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Quatro anos

por Bad Girl, em 30.07.12

Há quatro anos*, quarenta e oito meses*, duzentas e oito semanas*, mil quatrocentos e sessenta e um dias*, escrevia eu isto sobre os Jogos Olímpicos. Os de Pequim. Os maus. 

É desolador perceber que trinta e cinco mil e sessenta e quatro minutos* passaram e pouco ou nada mudou nas gentes deste país.

 

 

*mais ou menos

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Fernanda <3 Jorge Nuno

por Bad Girl, em 30.07.12

Quem corre por gosto não cansa...

Pinto da Costa (aparentemente) casou-se, pela cagagésima enésima vez. 

Diz que foi em Touros

A crer na outra, que diz não haver coincidências, não é de estranhar que o local escolhido para o casamento tenha cornos.

Que sejam muito felizes e que ela nunca venha a escrever um livro. É o que lhes desejo.

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Quando nos toca no bolso...

por Bad Girl, em 30.07.12

... já é muito fodido, não é?

 

Um destes dias vi Nuno Amado, presidente do BCP, muito choroso na TV. Se por um lado os resultados "são o que são" e, ao que parece, são mauzotes, por outro lado ele não está habituado a ter resultados maus e espera não repetir a história. Mas longe de terem sido os resultados do Millenium BCP, banco que abomino há décadas (ainda tinha um "Atlântico" qualquer lá metido para o meio do nome), que chamaram a minha atenção. Não. Nada disso dos resultados. Nuno Amado estava triste, aborrecido e (soou-me) um tanto ultrajado porque acha inapropriada a taxa de juro que o banco tem de pagar ao Estado. Diz que o Estado tem ganho com a ajuda dada aos Bancos. E isso, nós sabemos, está errado. Quem é que o Estado pensa que é, para vender o dinheiro caro quando as entidades a quem empresta o dinheiro estão com a corda ao pescoço? Quem é que o Estado pensa que é, para se aproveitar do estado de "dono do dinheiro" e aplicar taxas de juro que roçam o injusto? Querem ver que o Estado pensa que é o BCP?    

 

 

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... nos elevadores, nos toques dos telemóveis, no trauteio das pessoas...

 

Alguém pega no Pablo Alborán, no Miguel Araújo e na Carminho e os leva a ver os aviões? Na China? É que um passa a vida a dizer que isto se acaba aqui e o outro diz que pega na pistola, mas levarem isso a sério é que nada.

 

 

Já não se pode.

 

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Caro Governo,

por Bad Girl, em 19.07.12

Antes de mais, quero agradecer-te. Nunca me tinham passado um atestado de burra. Já me passaram atestados de imensas coisas, afinal não caminho para nova, mas de burra terás sido o primeiro e, por isso, um grande bem-haja. Sei, porém, que este elogio não é apenas para mim, desculpa-me o egoísmo. Um pouco por todo esse Portugal, transversalmente, todos fomos brindados com tamanha consideração. Equidade aplicada. É bonito. Um pouco misturada, perdoa-me a ousadia, com uma certa ingenuidade e, qui ças, alguma estupidez da tua parte. Calma, é apenas um elogio. Devolvido em proporção, claro, que eu sou uma pessoa educada.

 

A coisa das matemáticas nunca foi o meu forte, mas se há coisa para a qual eu vou tendo algum jeito, perdoa-me a imodéstia de pessoa recentemente laureada com o atestado acima, é para a aritmética. Na sua versão mais básica, obviamente, já que não é de esquecer que eu faço jus ao título acima. Não diria que fiquei com o coração aos saltos (já disse ali em cima que não vou para nova, o máximo que consigo, em rejubilando, é bater umas palminhas), quando ouvi a notícia de ontem: acabou a fuga aos impostos, toca a pedir facturas, a recompensa está na dedução do IRS, ao final do ano. Mas fiquei contente o que, dado o meu cepticismo, é bom, até ao momento da entrega do diploma de burra, faz favor sô dona Bad, cá tem o seu diploma, licenciatura em burrice, obrigada, não precisavam de se ter incomodado, de nada, foi um prazer.

