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Um país de brincar

por Bad Girl, em 27.09.12
Estou dois ou três dias fora de Portugal e, quando consigo passar os olhos pelas notícias, percebo que daquela coisa linda que foi a manifestação de 15 de Setembro, a opinião pública decidiu agarra-se à miúda (linda) que se atracou ao polícia, e ao tipo que anda atrás de uma rapariga que conheceu na manifestação e que vai emigrar, ou coisa que o valha. Náuseas. Não me venham com analogias da treta e pensamentos rebuscados. Não é a Bela e o Monstro e também não é a Cinderela. É uma miúda que se agarrou a um polícia e um tipo a quem uma miúda não deu o número de telefone. Só. Não tem simbolismo. Não importa quantas reportagens fazem sobre o assunto.

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Lamentavelmente, nos últimos tempos, tenho sido confrontada com as mais rudimentares e primárias demonstrações dos efeitos acima. Não directamente. Tenho a noção de que, se alguma vez sofri consequências desse efeito, estas foram-me mais vantajosas do que penosas. Mente quem diz que não liga ao aspecto alheio. Com quantos dentinhos tem na boca. Uma coisa será saber valorizar na medida certa - e qual é a medida certa? - o aspecto, o ar, a aura ( o meu superior hierárquico diz 'áurea') de cada um. Outra coisa é não valorizar, de todo, o aspecto dos outros. Mais ou menos julgadores dos outros, mais ou menos capazes de ir além da superfície todos cedemos, mais ou menos vezes, à tentação de analisar superficialmente quem nos rodeia ou quem connosco se cruza. Nada de errado nisso, digo eu em defesa de causa própria. Nós precisamos de arrumar, compartimentar, as pessoas que nos rodeiam. O aspecto é um factor tão relevante como outro qualquer. E engana. Pois engana. Também a voz, o currículo ou o olhar enganam. No meio do engano estará, contudo e porventura, o carácter e não a competência. E aí é que a porca torce o rabo, aí é que entramos numa espiral de injustiças e maus juízos de valor. Valor profissional. Nunca na minha vida laboral ( e trabalho há muitos anos) vi tanto o efeito de Halo/Horn a acontecer. Dói-me. Dói-me saber gente competente e cheia de competências sujeita a uma avaliação ridícula e injusta das suas capacidades e potencialidades. Perturba-me que se giram empresas da mesma forma que se gerem interesses privados: com a pele. Se, na minha vida privada, chego a ser irredutível na questão da 'pele', sei que no meu trabalho não posso fazê-lo. Claro que, se em igualdade de circunstâncias, estiver a avaliar duas pessoas com o mesmo potencial e tiver mais empatia com uma delas, é essa que eu vou querer a trabalhar comigo. Mas esse não é o caso. Nunca há duas pessoas iguais. Até porque, quando 'aparecem' a igualdade de circunstâncias muda logo. É preciso ser mais forte do que isso. E se eu, que tenho uma equipa há meia dúzia de dias sei isso, porque é que a senioridade de alguns não lhes dá clarividência suficiente para derrotarem o Halo e o Horn?

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Sorrir, serenamente, para dentro

por Bad Girl, em 25.09.12
Lá estava ela, toda tia, a falar muito alto ao telefone, sotaque forjado e gestos ensaiados, enquanto passeava de um lado para o outro, ostentando todo o tipo de logotipos.
Vai daí canta, ainda mais alto, o momento da sua tarde:
- ... E aí, eu intervi.

No melhor pano...

(Adoro aeroportos)

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Ao décimo primeiro dia...

por Bad Girl, em 22.09.12
... MAIL DE BELÉM!!!!!!!

Onze dias para escrever o que abaixo copio:

"O Presidente da República agradece o envio da mensagem de 11-09-2012, bem como o contributo que a mesma representa, ao exprimir a opinião de V. Exa. sobre a atual situação do País.

Com os melhores cumprimentos

O Chefe da Casa Civil
José Manuel Nunes Liberato"

Pronto, é isto.

Cá em casa há duas iguais. Eu percebo. Uma coisa que demora tanto tempo a fazer tem de ser aproveitada.

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Adoro moda!

por Bad Girl, em 21.09.12


Conseguem fazer-se coisas tão giras com colchões, por exemplo...


(Pedro, funciona!)
(Este post é um teste. Ignorem...)

