Acompanhem-me, que isto é coisa para usufruir de alguma complexidade:
Se o CR9 não jogar na África do Sul, vai certamente alapar os glúteos rijos (e ainda dizem que eu só falo mal da criatura) em sítios muito frequentados pelas câmaras de televisão. Ora também sabemos que as possibilidades de a Dona Dolores se reprimir da terrível função de acompanhar a criatura que ela pariu à África do Sul (ou a Madrid, ou ali à esquina, ou à casa-de-banho) são nulas. Vá ela optar pelo guarda-roupa que levou no Sábado passado à Luz (uma camisola padrão tigresse em polyester, ou um desses materiais que ficam esterlicadinhos no seu esbelto corpo), as possibilidades de ela vir a ser confundida com um bicho fugido do Kruger Park são imensas. E ainda pode ser que a cacem. E isso, a meu ver, é o equivalente a uma vitória no Mundial.
Vou contar-vos um segredo...
Vá, mais perto, não posso estar aqui aos gritos.
Isso.
Já repararam que, enquanto o CR9 andou a fazer que fazia na selecção esta andava com os tintins na mão? E que, quando ele ficou com gripe, e logo depois embruxado, a selecção começou a jogar, e a ganhar, e isso...?
Pronto, era só para o seleccionador (que eu suponho que lê este blog diariamente) ter isso em atenção quando chegar à África do Sul.
Eu sei que nunca estive grávida.
Não sei se alguma vez tive gripe A, mas acho que não.
Agora esta coisa de a imprensa andar por aí a contabilizar, para depois fazer alarido, os fetos que morrem depois de as mães terem sido vacinadas parece-me de uma irresponsabilidade que deveria ser paga com pena de prisão.
Eu não sei se a vacina tem ou deixa de ter influência nesse número. Para isso precisava de saber quantos casos assim há, ou houve, sem vacinação. Também precisava de saber uma série de coisas para, apesar de não ser médica nem perceber nada de vacinas, poder tirar as minhas conclusões, tendo em conta todos os factos. Não é espetar com letras garrafais que já morreram X fetos depois de as mães terem tomado a vacina da gripe A. Deixa as grávidas, que têm de decidir se vão ou não tomar vacinas, alarmadas. Deve deixar estas mães, que queriam ter feito a melhor opção, a culparem-se para o resto da vida. E deixa todo um povo com o coração nas mãos. Mas vende jornais. E é isso que importa.
Ah, o Raul Meireles é isto, o Bruno Alves é aquilo. São brutos, faltosos, são tudo e mais alguma coisa. Mas isso agora não importa nada, porque estão aos saltos de alegria por causa deles. País tão ambíguo...
E retenho as duas coisas que importam: a selecção não precisa do Scolari para nada, mas precisa dos jogadores do FCP como de pão para a boca.
Longe de mim ser aziaga, mas acredito tanto no apuramento de Portugal para o Mundial da África do Sul como na possibilidade de a Naval 1º de Maio vir a jogar na Champions já em 2010/11.
Logo agora que eu até gosto do seleccionador...
E não é que descobri que um colega de trabalho teve uma certidão de idoneidade passada pelo padre bélico?
Ainda não parei de rir.
Ontem estive a ver futebol num local público.
Ouvi 6 vezes gritos de euforia. Das 6 vezes que gritaram "Golo!", só 1 é que foi, efectivamente, válida.
Bando de ejaculadores precoces!
Shame on me por me deixar levar por pré conceitos. Cada vez que ouço ouvia a palavra "micose" desatava a minha imaginação a ver uma pessoa cuja higiene andava entre o fracote e o muito fraco, a coçar incessantemente as partes baixas. Chamem-me o que quiserem, principalmente os ilustres portadores de qualquer tipo de micose que frequentam este espaço, mas a bem da verdade a senhora do anúncio do Gino Canesten não me ajudou a ficar mais bem impressionada com o tema. De cada vez que ela aponta para o pipi (hoje estou soft) e diz "Tenho comichão aqui", dá-me cá uns arrepios que só visto.
