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Para mim é como o Natal...

por Bad Girl, em 31.07.08
Hoje celebra-se o Dia Internacional do Orgasmo.
E, tal como no título, para mim a coisa deve ser vista como o Natal, na boca do povo: ou todos os dias, ou quando o Homem quisesse.

Diminuiam-se as frustrações, abandonavam-se os ressabianços, acabavam-se os males de "mal amados".
Melhorava a pele, o ritmo cardíaco, o amor-próprio...

Hoje sim, devia ser feriado.

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Porque é para isso que elas servem...

por Bad Girl, em 31.07.08
"J'aurais dû ne pas l'écouter", me confia-t-il un jour, "il ne faut jamais écouter les fleurs. Il faut les regarder et les respirer."

("Eu nunca lhe devia ter dado ouvidos," confiou-me ele, um dia, "Nunca deveriamos escutar as flores. Só as devemos olhar e cheirar.")

Perdoem-me a tradução livre. Falar francês não é uma das minha melhores qualidades...

E é assim. O Principezinho desiludiu-se com a rosa porque esperou dela uma coisa que ela era incapaz de fazer. Ouviu-a. Mesmo sabendo que ela era apenas para ser admirada, cheirada, deu-lhe ouvidos. Deixou-a "espalhar-se" na sua vida com competências que não era suposto ela ter. Ela não teve culpa. Ela podia falar, cabia a ele ouvi-la ou não... e ele quis ouvi-la. Fez pior: deu-lhe ouvidos. Quando tudo o que devia ter feito era admirá-la. Não passamos nós também a vida a abrir portas a pessoas que nunca estarão à altura de as transpor?

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Eu bem achei que aquilo não começou bem
Enfim, foi eterno enquanto durou (2 meses inteiros!!!).
Como tudo na vida.

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Tropa de Elite

por Bad Girl, em 29.07.08

Obrigatório.
Durante o filme, o Rio de Janeiro deixa de ser a cidade maravilhosa dos postais.
Conseguimos cheirar a corrupção, a porcaria, o desinteresse, os "outros" interesses...
Pelo meio da violência, dos palavrões (quem sou eu para falar sobre estes?), do desapontamento... a lucidez. O acordar para o princípio do fim do "coitadinho do crimonosinho que não teve outra alternativa se não ser assim porque a sociedade não lhe deu hipóteses"... bullshit!
E, finalmente, uma luz ao fundo do túnel. Pessoas que acreditam nos princípios que representam, e que estão dispostas a morrer por isso. Por muito que me custe a classificar de outra forma que não com a palavra "loucura" o que estes homens fazem.
Por isso, porque tem uma banda sonora irrepreensível, um argumento despretensioso, interpretações brilhantes... Tropa de Elite é um filme a ver.
Quanto a mim, pelo menos.

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Randy Pausch (23.10.1960 - 25.07.2008)

por Bad Girl, em 28.07.08
Porque não importa viver muito, se não se souber viver bem.
O vídeo da "Last Lecture" dura mais de 1 hora, mas vale a pena. Porque é uma lição de vida. Aqui.

