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Quando a realidade supera a ficção

por Bad Girl, em 29.08.08
Eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza, eu quero ir a Veneza....

Dizem que Veneza é muito bonita nesta altura do ano...

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Can you keep a secret?

por Bad Girl, em 29.08.08

Odeio segredos. Tê-los, guardá-los, ouvi-los a serem sussurrados ao meu lado... Verdade seja dita, não os suporto. De quando em vez aparece-me um segredo. Uma rua sem saída, uma conversa morta comigo mesma. Sem nada fazer, sem pedir que o seja, dou por mim agarrada a qualquer coisa que não posso contar. Só porque sim, ou porque precisamos mesmo de partilhar o peso com alguém, as palavras enrolam-se umas nas outras e atropelam-se à saída da garganta. Às vezes saem. Mas o melhor é que fiquem bem guardadas cá dentro. Há segredos que doem. Há outros que nos deixam com um sorriso de orelha a orelha. Há os segredos dos outros. Esses são os piores. Não gosto de os saber. Nunca ninguém me ouviu pedir para partilhar um segredo. Ainda assim há os que vêm ter comigo. Nunca quis ser fiel depositaria de palavras que se deviam estar a atropelar na garganta ou no peito de alguém, mas que conseguiram arranjar uma forma de escapar. Guardo segredos até à minha morte, se preciso for. Não me descaio, não falo demais. Às vezes até me esqueço do que me contaram. Os segredos dos outros são perigosos. Principalmente aqueles que nos chegam por interposta pessoa. Aquela que nos faz prometer que vamos guardar aquele segredo com a nossa vida, mas que não foram capazes, elas próprias, de fazê-lo. Por mim, é como quiserem. Também não sou daquelas pessoas que diz "já sabia" quando o segredo é revelado. Não finjo surpresa. Nem choque. Ignoro.
Alguns segredos não se criam. Não se planeiam. Não se esperam. Chegam. E quando chegam devem ser guardados. Por muito que as palavras se atropelem para se mostrarem aos outros. Tenho um segredo bem guardado. Às vezes dói guardá-lo só para mim. Outras vezes penso que não haveria outra maneira.

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Não sei mesmo do que estavam à espera...

por Bad Girl, em 28.08.08
Primeiro fazem a apresentação da equipa com o tema " La Famiglia". O Cajuda aparece à Marlon Brando de trazer por casa, e o resto da equipa (da "famiglia", portanto) foi ao beija-mão. Antes disso já tinham feito trinta por uma linha (expressão gira!) para entrarem pela porta da frente da Champions. Mesmo que isso significasse cuspir no prato onde andaram a comer (popularucha, que eu estou hoje!) durante anos, e associar-se ao dark side. E se há coisa que eu não suporto é gente mal agradecida. Para além de não suportar isso, há características minhas que não são novidade para vocês. Que eu sou rancorosa, mau feitio, e que passo do amor ao ódio com uma rapidez que deixa o Usain Bolt completamente atónito (eu e uma piada olímpica!) são algumas delas. Por isso não pude deixar de esboçar um sorriso pela aplicação da lei do Universo "cada macaco no seu galho" de ontem, que recambiou a "famiglia" inteira para a Taça UEFA. Se reclamaram da ida do FCP à Champions por causa de um processo que envolve árbitros, e se quiseram brincar à cosa nostra, nada mais natural que um árbitro mafioso lhes ter arrancado o direito de estarem no patamar cimeiro do futebol europeu. É justo? Directamente não. Mas como castigo do universo não deixa de ser irónico.