Foi por isso que ontem, quando o meu interlocutor olha para umas pelezitas mais velhas que estão naquela membrana (ah, ah, agora sou um girino) que está entre o anelar e o dedo do meio (não vou cá chamar-lhe médio, era o que mais faltava. É o dedo do meio e pronto) e que me aparecem de vez em quando e diz: "Isso deve ser uma micosezita!", eu quase morri. Claro que todas aquelas imagens de gente a coçar as partes privadas em público tomou conta de mim e, não obstante estar num daqueles restaurantes onde as pessoas só falam alto quando querem dizer que compraram uma casa de praia ou que venderam umas acções não sei do quê, saiu-me um desmesurado: "Estás a dizer que eu tenho uma micose?". Foi lindo. Olhou tudo para mim, com aquela cara de quem tem a certeza de que uma micose é só um privilégio dos pouco lavados e ataca uma zona em particular. Bando de preconceituosos, é o que é.
Coisas giríssimas sobre micoses aqui.
A princípio este post pode parecer-vos algo profundo, cheio de mensagens subliminares e escritos escondidos nas entrelinhas. Mas não. Este post quer dizer apenas e só aquilo que diz.
Quando uma porta teimar em não se abrir, não tentem abri-la à força. É provável que tudo dependa de um acto tão simples como destrancá-la. Se o fizerem ANTES de partirem duas unhas ao meio e de ficarem com dores lancinantes (para já não falar da estética, oh Deus, a estética!), tanto melhor.
(E agora eu acrescentava aqui um: tal como na vida, às vezes as portas abrem-se de uma forma mais simples do que nós pensamos. Basta olhar. E não adianta forçar a entrada, pois só nos iremos magoar. Mas não. Porque este post é apenas para partilhar convosco que tenho duas unhas absolutamente fodid@s. O que podia ser um post absolutamente transcendental não passa de um post sobre unhas.)
Depois de todo um dia a rebentar de dores de cabeça, daquelas que nem sequer nos deixam abrir os olhos e que nos obrigam a desertar do local de trabalho, deixando órfãos montes e montes de processos pendentes, nada como chegar a casa, recolher ao sofá, monopolizar a manta e ficar assim, à espera que o jantar venha ter connosco, para nos recolhermos rapidamente ao leito e pedirmos encarecidamente à merda da pastilha que acabamos de tomar para fazer efeito. E silêncio, diz que também queremos silêncio. E pronto, vá lá, eu não sou de ferro, um bocadinho de colo. E, no meio do silêncio e do escuro, lá diz ele:
- Dez e meia e nós na cama.
- Hum, hum.
- Amanhã, se calhar, fazíamos uns arraiolos e marcávamos uma excursão a Fátima.
Pronto, é só isto.
Se, tal como eu, são pessoas deveras iluminadas e dotadas de uma série de conhecimentos práticos e teóricos que fazem o resto dos mortais que vos rodeiam correr para vocês com os bracinhos abertos no ar a suplicar auxílio “ajuda-me com este programa novo”, “como é que eu digo isto em inglês?”, “explica-me como se faz este gráfico”, nunca, mas NUNCA arranquem as coisas das mãos das pessoas que vos pedem ajuda para FAZER em vez de EXPLICAR como se faz. É possível que arrancar, por exemplo, o cabrão do computador das mãos de alguém, para fazer em trinta segundos aquilo que o imbecil que está a pedir ajuda vai certamente levar uma boa meia hora a fazer é uma situação que apraz mais. Mas, convenhamos, ninguém é perfeito. Eu sei que há pessoas que andam à distância de um fio de cabelo de o ser (eu, por exemplo). Mas chegará o dia em que teremos de perguntar alguma coisa a alguém. E o que é que vamos odiar que nos façam? Isso mesmo, que nos arranquem o cabrão do computador das mãos para fazerem a tal da coisa. Faz-nos sentir pequeninos. Burros. Incapazes de compreender uma merda que, aparentemente é tão simples que se faz em trinta segundos.
Isto há dias em que a "bolha" enche de tal maneira que fica mesmo, mesmo a pontos de rebentar. E ainda são só 11 horas. Está bonito, está.
Encoleriza-me pensar que há tanta gente a lutar pela vida, a agarrar-se a fios de esperança, enquanto outros abdicam dela. Assim, sem dar luta.
Mas o que sei eu sobre isso? No fim das contas, cada um sabe de si.
