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Deve achar que é o D. Sebastião, este...

por Bad Girl, em 13.03.12

Eu paro de escrever. Dá-me a crise de inspiração, amuo, decido ignorar o blogue, acho que nunca mais. Passa-me a crise, quase à força, volto em grande (não é uma referência à qualidade dos escritos, apenas à sua quantidade). Voltava em grande. Se o meu regresso não coincidisse com o regresso deste senhor. Agora pronto, é vê-las desmaiar de emoção, agarradas à cabeça e mais taquicardíacas do que uma adolescente nos idos anos 60 à passagem do António Calvário, e odes à Bad nem vê-las. É tudo para ele, o tipo do Ruben Patrick e do tio cujo nome me foge agora. Era só ter avisado com mais tempo, que eu fazia como o governo espanhol e pontapeava o regresso para o dia seguinte. Assim como assim, havia de estar tudo na ressaca.

 

Isto tudo para lhe dizer bienvenido de vuelta! (se estiver errado deixe lá, conta a intenção e ainda assim escrevo melhor do que o que falo)

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Pelo que me disseram, aqui fez-se a homenagem às vítimas do 11 de Março ontem, dia 12, porque no dia 11 houve uma manifestação crítica contra a reforma laboral. Pergunto eu, estúpida!!!, se não seria mais importante a homenagem. A resposta foi clara: até haviam pensado fazer a manif no dia 18 de Março mas, ao que parece, metia-se no caminho de um fim de semana prolongado, e a malta já está indignada que chegue, não está disposta a abdicar de quatro dias de papo para o ar. Ainda que a data trágica tenha de ser alterada. Sofrem de portugalidade, estes espanhóis. 

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Ah, and the pledge

por Bad Girl, em 12.03.12

Para justificar a pipa de massa gasta no rebentamento das bolhangas, decidi não comprar um alfinete que seja durante o mês de Março. Nada. Nem um colar, nem uma carteira, vestinhos, sapatos... nada. Nem uma écharpe, sequer. E onde é que eu estou a passar por mon(s)tras todo o dia? Isso.

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Batatas fritas e croissants

por Bad Girl, em 12.03.12

Isto era o que mais falta me fazia nesta so called dieta. A primeira da minha vida. A que está a ser levada mais a sério porque paguei uma pipa de massa por um tratamento que me deixa cheia de hematomas (diz que é as bolhangas da celulite a rebentar como bolhas de ar de envelopes almofadados). Batatas fritas e croissants. Depois cheguei a Madrid e ele é tapas por todo o lado. E bocadillos. E patatas bravas. E huevos cabreados. E jamón. Matem-me. Dói menos.   

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Escrito no avião

por Bad Girl, em 12.03.12

Escrevo este post num documento word enquanto o senhor sentado ao meu lado espreita disfarçadamente pelo canto do olho, tentando perceber o que escrevo. Não é de estranhar. Quando ainda estávamos no aeroporto ele ouviu aquelas quatro senhoras dizerem, apontando na minha direcção "aquela não é a Miquelina (preencher a gosto, não percebi o nome) da "Suave Emoção" (preencher a gosto, soou-me a novela da TVI mas não sei exactamente o nome)?". Enquanto a magrinha com cara em V dizia que não, que eu era mais magra (dioptrias a menos, é o que é) a gorducha dos collants trabalhados ia dizendo que sim, mas com o cabelo mais curto, elas nas novelas usam perucas. Distraem-se entretanto com uma chamada que chega, é o Manel a saber a que horas chegam e voltam a olhar para mim e a falar em gritos sussurrados que sim, que não, que sou mais gorda (cabra!), que afinal sou mais magra (querida!), que "então não te lembras que ela fugiu com o marido da outra?", mas não, ele não se lembra, eu ponho os phones, que já não posso ouvir aquilo, não sem antes ouvir argumentos válidos: "ela vinha numa revista com aquelas botas e aquele casaco!". Pronto, ganhaste, leva lá a taça. Elas embarcaram para Paris e deixaram as pessoas do meu voo convencidas de que iam partilhar o avião com uma estrela. Talvez tenham ficado desapontados por eu não ir em Executiva. Não era sobre nada disto que eu queria escrever mas já fica o recado para o senhor do lado. Não, não sou a Miquelina que fugiu com o marido da outra, não sou mais gorda do que ela e também não sei de nenhuma pessoa da TV com a qual seja parecida. Talvez se eu tirar as botas dê para perceber a falta de semelhanças e assim podemos voltar às nossas vidas. Grata.