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O problema do bom sexo

por Bad Girl, em 26.08.08
Posso dizer aqui que não há pessoas boas ou más na cama. Que há química, "encaixe", boas combinações, momentos perfeitos. Ou que não há nada disso. Posso dizer isso tudo, que acredito em tudo isso, e é verdade. Sou fiel à ideia de que não há mau sexo (quer dizer, haver mau sexo como resultado final, até há, isso é coisa que por aí não falta), e que em raros casos acredito que a culpa seja dos intervenientes. Todos nós (ou quase) já tivemos uma desilusão do tamanho do Mundo com a "cama". Uma "sala" perfeita para um "quarto" manhoso. Uma conversa a adivinhar o orgasmo e um orgasmo que nem com conversa chega. Depois, há o pólo oposto. O sexo de fazer perder a cabeça. De fazer os vizinhos convocarem reuniões de condomínio extraordinárias. De nos deixar com olheiras até às maçãs do rosto e um sorriso a cortá-las ao meio. De nos fazer entrar em contacto com todos os sentidos, segundos antes de quase perdê-los. Mas há uma coisa muito má nesse bom sexo. Péssima. Uma das piores sensações que se pode ter. É quando esse bom sexo acaba. Porque sim, de um dia para o outro, por todas ou nenhumas razões. Quando esse sexo acaba, criámos problemas muito sérios. Para nós, que trememos de medo da ideia de nunca voltarmos a ter nada parecido, e para aquele que vem a seguir ao "dono" do bom sexo, que é a inevitável competição com alguém que ele nem sabe que existiu. Não é justo, mas a vida também não o é.

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Afinal, a culpa é dela

por Bad Girl, em 26.08.08
Foram precisas 2 universidades, uma catrefada de catedráticos, 100 mulheres e 6 homens para eu, finalmente, perceber. A proporção é ridícula, como tanta coisa na vida, mas vamos lá dar valor a detalhes quando o importante está no fim, e não nos meios...
A culpa não é do mau feitio nem da fobia de compromissos. Não foram meus os erros de casting. Culpada é a Trigynera. Tão somente. Sou eu que escolho sempre o gajo errado? Não, é a Trigynera. Sou eu que me farto de cada gajo com uma súbita mudança de temperamento? Não, é a Trigynera.
Diz a SIC que "um estudo conjunto das Universidades britânicas de Liverpool e Newcastle chegou à conclusão que as mulheres que tomam pílula perdem grande parte da capacidade de escolher o parceiro ideal. O uso de contraceptivo oral diminui a capacidade inata de, através do odor, detectar qual o par ideal, nomeadamente para procriar.". Nomeadamente não é necessariamente, convém referir. Juntar uma gaja (eu) com uma capacidade olfactiva de uns míseros 30% e com anos seguidos de pílula dão cabo de toda e qualquer possibilidade de eu vir a encontrar o homem da minha vida. Queres ter o período certinho? Deixar de ter dores menstruais? Ficar sem TPM? Tudo bem, minha querida, o preço é este: deixas de ter qualquer possibilidade de acertar no gajo. Hás-de sempre andar a apostar no "galgo" errado.
"Em último caso, os relacionamentos podem chegar ao fim quando uma mulher que usava pílula antes de conhecer o parceiro deixa de a usar. A percepção do odor tem um papel muito importante na manutenção da atracção entre dois parceiros".
Portanto, a coisa não deixa de ser gira: uma gaja cheira o gajo errado. Leva-o (arrasta-o, em muitos casos) ao altar, vivem os altos e baixos de uma vida em comum e decidem ter filhos. Naturalmente ela deixa de tomar a pílula. E depois ele cheira-lhe a esturro. Ou a outra coisa qualquer. Mas não à coisa certa. Acorda numa bela manhã, enche o peito de ar, enche-se de coragem, e lá vai de dizer que está tudo acabado. Com a adaptação de uma célebre frase:
"Não és tu. Nem sou eu. É a
Trigynera."

Será de mim ou, no meio de tanto estudo, os senhores investigadores esqueceram-se de um pequeno detalhe? Pequenino. Não sabem do que falo? A mulher chega, cheira, escolhe, deixa de querer... e o homem, no meio disto tudo? Limita-se a ser cheirado?

