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There's no bag...

por Bad Girl, em 28.02.07

... para um avião pejado de italianos, num Domingo à tarde. Os italianos, ao contrário do que se diz por aí, não são todos giros. Mas 90% deles usam pulseirinhas de ouro, voltas com crucifixos pendurados e anéis enormes. Longe, mas muito longe de serem sensuais. E falam alto. Haverá naquele País um raio de um habitante que fale mais baixo do que o equivalente a um grito meu (e olhem que eu falo bem alto!)? Dormir durante o voo? Esquece lá isso, que esta malta precisa mesmo é de falar (enquanto te fura os tímpanos), mostrar os óculos Dolce & Gabanna enormes, e abanar as pulseiras de ouro. E puxar o cabelo cheio de brilhantina para trás (ainda mais).
Por isso, digam o que disserem, para mim aquela gente não passa de um bando de azeiteiros com malas Louis Vuitton. Originais, pelo menos.

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Hóspede não pode!

por Bad Girl, em 28.02.07

Pois é. Ficar em Hotéis todos metidos à besta não é só vantagens. Neste aqui, por exemplo, nunca se atrevam a tentar pedir um ferro e uma tábua para passar um par de calças que seja. Podem levar com uma resposta assim:
- Os nossos hóspedes não podem passar a ferro!
- Sim, mas o que é que eu faço com as calças que preciso de vestir amanhã?
- A que horas precisa delas?
- Às oito.
- Muito bem, alguém estará no seu quarto dez minutos antes para lhe passar as calças...
A ideia de uma senhora a passar a minha roupa no meu quarto de hotel enquanto eu assisto, impávida e serena, banho tomado e roupão vestido, assustou-me, e optei pela solução fácil: levar a roupa comigo para o chuveiro e deixar o vapor do banho tratar disso. Ainda pensei que fosse uma questão de segurança, apesar de nunca ter tido esta resposta em nenhuma das vezes que pedi ferro e tábua em nenhum Hotel. Mas o que aconteceu com uma das espanholas no dia a seguir fez as minhas dúvidas se dissiparem. À falta de staff disponível, a Cristina decidiu esticar o braço para pegar num copo e outro braço para pegar no jarro de sumo. Logo lhe apareceu uma senhora, histérica, que lhe arrancou o jarro das mãos e a pôs no seu lugar, num tom quase arrogante:

- That's my job!

Ups... Para a próxima, o melhor é ficarmos todos na Pensão da coxa!

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O principe, o galã e... o outro.

por Bad Girl, em 28.02.07

A minha teoria é que, já que temos que ser enviados para um ou outro lado do Mundo e forçados a trabalhar (quais marines a caminho do Iraque), pelo menos flirtemos o suficiente com os outros que também estão em terreno hostil, para que o tempo passe melhor. E há sempre muita oferta (muita não é o mesmo que boa), para que possamos distrair-nos.