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Um destes dias discutia ao telefone com uma amiga a história do sexo sem compromisso, vista por eles e por elas. A verdade é que se associa mais esta ideia aos homens. E, por incrível que pareça, eles precisam "trabalhar" mais esta ideia que elas.
Eles, quando pretendem sexo sem compromisso, raramente o dizem. É possível que o demonstrem de uma forma ou de outra, mas não o dizem por A+B, na cara. Andam às voltas, tentam demonstrar, mantêm a distância, mas não o assumem. Claro que, mais cedo ou mais tarde, a mais crédula das mulheres percebe que está a ser usada (sem conotações depreciativas) para o tal sexo sem compromisso. É o não atender o telefone, ligar só para encontros mais íntimos, não assumir nada em frente a ninguém. Às tantas, tal é o barulho das luzes, que ela percebe isso e, ou mantém porque a ideia lhe agrada, ou salta fora porque não era aquilo que tinha em mente. E quando são elas a querer sexo sem compromisso? O primeiro erro é pôr as cartas na mesa. A maior parte das mulheres não tem paciência para andar às voltas com gajos que querem só levar para a cama. É pão-pão, queijo-queijo. A tendência para o número de mulheres que querem (e assumem, principalmente a elas mesmas, que é isso que querem) sexo sem compromisso tem tendência a aumentar. Os homens, esses, não sabem lidar com a inversão de papéis. Eles até podem desconfiar que estão a ser usados para os prazeres da alcova, mas daí a aceitarem isso de ânimo leve, quando lhes é dito na cara, vai uma volta ao Mundo. Os homens, diz-me a experiência (a própria e a adquirida com anos e anos de desabafos), não gostam de perder o controlo da situação. É contra natura. É quando os queremos para o sexo (não na generalidade, apenas na maioria dos casos) que eles insistem em fazer uma de duas coisas: tentar fazer com que nos apaixonemos por eles ou fazer todos os possíveis para não demonstrar um pequeno fio de sentimento. A primeira é simples de compreender. Quando aceitam que uma relação seja só para sexo, os homens têm de estar no topo do mundo. A enxotar a miúda em questão. A ter o controlo da situação, a puxar os cordéis como querem e quando querem. O inverso nos papéis obriga-os a repensar toda a estratégia. E isso baralha. Para fazer a mulher cair na deles, são capazes de se transformar numas melgas. Mas, atenção, eles não estão apaixonados. Apenas não estão dispostos a ser o objecto. A segunda torna-os estranhos. Uma mulher que só quer sexo é aquilo que eles desejaram durante muito tempo, ou em alguma fase da vida. Não querem deixá-la fugir. Contudo, acham que por dizerem "Quero estar contigo!" estão a infringir as regras, ou a revelar a possibilidade da existência de um sentimento que eles acham que não deveria existir numa relação de puro sexo. O pior é que, nestas coisas, não há verdades absolutas. E também não há coisas que são só brancas ou só negras. A vida e as relações são a cores.
E nada é só sexo. Por isso, o que eu escrevi aqui não passam de teorias que quase não têm aplicação prática porque cada caso é um caso. Ou terão? Será que cada caso é um caso mas não deixa de obedecer a alguns critérios? Eu sei lá.

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Ainda sobre as lâmpadas

por Bad Girl, em 27.07.08
Má ideia foi estar no supermercado, rodeada de lâmpadas por todo o lado e ter uma ideia brilhante, típica de quem nada entende de iluminação e coisas do género. Peguei no telefone, ligo para o meu pai:
- Pai, diz-me uma coisa: a lâmpada que fundiu é de 12V e de 20W. Se eu levar uma de 12V e 50W ilumina mais?

OK, neste momento têm todos de parar de se rir, porque eu fiquei logo ali a saber que este meu pensamento era assim ligeiramente para o... irracional.

Ele lá me explica tudo, e vai de perguntar:

- Mas não queres esperar e eu no Domingo trato-te disso?
(Não, para Domingo ainda faltam dois dias, e eu meti na cabeça que não passava de hoje!)

- Não, pai, é urgente.
- É urgente? Ao tempo que me disseste que a luz da entrada estava fundida e disseste que não tinha importância.
- Sim, mas hoje de manhã quando cheguei a casa acendi a luz da casa-de-banho e aquilo estourou.
- Hoje de manhã quando chegaste a casa?

Uuuupppppsssss! Big Upps. Ir jantar a casa dos pais, sair de lá com um "Estou exausta!", dizer que se vai para casa e depois derrapar desta maneira... Autch.

