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A mania de dizer sim

por Bad Girl, em 08.06.06

Ontem, certamente ainda atordoada pelo cheiro da tinta que me puseram no cabelo, concordei em fazer de vitima num simulacro que vai haver no meu local de trabalho.
Parecia tudo muito bem, até eu descobrir que vou ter de descer do 7º andar, IMOBILIZADA, numa maca, puxada por cordas (sim, é tipo rappel, mas para pior).
Desde então, não páro de pensar: mas porque raio digo eu que sim antes de pensar duas vezes?

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O corte de cabelo

por Bad Girl, em 07.06.06

Hoje cortei o cabelo. Quando quero mudar alguma coisa na vida, começo por cortar o cabelo: está curto, e eu não gosto dele assim: valerá a pena mudar, se não for para melhor?

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O que é que os homens querem?

por Bad Girl, em 06.06.06


Há algum tempo atrás andou tudo excitadíssimo por causa de um filme que contava com o Mel Gibson no papel principal. O senhor, católico fervoroso e multiplicador da espécie humana na vida real, deleitava-se a ler pensamentos femininos e assim a adivinhar o que as mulheres querem. Ora prova isto duas coisas: a primeira é que as mulheres, ao contrário do que se diz por aí, pensam, e muito; a segunda é que a própria indústria de Hollywood acha que esta é uma das coisas complicadas de alguém descobrir: o que querem as mulheres.
Pois eu decidi virar um pouco o bico ao prego. Estou cansada que os homens espalhem boatos por aí sobre as mulheres serem complicadas, e dificeis de entender. Nós somos muito fáceis de perceber, precisamos de alguém que nos ouça. Eu sei que às vezes é dificil, principalmente se forem pessoas como eu, que falem pelos cotovelos, mas é essencial. Acompanhem-me: se nós estivermos a falar 'para o boneco', e percebermos, qual é a primeira coisa que acontece? Discussão. Depois de um leva e tráz de acusações, o que é que acontece? Nós ganhamos (e isto é tema que não está aberto a discussões). E o que é que os homens fazem? Pedem-nos (sim, do verbo pedir) para contarmos tudo outra vez. Resumo da história: eles esforçam-se por ignorar o que dizemos, argumentam numa discussão, e ainda pedem para ouvir tudo aquilo que tentaram não ouvir à partida. Ainda não perceberam que não se faz assim?
Depois, precisamos que nos telefonem. Para os homens, o telefone é quase tão comprometedor como uma aliança de noivado. Não podem mostrar que estão interessados, não telefonam. O que é que acontece? Nós ficamos ressabiadas, porque odiamos que nos ignorem. O telemovel está para nós como uma extensão do braço. Nós ligamos para dizer 'Olá', para perguntar como estão. É bom sabermos que alguém não nos quer apenas para ... hum... mesmo que nós só o queiramos exactamente para isso. Como estamos ressabiadas, quando finalmente nos ligam, nós somos umas cabras. E depois? Depois os homens pedem desculpa, e prometem que da próxima vez vão ligar. E ligam? Não. A menos que nós lhes deixemos de ligar de vez. E insistem? Se souberem que já temos alguém que nos ligue, não param.
To be continued...

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Eyes wide shut

por Bad Girl, em 02.06.06


Hoje falava com uns colegas sobre um tema que pouco ou nada teria a ver com o sexo, se não fosse uma das frases de um deles. Traçava eu alguns comentários sobre um certo advogado criminal que me dava vontade de cometer um crime só para poder usufruir dos seus serviços, quando um deles diz algo que me desperta o interesse:
- Também não adiantava nada. A maior parte das vezes que o visses estarias algemadas.
Esta minha cabeça, que de tão criativa chega a ser maldosa, não deixou de fazer uma pequena imagem mental da situação, o que me levou a comentar:
- Bem, isso também não era mal pensado.
Um dos meus colegas, nascido e criado que foi em Vila Real, com conversas com a balança que chegam a passar a barreira dos 3 digitos em grande escala, e cujo maior malabarismo sexual não deve ir além de conseguir falar ao mesmo tempo que leva a cabo tão dificil e penosa tarefa, não resistiu à mera insinuação de que as algemas eram um belissimo aliado ao sexo em si, e saiu de imediato.
O outro resistiu a algumas das investidas, apenas comentando monocordicamente todas as observações que a minha teoria abordou: A privação dos sentidos.
É sobejamente conhecido que as pessoas que sofrem de uma deficiencia que lhes prive um dos sentidos desenvolvem os outros além do normal. Ora o mesmo se passa com um simples vendar de olhos, um mero prender de mãos. Duas pessoas dentro de quatro paredes (metaforicamente falando, claro), podem dar-se ao direito de fazer tudo, desde que em acordo. A educação, o pseudo-moralismo caquético e a tradição levam-nos a acreditar que o nosso corpo não deve ser usado apenas e só pelo prazer... a finalidade maior deverá ser a multiplicação da especie. Mas, expliquem-me, porque é que vamos multiplicar a especie, se ela depois se transforma em homens que nem sequer conseguem falar de sexo e em mulheres que acreditam que estes são os homens com quem querem partilhar o resto da vida?
A minha sugestão, se me permitem, é que façam tudo o que vos for na cabeça. Experimentem, arrisquem. Vendem-se os olhos, atem-se as mãos... Faça-se amor, que o nosso País precisa!

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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