Para mim faz tanto sentido arrastar todo um país para referendar o casamento entre pessoas do mesmo sexo como convocar uma assembleia extraordinária de condomínio para decidir o que deve fazer para o jantar a vizinha do 3º andar.
E Ribeiro e Castro parece a velha gaiteira do rés-do-chão que se acha no direito de opinar sobre o jantar da vizinha do 3º, pois o cheiro a pato assado, mais cedo ou mais tarde, acaba por lhe entrar pela janela, e aquilo é comida que tem gordura, e ainda pode vir a fazer mal à vizinha do 3º. Apesar de não ter nada a ver com isso.
E, de repente, todos se esquecem que a cidade continua dividida em dois. Mesmo sem muros. Físicos.
Hoje, no El Corte Ingles de Gaia, tive oportunidade usufruir, na primeira pessoa, do exemplo de brio profissional que toma conta das pessoas hoje em dia. Lá cheguei eu à MAC, tipo às 11:30, ou isso e deparei-me com o seguinte cenário: um senhor de cócoras atrás do balcão e a funcionária paradíssima em frente ao espelho, totalmente dedicada a levar a sua tarefa de colocar rímel nas pestanas até ao fim. E nada nem ninguém a iam impedir. Nem uma cliente inconveniente com tendência para escolher mal os horários. Olho com mais atenção para me deliciar com tudo em meu redor: a jovem (a quem nem a maquilhagem tinha condições para salvar) estava tão dedicada àquilo, que até tinha tirado aquele "coldre" de pincéis que usam as funcionárias da MAC. E eu lá, de braços cruzados, a olhar na lata para ela e à espera de ver até onde ia aquilo. Quando finalmente terminou, já estava eu de "boca" preparada (algo no género: "se estiver a incomodar, diga"), ela não tem mais nada e começa a trabalhar as pestanas do outro olho. Pois que foi preciso vir uma funcionária da outra ponta da loja, esta do próprio El Corte Ingles, para dar andamento àquilo, pois a jovem só se disponibilizou quando a compra chegou ao fim e era altura de registar a venda na máquina. Deve ter uma comissão. Mas foi corrida com uma velocidade inversamente proporcional à que teve ao atender-me. Ainda estou incrédula. Como é que é possível que tenham uma imbecil destas a atender pessoas? É que o ECI só estava pejado de gente. É uma boa altura para desperdiçar clientes. Já que são tantos....
Que me perguntem se eu quero ir para o Brasil em Janeiro, eu aceito. Que me venham falar de Carnaval em Veneza, fins-de-semana românticos em Paris ou numa aventura de três semanas na Costa Rica, tudo bem, eu aguento. Mas é necessário estabelecer limites, e vocês pisaram o risco com o último e-mail:
"Está preparado para a neve?"
Fod@-se, meus senhores, isso é coisa para eu vos mandar para o spam (ou para o c@r@lhinho) de um momento para o outro.
Mas ficam-se por aqui? Não, claro que não, era o ficavas.
"Qual é o seu destino de neve preferido?"
É aquele onde eu não me estropio toda, ó palhaços.
E à pergunta: "Está preparado para as pistas?" a resposta é: "Não. Ainda só vou no sexto mês de fisioterapia.".
E perguntam vocês: "Bad, não achas que estás a levar isto muito a peito? Afinal, não é nada pessoal."
Ah não é? Não é? Então porque termina com "Preços incluem alojamento, meia-pensão, forfait e seguro de pista." Para o raio que vos parta, mas é!
... que não há assim tantas diferenças entre a Popota e a moça que cantava inicialmente (não sou uma especialista em Kuduro, mas acho que a cantora já não é a mesma) nos Buraka Som Sistema.
Criativos o catano. Assim até eu.
... de resposta a um mail que me enviaram aí em Julho, ou Agosto, ou isso, não estranhem. Estou a pôr o mail em dia e ele estava muito mais atrasado do que eu pensava.
Shame on me, I'm so lazy busy.
A H&M e eu não fomos feitas uma para a outra.
Nada. Nada me agrada.
Ah, e tal, a pindérica deve achar que só pode comprar roupas da Massimo Dutti para cima.
