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Pingo Doce, venha cá...

por Bad Girl, em 30.06.10

Hoje, no Pingo Doce do Pinheiro Manso:

Menina da caixa 1 interpela a menina da caixa 2, segurando o objecto da dúvida na mão:

 - O que é isto?

 - Couve-flor.

 - Ah.

30 segundos, novo objecto.

 - E isto?

 - Chuchu.

 - Nunca vi.

10 segundos

 - No xis não está.

 - É no cê.

 - Ah.

 

Pronto. Achei que não havia necessidade de comentários meus. Não estavam à altura do acontecimento original.

 

 

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Nada

por Bad Girl, em 30.06.10

Nada. Niente. Rien. Nothing. Nichts. Intet. Ei mitään.*

É o que eu tenho a dizer sobre Portugal e o Mundial. Mas não se prendam por mim. Parece que hoje toda a gente (mesmo aqueles que não conseguem distinguir um livre directo de um livre indirecto) tem algo a dizer sobre o jogo de ontem.

 

* com o alto patrocínio do tradutor do Google. Se está mal, a culpa é deles.

 

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Da bipolaridade

por Bad Girl, em 29.06.10

No Sábado, na casa da minha avó, vi o último episódio da série Glee.

Pensamento 1: Eu podia ter gostado de ver esta série.

Pensamento 2: Mas fod@-se, gente a cantar e a dançar o tempo todo? Que seca!

 

Pensamento 1 separado do pensamento 2 por escassos 10 segundos.

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24 horas

por Bad Girl, em 29.06.10

 

Este blogue desde sempre assumiu a sua embirração com o "24 horas". Eu acho, continuo a achar, não sou daquelas pessoas que transforma o "morto" em mártir, que o "24 horas" não merecia existir no meu mundo. Mas o "24 horas" não é (era) só o pasquim que vomitava baboseiras todos os dias, que dava (achava eu) à populaça o que a populaça queria (se S. Alteza me lesse agora...). O "24 horas" é (era) o posto de trabalho de algumas pessoas. Acima de tudo, o "24 horas" é (era) o posto de trabalho de duas pessoas* que respeito e com quem fui construindo uma relação de afecto, muito acima das embirrações do blogue e dos posts belicosos e cáusticos. Essas pessoas, que são muito melhores do que o jornal para o qual trabalhavam, viam sempre estas embirrações com um fair play extraordinário. O que me leva a crer que havia pessoas a fazer o “24 horas” que eram muito melhores do que o jornal que produziam. Por isso, não obstante a minha indiferença perante o fim de uma coisa que não me faz falta, posso dizer que é com alguma pena que vejo este dia chegar. E porra, que os gajos fizeram uma última primeira página do caraças, lá isso fizeram.  

 

*Prometi a uma delas que não haveria nomes.

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110 anos

por Bad Girl, em 29.06.10

 

"Do primeiro amor gosta-se mais, dos outros gosta-se melhor"

 

Antoine de Saint-Exupéry

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Uma lady na mesa, uma louca na... cozinha?

por Bad Girl, em 28.06.10

Ontem tive oportunidade de me deliciar com o "Dias com Mafalda", programa que em inglês se chamaria "Nigella Bites". Em picardia saudável, a SIC Notícias mostra à SIC Mulher que sim, que também tem um momento culinário/ lúdico do mais sexy que há. Do que se esqueceram os responsáveis do canal é que a Mafalda não é a Nigella. A Mafalda é uma senhora, aquela que o rapaz leva a casa da mãe para jantar. A Mafalda tem pinta (tirando aquele sotaque fozeiro que, juro por tudo, me tira do sério!!!) e consegue aproximar-se da Nigella. Mete a mão na carne com molho, envolve tudo com alecrim, aperta o cordel à volta do rosbife, mas não lambe a colher. A dignidade tem limites. A Nigella é a mulher que o rapaz leva a um jantar de amigos, para mostrar o seu overachievement. Que passeia as suas formas voluptuosas junto aos convivas, que experimenta o vinho do melhor amigo do rapaz que a levou a jantar. Que lambe a colher. O que de melhor nos oferecem estes programas de cozinha, já se sabe: homens atentos às receitas, que não hesitarão em replicar o prato, para provar que só estavam mesmo a ver o programa.  

