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Somos todas tão puuuuuuudicas!...

por Bad Girl, em 30.05.09

Ele é isto desde que a Playboy deu às caras neste pequeno país. E por pequeno entenda-se tacanho. De cabeça pequena. Isto é ver toda a gente opinar sobre as mulheres que deram o corpo (porque o têm bonito para mostrar) nas 3 edições. E se a Mónica Sofia não estava bem nas fotos e a revista merecia um lançamento mais "tchan!", a Claudia Jacques já tinha idade para ter juízo e então a Ana Malhoa nem sequer devia ter tido lugar na revista, já que toda a gente a viu despida no seu site. E chamam nomes, e dizem que elas são isto e aquilo, e falam sobre os seus companheiros ou maridos. Têm muito para dizer sobre pessoas que não conhecem. Eles, que provavelmente correm para as bancas mal a revista sai, chamam de tudo às raparigas, aos seus maridos. "Se fosse minha mulher, ai isto e aquilo...". Não conheço os senhores de parte alguma, mas certamente se eles tivessem mulheres que fossem possíveis capas da revista Playboy não estariam a perder tempo a deixar comentários jocosos em blogues ou fóruns E elas? Ai, que as minhas maminhas são só minhas, essas são umas ordinárias, por dinheiro nenhum eu venderia fotografias minhas desnudada. Lamento a minha curta visão sobre o tema, mas para mim a coisa é simples: inveja. Talvez da coragem de quem aceita uma produção mais ousada, talvez do corpo dessas pessoas. Mas não me venham com merdas: todas as crónicas de escárnio e maldizer que abordam o tema, para mim, só tem uma origem: a inveja. E sim, tivesse eu o corpinho e o mediatismo dessas moças e a oferta fosse aceitável, era ver-me tirar a roupa. Porque nasci sem ela, porque me sinto bem quando tenho de andar sem ela, e porque no meu cérebro há lugar para distinguir que tudo o que viesse daí era escrito com os cotovelos. Porque este ainda é um país de virtudes públicas e vícios privados.

 

E sim, também teria dormido com o Robert Redford (oh, que sacrifício!!!) por um milhão de dólares. Antes do botox (dele), claro.

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Fisioterapia, canadianas, não conduzir, não correr, não andar de saltos altos, não f*d*r, as dores (oh, céus, as dores!), as injecções na barriga, a falta de posição, o gelo.... faltava mais alguma coisa?

Pois faltava.

Era não poder ir à praia.

REFORMULO:

Não poder apanhar sol.

Mas eu cubro as cicatrizes. Com NÍVEA, com um pano, com o que quiserem...

Nops. Não podes apanhar calorzinho.

 

Sabem o que também podiam fazer? Era espetar-me com alfinetes de uma ponta à outra. Ainda assim era capaz de me custar menos.

 

Dolce fare niente o c@r@lhinho.

 

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Qual "Malucos do riso" qual quê!...

por Bad Girl, em 27.05.09

Para rir, nada melhor do que a audição a Oliveira e Costa, em directo na ARtv.

Há meses que eu me perguntava para que raio servia o canal em questão. Está explicado. E, pagasse eu TVCabo, hoje daria o dinheiro por bem empregue.

Ele é ver o OC a fazer declarações com a boca cheia.

Ele é ouvir o OC falar de assuntos importantes com uns "ou lá o que era..."

Ele é perceber que o OC está a preparar-se para alegar insanidade e que este é um belo ensaio.

 

Guilherme Leite, põe-te fino. O OC está a preparar uma carreira alternativa.

 

Acaba de acabar. Para quem não viu, uma mensagem: perderam um belo momento de humor.

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There is no such thing as magic

por Bad Girl, em 26.05.09

 

Golpe de magia 1:

As pessoas têm de ser operadas. Vão para o hospital. Levam pijamas e camisas de noite bonitos(as). Comem comida má, que sempre é melhor que o soro. São postas a dormir. Quando acordam têm dores e cortes. Vão para casa. Passam lá uma vá, duas semanas. Tomam pastilhas quando têm dores. Vêem com interesse séries de televisão, quando não estão a aproveitar o tempo para pôr a leitura em dia. Ficam impecáveis.

 

Spoiller:

As pessoas têm de ser operadas. Vão para o hospital. Levam pijamas e camisas de noite bonitos(as). Comem comida má, que sempre é melhor que o soro. São postas a dormir. Quando acordam têm dores e cortes. Vão para casa. Passam lá um vá, dois meses. Fazem fisioterapia, andam de muletas, de tala, têm dores, cicatrizes e falta de paciência. Para ler, para ver televisão, para a fisioterapia e para o médico, que têm de ver todas as semanas. Toda a gente lhes diz que vão ficar impecáveis mas o tempo vai passando e tudo é demasiado lento.