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Vou ter de deixar de sair à rua

por Bad Girl, em 25.08.08

Como é que um anormal que passa uma noite a jantar num restaurante japonês chega à altura da sobremesa, disseca a lista, olha surpreendido para o empregado e pergunta:
- Não tem brigadeiro?
OBVIAMENTE a resposta foi negativa. E então, o que é que ele escolheu? A tipicamente japonesa tarte de maçã. Quando escolherem ficar no "teppan yaki" não deixem o melhor de fora: ouvir o que os outros têm para dizer. Tem a sua graça.

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Mas há gajos assim?

por Bad Girl, em 25.08.08
A história do amigo do amigo, contada pelo próprio:
- Conheci a gaja no Hi5, combinamos de encontrar-nos. Marcamos para tomar café no *****. Passado pouco tempo, ela disse que no dia seguinte (Sábado) tinha de levantar-se cedo para ir trabalhar, por isso não podia ficar muito tempo. Ela foi embora e eu fiquei por ali, que até estavam uns amigos meus no *** (Bar ao lado). Hoje (Sábado) liguei-lhe e ela estava totalmente fula comigo porque eu não a levei ao carro. Vocês, mulheres, são muito complicadas.

E então, lá tive eu de lhe explicar:

- Tu conheceste-a no Hi5 e marcaram um encontro. Ela chegou, olhou para ti, e não gostou do que viu. Inventou que tinha de se deitar cedo para não te dizer isso na cara. Achou que ias entender. No dia seguinte, quando lhe ligaste, pensou "fod@-se, o que é que este quer agora?". Lembrou-se da cena do carro como podia ter-se lembrado de outra coisa para não te ouvir mais. E tens razão, nós somos complicadas. Porque não temos lata de vos dizer na cara aquilo que achamos que vocês vão entender à primeira.

Era difícil??? Era?

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Se não for amor, não sei o que é...

por Bad Girl, em 24.08.08

Falava-se um destes dias, lá pelo burgo, sei lá do quê (eu sei do quê, mas não convém dizer...) quando me lembrei dele. E disse-o, boca fora, assustada pelo eco que as palavras fizeram na minha cabeça:
- Teria sido o único homem a levar-me ao altar. De uma igreja. Nem que fosse com um padre.
O Burgo gelou com tamanha manifestação assumida da existência de sentimentos em mim. O espanto foi tanto que comentaram, entre si, que devia ser mesmo a sério. Nunca me tinham ouvido dizer nada assim. Nem sequer parecido. As palavras entoaram na minha cabeça e eu percebi o que tinha dito em voz alta. O reflexo dos meus sentimentos, ditos apenas cá dentro, até agora.
Uma alma crente em histórias com finais felizes ainda me disse:
- Huuummm... vais ver que ainda acabam juntos.
Eu ri-me e disse-lhe:
- Não me parece que seja uma coisa que a mulher e a filha fossem gostar muito.
Abalados mas não derrotados. Foi assim que eles ficaram. Afinal conhecem-me. E não conhecem a prole de parte alguma. Insistiram:
- Então... pode divorciar-se.
Eu parei e saboreei a possibilidade. Apenas para lhes responder:
- Nãã. Eu só quero que ele seja feliz.

E fod@-se, estou a pensar nisso até agora. É que é mesmo isso que eu quero. E, se isso não é amor, então não sei o que é.

Ah... e desenganem-se os que julgam que isto é um sinal de fraqueza. Já não me sentia assim tão forte há muito tempo.

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Um destes dias em casa da mãe, a ver a Vanessa Fernandes na TV:
Bad - Vocês vão ver. Um dia ela veste um vestido fashion, salta para cima de uns Manolos, vai ao cabeleireiro, tira o aparelho, usa maquilhagem e...
Bad Dad - E o quê, filha?
Bad - E fica Top.
Bad Dad, enquanto abanava a cabeça - Isso nem parece teu...
Bad - Porquê?
Bad Dad - Porque isso não vai lá de cabeleireiro e maquilhagem. Só de cirurgião plástico.

E pronto. Posto isto, só posso dizer que quem sai aos seus não degenera.

