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Capa da VIP

 

A sério, quão mentecapto é preciso ser-se para fazer uma capa com uma fotografia de uma pessoa em biquíni e optar por escrever "Esconde a gravidez" a acompanhar a dita foto? Quantas coisas destas são precisas para a pessoa ter direito a um atestado de estupidez? 

 

 

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A vida em HD

por Bad Girl, em 15.08.11

Desde que, há uns tempos, decidi aceitar que há vida para além do canal 65, os meus olhos têm delirado com o National Geographic e o Discovery Showcase. Ambos HD. A qualidade da imagem é tão boa, as cores são tão vivas, a definição é tão espectacular que, um dia destes, dei por mim com os olhos fixos na televisão, a ver como se faz um Maserati. Não deve haver tema neste mundo que me interesse menos. Prefiro saber como se faz fermento, a saber como se faz um carro. Excepto se for em HD. Porque, nesse caso, os olhos não descolam do ecrã. É hipnotizante. 

 

"

A local resident of Nunivark Island draws a laugh from her daughter by donning the head of a musk ox recently shot by her husband. Sport hunters are allowed to kill approximately 70 of these animals per year, despite the fact that they were once extinct i
Joel Sartore

 

Nem sempre o que os outros fazem faz sentido. Nem sempre o que vemos vai de encontro ao que somos. Mas, muitas vezes, a luta entre o que nos parece belo e o que sentimos como horrível, faz-nos crescer. A foto é linda. Ao mesmo tempo, do mais feio que há. 

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Se o Paulo Futre não se cuida...

por Bad Girl, em 12.08.11

Estive a ver a primeira parte do jogo do Benfica. Ainda não jantei, o estômago não tem nada para mandar cá para fora, não se preocupem. Considerando aquele plantel, não tarda nada que Ruben Amorim venha a ser conhecido como "El portugués". Constatação feita, vou mudar de canal e começar a jantar, que a bulimia não é uma opção... ainda. 

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Ora bem, Londres, eu vou escrever isto uma única vez e espero que leias, registes, e aprendas.

 

Aqui neste país, onde não hesitamos em apontar-te o dedo por seres branda, não brincamos em serviço. Levamos a Justiça a sério, temos profissionais briosos e competentes em todas as áreas que trabalham com, para e pela Justiça. Que o diga a jovem italiana que, chegada ao nosso país, foi raptada, violada e espancada durante três dias por um cidadão de outro país qualquer, e que está ilegal no nosso. Ora logo ali no Tribunal, e estando provadas todas as agressões e vistas as marcas no corpo da turista, o juiz, essa pessoa em quem depositamos confiança e a quem os nossos impostos pagam, não hesitou em mostrar a sua mão firme e não foi de modas: de quinze em quinze dias, o cidadão que permanece neste país de forma ilegal terá de se apresentar na esquadra. Ah, pois é, Londres, que pensas tu? Que nós gozamos com os contribuintes? Não. Nós não vamos meter o filho da puta do bandalho na cadeia, porque isso, toda a gente sabe, custa dinheiro ao povo. Vamos mandá-lo para uma casa que não tem, e convidá-lo a aparecer duas vezes por mês, que sempre lhe dá uma margem de tempo para ele raptar e violar mais alguém. Talvez ainda lhe possamos arranjar uma habitação social e um subsidio. Integração, Londres, põe os olhinhos em nós, que somos tão bons...

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Somos tão bons!...

por Bad Girl, em 10.08.11

Pelo segundo dia consecutivo dou por mim a ouvir pessoas convidadas do Telejornal daquelas que, aparentemente, têm inside information sobre os mais variados temas. Ontem o senhor convidado da TVI bramia palavras de indignação e de incredulidade quando confrontado com o facto de Londres ainda não ter canhões de água na rua. Não sei sequer o que faz o dito senhor, mas imagino que seja o melhor na sua área, pois hoje lá estava ele, outra vez, a apontar o dedo, a criticar o governo britânico, a insinuar que aqui, neste jardim à beira-mar plantado, nada daquilo era passível de acontecer. E nem era só ele. O jornalista da SIC, munido de microfone e tempo de antena, inventou um novo conceito de reportagem: o de transmitir os acontecimentos com a parcialidade que se quer, tecendo comentários, alvitrando sugestões e deixando conjecturas no ar. Somos todos muito bons, faz-nos impressão a mediocridade dos outros, prisioneiros da sua incapacidade. Mandamos bocas do "alto da burra" e, assim de repente, enquanto cuspimos para o ar, vamos esquecendo episódios como os do Bairro da Bela Vista ou da Quinta da Fonte. Sentemo-nos então, seguros da nossa superioridade, diagnosticando falhas aqui e ali nos outros. Já diz a minha avó: enquanto estão à janela a estudar a vida dos outros, estão de costas para a bagunça que lhes vai em casa. 

