha:
Lumicinaló (este é generalista) - Lucy + "micina" (comum a muitos antibióticos) + Djaló
O princípio activo das sugestões que se seguem é sempre o mesmo. Cá vai disto:
Djacetilu - vem da Acetilespiramicina
Yamicacy - vem da Amicacina
Djabacilu - vem da Bacitracina
Lucannick - vem da Canamicina
Djafonicidalu - vem da Cefonicida
Djamoxylu - vem de Clamoxyl
Lufeniló - Cloranfenicol
Lugentdja - Gentamicina
Ou optar pelo simples "bebé antibiótico" que, não sendo um original, é sempre mais fácil de pronunciar.
Felicidades, bebé. Não só foste fruto do acaso como o acaso ainda te foi dar uns pais que não são "fruta" que se cheire. São pessoas que anunciam o seu amor ao mundo, que vendem o seu amor ao mundo, e que abandonam animais... vai-se a ver e a melhor coisa que te vai acontecer na vida é chamares-te Luvamoxiló.
Quero partilhar convosco que esta minha longa ausência das lides blogueiras não se deve:
1 - ao facto de eu estar a ficar velha e com problemas de inspiração
2 - ao facto de eu trabalhar como uma camela
3 - ao facto de eu ter substituído a hora de escrever no blogue pelo visionamento da "Casa dos Segredos".
Não. Estou viciada, adicta, dependente do "Portal da Queixa". O "Portal da Queixa" é um site que enche as medidas dos portugueses. E porquê? Porque os deixa reclamar, reclamar, reclamar e, no fim... isso!
Vou partilhar convosco algumas pérolas encontradas por lá. Como já é habitual neste blogue, a preto o original (ipsis litteris) e a pink os meus comentários. Que não chegam aos calcanhares dos originais, evidentemente:
"boa tarde ,estou muito chateada e para mais gravida - sendo que estou também um bocadinho chateada por estar grávida, ainda para mais que tenho uma unha encravada. hoje na parte das refeiçois (do comer, percebem?) tirei o meu tique e esperei pela minha vez (tirei o meu tique e fiquei à espera da minha vez. Taque.). mas aconteceu o seguinte que ja nao e pela primeira vez que acontece (é, portanto, recorrente). tiro o tique (taque, tique-taque)e espero ,no entanto tem muita gente que desiste e vai se embora mas deixa o tique em cima do balcao ou numa mesinha ou pe dos tiques e depois as pessoas que veem a seguir pegam nos tiques e passam a frente e nao acho justo que essas pessoas nao esperam pela sua vez (vírgulas? Toma lá, Saramago), como as outras pessoas tao a espera devia ter sempre alguem dos funcionarios por perto a fazer revisao para que nao teja sempre a acontecer (fazer a revisão da ordem dos tiques. Porque ela está chateada, para mais grávida, sabe que as pessoas pegam nos tiques e não é capaz de agarrar um tique que fique solto). terceira angra heroismo (terceira, porque houve duas que sacaram tiques de pessoas que desistiram)."
"Sendo eu cliente TMN deste serviço desde Junho 2011, venho desta forma reclamar que todas as facturas emitidas até a data de hoje se encontram erradas, e são cobrados valores que não representam a realidade do serviço sobrescrito É que no envelope (sobrescrito) vem uma coisa mas, na carta que lá vem dentro, é outra."
"Adquiri a 27-05-2011 uns sapatos na LANIDOR da Av. da República tendo vindo a constatar, poucos dias depois, que os sapatos, nomeadamente o interior (o exterior, estranhamente, não magoa), provocam um extremo desconforto na sua utilização, bem como feridas, bolhas e sangramento.
Munida de total confiança, que tinha na LANIDOR, dirigi-me às instalações solicitando a troca do produto por outro de igual, ou superior, valor (só para eu ver se entendo, porque às vezes o meu cérebro bloqueia perante a estupidez alheia: compraste os sapatos. Andaste com eles na rua, transpiraste, ganhaste bolha, sangraste e... querias que a loja ficasse com os sapatinhos e ainda desse um bónus, pela mais valia da conspurcação dos mesmos... é isso?). De forma inesperada esta troca foi-me recusada pelos sapatos já terem sido usados (não, espera... eles tiveram a ousadia de não trocarem sapatos com chulé? Que coisa ultrajante!) (não sei como se poderia detectar esta situação sem os usar até à exaustão) tendo-me sido oferecida apenas a solução de reclamar verbalmente (sem se rirem, acho que é importante referir), acto do qual me foi entregue um talão comprovativo. Infelizmente o material do talão deteriorou-se e não tenho como partilhar o ridículo desta situação (Há gente sem sorte nenhuma. Ora é o sapato que magoa o pé, ora o talão que se deteriora. Sempre podias ir lá com o talão deteriorado, pedir que te trocassem por um de igual ou superior valor."