O Príncipe: O homem mais giro do workshop não era só isso. Era também o mais bom e, pasmem-se!, o mais rico (ao que consta). No cocktail de Domingo ele já tinha ameaçado um "ataque", com uns olhares pouco subtis e uns sorrisos simpáticos. Eu, como sempre, fiz o jogo da pouco interessada. Até porque, a bem da verdade, estava mesmo pouco interessada. Entre a viagem e os sorrisos contínuos durante o cocktail e o jantar (que mais tarde se vieram a transformar em verdadeiros espasmos musculares, tal era a incidência deles nos meus lábios), estava com muito pouca paciência para fazer novas amizades. Por isso, a noite de Domingo foi apenas brindada com umas trocas de olhares. Já na segunda-feira ele não aguentou mais, e nem esperou pela hora de almoço. Decidiu vir meter conversa logo pela fresca. Dez minutos depois eu percebia que ele tinha tanto de giro, bom e rico, como de pouco interessante. Teoria que se veio a reforçar ao longo do dia. Por isso, tomei a decisão de lhe fazer como se faz ao peixe pequeno: atirar à água e esperar que cresça. Pode ser que ninguém o pesque antes de ele me voltar a cair na rede, já mais crescido. Claro que com todas aquelas qualidades, o rapaz deve estar pouco habituado a que um exemplar do sexo feminino não lhe ligue, e por isso brindou-me com mais sorrisos e piscares de olhos. Mas não teve sorte.
*
O Galã: Ao meter os olhos naquele italiano de gema, achei que podia ser divertida, a minha passagem por Roma. Sim, porque cá a vossa Bad não perde tempo com amostras de bad boys, e engraça logo com aquele que tem o ar mais "cosa nostra" do evento. O napolitano (mais ou menos giro, mais ou menos bom), com ar de mau e cheio de ares de conquistador não deixa a coisa por menos: escreve-me uma declaração de amor em frente à Fontanna di Trevi, e ainda me desenha o retrato sentado nas escadas da Piazza di Spagna. Vá, acalmem-se as românticas, que tudo isto me ia parecer demasiado disparatado e absurdo e ia ter direito a um virar de costas radical da minha parte, se não tivesse sido feito no meio de uma prova de Pedipaper, em Roma. Mas o segurar-me pela cintura quando eu meti o pé num buraco da rua, isso não fazia parte da prova. Contudo, faltava-lhe qualquer coisa, que ainda agora não sei o que é.
*
Assim sendo, e para fazer jus à resposta que eu dei ao Paolo, decidi investir o meu tempo, os meus sorrisos e as minhas piscadelas de olho não no mais perfeito, não no assim-assim, mas naquele que me fazia rir. E é sempre esse. Que eu escolhi, escolho e escolherei. Porque daqui a muitos anos, quando já não puder esperar um homem bonito, um homem bom, ou um charmant, e quando já me interessar muito pouco se o homem me faz ou não vir, é sempre bom que tenhamos ao nosso lado alguém que nos faça rir...

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Pergunta do dia...

por Bad Girl, em 28.02.07

No Domingo um amigo italiano perguntou-me:
- Entre um homem giro, bom e rico e um homem giro assim-assim, mais ou menos bom e medianamente rico, quem escolhias?


Adivinhem lá o que é que eu respondi, porque esta teve desenvolvimentos...

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Há muito que evito os vôos com escalas, sejam eles quais forem. Contudo, vivendo no Porto, por vezes não consigo levar a minha avante, e lá tenho de parar pela capital (na melhor das hipoteses)... Para este vôo, sabia que teria de fazer escala em Lisboa ao ir para Roma. Mas a minha agente de viagens explicou-me a "paragem" técnica em Lisboa, no regresso, como uma coisa que duraria, no máximo, 15 minutos, e que o mais certo seria que eu nem sequer tivesse de mudar de avião... Afinal, feitas as contas, era mesmo esse o resultado de horas de vôo.

Pista número 1 para perceber que algo estava errado: os meus colegas de Lisboa iam no mesmo vôo. Paragem técnica? E eles, saltavam de paraquedas? Not...

Pista número 2 para perceber que algo estava errado: o anúncio: "Os passageiros para o Porto queiram por favor sair do avião e encontrar a ligação em terra"... Ligação? Paragem técnica? Hummmm...

Pista número 3 (e última) para perceber que algo estava errado: afinal o vôo não ia chegar ao Porto às 22h45, mas sim às 23h55, devido a "chegada tardia do avião". Que estranho, o meu avião, que ia fazer uma paragem técnica, chegou a horas... a tripulação no "novo" avião era a mesma... Mistério...

Agora percebo: o nome do cartão de fidelização da TAP? Vitória. O nome da águia do Benfica? Vitória. Pontos em comum? Voam, e representam algo que nunca chegará a tempo e horas ao seu objectivo...

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... vou só ali a Roma ter vinte(20) reuniões, dois jantares de negócios e dois almoços de trabalho, e volto já.