 

Coisa que até a minha sobrinha (se-te a-nos!!!) percebe:

A Bad pediu um orçamento para lhe arranjarem o carro. A despesa é de € 1.500,00 (a Bad guia muito mal…), sem IVA. Se pedir factura, a Bad vai pagar € 1.500,00 + 23%, que totaliza € 1.845,00, mais € 345,00 do que pagaria se não tivesse pedido factura. No máximo, ao final do ano, a Bad pode ir “buscar”, ao IRS, € 250,00. Isto, se a Bad gastar, por mês quase € 2.300,00. Isso é nada para Bad e para o português comum, essas máquinas de estourar dinheiro, esse bando de excêntricos. Bad sente-se muito feliz porque, não só gastou dinheiro desnecessariamente (e Bad adora deitar dinheiro fora), como também serviu de fiscal do Estado, essa máquina livre de engrenagens desnecessárias que se encontra desprovida de fiscais e conta com todos os portugueses para dar uma mãozinha. Mas só uma. É que, estando já com uma mão à frente e outra atrás, no limite, eu só me disponho a abdicar de uma delas.

 

 

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...

por Bad Girl, em 15.07.12

Das coisas mais extraordinárias que comprei nos últimos tempos (e uma pessoa com menos 8 centímetros de diâmetro vê-se forçada a comprar muito mais coisas do que as que gostaria e algumas, inevitavelmente, roçam o extraordinário), devo assinalar como preferida a vassoura que comprei ontem.

 

Antes de mais, a coisa que vos irá surpreender primeiro é a minha ida ao mercado para comprar peixe. Sim, também é por isso que não tiro fotografias glamorosas feita blogger cheia de estilo: Sábado de manhã no mercado de Angeiras não é um programa propriamente invejável para os leitores. Mas devia ser. Atentem no que vos digo. Adiante, de regresso a casa vejo uma exposição de vassouras na estrada. Quem tem ou teve avós (pais não vale, a modernização das vassouras já chegou às aldeias de Portugal) na aldeia, conhece bem estas vassouras. O que, antigamente, era a única alternativa é agora um luxozinho de € 20,00. Diz que é artesanato, ou isso. Ora eu sou uma facilona e a partir do momento que o senhor com um número de dentes reduzido na boca me veio falar das vassouras, eu sabia que estava lixada.

 

Apresento-vos a mais recente habitante desta casa:

 

 

Ora eu saio do carro e vou directa a esta criatura e às irmãs dela. O senhor sai do carro e vem directo a mim, dizendo que estas é que sim, é que são vassouras à séria, e eu a pensar que sim, que são giras de morrer e que eu preciso mesmo de uma, e ele vem outra vez dizendo que eu é que tinha de escolher a vassoura, ele não podia escolher entre os seus filhos (?!?) e eu que sim, compreendo perfeitamente, vou levar aquela dali, e ele dá-me a vassoura e um papel, nada sai dali sem um papel, caso eu não entenda bem o português (não sei, não perguntem), tem também em inglês (onde se lê this side up, na cabeleira) e lá venho eu para casa, com menos € 20,00 no bolso e com esta lindeza na mão, a rezar para que o quidditch venha a ser um desporto olímpico, que aí passa a ser um investimento e não uma extravagância.

 

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Dos dias tristes

por Bad Girl, em 08.07.12
"La vida no es la que uno vivió, sino la que uno recuerda y cómo la recuerda para contarla."
Gabriel García Marquez

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Vivir para contarla

por Bad Girl, em 08.07.12
A vida, sabemos, é farta de injustiças. A vida não sabe nada de si. É cheia de inuendos. De curvas apertadas. De silêncios incómodos. O pior destes silêncios talvez seja o da memória. A memória de Gabriel García Marquez calou-se. Sem respeito por nós, leitores. Sem respeito por Gabriel García Marquez que, ironicamente, escrevia a sua autobiografia no momento em que a sua memória escolheu o silêncio. E é assim que, mais uma vez, a vida nos mostra o quão impotentes e pequenos somos. García Marquez viveu e vive, mas já não poderá contá-la. Perdemos nós, egoístas, ávidos de beber as suas palavras, colocadas maravilhosamente umas à frente das outras. Perde García Marquez, que não se recordará, daqui para a frente, o quanto ficará guardado na memória do mundo.