É mais ou menos isso. Obrigada e boa noite.
O linguajar dos meus últimos posts faz inveja ao camionista mais brejeiro....
A bosta carregada de moscas a que chamamos "jornais desportivos" deste país acerta em cheio nas coisas, mesmo quando os gases em forma de notícia que solta tendem a parecer autênticos erros tendenciosos e pejados de falácia.
Notícia digna de capa n'A Bola:
Sporting vai reforçar-se. Boa, bem precisam. E é para hoje? Não. Para amanhã? Não. Pronto, OK, para a semana que vem. Wrong again. É já para Janeiro, daqui a uns dois meses.
E a capa do Record?
Cardozo joga dérbi. Yupi. Uma oração de agradecimento à nossa senhora das bestas quadradas, que iluminou o único neurónio da pessoa que escolhe as capas desta bela peça para fazer pacotes de castanhas.
E então - perguntam os que ainda não perceberam - o que é que tu achas que devia fazer capa destes jornais - caso lhes pudéssemos chamar jornais, digo eu?
Nada que não isto. Absolutamente nada. Porque os senhores que redigem todas as pérolas lá cuspidas, já perceberam o óbvio: o facto de o Futebol Clube do Porto, campeão nacional e única equipa portuguesa a jogar na Champions League, ter ficado apurado para a fase seguinte da competição, a duas jornadas do fim da fase de grupos, há muito que deixou de ser notícia. Passou a ser um hábito. Dos bons.
E agora vou às compras. Nada como um dia destes para meter o cartão de crédito a rasgar por esses POS fora.
Deliciada. Foi assim que me senti ao ver uma campanha que passa por aí da Fundação para uma vida melhor. Não tivesse eu uma imagem a preservar e era menina para assumir um humedecer de olhos ao ver este anúncio em particular (lamento, versão brasileira foi o melhor que consegui arranjar). Se bem que, olhando para a embalagem da pílula me apercebo que é bem capaz de ser TPM. Adiante... só quem nunca foi vítima de bullying pode ficar indiferente a este spot. Digo eu, que cheguei a passar as passas do Algarve por causa de um bando de adolescentes mal formados que resolveram transformar alguns anos da minha adolescência num verdadeiro inferno. E não me lembro de ter havido nenhuma alma com mais educação ou carácter que tenha sido mais simpática para mim. Enfim, passados tantos anos, ainda me lembro bem de tudo. Mas também me lembro do desfecho. Como num filme americano, riu melhor quem riu por último. Quando as campanhas não resultam, é sempre bom saber que cá se fazem, cá se pagam.
Vou ali à caixa de correio começar a responder a mails que tenho por lá há mais de mil anos.
Podia, mas não era a mesma coisa.
Ia estar a comemorar exactamente o quê, hoje?
Só para vos pôr ao corrente: continuo a gostar do Hulk, apesar dos falhanços de hoje; continuo a não gostar do Jesualdo, apesar da vitória de hoje. E voltei a gostar do sapo, porque graças à Maria João já sei dar a volta às fotos para elas ficarem "em grande".
... são mentecaptos, não são?
Ler o Correio da Manhã, seja em papel seja on line já não diz grande coisa das pessoas. Contra mim falo, que dificilmente passo um dia sem lá ir espreitar. Salto com descaso a parte de cima da página, onde estão as notícias de faca e alguidar, e vou directa para o suplemento mais interessante da imprensa nacional. Já aqui falei de todo o interesse que tinha este suplemento. Hoje recebi um mail da Carla (não tem blogue, não posso linkar) com o link para esta notícia e a sugerir que demorasse os meus olhos nos seus comentários.
