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Que maravilha!

por Bad Girl, em 11.09.11

Ontem cheguei a casa e liguei a televisão no canal público no exacto momento em que a sardinha assada era declarada uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa. Tudo num espectáculo de luz e som com ar de caro, que a televisão do Estado tem muito dinheiro para gastar. É em touradas e "Óscares" da comida, tudo à grande. Podia - pois podia - ter mudado de canal, mas a emoção que tomou conta de mim bloqueou-me qualquer possibilidade de movimento, pelo que tive de me deleitar com os discursos embargados dos "vencedores". Até ontem não tinha pensado o quão disparatada era esta coisa de eleger as maravilhas da gastronomia portuguesa, feita pelo povo e através de linhas de valor acrescentado. Nada disso de ver quais os pratos com mais história, mais riqueza de sabores, mais tradição, mais "saída". Não. Vamos lá ver quem tem mais amigos com € 0,60 + IVA para gastar.

 

O espectáculo de ontem trouxe até mim algum conhecimento que, sem eu sequer imaginar, me fazia falta. Fiquei a saber uma coisa gira, para começo de conversa: a sardinha assada é uma coisa de Lisboa e Setúbal. Ou é de mim ou temos de mandar cancelar a véspera de São João. A seguir, elegem o Leitão da Bairrada. Ao palco sobem, à vontade, umas 163 pessoas (eram só 4, acho eu), entre as quais a mandatária da candidatura Aurora Cunha (she's alive!, she's alive!), que iam agradecendo, um a um, a todos os que votaram no leitão. Depois veio o pastel de Belém. Nota: não é o pastel de nata, que isso não beneficiava directamente nenhuma empresa. É o pastel de Belém. 2 prémios assim de rajada para Lisboa e Setúbal. Sendo que a região de Turismo de Lisboa era patrocinadora do evento. Não estou a querer dizer nada com isto, mas se alguém quiser entender alguma coisa que não está a ser dita aqui, pois que esteja à vontade. Talvez vá ao encontro dos pensamentos que eu não estou a ter.

 

No final, passa a lista dos vencedores, que tinha: Alheira de Mirandela, Queijo Serra da Estrela, Caldo Verde, Arroz de Marisco, Sardinha Assada, Leitão da Bairrada e Pastel de Belém, e eu achei bonito. Parecia a ementa de um restaurante da feira popular.

 

Eu odeio bacalhau, mas eleger maravilhas gastronómicas portuguesas e não haver um bacalhau a encabeçar a lista? Soa-me a estúpido.

Mais a mais, um povo que tinha amêijoas à Bulhão Pato, polvo assado e pudim Abade de Priscos à disposição e optou por arroz de marisco, sardinha assada e pasteis de nata Belém não merece ser levado a sério.  

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Dica da semana para o Pingo Doce...

por Bad Girl, em 08.09.11

O país já percebeu que o Pingo Doce e o Continente andam a fazer guerrinhas daquelas que são tão ridículas que deviam ser evitadas por pessoas com mais de 12 anos. 

Como me dá a sensação que a bola está do lado do Pingo Doce (se bem me lembro havia os cabazes e depois o Continente disse que os cabazes eram uma treta e o Pingo Doce ainda não replicou), tenho uma sugestão publicitária que roça o extraordinário. Se não, vejamos: o Continente decidiu escolher aquele moço com problemas de dicção para o anúncio. E eu acho que o Pingo Doce aproveitava isso e fazia um anúncio (podia lá pôr um director de loja, ou o senhor que vai comprar os porcos) que dissesse:

 - Aqui no Pingo Doce não escolhemos porta-vozes que parecem estar a defecar. Mas se escolhêssemos, tínhamos para ele papel higiénico a xx€ o rolo.

 

Contsinentse? O que é o Contsinentse? 

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...e parasse IMEDIATAMENTE com as transmissões das merdas das touradas.

Todas as santas semanas (ou quase) a RTP, televisão do Estado, transmite um belo espectáculo de violência e sangue. 

Se serviço público é isto, talvez não fosse nada mal pensado privatizar aquilo de uma vez por todas.