Ontem coloquei os discos do fogão na banca. Deixei-os por lá uma meia hora e, quando os fui buscar, os céus tinham decidido mandar-me uma mensagem:
Não sei bem se era Jesus se o Michael Jackson. Pelos lábios, ainda podia ser a Angelina Jolie, que de viva já vai tendo pouco. Logo quando ia chamar a TVI veio um senhor com um pano absorvente e limpou a imagem do Messias. A mensagem cá ficou: metes-te nas limpezas, começas a ver coisas. Pelo sim, pelo não, não vou limpar mais nada nos próximos 2 meses. Ainda me aparece o Kim Jong-Il.
Eu gosto de restaurantes. Gosto de tascas onde se come maravilhosamente, gosto de restaurantes pedantes onde a comida é escassa e o serviço principesco, gosto de restaurantes originais, gosto de restaurantes tradicionais, gosto de pratos novos, com criatividade, de pratos tradicionais, com sabor. Gosto de restaurantes. Gosto que os restaurantes tenham um carácter próprio, que sejam originais... mas sempre entre a cozinha e a sala. Deixem a criatividade longe da casa de banho, por favor. Ontem, mais uma vez, lá fui eu visitar a casa de banho dos homens de um restaurante. Ao contrário de vezes anteriores, não estava lá ninguém e eu não passei uma vergonha do tamanho de Marte. Vamos lá perceber uma coisa: a pessoa quer fazer xixi (ou apenas lavar as mãos). Pode ir nas calmas, mas também pode ser uma urgência. Voltemos atrás no tempo, digamos ao dia de ontem. Imaginemos que vocês são uma pessoa que faz anos e que vai almoçar fora. Antes disso, porém, decidem ir à reciclagem. Obviamente espetam com um bocado de molho de tomate na mão antes de colocar a embalagem do mesmo no respectivo vidrão. Limpam o que podem, mas a mão fica peganhenta. Rezam pela chegada ao restaurante, para se livrarem do sebo. Chegados ao restaurante, correm escada abaixo, seguindo a sinalética da "casinha", fazendo tudo comme il faut, entram quando vêem uma porta aberta, havia lavatórios, lavam as mãos, saem e...
Caramba, devia haver duas portas... Disfarçado na parede, an itsy bitsy tiny winny puxador indicava a existência de outra porta. Afastei-me dois passos e foi "claro como água": os livros da porta esquerda, que eu trespassei para lavar as mãos, tinham títulos masculinos. Os livros da outra porta, a que eu devia ter aberto, tinham títulos femininos. Duh! E quem diz livros diz silhuetas. Quadros. Símbolos. Insinuações. Charadas. Mosaicos. No que toca às necessidades básicas do ser humano, KISS*. Não apareçam com originalidades ou enigmas. É xixi. É cocó. É lavar as mãos. Homens. Mulheres. H. M. É simples. Não compliquem.
*KISS - Keep It Short and Simple a.k.a. Keep It Simple, Stupid.
Impagável é a cara das senhoras e dos senhores das farmácias quando eu pergunto:
- Tem óleo de fígado de bacalhau?
- Sim.
- Mas em xarope. Tem de ser em xarope.
A resposta vem numa cara de quem pensa: Que cabra de mãe tu deves ser...
Explicar que é para a cadela? Soa a desculpa, não soa?
Quando eu nasci, há 34 anos, o senhor da foto completava uns respeitáveis 69 anos.
Parabéns a nós, Sr. Oliveira. Que venham mais. Com genica, criatividade e uns rasgos de loucura. Como convém.
Cheguei a casa com um sorriso de orelha a orelha e não levei nem 30 segundos a partilhar a minha compra com o MQT: um par de leggings a lembrar couro, um desejo antigo de armar em rock star (deixem-se dessas merdas de "Ai, leggings a imitar couro? Não acho que faça o teu estilo..." - vocês sabem lá qual é o meu estilo. Vocês não me conhecem!...). Claro que ninguém chega a casa feliz com a compra de leggings, apenas. Havia também uma túnica que acaba um palmo acima do joelho para completar a indumentária. Faço a mise en scène, preparo-me para ouvir um piropo e, em vez disso, ouço o seguinte:
- Isso é para andares na rua?
- Não, querido, é para quando estiver a aspirar a casa.
- Mas tu estás vestida como as pessoas com quem nós gozamos.
- Não. Essas andam de leggings e sem nada por cima.
- E tu queres andar de leggings e de camisola por cima.
- Túnica.
- Não importa. Andas de meias e camisola.
Inspira...
Expira...
Inspira...
Expira...
Inspira...
Expira...
- Isto são meias?
- São.
- Então espera aí.
... (tempo de trocar a túnica por um vestido)
- Então e agora?
- Agora estás de vestido e calças.
WTF????
Pronto. É assim, o meu MQT. Fácil de entender.


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