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Everybody needs good neighbours...

por Bad Girl, em 27.07.08
Nunca fui praticante da política de boa vizinhança. Falo baixo nos corredores, despejo o lixo no sítio certo, ocupo o meu lugar de estacionamento, digo "Bom dia!" e "Boa noite", pouco mais. Nunca fui de achar que tinha de me dar com esta ou aquela pessoa só porque o universo nos pôs a morar numa mesma rua ou num mesmo prédio. Por isso, o que vou contar do meu novo vizinho é porque acho que ele é o meu novo vizinho. Pode morar aqui há meses, ou até há anos. Não sei, nunca o tinha visto antes. Antes do quê? Antes de me cruzar com ele no elevador pela primeira vez. Eu saía da garagem, ele dirigia-se para lá. Fiquei com a nítida sensação que ficou à espera de ver qual o andar que eu marcava. Troquei-lhe as voltas: marquei 0 e fui ver o correio. Mais tarde fiquei com a sensação que talvez aquilo tivesse sido impressão minha. E até achei que estava a ser um pouco convencida. Da segunda vez, uns dias depois, a cena repetiu-se, quase como um dejá vu. Breve pausa para descrever o vizinho: alto, giro, moreno, olhos muito verdes. Diz "Boa noite!". E fica a ver para que andar vou. Ora na sexta-feira, ainda eu fazia contas de cabeça para ver como me ia safar com a troca de umas lâmpadas fundidas (a primeira de duas da entrada fundiu há mais de duas semanas e eu não liguei. Quem precisa de tanta luz? Um dia convida-se os pais para jantar e deixa-se no ar ao pai que a luz fundiu... mas quando a primeira de duas lâmpadas da casa-de-banho (o sítio onde preciso de me pentear, maquilhar, arranjar) estoura à minha frente, a coisa passou de passível de protelação para urgente, num ápice) quando o jovem decide repetir a cena. Ora já era tarde, eu precisava de luz, e tenho muita lata. Quando entrei no elevador e ele ficou ali especado, eu lá respirei fundo e perguntei:
- Posso perguntar porque é que fica sempre parado quando eu entro no elevador?
- Eu? Fico? Por nada...
Fod@-se, um xoninhas.... era mesmo disso que eu precisava.
- É que fico com a sensação que quer ver para que andar eu vou.
- Não. Se o faço, é sem dar conta...
Rubor...
- Que pena. É que eu tenho estas lâmpadas para trocar (meto a mão no saco do supermercado para lhe mostrar a prova) e nem imagino como fazê-lo. Se quisesse, não ficava só a saber o andar, como ficava a saber qual a casa. E ainda lhe oferecia um café. Assim sendo, tenho que me desenvencilhar sozinha. Boa noite.
Enquanto a porta do elevador se fechava, eu juro que o ouvi suspirar um "Boa Noite!" já atrasado. A cara dele não teve descrição. E, melhor que tudo, descobri que trocar uma lâmpada (sozinha) é simples, mesmo para quem não tem jeito nenhum para a bricolage.

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Racismo cor-de-rosa

por Bad Girl, em 24.07.08

As palavras agora não são minhas. Porque encontrei no artigo de opinião de Henrique Raposo, no expresso on-line, um paralelo quase perfeito à minha opinião sobre tudo isto. Porque estou cansada de ver a "sociedade" ser culpada de tudo o que os outros fazem porque são, alegadamente, marginalizados, quando na verdade fazem questão de viver à margem. Porque estou cansada de falar e de ouvir falar à boca pequena de tudo isto, de pegar com pinças nas coisas para não ferir as susceptibilidades de pessoas que não hesitam em pegar em armas para "ferir" quem quer que seja. Porque a Quinta da Fonte não é um antro onde só vivem as pessoas que querem viver à margem. Porque a comunicação social tende a criar em nós um sentimento de culpa por concordarmos com a posição da Camara de Loures. E porque não sou racista (nem cor-de-rosa), mas acho que todos os que se acham no direito de ter direitos, numa sociedade, têm de ter deveres, concordo com Henrique Raposo.