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Bad, a idosa

por Bad Girl, em 20.09.12

Um dia destes passava o Real Madrid na televisão e uma adolescente que estava cá em casa (família grande, a do MQT) disse que Xabi Alonso era, e passo a citar, nojento. Assim, sem mais nem porquê, saiu daquela boca carregada de metal uma coisa que é suficiente para matar-me a esperança em toda uma geração.

"Este Xabi Alonso é nojento!"

Juro que fiquei ceguinha de todo. Ainda pensei mandar a cadela atacar a criatura cujo nome não será mais mencionado nesta casa, mas essa lontra não está nem aí para isso do Xabi Alonso ser nojento ou não, ela quer é atacar o frango assado quando nós estamos a comer. 

Adiante, vamos a isto, que é tema que me agasta e que tenho de escalpelizar da minha memória ASAP:

A criatura, uma daquelas criaturas desengonçadas, nem menina nem mulher, com um sorriso metálico e responsável máxima pelo meu conhecimento da existência uma banda de nome One Direction (um monte de panisguinhas mirim com cara de Ken e a afinação de uma máquina de escrever), acha que o Xabi (coisa mais linda do mundo da bola) é nojento porque...

...

(eu tenho 34 anos, isto é uma coisa que me choca)

Não faz a depilação. E tem barba.

Pronto, já disse.

A adolescente de cabelo agreste acha que os homens devem fazer a depilação.

A adolescente com a postura e elegância de uma capivara acha que pilosidades na cara, no peito e nas pernas é nojento.

Eu sei que não vou para nova. Eu sou tão antiga que, quando tirei a carta, não havia cá aulas na auto-estrada, mas, porra, gajos depilados? Eu até aceito que haja gajos que se depilem. Da mesma forma que aceito que há mulheres na estiva. Agora achar que um gajo não depilado é uma coisa nojenta? Pior, que Xabi Alonso é nojento? É nas mãos desta gente que vai estar o futuro do país? Vamos ter, daqui a 30 anos, um Primeiro-Ministro que vai à depilação? Ah, o Sô Dótor está atrasado para inaugurar esta central nuclear porque foi à depilação. Isto aflige-me. Não vou ser tão antiga que me ponha aqui a dizer que isso da depilação nos gajos é uma cena mariquinhas. Não acho que seja, querem depilar-se, depilem-se, por mim está tudo bem. Eu cá prefiro pilosidades moderadas, nada ao nível do Tony Ramos, obviamente, mas uma coisa assim em bom. Se calhar estou velha. Vou pensar nisso enquanto ouço o Jacques Brel na telefonia.

 

Ui, c'a nojo!

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Estranho....

por Bad Girl, em 19.09.12

Escrevi um e-mail ao Senhor Presidente da República há oito dias. Uma semana + um dia. Nem uma respostazinha automática a dizer 'Obrigado, o seu e-mail será lido em breve'. Se calhar eu desistia de achar que o Senhor Presidente está a dormir. É possível que esteja morto. Não, não quero dizer morto politicamente. Falecido. Isso explicaria muita coisa.

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Respect!

por Bad Girl, em 19.09.12
Há equipas que têm um jogador que é capitão.
O FCP tem 'El comandante'. Há todo um mundo de diferença.

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=353107

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Mudança de tema...

por Bad Girl, em 18.09.12
Eu vejo 'Casa dos segredos'. A minha avó vê a necrologia no jornal. Parece-me que nos assiste a mesma intenção: ver gente como nós, mas em estragado.