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Já vimos dias melhores, amigo blogue...

por Bad Girl, em 28.06.10

Desde que este blogue começou, apresentei-o a pessoas que só me conheciam a mim.

Desde que este blogue começou, apresentei-me a pessoas que só o conheciam a ele.

Desde que comecei a fazer isso, foi como se metesse os pés pelas mãos, e agora tenho dezenas de posts prontos a publicar, guardados no fundo de uma gaveta de onde nunca poderão sair. Porque as pessoas não sabem, não querem saber, porque lhes dói tudo quanto há para doer, agredidas pelas palavras.

Se eu não tivesse tantos posts proibidos de sair cá para fora, hoje escrevia tudo quanto quisesse. Falava da amiga que leva a vida estupidamente, bebedeira atrás de bebedeira, como se tivesse 16 anos. Falava de relações, e dizia que as pessoas, quando gostam, aceitam os outros como são, ainda que não os entendam muito bem nesta ou naquela coisa. Falava de bagagens e explicava o porquê de algumas bagagens se tornarem tão pesadas que beliscam a intimidade das pessoas. Se eu tivesse um blogue pequenino, escondido algures no anonimato da blogosfera, podia fazer tudo isso. Mas não tenho e, por isso, hoje só me apetece atirar um esgar a este blogue e ignorá-lo. Hoje não me serve.

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A fé (do) no Homem

por Bad Girl, em 27.06.10

Hoje, no i, D. Januário Torgal Ferreira:

 

"Saramago não era de Deus, mas passava a vida a falar de Deus. Ele, no fundo, tinha interesse por Deus! E deve merecer respeito pelo seu ponto de vista. A única coisa que me entristece e me distancia de certas leituras é a agressão gratuita, a calúnia, o banditismo mental, a inquisição ao contrário."

"O que eu acho, então, é que há uma soma de pessoas, e digo-o com respeito, que ficaram perfeitamente analfabetas, cheias de complexos, de maldade, de sensualidade, quase castradas. Quem conhece o mundo e o adora, olha-o de forma límpida e feliz. Eu dou graças à vida e aos educadores que tive, por olhar para o mundo de forma descomplexada e desinibida. É como quando me dizem: "Ah... você vai para a praia e para a piscina de calções." E então? Qual é o problema? Sou um cidadão como outro qualquer!"

"Eu faço uma análise independente das minhas convicções católicas. Não me parece que pegue, vindo de uma pessoa minimamente apetrechada do ponto de vista cultural, a explicação do senhor Presidente da República. Mas não me compete julgar. Nem analisar ou comentar."

"E a Igreja só pode ter uma atitude: acolher, ouvir, tentar entender. Eu às vezes pergunto a colegas: "Você já alguma vez falou com um homossexual?" É que eu já e sabe o que é que vi? Uma pessoa que sofria loucamente, porque não era entendida, porque tinha uma orientação sexual que não é aceite socialmente. Alguém que se sentia só, escorraçado. Alguém que se escondia."

"Com certeza que um casal homossexual não é um teórico, não é? E os afectos traduzem-se por essa prática, por essa fusão psíquico-afectiva da unidade misteriosa que é o ser humano."

"Recebo tantas cartas antipáticas! Um dia, hei-de publicá-las a todas! Não me importo, naturalmente, que existam posições diversas das minhas. Só me chateia que as pessoas deturpem o que defendo ou partam para o insulto e para a agressão gratuita."

 

As declarações de D. Januário não me devolvem a fé na Igreja, mas fazem-me voltar a acreditar que é possível ter fé no Homem.

 

Um belíssima entrevista, desinibida, sem "prisões" à causa religiosa e sem a castração moral a que nos habituou a Igreja.

 

Tivesse a Igreja mais Homens assim e aposto que teria mais fieis.

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Do azar e das bestas

por Bad Girl, em 25.06.10

Por ter resultado tão mal a experiência do amigo 444 e tendo eu esta veia masoquista que me conhecem, atiro-me de cabeça a solicitar ao amigo 666 uma sugestão de tema para um post. Apesar de esta vez ter corrido muito melhor, e de a Sara Figueiredo me ter dado a sugestão que está no título, a coisa ainda se fez esperar quase duas semanas. Não que eu não tenha o azar de não me cruzar com uma ou outra besta pelo caminho. Aliás, ontem mesmo recebi um mail de um não admirador, que rezava o seguinte:

“Interessante? Foda-se, onde é que tu és interessante? A sério, acho sempre curioso como o povo é pequeno mesmo nos saltos altos. Lê Baudelaire e mesmo assim continuará a pesar-te a capa dura.”

