Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Não houvesse o pequeno detalhe de o tal "cerviço" custar € 6,99 o Kg, e só haveria um erro.

 

Pingo Doce - Sabe bem pagar tão pouco... às gráficas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Bad Girl next door

por Bad Girl, em 06.12.10

O contexto:

Há coisa de um mês e pouco um amigo que trabalha na Men's Health sugeriu-me, a título óbvio de reinação, que me candidatasse ao lugar de "Girl next door" na revista. A tarefa consistia em responder aos pedidos de ajuda dos leitores: dúvidas existenciais, crises relacionais, mentiras ocasionais, enfim... A "Girl next door" havia de ser menina para responder a tudo... comedida e moderadamente. E foi aqui que a porca torceu o rabo. Pezinhos de lã é coisa que eu não tenho. E, cá entre nós, pro bono trabalham os U2. Adiante... Ficou a promessa de uma desconstrução da rubrica quando ela saísse. E eu cá não sou girl de virar costas a um desafio. Portanto, se forem à Men's Health deste mês poderão encontrar estas mesmas perguntas, mas com respostas de jeito.

Primeira pergunta, para começar com chave de ouro:

"Traí a minha parceira, mas quero continuar com ela, pois foi apenas uma one night stand. Devo confessar-lhe a minha infidelidade?"

David, David, David... não, claro que não. Agora que estamos no Natal é tão simpático que a presenteies com um HPV acabadinho de contrair. Usaste preservativo, David? I've got news for you: pouco importa. Vá, não deixes de fazer uma cara surpreendida (a mesma que fizeste quando ela te disse que se cansou de te ligar na noite em que lhe enfeitaste a testa com um belíssimo par de chifres) quando ela regressar do ginecologista com um teste positivo. Foi apenas um one night stand... que bom! Se optares por contar-lhe, não te esqueças de referir isso. É sempre muito importante alguém saber que foi corneado por causa de um tesão temporário, uma coisa passageira. Quiçá podes usar o álcool como explicação. Se há coisa reconfortante neste mundo é saber que o(a) nosso(a) namorado(a) fod£u uma desconhecida. "Era a do 6º Esquerdo?" - "Não, era uma gaja que eu só vi uma vez na vida!" - "Ai, querido, estou tão aliviada!...". David, se isto fosse o "Ídolos" e eu o Moura dos Santos, havia de te mandar encher de moscas.

Pergunta número dois:

"Queria comprar uma prenda sexy para oferecer à minha parceira mas ela sente-se insegura quanto ao corpo. O que devo fazer?"

Alto e pára o baile! Dois leitores, duas perguntas, duas "parceiras"? Mas isto é um jogo de póquer ou é a vida real?

Bem, Alexandre, eis o que tenho para te dizer: se dissesses à tua "parceira" que ela é fantástica e perfeita e essas coisas todas que tu, provavelmente, tens vergonha de dizer, talvez ela não se sentisse insegura quanto ao corpo. Mas não. Queres oferecer a uma pessoa que tem insegurança quanto ao corpo uma prenda sexy. É que nem sequer é uma coisa egoísta. Nã... tudo a pensar NELA, claro. Olha, queridinho, queres dar-lhe uma prenda? Faz-te homem. Ela vai adorar.

Pergunta número três (esta sem "parceira"):

"Se uma mulher deixa de me telefonar para passar a enviar somente sms, significa que está a ficar menos interessada?"

Não, Rogério. Significa que tem um daqueles tarifários que oferecem 1000 sms por mês, o que significa que ainda é uma adolescente e significa também que as sms que sobram estão a ser investidas em outras pessoas. Também pode significar que ela tem pouca paciência para te ouvir o que, considerando a tua pergunta de "gaja", não me surpreende nem um pouco. Homens são homens, mulheres são mulheres. As mulheres é que têm dúvidas sobre essas merdas das sms e das chamadas, se o correspondente se despede com "Bjx" ou "Jokas" ou "Beijos". Ou, vá, numa tentativa de explicação completamente elaborada e muito out of the box: talvez as sms sejam "dicas" para que sejas tu a ligar. As mulheres cansam-se de tomar a iniciativa, sabes? Pára lá de tentar ver o motivo oculto por trás de cada gesto e faz-te à vida. Os polegares dela não estarão eternamente ao teu serviço, amigo.