Making a long story short, alegadamente a Cláudia Jacques ainda não recebeu 75% do valor contratado para a sua capa da revista Playboy. E o que têm os leitores do CM a dizer sobre o incumprimento do contrato por parte da revista? Basicamente que é bem feito. Isso. Acreditem ou não, no meio de uma crise, quando as pessoas se deviam solidarizar com quem não recebe o que lhe é devido, o que fazem? Batem palmas ao facto de a revista ter ficado a dever 15 dos 20 mil euros contratados. Acham bem, pois acham, os ranhosos coça-tomates que por aí andam, mortinhos por espetar com uma burca na mulher que lhes atura as frustrações diárias e que, sabe-se lá quantas vezes, foram esgalhar o pessegueiro para a casa de banho (com a revista na mão), enquanto a mulher (esposa, como ele gosta de dizer) trata de meter as crias, também elas ranhosas, na cama, enquanto continua a acalentar a esperança de dar uma à pressa e às escuras, antes de ir dormir. Depois há as gajas, as que comentam. Certamente flácidas e com o buço a precisar de um jeitinho, as invejosas do país acham que a Cláudia Jacques devia estar era em casa a tratar das filhas (descobri que a senhora tem filhas, o que lhe elogia ainda mais o corpo "sarado" aos 44 anos). Não admiro particularmente a Cláudia Jacques. Dela sei apenas que foi namorada do neto de Manoel de Oliveira e que se despiu para a Playboy. Ah!... e que tem filhas. Mas coisas como estas chateiam-me. Porque são demonstrativas do país mesquinho e invejoso que temos. Vamos lá, bando de iletrados (os pontapés na gramática são de cortar os pulsos com folhas de papel A4 reciclado), pensar em conjunto. Vocês metem a velocidade máxima e eu tento ir o mais devagar que conseguir:
- A senhora foi convidada para posar nua para uma revista.
- A senhora aceitou, mediante certas condições.
- Foi assinado um contrato. Ela recebia 20 mil euros por esse trabalho (por muito que vos custe a engolir é um trabalho).
- Alegadamente pagaram-lhe apenas 5 mil euros.
É só de mim, ou isto é um incumprimento de contrato?
Estou maçada. Entediada, aborrecida, zangada. Já insultei o joelho, o táxi onde deixei a compostura por causa da pancada, o taxista que bem me tinha dito que não valia a pena passar para o outro lado, era só esperar um bocadinho que o sinal fechava e eu já podia abrir a porta do lado da rua. Já tratei do Farmville (sim, eu tenho um Farmville, shoot me!) e já me pus ao corrente das notícias. Das que interessam e das que nem por isso. Já vi todas as actualizações de blogues no google reader e até já espreitei para as sugestões. Tudo para chegar a uma conclusão:
- A maior parte dos homens que tem blogues usa o nome verdadeiro.
- A maior parte dos homens que usa o nome verdadeiro no seu blogue tem muito para dizer sobre política, futebol e Saramago. Alguns têm coisas para dizer sobre a gripe A e outros (menos) falam dos livros que estão a ler.
- A maior parte dos homens que escreve num blogue com o seu nome verdadeiro sobre política, futebol, e Saramago usa palavras compridas e espinhosas.
- A maior parte dos homens acima referidos, a ver pelos últimos três (às vezes quatro) posts dos seus blogues são mais entediantes do que um discurso de Fidel Castro. Se vocês estão a pensar que Fidel Castro tem discursos interessantes, talvez devam ir espreitar o meu google reader. Dezasseis recomendações, uma aceite. De um homem. Que usa o nome verdadeiro. E que tinha um post sobre Saramago, um sobre futebol, e outro sobre política. Todos curtos.
Hoje dei uma pancada com o joelho operado, e ele inchou como uma melancia. Também está da mesma cor. Das duas. Primeiro ficou vermelho e agora está esverdeado. E vocês com isso? Tudo. Como tenho de estar para aqui esticada com "banhos de gelo", resta-me o mau feitio, a neura, e o computador. Devem vir por aí posts de fugir. Pelo menos até começar o jogo do Porto.
Hoje por aqui chora-sea morte do senhor da rádio.
António Sérgio, o mestre, abandonou-nos hoje. A rádio perdeu o seu norte. Inigualável, insubstituível, genial.Que descanse em paz.
As más notícias chegam assim, sem avisar e com o dom de nos moer o juízo.
Soube hoje que Nuno Markl trocou a Antena 3 pela Comercial. Por mim, tudo bem, interessa-me pouco o que cada pessoa faz com a sua vida. Transtorna-me que a Média Capital Rádios, que há menos de um mês avançou com um despedimento colectivo no RCP, agora tenha dinheiro para uma mega contratação na Comercial. Eu não mudo de estação. Porque não vai ser o Nuno Markl que vai conseguir dar alguma qualidade àquilo que é uma colagem à RFM. Adoro o Edward Norton. Mas não sento o meu rabo numa sala de cinema para ver um filme de merda só porque o Ed lá está. E se já sei o guião e acho o realizador uma lamentável nódoa, não vou ver o filme. Obrigadinha.
