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A fruta da Carolina

por Bad Girl, em 31.08.09
mandatário
(mandato + -ário)
s. m.
1. O que recebe ordens ou mandado de outrem.
2. Delegado; representante.
mandatário do povo ou da naçãodeputado.


In Priberam

 

A bem da verdade, e apesar de ter, também eu, feito correr o tal movimento "Libertem a empregada da Carolina Patrocínio", não vejo grande mal no facto de a Carolina gostar da fruta desencaroçada. Sabe bem comer cerejas umas atrás das outras sem cuspir os ditos caroços. E então as graínhas das uvas? Aquilo é coisa para se meter nos intervalos dos dentes e fazer aflição. Mas sim, também eu prefiro a minha fruta descascada, partida e sem caroços. Agora não sou mimada e preguiçosa ao ponto de me recusar a comer frutas com  caroços. Dá trabalho? Pois dá, mas a vida custa a todos. A uns mais do que a outros, como se pode perceber.

Voltando à Carolina, acho (a ver assim tudo quanto foram comentários e artigos de opinião ao assunto) que se enfatizaram as declarações menos importantes e nem acho que aquele seja o âmago da questão. Caroços à parte, o partido que faz governo, escolheu para representante do seu eleitorado jovem uma pessoa que prefere fazer batota a perder. E isso, senhores, é o Engenheiro Sócrates a dizer aos jovens portugueses que se pode fazer Inglês Técnico ao Domingo. Que podem ser batoteiros, ter falta de carácter e não ter ética aboslutamente nenhuma. Desde que não percam. O facto de a Carolina não gostar dos caroços das frutas não me causa repulsa. Eu também não vou à bola com eles. Mas o facto de o Partido Socialista, actualmente no poder, escolher para representar os jovens uma pequena burguesa faz-me pensar que o Eng.º Sócrates e quem o assessoriza se estão completamente a cagar para a realidade que governam. 18,7% dos cerca de 507.000 desempregados do país são jovens entre os 15 e os 24 anos. Esses, que são representados por alguém que diz que quer ser comunicadora e responde "Porquê?" quando lhe perguntam a razão da opção. Ao ver esta escolha, percebo que o governo do Eng.º Sócrates acredita que os jovens devem ser amorais, não ter ética, e que podem ter graves lacunas de carácter. O Eng.º Sócrates também acredita que os jovens devem ser preguiçosos e que as escolhas de futuro destes devem ser menos reflectidas do que o dia do "noivado". Fosse eu ainda jovem e ficaria ofendida com esta escolha.

 

Apenas para memória futura, note-se o facto de Carolina ser neta de Vasco Vieira de Almeida. Fazer um país inteiro de parvo é que já é muito... 

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Tal como a Cleópatra...

por Bad Girl, em 31.08.09

Apesar de conseguir tirar os caroços e as pevides à minha fruta, eu também sou dada a algumas burguesias. À falta de senhoras brasileiras que me descasquem as uvas, nunca digo não a uma tarde de SPA. Desta vez, lá foi de experimentar um banho em leite de burra. E que bom que foi. Já sei o que estão a pensar:

"Ah, parece nhanha."

So what? É bom e recomenda-se. O leite de burra, claro...

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Inconformada com a irredutibilidade de sua santidade a nódoa, lembrei-me de uma saída airosa para toda esta confusão católica que nem Alá sabe onde acaba: um familiar próximo tem um amigo padre. Quer dizer, aquilo não é bem amizade: o dito padre anda enrolado com uma prima dele, divorciada (excomungada, portanto) e mãe de filhos. Lá está: vícios privados, virtudes públicas. A ideia era simples: ele expunha o meu caso e o dito padre ajudava. Até porque ninguém melhor que ele para entender que a intransigência da Igreja é deveras inapropriada, em certos casos. Como o meu. Ou o dele. Mas foi assim? Não. Porque este parece também ser um individuo de fortes convicções.

(Tempo para rir e apanhar os queixos que caíram ao chão).

A solução apresentada por este não podia deixar-me as coisas mais claras:

 - Ele diz que uma forma de contornares a situação é se pagares os direitos.

 - WTF?

 - Sim, é uma espécie de contribuição financeira para a Igreja.

 - WTF? WTF? WTF?

Resumo do que foi dito até agora:

Para baptizares uma criança precisas tão somente de uma certidão de idoneidade. A mesma pode ser conseguida de variadíssimas formas:

1 - Seres conhecido do padre da tua área.

2 - Teres feito o baptismo, a comunhão e o crisma e teres documentação que comprove isso tudo.