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...

por Bad Girl, em 20.08.08


Vocês devem ter um bocado a mania, não? Quem? Vocês. Sim, vocês, aqueles que estão para aí constantemente a cortar na casaca dos atletas portugueses que foram aos jogos Olímpicos. E que não ganharam porcaria nenhuma. Excepção feita, por enquanto, à Vanessa Fernandes. Mas pronto, vocês, que vibraram com a ida dos Lobos rumo a três derrotas seguidas, que lhes escreveram homenagens e enalteceram a capacidade deles perderem "só" por muitos a muito poucos. Que foram receber a Selecção com honras de estado por terem conquistado um 3º lugar no campeonato do Mundo. Pronto, já sabem quem são? Podemos continuar? Então, para bingo, que isto é uma coisa que me agasta imenso. Para começar, eu não percebo nada de J.O. Nem gosto. Nunca achei piada. Para mim, ver desporto implica que haja 11 jogadores para cada lado, uma equipa de arbitragem e 1 bola. Fazer desporto é coisa que não me acontece desde que terminei o secundário. Excluindo o sexo, obviamente. A somar a isto está o facto de ESTES J.O. estarem a acontecer num país cuja prepotência e desrespeito pelos direitos humanos eu abomino. Assim sendo, faço o meu boicote, e nem sequer me dou ao trabalho de espreitar qualquer prova que esteja a decorrer (mesmo que eu fizesse muito gosto, aquilo dá a horas pornograficamente proibitivas). Incontornável é levar com os comentários de jornalistas, cidadãos anónimos e treinadores de bancada com quem me cruzo. Quando começamos a deixar de ganhar coisas (lá está, primeiro erro deste nosso povo: o acharem que nós estamos a perder coisas quando, na verdade, estamos apenas a não ganhar) eu achei muito bem. Pensei, cá com os meus botões: "esta malta tem princípios. Boicote aos Jogos NOS Jogos. Fabuloso. Já os estou a ver no final disto tudo, chegarem a Portugal com matching shirts a reclamar a libertação do povo tibetano. Achei lindo! Depois veio a Vanessa e fodeu aquilo tudo. Como os putos tinhosos do fundo da sala no Liceu, que se cortavam à força toda quando combinávamos fazer gazeta geral com a desculpa "ah, que os meus pais pagam é para eu vir às aulas!". Decidi ir à procura das ditas desculpas que tanto chocam este povo, que é constantemente comido por lorpa pelo governo, mas pendura-se no orgulho desportivo nas fases finais. Há alguém, no meio das pessoas que atiram estas pedras, que siga a carreira de algum destes 77 atletas fora dos Jogos (vá, familiares, toca a baixar os braços, que isto não é para vocês!)? Não estou a falar de ler no jornal que eles ganharam. Estou a falar de saberem por onde andam, se se lesionaram, se têm patrocinadores, como é que fazem para coordenar os outros empregos com esta actividade. Pois, mas sabem que carro tem o Simão Sabrosa ou o nome do osso que o Cristiano Ronaldo magoou ou partiu, ou o raio que o parta. Eu também não sei nada da vida da Vanessa, ou da Telma, ou do Fortes. Sei algumas coisas de bola. A diferença é que EU não me julgo no direito de estar a insultar estas pessoas que, bem ou mal, foram à China representar-nos. Agora as desculpas:
Telma Monteiro queixou-se dos árbitros. Vou contar-vos um segredo: no país onde ela vive os protagonistas do desporto que é rei e senhor não passam uma mísera semana sem se queixarem dos árbitros. "Everybody else is doing it, so why can't she?". Nunca vi o povo queixar-se. E agora, dizem que é desculpa esfarraparada. Por seguir as tradições de todo um país, 4 valores.