E pronto. Agora que toda a redacção da Men's Health está a louvar a sua escolha, posso repousar (por um mês?) e dedicar-me ao que melhor sei fazer com este blogue que é... isso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Oh, Lord!

por Bad Girl, em 04.12.10

 

Ontem, na FNAC:

- Pode dizer-me se tem o livro do Keith Richards? É uma biografia.

- Sabe o título?

- Não sei...

...

...

- Não temos.

- Em nenhuma loja?

- Não, a biografia do King Richards, não temos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Do peso das palavras

por Bad Girl, em 04.12.10

Aqui há uns tempos, e por causa deste post, recebi um e-mail de uma leitora, que me alertava para o facto de a palavra "deficientes", no título, poder ferir algumas susceptibilidades e poder ser mal interpretada por quem lê. Devo confessar aqui, como fiz em privado à leitora, que havia pensado duas vezes, antes de escrever a palavra "deficientes". Mas foi uma coisa que me ocupou o pensamento durante pouco tempo. Porque não acho que sejam as palavras a marginalizar ou a maltratar as pessoas. Somos nós. É a forma como são proferidas essas palavras e o contexto no qual são utilizadas que magoam as pessoas. Sempre fui habituada a não pegar nas palavras "com pinças". Tenho um tio deficiente mental profundo. Durante toda a minha vida, a palavra "deficiente" foi utilizada com naturalidade. A palavra "coitadinho" é que me deixa p... da vida. E sempre achei que quem o trata por cidadão "portador de deficiência" está a cumprir uma norma.  Para mim o cancro é cancro. Não é uma doença prolongada. E um preto é preto, não é uma pessoa de cor. Cor temos nós todos. Acredito piamente que o politicamente correcto das palavras não foi imposto à sociedade para salvaguardar e proteger as sensibilidades de quem as ouve, mas sim para limpar a consciência de quem as diz. Porque não é o facto de usarmos algumas palavras que faz de nós menos respeitadores das outras pessoas. É o facto de as palavras nos meterem medo, nos causarem repulsa, nos incomodarem. Se eu tenho que pensar duas vezes antes de falar de uma ou outra pessoa, não estou a ser honesta. Nem comigo nem com essa pessoa. Eu tenho um tio deficiente, tenho um amigo preto e a minha mãe tem cancro. Sempre disse isso, sempre fui habituada a tratar as coisas pelos nomes mais crus. Nunca disse que tenho um tio portador de deficiência, que tenho um amigo de cor e que a minha mãe era vítima de doença crónica, ou tinha um "mal". A sensação que me dá, ao ouvir estas palavras tão cheias de cuidado e tão pensadas e repensadas, é a de que a sociedade inventou o "socialmente correcto" para poder dormir em paz. Eu não sei se será bem assim, mas acho que, se a sociedade precisa de encontrar um termo para te definir e esse termo não é a primeira coisa que te vem à cabeça, então há algo que a sociedade precisa de corrigir. Eu tenho o maior respeito por todo e qualquer ser vivo e pelas suas dificuldades. Acho que as pessoas devem ser tratadas de forma diferente quando têm dificuldades. Por forma diferente entenda-se com civismo, solidariedade e respeito. Respeito esse que, aos meus olhos, está pouco relacionado com a escolha das palavras e muito relacionado com as nossas atitudes. E isso, sim, tem que mudar. Se eu achasse que a atitude da sociedade mudava por eu trocar a palavra "deficientes" pelo termo "pessoas portadoras de deficiência", já estava trocado. Mas não. Lamentavelmente, não.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 4/4



Mais sobre mim

foto do autor


Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

Algo a dizer? BAD MAIL

badgirlsgoeverywhere (arroba) gmail.com

Bad face

Bad Girls go Everywhere - Blog

Promote your Page too

Importa lembrar, sempre


www.freetibet.org


(nem sempre consigo creditá-las. Serão retiradas se alguém se sentir lesado)

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2006
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

(de borla, pelo menos...)

From Geek in Pink




Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.