Como estou muito cansada de chegar ao local de destino e aperceber-me que as minhas coisas não me seguiram, decidi mudar a estratégia: bagagem de cabine. Do "lastro" escolhido para ficar em terra, o laptop foi o primeiro. Assim, durante 3 dias não haverão actualizações neste blog.

Da domenica a martedì sarò a Roma. Aggiornamenti dopo il mio ritorno. Arrivederci!

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Quem acompanha este blog sabe que eu não gosto particularmente do Cristiano Ronaldo. Ele não vai para giro, não vai para esperto, nem vai para gajo com bom gosto, independentemente da catrefada de marcas que decidir usar. Vai para (mais) rico, mas isso não serve para tudo.
Mas como é que alguém continua a ser tão imbecil que se consegue magoar ao dar um pontapé numa garrafa de água só porque, como menino mimado que é, não gostou de ser substituido... Pois é, meu caro... agora parece que vais ver os próximos jogos nas bancadas... A pose de "Quando fôr grande quero ser o Eric Cantona!" já não cola. É que o Cantona era menino para dar cabeçadas em adeptos e sair direito. A linha que separa os "bad boys" das anedotas está à vista...

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Acabou-se a velha desculpa!...

por Bad Girl, em 22.02.07

"Durante a excitação e o orgasmo, o cérebro é inundado pela endorfina cujo efeito analgésico e tranquilizante pode fazer a dor de cabeça e/ou enxaqueca desaparecer repentinamente. "


Estudo da Universidade de Bristol (parte de)

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Superstições

por Bad Girl, em 22.02.07
Assim não vale. Uma adepta faz de tudo, e mesmo assim...
Há uns anos atrás, por causa de umas descargas impróprias de adrenalina durante os jogos do FCP, fui aconselhada pelo médico a não ver os jogos mais importantes/ enervantes. Dei por mim a ir ao cinema em dias de jogo, principalmente jogos para a Liga dos Campeões. Por coincidência calhou na época em que o Mourinho era nosso treinador, e eu comecei a associar estas vitórias ao cinema. E agora é quase um ritual.
Ora hoje lá fui eu.
Ver o Hollywoodland... foda-se!
Ainda por cima com uma gaja (amorosa, mas gaja!)... raios!
Empatamos... merda!

Há médicos que não fazem a mínima ideia daquilo que podem fazer às pessoas!

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Amizade a cores

por Bad Girl, em 21.02.07

O diabinho apresentou-me um desafio. Sou pouco dada a estas coisas, mas como é do Mafarrico (himself) que se trata, não podia deixar de responder. A pergunta não é original, e nem sequer elaborada. O que é a amizade colorida?

Ora peguemos num exemplo prático: as fotografias. Dantes só havia fotografias a preto e branco. Como as amizades, quando começam. São, todas elas, a preto e branco. Sim, porque quando tudo começa numa queca, não me vão agora tentar convencer que a amizade vem depois... Pois sim. Portanto, voltando ao início, primeiro apareceu tudo a preto e branco. Depois as pessoas acharam que sim, que era tudo muito bonito, mas faltava-lhe qualquer coisa... realismo, apego à verdade. E então fizeram dela um retrato da vida, da urgência, da não limitação à imaginação, e deram-lhe cor. Contudo, nem toda a gente prefere uma fotografia a cores, podendo escolher. Como nas amizades, alguns de nós, em algumas alturas da vida, preferimos as fotografias a preto e branco. Especialmente em momentos muito importantes. Porque as fotografias de momentos importantes, como as amizades importantes têm de ser assim: diferentes, simples, plenas (e, afinal, o preto e o branco também são cores, estou certa?).

Continuando com a analogia, devo apenas acrescentar que na vida, ao contrário da fotografia, não há photoshop, não há maneira de voltar atrás, não há efeitos especiais. Se queremos uma fotografia a cores, não podemos pô-la a preto e branco depois...

Acredito que não era disto que estavam à espera. Eu própria preferiria ter feito qualquer coisa com mais humor, mais refinamento, mais ironia, mas foi isto que saiu. Talvez volte ao tema.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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