Andava eu a passear-me pelas belas ruas da internet, quando tropeço no inaudível vídeo ali de cima. E não me venham dizer que eu tenho é inveja, que eu gostava de ser como ela, que eu tenho uma palavra para vocês: not. Está bem que meio mundo acha que ela é gira. Está bem que ela é boa, e tem uma boca de quem faz broches daqui até ao céu. O que me deixa com uma dúvida: porquê tanto medo do microfone? Quem lhe disse que ela tinha jeito para cantar devia cair neste exacto momento no meio da estrada e ser atropelado por um camião de cimento. Mas o que é aquilo? Vejam tudo até ao fim (tirem o som, se acharem que não aguentam). Ela está vestida de parola. Já vi candidatas ao "Ídolos" serem insultadas por menos. Não se mexe. Quer dizer, eu vejo um joelho que está a tentar ir ter com o ritmo da música, mas tendo em conta o resto do corpo, acho que aquilo é apenas e só um espasmo. Não duvido que a rapariga esteja em festa por dentro, mas aquilo é o antónimo de "animal de palco". E quem é que vai ter com quem, para um bocadinho de roço, tão pedido pela música? O Pete Yorn, que a Scarlett prostrou-se ali e dali só sai quando puder tirar os sapatinhos. Fosses feia e já te tinham mandado encher de moscas.
O mail que recebo no endereço associado a este blogue dava para contar uma série de histórias. Recebo-o de todos os tipos: fan mail, hate mail, spam, interessante, e os outros. Não sei que raio de entrelinhas andam algumas pessoas a ler, para achar que me mandam um mail e eu lhes caio aos pés. Dava para rir, se não fosse tão triste. A receita é basicamente a mesma: o mail deve ser curto. Duas frases é o limite. E tem de me despertar a curiosidade. Uns deixam convites no ar. Como se eu estivesse aqui a escrever, fechada na torre do meu castelo, ansiosamente à espera do dia em que alguém chegava, empunhando as palavras certas. E elas seriam: "Queres fazer alguma coisa engraçada?" (isto era o subject do mail) e "É como diz o subject deste mail..." (isto era o corpo do mesmo mail). E, perante tamanha capacidade de sedução, o que é que eu faço? Apresso-me a responder (leia-se spamizar), ansiosa por saber que programa o autor deste mail tem para me propor. Trinta e um anos à espera de uma proposta destas. Obrigada, cromo. Mas depois há o outro truque. Aquele do: "vou mandar-lhe um mail que lhe deixe a pulga atrás da orelha. Ela vai ter de responder, nem que seja para me perguntar o que é que eu quero dizer com aquilo.". Estes chegam, obviamente, sem assunto. No corpo do mail, um enigmático: "O que você tem para min???? (sim, min)". Reparem, aqui o bico do prego é virado. Aqui o leitor é um desinteressado, que está à espera da melhor oferta. Aqui é ele que está na torre do seu castelo, impávido e sereno à espera de quem o surpreenda. Pois para estes dois exemplos e os outros da mesma laia, cá estão as respostas. Ao "queres fazer uma coisa engraçada", respondo com este post. Não sei se tem grande graça para ele, mas eu acho-lhe alguma piada. E ao "o que você tem para min???", é isto. Espero que gostes.
Com mais de uma centena de currículos em mãos, dou por mim a pensar que há maneiras muito subtis de muita gente se manter no mercado de trabalho, alegadamente à procura de emprego, sem nunca o encontrar. Por exemplo:
Receber a tal candidatura com conhecimento de todos os outros locais para onde a jovem enviou o currículo. É apenas natural que alguém que está à procura de emprego envie o seu currículo para vários sítios. Mas todos ao mesmo tempo e em cópia? Sim, mandar um de cada vez exige mais tempo, e era só o que faltava, tenho mais o que fazer.