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Odeio Divas!

por Bad Girl, em 12.03.12

Em todas as empresas há, pelo menos, uma diva. Pode ser um divo, que se há coisa que a put@ da arrogância e o cabrão do histerismo não escolhem é género.

 

A Diva é a criatura que é insubstituível. Pelo menos na cabeça dela, já que é pessoa para não imaginar o mundo a seguir sem ela. Há pessoas insubstituíveis, eu acho. Estou longe de alinhar na ideia de que não as há. Porque substituir é mais do que ocupar o lugar com alguém que alegadamente faça a mesma coisa. Experimentem lá substituir o Messi ou o Cristiano Ronaldo. Nem sequer dá para substituir um pelo outro, quanto mais... Voltando à diva: a diva é uma coisa que não erra. Nunca. Tem muito a ver com o facto de não fazer grande coisa e, por isso, serem diminutas as probabilidades de errar. A diva também não sabe grande coisa sobre o trabalho dos outros, excepto que o faria muito melhor, estando no seu lugar. A diva fala em tom depressivo, porque a diva é uma pessoa que tem muitos problemas. Grande parte deles deve-se ao facto de a diva não ser devidamente valorizada. Mas nem sempre fala entre dentes ou arrasta o verbo, a diva. Às vezes fala muito alto, normalmente dizendo que não percebe como é que aquela empresa um dia poderá sobreviver sem ela ou então quando apanha uma falha daqueles que erram... porque trabalham. Ser diva não é fácil. Ser diva requer uma ardilosa capacidade de fazer os outros acreditar que se é insubstituível. Às vezes é preciso recorrer a habilidades que em nada estão relacionadas com a descrição de funções mas que tem muito a ver com o facto de fazer com que uma pessoa apenas, numa empresa inteira, acredite que a diva é mais necessária do que o ar que respiramos. E não é que a pessoa que dá a cara pela diva é a pessoa a quem a diva deu mais do que a outra face? Isto a vida tem com cada coisa...

 

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Das reclamações

por Bad Girl, em 09.03.12

MQT querido, namorado de pessoa que vos escreve vai para 3 anos e um dia, reclama ausência de posts no blogue. Quando tantas pessoas escrevem às escondidasde seus "mais que tudos", o meu reclama por não ter o que ler.

MQT querido tem razão, a vida é um rodopio e computador de casa não é ligado há coisa de 1 semana.

Tenho muito para contar. Há um tratamento doloroso financeira e fisicamente que decidi abraçar para dinamitar a celulite. A quantidade de nódoas negras é tanta que eu não sei se a celulite desaparece ou não. Também há a dieta subsequente que me deixa com um humor de cão. Na classe dos Bulls, que são os menos bem dispostos. Há viagens e peripécias com companhias aéreas, há vacinas e embirrações com hospitais. Há promessa de não comprar um único alfinete até fins de Março e as dores que isso me provoca. Há opiniões. Há de tudo. Não desistam de mim. Eu volto.

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Eu bem te avisei

por Bad Girl, em 04.03.12

“Achas que estou gorda?”… “A minha mãe vem viver connosco.”… Não, não são estas as frases que, com especial prazer, as mulheres mais gostam de repetir.  . São frases feitas que não geram no interlocutor minimamente esperto qualquer tipo de confusão nem, tampouco, dão azo a discussão. Basta dizer “Não!” à primeira e “Sim”, ou apenas assentir com a cabeça, quando de caras com a segunda. A frase preferida das mulheres é aquela ali de cima. Dita, não ouvida.

