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Bad vai a banhos

por Bad Girl, em 22.07.07
Depois de uma semana maníaco depressiva com tendências suicidas (apenas e só) a nível dos neurónios, Bad decidiu que deveria usufruir do pleno do seu Sábado e faltar às aulas. Claro que não é um faltar pelo faltar, há que aproveitar o regresso da piscina às lides activas. Acordar cedo foi apenas um sonho, mas fazê-lo sem despertador foi uma das mais doces realidades a que tive direito nos últimos dias. A vida é feita de pequenos prazeres.
Ora a piscina do condomínio, já se sabe, facilita o cultivo da boa vizinhança. E temos os casais com bebés, sem bebés, os apaixonados, os menos, e depois os solitários (apenas porque estão sozinhos). Calor, corpos a ficar bronzeados, biquinis e calções, e já se sabe, vai de fazer novas amizades (ou reatar as antigas). Primeiro chega o Doutor do Rés-do-Chão. Não o pai, o filho. Sorriso e tal, posso por a toalha aqui? e, quando damos por nós, amena cavaqueira sobre as férias e afins. E então, chega o ex da prima. Que se deita do outro lado. Entre livro, protector solar, mergulhos e conversas, a vossa Bad parecia estar a fazer zapping entre o Dr. House e o Prision Break. E, como não sabia bem qual escolher, ela própria não deixava de parecer um episódio do Lost...
Ah... como eu gosto do Verão!

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Dura na queda

por Bad Girl, em 21.07.07
Hoje comentavam os meus amigos que eu sou dura na queda. Para ser sincera, tenho poucos amigos, por isso para além de amigos, haviam mais algumas pessoas que me conhecem há já algum tempo na origem desses comentários. E a minha amiga A., a quem recorro sempre no meio de um grande vendaval, dizia, com alguma razão que, em primeiro lugar, nunca me acontece apenas uma coisa má. Quanto vêm, é em catadupa. Tudo bem, concordo. E depois há aquela parte em que, tal e qual como qualquer pessoa normal não faz, eu sofro horrores no imediato. A dor atinge-me de tal forma, que parece que hei-de chorar até me secarem as lágrimas, até me doerem as entranhas. Ponho sal em cima da ferida acabada de abrir, e sofro tudo o que há para sofrer. Vou ao fundo, descabelo-me, perco a calma, a compostura, o amor-próprio, a noção dos limites, arranco a alma, canso-me de mim. E depois (pouco depois), sem pré-aviso, acordo um dia em que tudo parece mais calmo, em que tudo fica bem. Em que eu saio de um estado de quase putrefacção espiritual e de esgotamento físico, levanto a cabeça, respiro fundo, e vejo a tal ferida a cicatrizar. Dizem eles que eu sofro exactamente o mesmo que o resto das pessoas, mas muito mais intensamente e por um período de tempo muito mais curto. Claro que ajuda estar sol. Claro que ajudam uma série de outras coisas, mas ajuda sobretudo o facto de eu pensar que há duas coisas que me fazem chorar: tudo, e nada. O tudo porque choro normalmente é a dor da perda, da impotência, da injustiça. E quanto a essas dores, depois de sentidas, limito-me a conviver com elas.
O nada? Se é nada não merece lágrimas.
Depois podem haver as recaídas. As cicatrizes doem quando o tempo muda, por exemplo. Mas nunca voltarão a doer de uma maneira sequer similar à que fizeram antes. Por isso, e correndo o risco de parecer precipitada, anuncio que a Bad is Back (once and again!).

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Uma mulher!

por Bad Girl, em 21.07.07
Planos para (parte) (d)esta noite:
A festa de TRÊS ANOS da minha princesa.
Aquela que é mesmo muito inteligente, gira, cheia de mau feitio, vaidosa e que manda bocas bem cáusticas.

É só sobrinha, mas que sai aqui a estes lados, ai isso...

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Isto sim, é o Lado B da vida!

por Bad Girl, em 21.07.07
Sete anos depois do "sim", com uma criança de 3 anos, o L. e a P. sempre se entenderam bem. Por isso, a P. achou que, quando ele, malas preparadas para sair para uma formação de duas semanas em Amesterdão, lhe diz que têm de falar, ela começa a ouvi-lo despreocupadamente achando que é um assunto perfeitamente básico. Mas não. Preso, pressionado, jovem demais para estar a viver aquela vida, ele quer o divórcio. Ainda em choque, ela achou que aquilo não foi mais do que um "ar que lhe deu", e que passaria nas duas semanas seguintes. Claro que estranhou a falta de chamadas, nem que fossem, pelo menos, para saber como estava o filho dos dois. Pensou que ele precisava de pôr as ideias em ordem. E que voltaria.
E voltou.
No dia em que chegou da formação, parou o carro em frente a casa, deixando as malas lá dentro, subiu ao apartamento, pegou na capa do traje, na guitarra, e foi para a Queima...

Como casaram logo a seguir à Faculdade, talvez ele tenha querido começar do ponto de onde terminou...