3 - Podes ser um grande fdp e não teres nenhum dos ditos sacramentos mas se comprares a tua indulgência, está tudo bem, a gente gosta de moedinhas.

Convém reter que:

Não interessa o tipo de pessoa que és: se tiveres feito os tais sacramentos e/ ou se deres tostõezinhos para a Igreja, tudo será perdoado.

Os padres estão isentos de praticar o que pregam e até de cumprir o que prometeram quando escolheram o sacerdócio. Os únicos que estão obrigados a ser o que a Igreja prega são os "simples mortais". Os pobres. Os outros podem perfeitamente pagar a entrada no céu.

Posto isto é que já ninguém tinha moral para me impedir do que quer que fosse. E não me venham com ideias peregrinas de: o baptismo é uma festa católica que inicia a criança na vida religiosa. Se és agnóstica, ainda que teísta, tens de meter o rabo entre as pernas e aceitar que não vais ser madrinha. O c@r@lhinho. O afilhado é meu e não vai cá haver faz de contas. Nem mentiras. Nem pagamentos para fazer esquecer o pequenino detalhe de eu não ter feito o crisma. Posto isto, passo a informar que há uma série de maneiras de contornar a situação. Sendo elas:

1 - Aparecer lá na lata sem papéis e ter a sorte de não ser interpelada pelo padre.

2 - Aparecer lá na lata sem papéis, não ter a sorte de não ser interpelada pelo padre, não assinar puto de papel nenhum. O baptismo precisa apenas de um padrinho, o outro pode ser "de boca".

3 - Assinar no local das testemunhas. Fica-se com a criança o tempo todo, mas na hora de assinar, a "madrinha" fica em branco e assina-se em "testemunha".

Eu fiz uma destas. Correu bem. E posso-vos dizer que era a única pessoa junto da criança que sabia as "letras" da missa. Não faz de mim grande católica. Afinal, lembro-me de tudo quanto são músicas dos anos oitenta sem grande esforço. Memória de elefante? Sim senhores. Mas num corpinho de sereia, obviamente.

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Ainda assim...

por Bad Girl, em 23.08.09

... e apesar da merd@ de tempo que cá vim encontrar, as minhas noites são melhores que os vossos dias. Quase aposto.

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Nota mental

por Bad Girl, em 22.08.09

Conduzir durante uma estupidez de horas pouco tempo depois de termos sido operados ao joelho não é, sequer, uma ideia peregrina. É uma ideia estúpida. De Oviedo para o mundo blogosférico, um saludo quase a definhar. Para já, a promessa de um final feliz na história do baptizado, quando eu voltar ao mundo dos vivos. E apenas um desejo: uma noite descansada.

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O que eu gosto da Igreja...

por Bad Girl, em 18.08.09

Por pura insistência da avó paterna da criança, o meu afilhado não o foi só assim: a madrinha és tu. Não, tinha de meter honras clericais, que a criança vagueava no limbo, ora para cá, ora para lá. A única maneira de resolver tamanho problema na vida da criança seria despejar-lhe água benta cabeça abaixo e fazer com que ela fosse abençoada por alguém tão carne e osso como eu mas (pasmem-se!), com muito menos humanidade.

A comichão começou quando a "comadre" me comunica a necessidade de "falar com o padre". Sabe Deus (passo a ironia) o quanto eu gosto de ter diálogos com figuras eclesiásticas. Ora do serão em Valongo já todos sabem. Mas sabem o que me foi pedido? Ah, pois não. Para seres madrinha importa-me pouco o teu carácter. A capacidade que tens de dar carinho à criança,  a dedicação ao teu afilhado, o amor que lhe tens. Nem sequer me importa se és criminosa, mentirosa, intriguista ou uma sacana de primeira.  Trazes é uma certidão de idoneidade e logo vemos se tens aquilo que é preciso para seres madrinha.

Ora e como é que se consegue tal documento?

Passo a explicar: vou ao padre da freguesia da minha residência e preencho o puto do papel, onde se pretendem saber coisas de importância brutal para o apadrinhamento de uma criança. São elas: tens de ser baptizada, ter feito a comunhão e o crisma, ter mais de dezasseis anos, não viver em pecado (ser amancebado ou ser APENAS casado civilmente) e ir à missa ao Domingo. A coisa não podia correr bem. Com pouca disposição para mentir ao velho caquéctico que veste a batina lá para os lados da Madalena (em qualquer outra área já estava reformado desde 1954, mas para ser padre, quanto mais putrefacto melhor), apesar da cadência do olhar para outro lado que não os olhos do interlocutor, lá fui eu, quem-não-deve-não-teme, com as informações solicitadas: baptismo, sim, comunhão, sim, crisma, não, eucaristia dominical, não. A minha certeza era uma: o crisma ia foder-me à grande. Não podia estar mais errada. Nem chegamos à questão do crisma, que era obrigatório (segundo as leis do direito canónico, que na Bíblia nada consta) eu ter um certificado de baptismo:

 - Pois, mas eu mudei de casa quatro vezes depois de ter sido baptizada...