Não sou possuidora de nenhuma estatística mas, olhando à minha volta, sou gaja para arriscar que 90% das vezes que esta frase é proferida, sai da boca de uma mulher. As mulheres, é oficial, gostam de ter razão. É mais forte do que nós. No meio do caos, lá nos sai um feroz “Eu bem te avisei!”. Eu disse isto ao meu primo, a meio do comunicado do seu divórcio. E, é verdade, eu bem o avisei. Também disse isso a uma amiga quando ela foi apanhada a falar ao telemóvel enquanto conduzia. A minha mãe dizia isso depois de eu cair de bicicleta ou de me pegar com o meu irmão. Ela bem tinha avisado que eu me ia magoar.

Há um prazer subconsciente no “Eu bem te avisei!” que vai além do compreensível. É um golpe que se desfere na pior altura mas que, ainda assim, nos sai da boca sem apelo nem agravo. É um soco no estômago a meio de uma indigestão. É carregar no hematoma. É pôr álcool na ferida.

Um “Eu bem te avisei!” não vem numa altura boa da vida de quem a ouve. Ninguém diz “Eu bem te avisei que ias ganhar o Euromilhões, se jogasses esta semana!” ou “Eu bem te avisei que ias ser promovido, se continuasses a trabalhar dessa maneira!”. Não pensem vocês, seres do sexo masculino, que escrevo sobre isto porque a coisa nos custa dizer. Sim, é um reflexo, mas dá-nos um prazer apenas comparável ao de encontrar um par de sapatos do nosso tamanho a metade do preço. A verdade é que a frase não é dita ao acaso. Ela tem um suporte “histórico”. Por muito mal que vocês estejam, a capacidade que tivemos, lá atrás na vida, de prever a situação, coloca-nos ao nível de um super-herói. Às vezes as coisas são-nos tão evidentes que, na pior altura, temos de chamar a nós a razão que não nos foi dada antes. Para a minha mãe era óbvio que, se o meu irmão e eu andávamos a atirar coisas um ao outro, um de nós havia de se magoar. Isso fez-nos parar? Nem por isso. E ela, ainda doída pela falta de atenção, segundos apenas antes de se assumir mãe e correr de água oxigenada e algodão na mão para curar a ferida, tem tempo para um “Eu bem te avisei!”. Aquele é o nosso momento de glória. Contamos, para o sucesso dos nossos “Eu bem te avisei!”, com a vossa fraca memória, homens. Vocês também não se lembram, quando ganham o Euromilhões, de vir a correr na nossa direcção gritando: “Vês como eu tinha razão? Tu dizias que isto era deitar dinheiro pela janela, mas eu sabia que havia de ganhar!”, pois não?. E os outros primos e amigos, cujos casamentos eu achei que não iam dar certo? Ligam-me todos os anos, no dia do aniversário do casamento, apenas para me lembrar que, afinal, eu não tinha razão nenhuma? Claro que não!

O “Eu bem te avisei!” é apenas uma frase que nós dizemos. Muito. Não com a intenção consciente de magoar quem já está na mó de baixo, mas apenas para acreditarmos que, se nos ouvissem, conseguíamos evitar os males do mundo. Logo a seguir saímos a correr, com água oxigenada numa mão e algodão na outra, para vos curar as feridas. É importante que nos reservem o direito a esse momento de glória. Só assim nos galvanizamos para vos podermos dar a mão.

 As mulheres têm sempre uma opinião sobre tudo. É inato. A probabilidade de estarmos certas é grande, já que opinamos tanto sobre tanta coisa. Além do mais, temos um disco duro extraordinário, que nos torna capazes de nos lembrarmos que bem vos avisamos na altura do Euro (não é esse, é o outro), há uma vida atrás, que da próxima vez que houver um Portugal X Grécia, o melhor é não verem. Mas vocês vão ver e, se ganharmos, não se lembrarão do nosso auspício. Se perdermos, já se sabe, nós bem avisámos…

O melhor, se querem um conselho, é ouvirem com atenção, acatarem sempre que conseguirem e, se der asneira, fazerem orelhas moucas ao “Eu bem te avisei!”. Tudo o que vocês não querem, quando confrontados com o resultado de uma má escolha, é fazerem outra e começar uma discussão que nunca conseguirão ganhar. Vão por mim, não refutem.

Depois não digam que não vos avisei!...  

 

Era suposto este texto ter saído por aí em papel. Não saiu, não se perde. Sai por cá.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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