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Ai, foda-se!.. Então a velha agora decidiu implicar com a Kate e pô-la a fazer vénia a isto:

 

?

Eu já vi esta história. Dava pelo nome de Cinderela e só correu bem para a princesa. A bruxa má e as manas feias foderam-se.  

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Caro Passos Coelho,

por Bad Girl, em 05.07.12

Acabo de ser informada que, muito provavelmente, irei ficar sem subsídio de férias e de Natal, já para o ano. Algo me diz que, durante este post, vai baixar-me a tourette. Não lamento. O vernáculo sempre foi o meu forte e, pelo menos isso, não me poderás tirar. Cabrão! Sei que a crise é para todos, Deus sabe o quão solidária eu fui contigo no início. Quando tudo me parecia organizado, esquematizado, coerente. Quando os esforços faziam sentido. Houve uma altura em que, se não considerássemos a mágoa de ficar sem dinheiro, tudo conseguia fazer sentido. Compreendi-vos, a ti e às tuas medidas, durante meses. Mesmo andando contra a maré. Defendi-te porque, no fundo, achava que eram necessários alguns esforços para pôr o país em ordem. Confiei em ti. E tu? Tiro no pé atrás de tiro no pé. Os pés do teu governo parecem uns passadores. És um filho da puta, espero que saibas. Sem arrobas. Bendita tourette que só me ataca quando é preciso. O teu governo anda a brincar às casinhas. Disseram que faziam, que aconteciam, que a coisa estava controlada, que sabiam o que estavam a fazer. Apontaram o dedo aos outros, os que lá estiveram... Afinal, mais do mesmo, é tudo a mesma merda. Tu próprio és um merdas, sabes disso? Deves saber. As pessoas já to devem ter dito. Talvez não tenhas levado a sério, cheio de ti próprio. Ao mesmo tempo que reiteras a confiança no gajo que, por lapso, mentiu no currículo, tiras mais e mais aos outros. Aos que parecem ser julgados num processo kafkiano, incertos das razões do processo. Obviamente, chateia-me vir a ficar sem subsídio de férias. Puta que pariu, preferia pegar no dinheiro e dá-lo todo para caridade do que dar dinheiro para te ajudar a fazer uma filhadaputice que não tem (outro) nome: por estarem a cometer uma ilegalidade subtraindo o subsídio aos funcionários públicos, passam a tirar a toda a gente, já que assim deixa de ser inconstitucional. Igualdade? Pois sim, senhores. Todos igualmente roubados. Terás tu noção do que estás a fazer? As pessoas estão pobres, desesperançadas, carregada de dívidas. Sei de pessoas que precisam do subsídio para pagar seguros. Para levar o carro à revisão. Para pagar dívidas. Para comprar livros escolares para os filhos. Haverá as que querem ir de férias. Tendo trabalhado todo o ano, parece-me razoável. Os hotéis e os restaurantes também precisam de viver. Quanto mais não seja, precisam do suficiente para pagar os impostos. Se eu fico triste por ficar sem subsídios? Fico, claro. Mas sabes o que me revolta, à séria? É que te sirvas de expedientes dignos de um ditador, um daqueles que deixam a democracia em stand by durante uns tempos, para deixar o país a seu jeito. Um déspota que ousa ignorar a merda que tem em casa, os pelintras que alberga, mas que não hesita castigar os que se atrevem a existir. Quando a vida nos sai num pacote, em forma de cargo político atrás de cargo político, talvez seja fácil dormir à noite.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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