Marco Fortes foi sincero. Provavelmente foi um tanto ingénuo na tentativa de ter graça. O fuso horário fê-lo esquecer-se que, no país dele, as pessoas não têm um sentido de humor por aí fora. Ele disse: "Cheguei à conclusão que de manhã só estou bem é na caminha.” E eu desafio: que me apareça aqui uma única pessoa que seja que nunca tenha dito isto ao chegar ao emprego. Eu digo isto quase todos os dias. No meu emprego. À frente de quem manda. Nunca ninguém me disse que eu estava a ser pouco profissional. Podem achar que eu tenho sono ou que ando a dormir pouco. Ou até que sou preguiçosa. Mas má profissional? A única coisa que falhou aqui foi o facto de ele usar a palavra "caminha". O homem é um bicho. Uma caminha não chega. Apesar da pequena falha, este homem tem 5 valores. Por levar o funcionalismo público português além fronteiras. Não passam a vida a dizer que os nossos impostos é que lhes pagaram a ida a Pequim? Pois bem, melhor do que isto é impossível.
Depois há aquele outro do judo, que aproveitou para vingar-se da dor de corno. E haverá coisa mais legítima do que defender a honra? Onde estão os machos latinos que pegam em machados para matarem as mulheres e os supostos amantes que, afinal, "desculpe lá que me enganei, o senhor afinal era o médico dela"? Neste País onde se lava a roupa suja em público? Onde as VIP (ahah) vão às revistas contar como os maridos lhes batiam, as traíam? Revistas essas que esgotam ao segundo dia? Porque não apoio vidas privadas tornadas públicas, mas aceito que a dor de corno nos põe cegos, 3 pontos.
E a égua? Até o pobre animal foi acusado de fingir um "chilique"? O animal entrou em histeria, so what? Não pode, queres ver? Aquilo é gente que come cães. O que é que eles não farão a uma pobre égua? Ela teve medo, pois teve. E depois, as pessoinhas que andam para aí a gritar aos quatro ventos que a gata lá de casa teve uma gravidez histérica, começam a criticar a pobre égua. Ela não fingiu uma gravidez. Assustou-se. Teve medo. E isso é legítimo. 4 pontos.
E a Vanessa, no meio disto tudo? Lá veio ela vociferar duras críticas aos seus colegas de viagem (pelo menos eu acho que ela fez isso, só ouvi na rádio e tenho alguma dificuldade em entendê-la). A queixinhas. Também havia disso no Liceu.
Chamem-me crédula, mas não acredito que alguém vá para uma coisa destas e tenha um especial prazer em ser humilhado. Em perder. Já que está lá, certamente fará o seu melhor para brilhar. Não pode é carregar um país às costas e não pode servir de saco de pancada para um povo desanuviar das suas frustrações. Quanto a mim, estas pessoas estão a pagar pelo sobreendividamento dos portugueses. Pelo aumento dos combustíveis. Pela chuva em Agosto. Pelo aumento do número de carjacking. Por uma série de outras coisas. Não pelas suas não vitórias. E nem sequer pelos deslizes nas desculpas. Querem vitórias? Apoiem os nossos atletas paralímpicos. Esses, até eu sei, trouxeram 12 medalhas de Atenas. E não será graças aos apoios nem à visibilidade mediática, que andam bem perto dos valores nulos. Ah, pois é, não dá jeito nenhum. Agora vai começar o campeonato, não é? Vamos, portanto, começar a culpar os árbitros pelos maus resultados, deitar-nos tarde por causa das comemorações, chegar ao trabalho com vontade de ir para a caminha e, quem sabe, partir a cara daquele vizinho que celebra os golos das equipas estrangeiras à nossa equipa. Pois é. Com uma agenda tão ocupada, os paralímpicos vão ter de ficar esquecidos. Pode ser que nos lembremos de ver os resultados naquele cantinho do jornal. Ou de os ver nas notícias, logo a seguir àquela reportagem tão engraçada sobre uma cadela que alimentou dois porquinhos rejeitados pela mãe. A porca! Eu continuarei fiel aos meus princípios. Boicote a Pequim é boicote a Pequim. Desejo toda a sorte do Mundo à digna equipa de paralímpicos que nos representa mas, desta vez, o meu coração não vai estar com eles. Desde que descobri que tenho um e o assumi como parte de mim, ele segue os meus ideais. E não vai para Pequim. Nem sequer simbolicamente.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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