Mas essas não são as piores. Vão cair como tordos na mesma, mas não são as piores. Pior é verificar que há gente que acredita que uma pessoa séria a vai entrevistar para um emprego sério quando o seu e-mail é: coelhinhamarota69@hotmail.com. Ou fcpforever@msn.com. Hoje em dia uma pessoa tenta contratar uma telefonista e aparecem mais de duzentas candidaturas. Pessoas que nunca trabalharam, pessoas que já foram telefonistas, pessoas formadas nas mais diversas áreas... Os critérios para ir eliminando gente concentram-se cada vez mais nos detalhes. E há muitos que são muito importantes. Eu não quero contratar a coelhinhamarota69@hotmail.com para atender os telefones da minha empresa. Lamento, mas não quero. Porque para ela pode ter sido apenas a conta que ela criou aos dezasseis anos e que nunca se deu ao trabalho de mudar. Mas o facto de ela achar que não vale a pena dar-se ao trabalho de alterar um cabrão de um endereço de e-mail, que ainda por cima é uma coisa grátis, diz-me muito sobre essa pessoa. Uma dessas coisas é que ela não está à procura de emprego. Só de brincadeira.
Diz que a Manuela Moura Guedes armou uma peixeirada com um fotógrafo.
Parece que ela gosta muito da liberdade de imprensa, e tal, mas só quando é ela a apresentar telejornais e a colocar as pessoas em situações confrangedoras.
Se me perguntarem, o que MMG está a tentar preservar está longe de ser a sua vida privada. Parece-me que, estando de baixa, MMG não pode estar às 02h30 da manhã fora de casa. A menos que esteja internada, ou isso. E isto, ou muito me engano, ou é uma causa justa para demiti-la. Até acho que tem um nome. Tipo... baixa fraudulenta?
Eu cá fui convocada para uma junta médica com pouco mais de um mês de baixa. Será que a Manela também já foi chamada a uma?
E de repente durante uma semana mal se pode jantar fora. Diz que é o Porto Restaurant Week. Assim uma espécie de democratização do luxo, ou o c@r@lho. E os outros que fiquem à porta, que os pobrezinhos/ forretas/ apanha-tudo-que-é-promoção agora diz que vão jantar fora por € 20,00. Qualquer dia ainda põe uma colecção Jimmy Choo à venda na H&M.
As palavras são de Mário David, deputado europeu pelo PSD. E é tamanha a minha estupefacção perante tais escritos que não sei se choro ou se procuro a câmara dos apanhados. Para ver se eu entendo: Mário David tem vergonha de ser compatriota de Saramago. Por isso acha que o mesmo deve levar avante a sua ameaça de deixar de ser cidadão português. E acha ainda que a liberdade de expressão deve ser delimitada. Imbecilidades e impropérios não. E se eu achar que o que Mário David escreve é uma imbecilidade? Ele tem também de renunciar à cidadania portuguesa? E depois vem a parte do impropério, onde o tal deputado escreve: “(...) confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter.”. O senhor Mário David deve estar a comer comida estragada lá pelo estrangeiro. O pior é que aquilo lhe deve estarb a causar um desarranjo tão grande que agora lhe chegou ao cérebro sob a forma de uma ideia de merda. É possível que alguém no seu perfeito juízo e que viva no presente acredite mesmo que o que define uma pessoa de bom carácter é o facto de ter religião? Que nós, os hereges, este bando de gente que não reza em coro, somos maus? Que o facto de ir a um templo de fé me põe do lado das boas pessoas? Então e quem professa uma fé? Devem ser pessoas de um carácter extraordinário, não? Como o padre Francis de Luca ou o bispo de Wilmington. Isso é que é boa gente. É a liberdade de expressão que permite que o senhor deputado escreva aquilo que, a meus olhos, não passam de imbecilidades e impropérios sobre o que o senhor deputado considera serem imbecilidades e impropérios de Saramago. A ser a gosto do senhor deputado, talvez fosse melhor fazermos uma coisa assim do género de “fechar” a democracia por uns seis meses.