 

Golpe de magia 2:

Colocamos dinheiro num envelope. Saímos de manhã. Quando regressamos a casa, ao fim do dia, o dinheiro desapareceu e a casa está limpa, como por milagre.

 

Spoiller:

Passamos demasiado tempo em casa. Cruzámo-nos com a empregada. Ela pergunta se os sofás são para ficar assim fora do sítio e nós dizemos que sim, que é para ter espaço para as muletas. Saímos para a fisioterapia. A caminho lembramo-nos que não deixamos dinheiro no envelope. Regressamos mais cedo a casa. A empregada ainda lá está, a casa não está totalmente arrumada e é mais um milagre que não acontece.

 

Odeio estar de baixa.

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Crónicas da fisioterapia II

por Bad Girl, em 25.05.09

 

Eu e o iPod a tentarmos ganhar a volta a Portugal. A funcionária estranha passa por mim e pergunta:

 - O que é que está a ouvir?

Apesar de certa da imperceptibilidade da minha resposta, lá arrisquei:

 - Antony and the Johnsons.

A resposta foi um indeciso "Ah...", que eu tentei iluminar com o empréstimo de um dos "fones".

Ela hesitou. Para não ficar mal (acho) lá disse:

 - Acho que conheço.

Eu tentei ajudar:

 - Estiveram no Coliseu na 2ª feira passada.

A resposta?

 - Pois. Eu não vou.

?????????????????????????

Assim, a seco. Sem mais. E eu decido dar a conversa por terminada.

Ela dá uns passos. Olha para trás e diz:

 - Gosto de músicas assim calminhas. Para relaxar. Também gosto muito de Michael Buble.

 

O que é que se responde a isto?

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As minhas muletas e eu...

por Bad Girl, em 20.05.09

Pela primeira vez num centro comercial com muletas, percebi algumas coisas.

Por exemplo, que as pessoas são mal educadas. Não há remédio. Alguém me deixou passar à frente em algum lado? Não. Desistiram de subir a pé as escadas rolantes, mesmo que para isso tivessem de me acotovelar (relembro que estava de muletas)? Não. Algum dos ultra simpáticos empregados da Nespresso se apressou a mostrar-me um sítio onde sentar, enquanto eu me passeava (relembro: de muletas) à procura, evidentemente, de um sítio para me sentar? Não. As pessoas em Portugal são básicas, mal educadas e umbiguistas. Depois pasmam-se e indignam-se que exista uma professora em Espinho (uma besta que usa malas Tous de imitação) que use termos menos próprios para falar com os alunos. Por falar nisso: alguém já se mostrou indignado com a atitude prepotente e arrogante da senhora (ia chamar-lhe "coisa", mas não me apeteceu)? Alguém ficou em estado de choque por a dita senhora reprimir os alunos? Não. Parece que o grave é que a senhora fale de sexo. Só isso. Adiante e voltando ao centro comercial: nunca tinha, honestamente, reparado na quantidade de pessoas que cambaleiam a usar saltos altos. Que caminham de lado, ou como se estivessem a equilibrar-se em andas. A lição a tirar daí é que Deus dá saltos a quem não tem pernas para isso. O que é injusto. Para pessoas como eu, que têm de se ver privadas dessa bênção até data a determinar.

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Crónicas da fisioterapia

por Bad Girl, em 20.05.09

Um destes dias acabou por acontecer o que era quase inevitável: as camas dos clientes tidos como "normais" na fisioterapia estavam ocupadas, e deram-me um downgrade para os VIP. Não, não me enganei. Os VIP são, na generalidade, jogadores da bola, pelo que aquilo tem de ser considerado um downgrade.

 

Para além de não estarem habituados a ver mulheres naquelas paragens (qualquer trambolho serve para ficarem a olhar, imaginem agora eu, ainda com as cicatrizes tapadas...), a conversa é tão interessante quanto variada: vai desde o campeonato romeno ao sobrevalor que um qualquer clube pagou pelo Lino. Tudo isto complementado com pérolas como:

 - O meu sonho é jogar no Benfica.

 - Estou acabado para a época...

Ou a melhor de todas:

 - Agora é importante vencer o medo. Para a frente já sei que posso correr com segurança. Quando tiver de virar logo vejo se me aguento ou se ainda estou traumatizado...

 

Pelo sim, pelo não, dali para a frente, passei a fazer-me acompanhar do MP3.

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Um bom exemplo de má publicidade

por Bad Girl, em 20.05.09

Não sei se aumenta se clicarem na imagem. Mas dá para ver melhor no sapo.pt.

O quê? Três bons argumentos para não pôr um único pé numa loja CR7.