Ora o nobre leitor decidiu dirigir-se a mim, povo, para perguntar onde é que eu sou interessante. Neste momento, Vossa Alteza, sou interessante no Porto, que é o local onde me encontro. O criaturo, nomeie-se assim, acha sempre curioso que o povo seja pequeno, mesmo nos saltos altos. Eu não me vou armar em intelectual da treta, até porque sim, sou do povo, vil ofensa que me faz Sua Alteza, ao achar que me insulta chamando-me pelo nome. É a mesma coisa que dizer “vocês mulheres”. Só considero absolutamente desprovida de senso, redundante e completamente preconceituosa, mas pronto, eu não sou da nobreza, se calhar a nobreza é criada assim. Ora, voltando ao povo e ao salto alto, eu, talvez por não ler Baudelaire, não percebi. Acredito que a construção da frase esteja ao melhor nível, afinal estamos a falar de um nobre que lê Baudelaire, não há possibilidade de estar errado. Estará Sua Alteza certamente a recorrer a figuras de estilo que eu, por estar no meio do povo, desconheço. O criaturo, porém, tem um coração nobre. Primeiro solta um “foda-se”, para poder aproximar-se do meu nível cultural. No fundo, é a mensagem dele para o povo em geral, aqui representado ao mais baixo nível pela minha pessoa, que diz que sim,  que também é capaz de resvalar no vernáculo. Depois o conselho, a mão passada pela cabeça, a luz da sabedoria partilhada comigo (e com todo um povo): que leia Baudelaire. Mas o criaturo sabe bem das limitações do povo. E sabe que não há Baudelaire que me retire a capa dura que me pesa. Mas cumpre-me informar Sua Alteza que a capa não é assim tão dura. Caso fosse, resvalaria nela a bestialidade que Sua Alteza cospe. E, em fúria, colocaria aqui apenas o seu nobre e-mail. Após uma busca no google encontraríamos não só o seu perfil no Facebook, como também um link para um blogue de um pseudo intelectualismo atroz, deserto de visitas e de comentários. Tal como escrevi outrora, publicidade grátis, aqui, não se faz. E, clássicos por clássicos, guarde lá o Baudelaire junto do brasão. É que eu prefiro os russos. Deve ter a ver com o facto de eu ser do povo. 

 

Citando Baudelaire: O público é, relativamente ao génio, um relógio que se atrasa.” – pode ser que venha a entender-me um dia, Alteza.       

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O Facebook é uma caderneta

por Bad Girl, em 24.06.10

Eu admito, sou uma voyeur do Facebook. Há gente que gosta de reality shows. Há gente que abranda para ver acidentes. Há gente que visita o zoológico. Eu tendo a encontrar cromos no Facebook. O processo não é demorado e nem sequer requer muita técnica. De quando em vez há gente que, provavelmente por comentar brilhantemente um ou outro status de um amigo comum, me desperta a curiosidade. De clique em clique lá vou descobrindo algumas pérolas. A maior parte guardo para mim, mas há algumas que não são resistíveis. Como o exemplo abaixo:

Making a long story short, uma moça cuja foto é um decote, está triste porque achava que ia ter um iPhone só para ela. Não é um daqueles a dividir por muita gente, que é preciso fazer uma escala para utilização, nada disso. É um mesmo só para ela. Mas não pode, porque só lhe apresentam uma réplica. E as réplicas não têm 3G, para ela se entreter a postar coisas deste género no Facebook. A legião de admiradores não tardou em responder ao desabafo, e lá vai de sugerir a óbvia ida à loja. Excepto o senhor cheio de boa vontade que tem pena de estar longe, ou poderia, ele próprio, oferecer o dito iPhone. Quem ler o comentário acha que ele está a gozar, certo? Ninguém escreve assim, e nem sequer escreve iPhode sem estar na tanga. Pois, meus amigos, não podiam estar mais errados. A pessoa que teria "emenso prazer em ofereçer o iphode" descreve-se assim no seu perfil:

Obrigada, Facebook, por existires. E obrigada, cromos, por deixarem as walls à vista de pessoas como eu. Mal intencionadas.

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Mais sobre mim

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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