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Em Londres, neste preciso momento, miúdos andam na rua a partir vidros. A destruir lojas. A pilhar. A incendiar. Em Londres, neste preciso momento, as pessoas decentes e que pagam impostos estão inseguras. Estão a ser atacadas nas suas casas. Em Londres, neste exacto momento, há um monte de bandalhos que a BBC e a SKY insistem em classificar com "young people", que se julgam no direito de amotinar e destruir tudo o que encontram à frente. Não posso deixar de me lembrar que, há coisa de uns quatro anos (devo ter isto num post antigo), fui a Londres a trabalho e nenhum dos clientes com quem eu ia reunir mantinha escritório em Londres. Depois de uma vida no centro de Londres, desistiram de resistir e rumaram à periferia. Estavam cansados de ver os seus carros vandalizados, as suas caixas do correio assaltadas, os seus empregados apavorados. "This is a f**** melting pot!", reclamou um deles. Mas ninguém parecia querer ver que aquilo que, outrora, era o charme de Londres, hoje era apenas um desastre à espera de acontecer. E eu sou toda a favor da multiculturalidade, excepto se ela for "guetizada". E também sou toda a favor da integração dos emigrantes, dos subsidiados, dos desfavorecidos, quando é isso que eles querem... ser integrados. E até acho que as crianças são isso mesmo, crianças, que devem ser protegidas e acarinhadas. Mas isso é tudo válido quando não estamos a olhar para um "melting pot", onde os emigrantes se "guetizam" e ostracizam cidadãos cumpridores. Quando não se comportam como Hunos. Não acredito em milagres. Não acho que as pessoas tenham o direito de chegar a um sítio, ao qual até podem pertencer mas que não é, certamente, deles, e queiram tomá-lo à força. Não acredito que estas "crianças" vão ser algo na vida que valha a pena, quando aos doze e treze anos tiram prazer de uma espiral de violência e destruição. Londres, neste momento, está a ferro e fogo. E tudo o que me resta de espírito social está recalcado por uma raiva tão grande, que não me ocorre nada de bom para desejar a esses mentecaptos. Apareçam, agora, os demagogos para explicarem que, no fundo, a culpa de isto estar a acontecer é... de quem está a ser abruptamente atacado. Nada que me surpreenda.  

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Se a vida te correr bem...

por Bad Girl, em 04.08.11

Se a vida te correr bem, nunca saberás que os maus da fita, os tipos que cometem crimes, aqueles que têm comportamentos hediondos, não vêm de Marte. Podem estar ao teu lado. Ser teus amigos.

Se a vida te correr bem, digo-te eu, nunca verás as tuas convicções serem postas à prova. Nunca terás de provar que aquilo que tu defendes para o indivíduo distante que tu conheces de lado nenhum é exactamente aquilo que tu defendes para alguém que tu conheces, alguém em quem tu confias (confiavas?). 

Se a vida te correr bem, sei do que falo, não serás obrigado a pensar se é suposto separares o coração da cabeça, a avaliar se valem mais os teus valores morais, se a tua inabalável (?) convicção no valor da amizade.

Se a vida te correr bem, há-de saber-te a pouco. Não terás um único dia em que penses que tudo o que acabou de acontecer é demasiado para assimilar.

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Reininho, põe os olhos neste moço

por Bad Girl, em 02.08.11

Este post só serve para quem via o "Último a Sair" (saudade!).

 

A partir do momento em que o Damião bateu com a cabeça, perdeu o sotaque açoriano e começou a balbuciar cenas alucinadas, parecia que os diálogos (?) dele tinham sido escritos pelo tipo que escreve as letras dos GNR.

 

 

 

Espadarte poeta monta-te outra vez na tua mota e regressa para Santarém.

Tenho algum esquentador nos dentes?

Baguete mista de semáforo para levar.

Queres leite? Não posso, porque só calço o 42.

 

Alguém que faça os arranjos, ainda ganhamos um disco de ouro!

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Silly season? Isso foi antes...

por Bad Girl, em 02.08.11

Eles estão de volta. Pesados à séria, treinadores dos bons, sem Comandos ridículos, apresentadoras histéricas, sem fitinhas nem mariquices.

Já ouvi dizer que a apresentadora da segunda série do Biggest Loser português vai ser a Bárbara Guimarães. Estou, neste momento, a abanar a cabeça e a fazer tststs... 

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Comprei um relógio. Na loja de penhores onde o comprei, dourado e com ar de caro, disseram-me que era um relógio de topo. Que me iam cobrar o preço de um Rolex, considerando que, afinal, estaria ao nível de um. E eu que sim, mande lá vir então o relógio, está aqui o cheque, faça bom proveito. Da primeira vez que usei o relógio, atrasei-me. Talvez o defeito fosse meu, eu não estaria preparada para tamanho choque tecnológico. Por ter chegado atrasada à tal reunião, perdi um negócio. Pronto, correu mal, para a próxima correrá melhor. Na semana seguinte voltei a pôr o relógio no pulso. Não me havia de falhar outra vez, certamente. Mais um atraso. Menos um negócio. Estava cada vez mais difícil cumprir os objectivos traçados para aquele ano, mas eu havia de superar. E de relógio quase Rolex no pulso. A coisa da confiança era de tal maneira que eu até decidi deixá-lo a despertar no dia seguinte, para a reunião seguinte. Nada. Acordo cinco horas depois da hora que era suposto, negócio para o galheiro, objectivo do ano também, quase assumo que, por causa do relógio, deitei tudo a perder. Dei cabo de possibilidades de negócios, despediram-me por justa causa e ainda consegui faltar a dois ou três eventos importantes. De olhos postos nesta situação, o que decidi eu fazer? Voltei à loja, contei toda esta história ao senhor que me vendeu o relógio que, apesar de estar perto da falência, não hesitou em oferecer-me mais mil euro do que aquilo que eu havia despendido na compra do relógio, em troca da devolução do mesmo. 

 

A história acima é muito improvável, não é?

 

Não deixa de ser uma história igual à do Roberto. Ainda assim, mais verosímil.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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