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Ainda estou em choque. O meu coração está acelerado e as minhas pernas ainda não pararam de tremer. A TVI descobriu uma coisa de pôr os cabelos em pé dos seus telespectadores (e daqueles que, como eu, não são telespectadores pela razão mais simples do mundo: entre 39 canais, a minha televisão optou por não dar a TVI. Sozinha, sem ninguém lhe pedir nada. Mas sosseguem, nem tudo são misérias na minha vida, eu tenho o TVI24...). Mas, voltando à descoberta do mês, do ano e quiçá do século: há laboratórios a pagar viagens a médicos. Vá, eu dou-vos dez minutos para recuperarem o fôlego e tirarem esse ar de estupefacção da cara antes de continuar.

Já está?

Eu sei que é difícil, mas já faziam um esforço, não?

Está?

Pronto, preparados ou não eu tenho de continuar, que a minha vida não é isto....

 

Então dizia eu que a TVI, sempre à frente do seu tempo, descobriu que não são os médicos que pagam as suas participações em congressos. Nem as viagens. Tampouco os hotéis. A TVI descobriu (todos num sonoro e uníssono "Ah!", vocês conseguem) que quem paga são os laboratórios.

 

A história começou, ao que me parece, porque um delegado de informação médica (DIM), daqueles que anda ali à volta dos médicos: "O doutor precisa de algumas coisa?", "Ai, senhor doutor que essa gravata fica-lhe tão bem!" (nada contra DIM. Tenho (tinha?) amigos DIM. É uma profissão como outra qualquer. E se é preciso ficar horas em pé à porta de um consultório para ser recebido por um médico para se ganhar a vida, seja. Há coisas que me parecem bem piores na vida) teve uma epifania de princípios (ou foi despedido e ficou com uma cabeça do tamanho de um elefante) e decidiu meter os papéis da tal viagem à Malásia a circular. E depois, achando eu que já nada mais me podia surpreender de uma forma tão intensa, a TVI descobriu que um outro laboratório fez o quê? Chamou médicos a um hotel (e disse o nome, porque o hotel não tinha nada que existir e vender salas de reuniões e quartos, era só mais o que faltava, estes cúmplices perigosos!...) e pagou-lhes para eles fazerem ou avaliarem ou o que seja algumas simulações de visitas de DIM. Eu chamo a isso consultadoria, mas os senhores da TVI dizem que é um crime gravíssimo, estes médicos. Maus, médicos, maus. Tau. Tau. Claro que a TVI NUNCA pagou viagens a actores e pseudo-VIP para ter entrevistas exclusivas. Os pivots que deram as notícias NUNCA receberam roupas dos senhores que aparecem publicitados no fim, nem NUNCA foram de viagem patrocinados por nenhuma revista. Não senhor, que nós cá somos purinhos. Temos uma integridade virginal. Certamente o departamento comercial da TVI nunca deu presentes de Natal (ou outros) às agências de publicidade que mais espaço lhe compram. Jamais Salomé!

Quantos agentes de viagens pagam as próprias viagens? Chamam-se Fam Trips e custam-lhes zero. Em todo o lado existe esta corrupção. E os produtos nos supermercados? São colocados aleatoriamente nas prateleiras, querem ver? E podem até alegar que tudo bem, mas medicamentos é uma coisa muito séria, e que isto pode interferir com a integridade profissional de um médico na altura de prescrever os mesmos. Esse argumento é um bocado parvo, na medida em que se TODOS os laboratórios patrocinam os médicos de forma similar, então os médicos estarão à vontade para prescrever o mais indicado para cada situação. Digam que eu tenho a minha ética demasiado elástica, pouco me importa. Acredito sinceramente que este tipo de corrupção é diário, constante e não tão grave como a imprensa quer fazer parecer. Chamem-me crente. Já me chamaram coisas piores.  

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A linguagem dos médicos...

por Bad Girl, em 15.05.09

 

Que os médicos escrevem umas gatafunhadas que fazem corar de vergonha os hieróglifos já eu sabia. O que nunca percebi foi que aquilo também se transporta para a linguagem oral dos ditos doutores. E juro que no dia em que ele me disse:

 - Precisamos de operar

 

Eu ouvi isso, seguido de:

 - É um procedimento simples. Três furinhos no joelho, anestesia, e já está.

 

Mas o que é que ele me disse?

 - Precisamos de operar. (isto, pelos vistos, é transversal às duas línguas)

 

O que eu não entendi foi:

 - Fazemos dois buraquinhos e depois dois cortes enormes que lhe vão f*der o joelho todo de uma ponta à outra. Como se isso não bastasse, vamos furá-la de ponta a ponta da rótula com agrafos, e já está.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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