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Das prioridades de cada um...

por Bad Girl, em 05.09.11

Este fim de semana fui insultada por um azeiteiro ao volante de um carro alugado. Não me orgulho de lhe ter respondido (quase) na mesma moeda. Se fosse agora, preferia ter-lhe tirado uma foto e colocado aqui com o título "retrato de um azeiteiro". Mas vamos por partes. Se há coisa que neste país é sobrevalorizada é o matrimónio. Não falo do sacramento em si, que esse passa ao lado de muita gente que vai "botar" o ramo no altar da Nossa Senhora. Quer dizer, ao lado não passará, porque faz parte do circo que é montado para o dia mais importante da vida daquelas duas pessoas. E é aí que a porca (nada contra a noiva, que nem vi) torce o rabo: a ser o dia mais importante da vida de alguém, aquele será o dia mais importante da vida daquelas duas almas. Não é o dia mais importante da minha vida. Nem o dia mais importante do Zé Manel, que vive em Leiria, e nem faz ideia do que se passa. Ainda assim,  o candidato a Cristiano Ronaldo que guiava o Mercedes alugado ficou a achar que podia meter a cabeçorra ridícula janela fora e gritar insultos. Convenhamos, se há pessoa que merecia ter sido insultada pelo rapaz da camisa de favos, já aberta e sem gravata, ainda a festa não tinha começado, era eu. Mas quem me mandou achar que podia entrar numa rotunda quando dezenas de carros carregadinhos de tules buzinavam, só porque vi uma abertura? Quem? Há uma lei na legislação nacional que eu, obviamente, ignoro, que obriga as pessoas a ficarem indefinidamente à espera que os carros que buzinam em rotundas acabem de buzinar, porque estes têm prioridades, sendo os rissóis e as tâmaras embrulhadas em presunto duas delas. O que eu devia ter feito, se tivesse o mínimo de vergonha na cara e noção da importância que aquele casamento tinha para a humanidade, era esperar que o som das buzinas fosse apenas audível ao longe o que, considerando que os carros se começaram a "aninhar" imediatamente após a saída da rotunda e impedindo apenas e só a entrada para a auto-estrada, era coisa para levar uns bons 45 minutos. Mas não. Só porque tenho a mania de entrar nas rotundas quando há um espaço físico (assumo aqui a total inexistência de um espaço sonoro, razão pela qual me fustigo), levei com o jovem (que acabava, presumo, de sair de uma Igreja, bla-bla-bla paz e amor, bla-bla-bla, tolerância e fraternidade) a chamar-me "otária". E eu nem me importava, eu importo-me pouco com zurrares alheios. O que me chateou foi que o moço da camisa de favos - sem gravata e já de botões desapertados - e que guiava um Mercedes alugado com tules cor de rosa no capô me chamou otária por eu lhe ter tirado do campo de visão, por breves instantes, o conforto da manada onde seguia. E toda a gente sabe que quem aprecia seguir em manada é boi.  

 

Recomendo vivamente a toda a gente que vai casar num futuro próximo aquela coisa do mapa que explica o caminho entre a igreja e a quinta.

Outra coisa que recomendo é o uso de GPS nos Mercedes alugados.

Agora o que recomendo mesmo é que expliquem aos vossos convidados que o mundo não parou (não pára e não irá parar) só porque é o dia do vosso casamento. Os carros não vão deixar de circular na estrada e - pasmem-se! - as pessoas também têm a vidinha delas, as prioridades delas e isso não vai mudar só porque vocês casaram. Deal with it! 

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E eu sou filha da minha mãe, oras...

por Bad Girl, em 03.09.11

Fico sempre a olhar com alguma incredulidade para aquelas pessoas que se descrevem com um "amigo do meu amigo". O que raios significa isso? Há quem seja inimigo dos seus amigos? Ou só colega dos seus amigos? Conhecido dos seus amigos? Não, pois não? Dizerem que são "amigos dos amigos" é tão pouco criativo como dizer "mulher do meu marido" ou "empregado do meu patrão". É palerma.

E que tal se se descreverem com um "pessoa sem nada para dizer sobre mim próprio"? No fundo dá no mesmo, mas acaba por ser menos estúpido.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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