Para quem não queria escrever sobre um assunto que deixou, finalmente, as primeiras páginas dos jornais, já me alarguei demasiado. Agora sim, o artigo:


"O choque entre o "black power" e o "gypsy power" originou uma linha de raciocínio curiosa. Entre outras coisas, esta linha afirma que as Câmaras Municipais não podem juntar no mesmo bairro duas comunidades étnicas com hábitos distintos. Notável. Estou completamente de acordo. Aliás, acho que devemos comprar uma herdade no Alentejo e transformá-la numa Reserva Cigana. Portugal seria, assim, o primeiro país do mundo com um parque antropológico destinado a acolher o povo cigano... Meus caros, deixem-se de brincadeiras. Portugal é um estado de direito e não uma colecção de tribos. Mais: defender a tolerância implica negar qualquer validade analítica ou moral ao conceito de 'comunidade'. Uma democracia liberal é habitada por indivíduos e não por comunidades. Este episódio da Quinta da Fonte mostra como os jornalistas, políticos e comentadores têm medo de falar sobre as 'minorias'. É natural: aqueles que ousam criticar as ditas minorias costumam ser rotulados de 'racistas' pelas patrulhas do SOS Racismo e demais bugigangas do politicamente correcto. Esta vulgata multiculturalista determina que o racismo é um monopólio do homem branco. O 'outro' (os negros, os ciganos, etc.) só pode ser uma vítima do racismo branco. Por isso, os multiculturalistas ficam caladinhos quando surgem factos que comprovam a existência de racismo nas minorias étnicas. E este silêncio revela um pensamento racista. É isso mesmo: o politicamente correcto é um racismo cor-de-rosa. Isto porque os negros e os ciganos são tratados como crianças em ponto grande; crianças que nunca são responsabilizadas pelos seus actos. Balas esvoaçaram no meio da rua, mas a culpa é da Câmara de Loures! Este paternalismo que infantiliza o 'outro' só pode ser descrito com uma palavra: racismo. O politicamente correcto veste uma fatiota cor-de-rosa, mas não deixa de ser racista. A 'comunidade' não puxa gatilhos. Até prova em contrário, apenas os indivíduos conseguem disparar uma arma. E aqueles "cowboys" da Quinta da Fonte têm de ser julgados; não podem ser desculpabilizados com base na cor da pele. Até porque a maioria das pessoas daquele bairro é gente decente que não merece ser confundida com criminosos. Meus caros, defender a tolerância implica tratar as pessoas como indivíduos - passíveis de serem responsabilizados - e não como índios a viver na impunidade de uma reserva cultural.


Esquerda reaccionária

Em 'Identidade e Violência' (Tinta-da-China), Amartya Sen critica o vício culturalista que insiste em fechar cada indivíduo na sua identidade étnica ou religiosa. A esquerda multiculturalista, diz Sen, acaba por cair no espírito reaccionário quando faz a defesa dogmática da preservação cultural. Os multiculturalistas consideram que a comunidade é mais importante do que a liberdade de escolha do indivíduo. Ora, os indivíduos não merecem a opressão do hífen multiculturalista: uma criança é uma criança, e não uma criança-cigana. Na verdade, a nova esquerda multiculturalista é tão reaccionária como a velha direita nacionalista. O multiculturalismo é uma espécie de nacionalismo regurgitado para as minorias.

Henrique Raposo , Segunda-feira, 21 de Jul de 2008"

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E é na festa de anos da sobrinha...

por Bad Girl, em 23.07.08
... que eu percebo que ainda estou aqui para as curvas.
Mais de quinze anos depois de ter metido as mãos num deles pela última vez, pego no presente revivalista da criança, ponho-o na cintura, e vai de rodar como se não houvesse amanhã. E foram voltas e mais voltas, que isto é como andar de bicicleta: quem tem jogo de cintura, não esquece como dar a volta ao "Hula-Hoop". Talvez tenha passado ao lado de uma bela carreira no circo...

[Era suposto eu ter ficado assim tão orgulhosa?]

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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