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(e a todas as outras que fazem o mesmo, porque se há coisa que há por aí em excesso é gente porca)

Tenho o prazer de vos apresentar:

 

O Piaçaba!

 

É verdade. E este nem é dos mais bonitos, acreditem. Se vocês se dessem ao trabalho de tirar o piaçaba que está ao lado da retrete quando vão defecar (evitei o palavrão, que linda!) para o usar para limpar a porcaria que deixam, talvez estivessem mais familiarizadas com o objecto.

 

Pronto, têm razão, o nome é feio. Ninguém quer dizer que pegou no piaçaba. Tudo bem. Eu chamo-lhe "vassourinha", se isso vos fizer sentir melhor, é favor procederem à troca do nome. Mas não deixem de o usar. Primeiro, porque as pessoas que trabalham na limpeza desses espaços não deviam ter de limpar a merda que vocês deixam para trás. Depois, porque quem vai a seguir também não tem de aturar essa mesma merda. E, principalmente, porque não fazem isso em casa. De certeza. Quase de certeza. Pronto, provavelmente. Gente porca, benzádeus. São as mesmas que monopolizam os espelhos a cada 2 horas para retocar o blush. E que andam sempre de unhas muito pintadas, e que têm sempre qualquer coisa de mal para dizer sobre os outros. 

Recapitulando: nas casas-de-banho públicas, naquela parte isolada onde se vai deixar qualquer coisa que cheira mal, não há elementos decorativos. A descarga, vá-se lá imaginar, usa-se. É verdade. Os sacos que estão lá, embora fiquem giros, não são para decorar. Não. São para pôr pensos higiénicos. E aquele balde tão giro? Fica lá bem, não fica? Mas é para pôr pensos usados, veja-se só a inovação! Não é só chegar, cagar e andar. Não, minhas senhoras. É preciso não serem porquitas. Estamos combinadas?

 

 

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Mais fotos de Praga...

por Bad Girl, em 29.03.10

Estas são da série: "É favor devolver as roupas ao Batatinha, já!"

 

        

 

         

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Notamos que o mundo está virado do avesso

por Bad Girl, em 29.03.10

 

Quando percebemos que somos a pessoa mais racional do nosso grupo de amigos.

O drama:

Esta senhora diz-me, descontraidamente, que foi de férias com o cabrão que a mandou arranjar-se sozinha há menos de um ano. Assim:

 - Fui duas semanas para a África do Sul.

 - A sério? Boa! Com quem?

 - Com o P.

 - Então acabavamos aqui a conversa.

 

A comédia:

Esta liga-me exactamente à uma hora e trinta e sete minutos da manhã, com o seguinte discurso:

 - Sabes onde é que eu arranjo sacos do lixo grandes?... É uma urgência.

 - Ah? Numa estação de serviço?...

 - E onde é que há uma aqui perto?

 - Mas eu sei lá onde é que tu estás!!!!

 - Numa festa...

 

Ainda assim, à J. a coisa deve passar com um café amargo e um duche frio. Já à L., acho que nem ao estalo.

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Um dos disparates que ouço com mais frequência é o do título. Que os homens italianos são fantásticos, cheios de estilo, um sonho. Quem diz isto, obviamente, terá visto italianos apenas e só em filmes. Representados, é certo, por actores de outras nacionalidades. Cá estão alguns do mundo real, só para perceberem o disparate em que acreditaram toda uma vida.

Claro que há italianos giros. E interessantes. E com estilo. Não são é muitos. Nem estes.

 

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Oh, God...

por Bad Girl, em 28.03.10

Houve uma criaturinha que se deu ao trabalho de me enviar um mail a perguntar com que direito é que eu esfrego as minhas viagens e as minhas compras (?) na cara das pessoas, que às vezes vivem com tantas dificuldades, e para a qual eu só tenho uma resposta: criatura, eu falo das minhas viagens no meu blogue pela mesma razão que os cães lambem as partes íntimas: porque posso. Está mal, mude-se. Mas não me fod@ o juízo, que ele já não é muito e ainda tem de durar por mais uns anos.

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Eu sei que tenho um feitio um bocadinho retorcido. E que tenho pavio curto, e que me irritam as coisas que, à maior parte das pessoas, passa ao lado. Nas viagens dos outros, por exemplo, há para mais de mil coisas que me tiram do sério. Um destes dias escrevi no Facebook, enquanto esperava no aeroporto de Praga, "O português é um bicho muito engraçado. Dá tudo por viajar em excursão, repete a mesma piada a todos os excursionistas e pronto, está eleito o líder da excursão.". Isto das excursões dá-me cabo da serenidade. Se conseguir coordenar as vontades de duas pessoas é, para mim, uma quase questão de nervos, imagine-se só ir atrás dos sabores de 10 ou 15 pessoas. Até porque eu tenho aquela tendência para a liderança (a bem ou à força), e a coisa (a acontecer), haveria de dar para o torto. Bem, mas à frente, antes das excursões, ainda há o "conhecer casais". Eu juro, quando alguém começa o relato das férias com "conhecemos um casal" ou "ficamos amigos de um casal", até os pêlos do fundo da cabeça se me arrepanham. É uma prática comum, sobretudo nas férias de resort. Vamos de férias, somos um casal muito apaixonado mas, pelo sim, pelo não, vamos conhecer um casal, porque já não aguentamos olhar para a cara um do outro. E depois vamos sempre para a praia juntos, guardamos lugares ao lado dos nossos na piscina, combinamos horas para jantar, para passear... A mim ninguém me tira da cabeça que, se vão de férias para "conhecer casais", o objectivo é swingar. Claro que depois se acagaçam e pronto, ficam só amigos para trocar fotos quando chegarem à terra. E aquelas criaturas que calcorreiam cidades empinadas em saltos altos? E maquilhadas? Como pode, minha gente, como pode? Admiro-lhes a coragem e invejo-lhes as fotografias de férias, a bem da verdade. Mas se já me custa tanto sair da cama (principalmente no primeiro dia de férias, que nos levantamos quase de madrugada, não vá a cidade fugir), arrastar-me para o banho, calçar umas sapatilhas ou umas botas de salto raso (principalmente depois do segundo dia, que os pés já são batatas) e sair do hotel, alguma vez me imagino a usar saltos e maquilhagem? Está bem que depois não consigo mostrar as fotos a ninguém, porque a minha cara aparece tão pior quanto mais dias de férias tem em cima. Por isso espetarei aqui fotos de muita gente. Com as minhas não contem. Para além desta.

