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Destaque

por Bad Girl, em 28.11.08

Sendo simpático o facto de este blog ocupar um lugar nos destaques do sapo, há algo de consideravelmente inconveniente no estrelato proporcionado pelo mesmo.

 

A coisa começa pela manhã, quando abro o e-mail e me deparo com uma série de nicks e nomes que me soam a novidade. É agradável receber pessoas novas na nossa casa. E o abrir dos comentários é acompanhado de um sorriso. Depois percebo que metade dos comentários são insultuosos, desrespeitadores ou imbecis. E vem a gargalhada. Desde que argumentado convenientemente, aceito qualquer comentário não abonatório ao post, ao conteúdo do mesmo ou até (vou esticar um pouco a corda...) à pessoa que julgam ser a que escreve o blog. Mas não anormalidades vindas de pessoas mal resolvidas, ignorantes ou sem educação. Esses comentários têm um destino certo, que é o caixote do lixo virtual do mundo dos comentários do sapo. As pessoas são sempre bem vindas a esta "casa". E bem recebidas. Enquanto souberem estar. Se há algo que me transtorna o aparelho digestivo é gente que não sabe estar... E até podem dar-se ao trabalho de vomitar tudo quanto é anormalidade para descontar a frustração que lhes arrefece os dias. Podem tentar vilipendiar os meus escritos, que tanta mossa parecem fazer-lhes nas pequenas vidas ocas. Podem rasgar o teclado com a raiva que faz delas pessoas mal resolvidas. Podem continuar aqui a inglória tarefa que iniciaram no trânsito, de manhã, a buzinar e a gesticular aos outros que os ignoram, porque o mundo deles é maior. E até podem comentar tanto quanto quiserem, debitar profundos conhecimentos sobre a minha pessoa e sobre as pessoas que por aqui aparecem. Gastem aqui todas as palavras feias, usem todos os insultos que conhecem. Façam isso. Há uma funcionalidade aqui no blog que é a de rejeitar comentários. Não hesito em usá-la. E fá-lo-ei sempre que achar que devo. Acima de tudo, porque posso.

Por mim tudo bem, eu percebo a mensagem subliminar de cada um dos comentários. De cada vez que me insultam (e hoje foram umas quantas...) eu leio sempre: "Gostava de ser como tu. Mas nunca conseguirei lá chegar!". Por isso é a mim que ela chega. Só.

 

A todos os outros que apareceram de novo hoje, sejam bem vindos.

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Ovacionávamos em pé e ininterruptamente um homem que, aos 99 anos mostra ainda energia e capacidade de criar. Podíamos brincar com a lentidão dos seus filmes, com as imagens paradas, com os argumentos pesados. Podíamos. Mas encheríamos sempre o peito de orgulho para dizer que Manoel de Oliveira, o realizador mais velho do Mundo no activo, é nosso. Que, a menos de 2 semanas de fazer 100 anos, ao frio de Novembro, vai filmar para a baixa de Lisboa cenas de exteriores. Que é preciso uma lucidez tremenda e uma vontade do tamanho do Mundo. E que nós, ainda que a custo, sabemos que Manoel de Oliveira nasceu na parte errada desse Mundo.

 

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Post só para elas(?)...

por Bad Girl, em 27.11.08

 

Apresento-vos Saki Rouva. Diz que canta (who cares???)

 

É grego e foi eleito o homem mais bonito do Mundo.

 

Diz que é adepto do Olympiakos. Há uma mão cheia de razões para eu gostar dele...

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Às vezes ocorre-me...

por Bad Girl, em 27.11.08

 

Se não te tivesse atirado com o comando da garagem à cara, talvez te pudesse perdoar aquilo que tu fizeste para merecer um sobrolho a sangrar. Mas depois de dar uma de Drama Queen não posso fazê-lo. So sorry. Mesmo.

Nota mental: nunca tomar uma posição demasiado firme relativamente a um gajo muito bom na cama.

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Pinheirinho, pinheirinho...

por Bad Girl, em 26.11.08

 

Com o Natal a chegar, nada mais apropriado do que abordar um tema que me irrita solenemente (olha, mais um!!!): pinheiros.

"Ah, queres ver que a gaja até com os pinheiros de Natal implica?"