 - Não tenho nada a ver com isso.

Assim, que nós os padres somos todos uns cabrões de uns gajos cheios de solidariedade para com toda a gente.

 - Mas não dá para ligar para a igreja desta freguesia e confirmar?

 - Não vou fazer isso.

Claro que não. Nós PREGAMOS a tolerância e a entreajuda, não a praticamos, deves ser burra, oh descrente.

Após uma desnecessária troca de argumentos com sua santidade a nódoa, desisto e ponho os pés a caminho. Com duas certezas: que não é a merda de um papel que faz de mim uma melhor ou pior madrinha, e que não é um padre arrogante, antipático e sem pingo de tolerância no sangue de barata que me vão impedir de ser aos olhos da sociedade aquilo que eu já sou desde antes do dia 1: a madrinha do meu afilhado.

 

Esta história continua, ah... se continua...

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Saudades?

por Bad Girl, em 16.08.09

Hoje andei por aqui...

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Tenho para mim

por Bad Girl, em 15.08.09

... que o direito canónico é um chorrilho de absurdos cuspido por um bando de gente com demasiado tempo nas mãos e com muita necessidade de poder e afirmação.

Tenho para mim que o direito canónico é abusivo, intolerante e radical.

Tenho para mim que quem inventou as leis canónicas não estava no seu perfeito juízo.

Tenho para mim que, se alguns padres não se levassem tão a sério, as igrejas não estavam tão vazias.

Tenho para mim que não devia ter discutido hoje com um padre, porque ele não merecia que eu me tivesse aborrecido.

Tenho para mim que confundir Deus com quem o representa é tão errado como confundir a árvore com a floresta.

Tenho para mim que já devia estar a dormir, que há coisas que não são importantes o suficiente para me tirarem o sono.

Tenho para mim que esta história vai dar pano para mangas.

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Mas alguém me explica...

por Bad Girl, em 14.08.09

... o que raio se passa nas cabeças dos pais portugueses (de alguns, claro), que insistem em espetar o puto do nome da canalha em autocolantes colados no vidro do carro? Mas só eu é que acho que isso é perigoso? Que há pedófilos, raptores e pessoas simplesmente mal intencionadas a esfregar as mãos de contentes com tamanho desbloqueador de conversa? Acho perigoso. E inútil. E estúpido. 

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O que eu gosto do José Mourinho...

por Bad Girl, em 14.08.09

.. é uma coisa que não se mede. Verdade, eu sempre gostei do José Mourinho. Quando era tradutor de Bobby Robson. Quando foi treinador do Leiria. Simpatizei com ele até naquela meia dúzia de dias em que foi treinador do Benfica. Claro que nem sempre desejei que ganhasse, mas sempre gostei dele. E continuo a gostar. E se é arrogante que seja, eu também sou e percebo a importância disso no dia-a-dia. Ora tendo eu este gosto especial por José Mourinho e um desprezo quase total pela China e os seus, não é de todo de estranhar que me tenha deleitado com as últimas vindas de oriente:

"Mourinho, técnico do Inter, foi chamado de arrogante depois de na conferência de imprensa ter respondido de forma pouco simpática a uma jornalista: "Depois das primeiras perguntas, percebo porque o futebol chinês é uma porcaria. Os jornalistas são pouco profissionais."

Lindo. Antes, a notícia tece apreciações sobre os gastos dos jogadores de ambas as equipas:"O jornal Beijing News escreveu que os jogadores da Lazio e Inter (vitória dos romanos por 2-1), "não tiveram consideração por ninguém", acrescentando que só em vinho gastaram cerca de 7200 euros. A empresa organizadora não terá ficado satisfeita com este comportamento." .

Se Mourinho não tivesse razão (às vezes acontece), e se a pessoa que escreveu este artigo se tivesse preparado, não teria tecido este tipo de consideração, quando vive no país que "hoje é o segundo maior mercado automobilístico do mundo, com oito milhões de carros vendidos em 2007 - muitos, de luxo, como Ferraris."

Os ricos da China podem não ter consideração. Agora que não venham cá os ricos do ocidente beber vinhos caros. PQP.

 

 

 

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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