E ainda eu acho que só me envolvo com gajos anormais?
Pois sim...

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Minha mãe, essa sábia

por Bad Girl, em 21.07.07

Só faz falta quem está. Quem não está, ou não quer, ou (já) não pode. E não há nada a fazer em nenhum dos casos, a não ser apreciar quem quer e pode estar. Aplica-se às festas, aos eventos, à vida...


Mas, como filha rebelde, tenho mesmo de dizer que não se aplica às reuniões. Pelo menos com o Mr. KIA. É que lá, faz falta quem está, mas há gente que não está lá a fazer nada. E muitas vezes quem não quer estar tem de estar.

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Viver todos os dias cansa

por Bad Girl, em 20.07.07

Não consigo parar, os dedos não param de martelar as teclas. As minhas mãos ganharam vida própria, não obedecem ao meu cérebro, não respeitam as minha ideias.
Porque há ideias. Tantas. Imensas. Impossíveis de controlar.
Há mil ideias que rodopiam na minha cabeça, não me deixam pensar antes de fazer o que seja. Surgem, quero pôr tudo para fora. Mas as mãos antecipam-se, ganham o jogo, escrevem o que querem.
Têm urgência, ganham na vontade.
Não posso deixar para amanhã, pode ser tarde de mais.
Vai ser tarde de mais.
Não resisto à pressão, não resisto aos gritos que ouço incessantemente, que me mandam parar, desistir, ir dormir, parar.
Para já, por agora.
Depois calam-se, e só ouço o bater das teclas no computador, a obrigar-me a sentir, a dizer, a gritar, a não parar.
Não pares enquanto podes, não desistas.
Pára já, desiste!

Desde que tu morreste, que para mim foi agora, ainda não parei de pensar em ti. E agora ris-te de mim, dizes que me ganhaste, que estás bem. Que não tens fantasmas, que és tu o fantasma. Que me vais deixar.
Que eu nunca te vou deixar.
Que me esqueceste, porque até eu me esqueci de mim.

E que não vale a pena lutar. Não podes fazer nada, gargalhas tu, no meio de um fosco que não sei identificar. Elas ganham sempre - e ri-se a apontar para as minhas mãos. As minhas também me ganharam.
Viras-me ao contrário, levas-me as entranhas dos meus pensamentos, ouves-me ao longe a mandar-te embora, a pedir para não ires.

Mando-te à merda, digo que te odeio. Choro e digo que tenho saudades tuas.
Não podes gostar de ninguém.
Gosto de ti.
The fuck you love me, e começas a rir-te como uma louca.
Desapareceste.

Estou esgotada, levaste-me as forças, a vontade.
Cansei-me de ti, cansei-me de mim. Cansei-me de tudo.
Só as minhas mãos não se cansaram, continuam a escrever.
Até quando?

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Muito, meu amor

por Bad Girl, em 19.07.07

"És tão linda que nem dás vontade de foder, dizia. Eu não consigo. Dizia outras coisas, grande parte perde-se no ar, mas algumas, poucas, raras, ficam guardadas e voltam de vez em quando, nas alturas mais despropositadas, atrapalhando o que se está a fazer. És tão linda que nem te consigo foder. Eu, pelo menos, não consigo. A beleza não seduz, assusta quase, leva-nos para um sítio que não sabemos onde fica, sabemos só que não é aqui. Era assim que ele tentava explicar, como quem precisa de uma desculpa, o que lhe estava a acontecer, sabendo de antemão que não ia conseguir. Se há coisa que não se sabe explicar é por que se gosta do que quer que seja - um perfume, uma flor, um beijo - e o que seja isso de gostar que traz duas coisas tão próximas que as põe misturadas numa só e as outras tão distantes que se apagam facilmente. (...)"

Pedro Paixão


No dia que salvei um plágio eminente ( e inconsciente ), a mistura de muitos mundos, o exorcismo de vários fantasmas.
Para me infernizar os dias e aterrorizar as noites, já me chegam os que sobram.

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Queria tanto ir ter contigo...

por Bad Girl, em 19.07.07

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Mas a QUEM é que ela sai?

por Bad Girl, em 19.07.07

A pouco mais de 48 horas de fazer uns enormes três anos, e não lhe bastando já demorar-se em frente a cada espelho, montra ou qualquer outro local que reflicta a sua imagem, ou de chegar a casa e fazer passagens de modelos com tudo o que tem nos armários, a minha princesa ontem saiu-se com esta, para a senhora sua mãe:
- Vais xair axim vestida? Não tens um vestido?

Ela tem mau feitio, ela é vaidosa, ela é cáustica, ela tem manias, faz birras... mas alguém me explica a quem sai esta criança?

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Ao telefone...

por Bad Girl, em 19.07.07

- Nós, os artistas, às vezes temos mesmo de desaparecer...
- Nós? Tipo tu e eu?
- Claro, nós, os artistas.
De: produtor em início de carreira.
Para: escritora de primeiras águas.

Eu cá concordo, nós somos o que nos sentimos.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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