Antes de começar o texto quero pedir desculpas às pessoas que se vão sentir extremamente desiludidas com o mesmo. Às que vão pensar “fod@-se, eu achava que a gaja era mais intelectual” e às que vão pensar “é que nem pseudo-intelectualóide a gaja é”. E aos outros. Os que não pensam, os que pensam outra coisa, e os que não pensavam que era suposto pensar alguma coisa quando cá chegaram. Desculpas pedidas e certamente aceites, vou então explanar o que me traz a este teclado: não percebo o porquê de toda a celeuma em volta das declarações de Saramago sobre a Bíblia. E eu sei que até posso nem ser a melhor pessoa para opinar sobre tal assunto. Primeiro porque nunca li a Bíblia. Nem quero. Segundo porque até li um livro e meio de Saramago, mas não gostei.
Ah, ela teve a ousadia de dizer que não gosta do Nobel!
Ah, ela se calhar tem um intelecto do tamanho de uma semente e não entende o que o Nobel grandioso e superior escreve!
Pois que não é nada disso. Só não gosto e assumo tal. Também não gosto de bacalhau, por exemplo. Dêem-me Possidónio Cachapa, José Luís Peixoto ou Hugo Gonçalves, entre muitos. Mas José Saramago, dispenso. Voltando então ao magnífico Nobel e à sua guerra com o livro mais vendido do Mundo, sou a dizer que mais uma vez não entendo. Há mais de mil anos que Saramago se pôs do lado dos “maus”. Agora faz nova afronta às religiões e diz que a Bíblia está cheia de coisas más, e não sei o quê e fica tudo muito pasmado e muito aborrecido? So what? Talvez a Bíblia seja assim uma espécie de Teste de Rorschach. Talvez a interpretação esteja nos olhos (e na cabeça) de quem lê. Só sei que as tais declarações são uma coisa do género do anúncio do Pingo Doce: ninguém gosta, todos fazem reparo, mas a verdade é que toda a gente fala disso.
Ah, ela comparou o exímio Nobel ao criativo (ou não) do anúncio Pingo Doce.
E para verem que esta coisa dos presentes que põe as crianças em delírio e os pais a baterem com a cabeça na parede não vem de hoje, quando a filha do pai do meu afilhado (ah, gente mais complicada!) fez seis anos eu dei-lhe um kit de maquilhagem. Foi um festival de cores naquela casa. A minha política no que diz respeito a presentes de crianças é simples: são elas que têm de gostar dos presentes, não os pais. Claro que ajuda o facto de não ter filhos. E de sair porta fora no fim da festa.
PS - Não, não é nada contra este casal especificamente...
Se há dias em que determinadas dúvidas tomam conta de mim, já conto demasiados dias a ter a mesma dúvida: a carteira profissional de jornalista daqueles senhores que escrevem no suplemento "Vidas", do Correio da Manhã saiu-lhes num pacote de farinha Maizena, não saiu? Hoje, por exemplo, há demasiadas pérolas imperdíveis e informações de somais importância que preciso partilhar:
Na notícia intitulada: "Alexandre Frota dá sinais de vida", temos a bela frase: "Depois do regresso a São Paulo, em 2005, deixando em Portugal um rol de 'trapalhadas', Alexandre Frota, de 46 anos, tentou lançar um espectáculo de striptease num espaço de diversão nocturna na capital paulista, mas o projecto foi por água abaixo e o actor, que entretanto deixou de ser vegetariano, voltou ao cinema porno.". Eis o que se pode considerar uma informação acessória muito importante. Se Alexandre optasse por continuar com um regime vegetariano, ia fazer filmes para o National Geographic. Em voltando a comer carne, obviamente optou por uma carreira porno. Também no famoso suplemento temos uma notícia perturbadora: "Ronaldo ileso em atentado contra o Real Madrid". Ao passar os olhos por aqui achei sinceramente que tinha perdido parte importante da actualidade diária. Mas não. Parece que é só em 2010. Diz uma angeóloga. Afinal esta gente é muito à frente. Na mesma edição podemos ainda saber que Brad Pitt está cada vez mais barbudo e que Daniel Martins (quem?) e Nereida estão em guerra por 28 euros. Muito de ex vive este suplemento, dado que têm honras de notícia também a ex de João Kléber e uma outra ex de Cristiano Ronaldo. Portanto, só para confirmar: esta gente recebe um salário ao fim do mês para fazer isto, certo?