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Exmo. Senhor Presidente da República,
Lamento estar a acordá-lo por isto. É-me, de facto, penoso tirá-lo desse estado de dormência presidencial em que se encontra. Infelizmente, como pessoa que lhe paga o salário, sinto-me um pouco no direito de achar que o senhor me deve, a mim e aos outros pagadores do seu salário, uma atitude. Desculpe a maçada. À luz do que tenho visto, tomar uma atitude ou pronunciar-se sobre o que quer que seja é-lhe difícil. Apesar de tudo, suponho que ainda se lembre como se faz. É fácil. Eu, cidadã sem filiações políticas e sem qualquer tipo de 'agarramento ao poder' explico como se faz:
1 - Desperte para a vida. A faustosa vida que tem, a nós se deve. Eu sei que acha que vive mal. Que mal consegue pagar as contas. Ainda que seja por causa disso, por achar que está mal, acorde.
2 - Fale. Uma palavra atrás da outra, uma frase após a outra... O senhor já não está habituado, eu sei. O senhor nem sempre foi muito feliz nessa coisa do falar, eu também sei. Mas para ter um ser apático a viver em Belém, nós, o povo, podemos arranjar algo mais em conta.
3 - Tome uma atitude. Não custa nada. Assim como assim, o Senhor Presidente não é do agrado de toda a gente, por isso não esteja para aí a equilibrar pratinhos chineses. O senhor ou acha bem, ou acha mal. Ou não acha. E aí voltamos à história da apatia.
Em suma, é isto. E quando releio esta missiva acho que é tão simples fazer aquilo que é pago para fazer... Não se imiscua! Não diga ao povo que o papel do PR é o de garantir a estabilidade do país. Porque se for para dizer isto, mais vale que permaneça em silêncio. Nesse silêncio putrefacto em que se encontra. Porque se tem a ousadia de afirmar que é esse o seu papel, então, Senhor Presidente, o senhor é uma fraude. Porque não é em estabilidade que este povo vive. O povo, Senhor Presidente, vive assustado com a perspectiva de o Primeiro Ministro poder errar, mais uma vez. O povo, Senhor Presidente, tem medo do dia de amanhã. O dia de amanhã assusta-nos. Porque não sabemos o que mais será necessário fazer para continuarmos a pagar os sucessivos erros de um Governo que anui humildemente a tudo o que os credores impõem, deixando para trás um rasto de destruição. Ao Governo, agarrado a todo o seu orgulho de bom pagador, não importa o crescimento do país. Que se lixem as eleições. Sabe o que significa isso, Senhor Presidente? Significa que o PM se está nas tintas para o futuro. O dele e o nosso. E como posso eu confiar o meu futuro a quem nem sequer quer saber do seu próprio?
Eu sou uma pessoa educada. Só por isso ainda o respeito. Acorde, Senhor Presidente. Mereça o respeito que eu, neste momento, só lhe tenho por ser um idoso. Não faça a história rezar de si como o Presidente que se mostrou incapaz de parar a espiral de desgraça em que nos meteram. E sou uma pessoa pacífica. Não acredito em revoltas gregas. Acredito que as pessoas que nós elegemos em democracia e a quem pagamos o ordenado nos devem respeitar. Da mesma forma que espero que um simples agente policial me defenda, caso assista a um atentado à minha integridade, o mesmo espero de si, Senhor Presidente. Espero que assuma o seu papel. Que ponha mão nisto.
Como não me lembro de alguma vez o ter visto tão indignado e com um discurso tão inflamado como quando achou que o seu computador estava "sob escuta", não me resta alternativa a fazer-lhe uma exigência que tenho o direito de fazer, desta forma, por e-mail. Desejo eu, Senhor Presidente, que todos os portugueses façam a mesma coisa de forma similar: que lhe façam chegar a exigência de uma atitude, do fim da dormência. E que tanta gente o faça, que a sua caixa de e-mail fique viralmente entupida. Com e-mails educados, para que não tenha desculpas. De tal forma que ao Senhor Presidente não reste alternativa, se não pronunciar-se sobre um tema que tanto lhe inflama o ânimo: o seu computador. Talvez com isto consiga acordar para a vida. Para a nossa vida. Que está prestes a transformar-se num inferno. Sartre sabia, quando dizia que o inferno são o outros. Lamentavelmente, os outros são os que nos governam.

 

Este e-mail seguiu esta noite para o endereço oficial do Presidente da República, belem@presidencia.pt. A passividade, o coma social e político daquele que devia ser o garante da nossa paz indigna-me. Não sou de manifestações violentas. Ainda. Não sou de achar que as pedras atiradas valem mais do que as palavras escritas. Ainda. Apesar de tudo isto, tenho medo de, um dia, olhar para o espelho e não me reconhecer. De ser uma pessoa que acredita que só a violência pode ajudar. Ter o Presidente da República a "dormir" enquanto o país mirra um pouco todos os dias é como ter um pai que espanca um filho: é o contrário do espectável. O nosso garante de segurança não pode ser conivente, pelo silêncio, com quem nos faz mal. Sugiro uma manifestação pacífica e silenciosa, mas que entupa a caixa de e-mail da Presidência da República. Se não houver outro e-mail que não o meu, não faz mal. Eu hoje fiz o que tinha a fazer. Amanhã... amanhã talvez tenha de ir atirar pedras. 

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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