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Café com Kafka

por Bad Girl, em 27.03.10

 

Ir a Praga e não ver tudo o que está relacionado com Kafka é o equivalente a alguém ir a Roma e não ver o Papa. Se bem que eu fui a Roma algumas vezes e não vi o Papa. Em uma das vezes tive desculpa, não havia Papa. Das outras, nem por isso...

Reformulando: 

Ir a Praga e não ver tudo o que está relacionado com Kafka é o equivalente a um católico devoto ir a Roma e não ver o Papa.

Posto isto, partilho convosco que ir ao Café Kafka é uma experiência em tudo equivalente à daquelas pessoas que vão ao novo programa da Júlia Pinheiro (explicação do programa, as far as I know: uma senhora estrangeira fala com entes queridos e falecidos de pessoas que estão na plateia). Voltando ao Café Kafka: talvez pelo facto de os senhores não limparem aquilo desde a última vez que o próprio lá foi, dá para sentir no ar um odor especial a mofo. Cheguei a ter receio de ir ao WC, não fosse Kafka ter lá ido antes de ter morrido e se ter esquecido de descarregar o autoclismo. A única coisa que não estava lá aquando das idas de Franz ao boteco eram: os dois empregados e a máquina do café. E os turistas da mesa do lado. A velhota que estava ao fundo era amiga pessoal do escritor, certamente. As cadeiras também eram daquela altura. E, fod@-se, se eu tivesse de sentar o rabo naquelas cadeiras todos os dias também havia de não bater bem da cabeça e escrever livros absolutamente fascinantes. Mas não. Diz que a minha cadeira é anatómica. E tem rodinhas. Depois não há best sellers, pois claro... 

 

PS - A lâmpada de poupança de energia, no candeeiro ao fundo, também não é do tempo de Kafka...

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Por falar em street fashion

por Bad Girl, em 25.03.10

Quem raio legitimou o uso de leggings sem nada por cima? Nem vestido, nem camisola, nada. É vê-las gordas, magras, altas, baixas... não importa. Saem só de leggings (eu vi as cuecas de uma moça, juro!!!) à rua e pronto. Sair só de collants não... isso é ordinário. Mas leggings pode.

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Cães em Praga

por Bad Girl, em 25.03.10

 

Tenho para mim que, em tendo mais tempo livre em mãos, podia escrever uma tese sobre o tema. A meu ver, podemos saber muito sobre um povo pela maneira como trata os seus cães. Aqui em Praga vêem-se muitos cães. São sobretudo de raça pequena, quase todos de raça (Cavalier King Charles Spaniel, Jack Russel Terrier, Bulldog francês, Pug...), e todos bem tratados. Se em Nova Iorque, por exemplo, o fenómeno do cão gordo toma conta das ruas, aqui os cães estão no peso certo e têm pêlo fantástico. Cócó nas ruas... muito pouco. Cães abandonados? Não vi um único. Os cães aqui são tão disciplinados que o MQT, dono de um cão que, na maior parte das vezes, parece ter sido possuído pelo demónio, tem para ele que os cães são manipulados geneticamente. Diz-me isto que em Praga se vive, sobretudo, em apartamentos. Que respeitam os animais, os concidadãos, e a vida em geral. Gosto. 

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Sobre Praga

por Bad Girl, em 24.03.10

 

Ora se querem saber coisas sobre Praga, vieram ao sítio errado. Isto não é um blogue de viagens. Posso dizer-vos, contudo, que se anda de c@r@lho e que os pés, esses que as pessoas gostam de dizer que nem sentem, doem-me incessantemente desde Domingo. Ainda que eu, atenciosa proprietária, os tenha levado à massagem tailandesa. Foi porradinha de criar bicho, eram apertos, pequenos socos, pauzinhos espetados... Resultou? Sim. Resolveu? Nem por isso.

Coisas a saber sobre Praga: os muitos portugueses que se encontram por aí parecem poucos, se compararmos com o número de adolescentes italianos que passeiam os fatos de treino (eles) e o ensemble óculos D&G (ou Ray Ban), carteira LV, parka brilhante que pode ser D&G ou Guess, jeans  D&G abraçadas por cintos D&G. Os pés passeiam-se confortavelmente em ténis All Star, botas UGG ou (pasmem-se!) galochas aos quadrados da Burberry. Se eles andam todos de fato de treino? Não. Alguns são o Ricardo Quaresma. Mas a street fashion em Praga é tão deliciosa que não resisti a juntar algumas provas fotográficas. Claro que eu não estou propriamente disposta a levar na cara, pelo que o resultado da minha excursão fotográfica de hoje não foi brilhante: tenho muitos modelitos de costas, alguns de lado e os que estão de frente estão, invariavelmente, desfocados. Pode ser que amanhã tenha mais sorte. Ou lata.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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