Não, não queres ver. Os pinheiros com os quais esta gaja implica não levam bolas, e fitas, e neve artificial, e luzes pisca-pisca, e mais uma parafernália de adornos que, na maior parte das vezes, fazem esquecer que por debaixo de todo aquele mar de cor e brilhantes, existe, efectivamente, um pinheiro. Os pinheiros com os quais eu implico solenemente são outros. Usam-se durante todo o ano. E são tão lindos quanto agradáveis: pinheiros que se penduram no retrovisor do carro. Conhecem coisa mais deliciosa do que entrar no carro de outra pessoa (um gajo que até ali era razoavelmente interessante) e sermos inundadas por um agradabilíssimo odor a pinheiro? Não, claro que não é UM pinheiro. Isso seria aceitável. São, pelo menos, 12.000 hectares de pinhal. Concentrados num pequeno pedaço de cartão, cuja estética obrigou uma equipa de criativos à clausura numa sala (sem janelas) durante 27 meses. Ainda hoje os livros de História relatam, num dos mais apreciados capítulos, o momento da descoberta:

 - Já sei: e se fizermos isto num cartão, em forma de pinheiro?

O resto da equipa riu-se. Abanaram a cabeça com desdém.

 - Tu deves querer ser despedido. Tens noção do que nos pode arranjar essa tua ousadia?

 - Sim, deves achar-te um da Vinci, não?

 - Desculpem... se calhar vocês têm razão... mas eu acho que podia resultar.

 - Olha o gajo deve estar maluco...

Bem, depois (se eu tivesse paciência para estar para aqui com delírios) entrava alguém, dizia que a ideia era estapafúrdia, despedia toda a gente, roubava a ideia e transformava-se no maior inovador de todos os tempos.

Resumindo e concluindo, vamos ver se nos entendemos:

Homens deste meu Portugal, ponham lá uma coisa na cabeça: pinheirinhos ambientadores pendurados no retrovisor do carro: NÃO. São pirosos e cheiram mal. Não, não cheiram a árvores bonitas, e não nos transportam para a natureza. Cheiram a detergente da casa de banho. E escondê-los noutro sítio? Tipo debaixo do banco. Ninguém sabe, certo? ERRADO. Não ver é uma coisa, não ser invadido por um milhão de pinheiros em concentrado já é mais difícil. Até eu, EU, que em 90% do tempo só tenho 30% da capacidade olfactiva, quase morro na presença de um destes exemplares de mau gosto. Mesmo quando estou no trânsito, encaixotada numa fila, e vejo um destes pinheiros pendurados no carro da frente. Até nessas alturas eu me sinto mal. Um aperto no peito. Quanto a vocês não sei. Mas prefiro entrar num carro que cheire a tabaco/ charros/ pêlo cão que esteve à chuva/ leite derramado em dia de compras, do que num que cheire a pinhal. Podem fumar merdas? Podem sim senhor. Mau gosto é que não, por favor!

 

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Adorei!

por Bad Girl, em 25.11.08

 

Este fim-de-semana, num jantar de amigos, dou por mim a ouvir uma amiga dos meus amigos dizer que eu devia conhecer o filho dela. Bem, ele até era um pouco mais novo, mas também não era assimmmmmmmmmm... Foi quando ela disse que ele tinha 17 (sim, de-za-sse-te!) anos que eu me desatei a rir. E lhe respondi que para mim, só acima dos 25. Delicioso foi ela ter concluído dali que eu gosto de homens mais velhos (!!!). A 3 semanas do 31º aniversário, soube muito bem. Talvez fosse por estar escuro. Talvez eu estivesse muito blasé para um jantar com gente (demasiado) formal. Até pode ser das borbulhas, pouco me importa. Soube bem. E só isso é que me interessa.

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Conversas de café

por Bad Girl, em 25.11.08

 

Gosto de ouvir as conversas dos outros. Sentada à mesa do café, tento não deixar passar as histórias que teimam em encontrar-me. Se as pessoas querem privacidade, tudo bem, falem em casa, ou falem mais baixo. Se falam num tom que eu ouço, é natural que eu o faça.

Um destes dias, sentada num lugar VIP para assistir à vida de duas pessoas, dou por mim a achar que a miúda era parva. A rir-me com os meus botões das coisas que ela dizia, a teorizar na minha cabeça sobre o comportamento dela, a torcer o nariz à ridicularia que me ladeava. E depois, como se de uma epifania se tratasse, lá me ocorreu que há meia dúzia de dias/ semanas/ meses ela até podia ter sido eu, e que nessa altura eu não achava ridículo. Estranhamente, em vez de me sentir embaraçada por essa descoberta, respirei fundo. Olhei para ela pelo canto do olho. Sorri. E pensei: "Já foste..."

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Ronaldo, o (sempre) lamentável

por Bad Girl, em 24.11.08

A implicação é a do costume. No jogo deste fim-de-semana contra o Aston Villa, o herói dos portugueses, dos madeirenses, das pessoas da rua dele, da família, da mãe e das irmãs não gostou das assobiadelas e mandou o público calar-se. Porque ele quer. E o menino da mamã quer, o menino da mamã tem. Não satisfeito, deu por ele a ter uma liberdade poético-criativa e decidiu anunciar a toda a gente que é o número um. Está bem que o melhor jogador do Mundo só será anunciado na próxima semana. Mas o CR não está para merdas: ele é um gajo que lê, que tem as janelas da mente abertas, e sabe perfeitamente o que o futuro lhe reserva. Pergunto-me se a escolha deste (?) melhor jogador do Mundo terá algum critério de fair play...

Mais um post sobre o CR que continua a provar que podemos arrancar as pessoas da lama, mas não conseguimos arrancar a lama das pessoas.

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Depois ainda me chamam fútil...

por Bad Girl, em 24.11.08

Por causa de um post que encontrei por aí, que falava sobre a depilação masculina, dou por mim a ser inquirida por um amigo:

 - Então e tu? Gostas mais de homens peludos ou depilados?

 - Olha, eu gosto deles inteligentes. E com sentido de humor.*

 

(*por sentido de humor entenda-se, claro, a capacidade de entender as minhas piadas...)

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Estão a gozar comigo, não estão?

por Bad Girl, em 23.11.08

 

Aqui há uns tempos pensei ter chegado à conclusão (absurda, de resto) que o Mundo não gira à minha volta. Em tempos idos a ousadia de insinuar isso teria levado o individuo que proferiu tamanha heresia à fogueirinha. E não seria para se juntar aos meninos do Huambo, certamente. Mas não. Hoje em dia tudo se perdoa, tudo se releva, e as pessoas podem dizer os disparates que quiserem, acabando por passar impunes. Adiante... Cheguei à conclusão que isso não é verdade. O Mundo, gira, sim, à minha volta. Que outra explicação haverá para aquilo que eu ouvi hoje (claro que no carro dos meus progenitores e na RFM)? Não me vão dizer que anda por aí a passar uma música de André Sardet que repete incessantemente "Gosto de ti simplesmente porque gosto", mesmo de verdade. Ninguém me pode convencer que aquilo não foi uma coisa que aconteceu só ali, apenas e só porque o universo decidiu parar o ritmo normal das coisas e quis pregar-me uma partida...

Mais depressa volto eu a acreditar que o Mundo gira à minha volta do que tenho capacidade para acreditar que não só há editoras que gravam CD com letras daquelas, como há rádios que aceitam passá-la...

 

Oh, Bad, não achas que estás a exagerar?

Não, não acho. E vocês, se lessem a letra, também achariam. E nem por acaso, cá está a letra. Camões, querido, se lês este blog, por favor não leias esta parte. É para o teu bem. Garanto-te. Já tu, André, se leres este blog (isto sendo muito mais improvável), drogas fazem mal. A sério. Ah, e tal, mas vejo elefantes cor-de-rosa e tenho picos de criatividade... Não. Caca, larga isso!

 

Já pensei dar-te uma flor
com um bilhete
mas nem sei o que escrever,
sinto as pernas a tremer quando sorris para mim,
quando deixo de te ver

(eu não queria começar já. Juro que não. Mas tem mesmo de ser: claro que não sabes o que escrever no puto do bilhete. Mas achas que sabes escrever uma música, não é? Bad idea... Ah, e como consegues ver que ela sorri quando deixas de a ver?)

Vem jogar comigo um jogo,
eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha,
quanto é que eu gosto de ti.

(Ora aí está uma ideia à homem. Um jogo. E fecha os olhos. Muito bem. Adivinha o quanto eu gosto de ti? Fod@-se. E "Tens forno", não? Olha que também é uma abordagem gira...) 

Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim

(Eu se calhar já não tinha mais nada para dizer sobre isto... é que estou enjoada... a aplicação da Lua é muito linda. E original. Podias dizer que gostavas dela até ao Algarve. É que a Lua vê-se, e o Algarve... enfim.)

Ando a ver se me decido
como te vou dizer
como te hei-de contar,
até já fiz um avião com um papel azul,
mas voou da minha mão...

(É só a mim que este verso parece absolutamente estúpido? Ainda mais estúpido que tudo o resto?)

Vem jogar comigo um jogo,
eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha,
quanto é que eu gosto de ti.

Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim

Quantas vezes parei à tua porta,

quantas vezes nem olhaste para mim,
quantas vezes eu pedi que adivinhasses,
o quanto eu gosto de ti.

(Parar à porta da moça, numa tentativa de declarar amor, é coisa para não resultar. Já para vender canais de TV Cabo diz que é uma estratégia que vai bem. E para ser preso? Isso é que é! Como, mas como queres que ela adivinhe o quanto gostas dela? Ela sabe lá quanto é daqui até à lua! Já se fosse daqui até ao Algarve...)

Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim

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Mais sobre mim

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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