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Imaginem que vocês trabalham numa (deixem-me cá pensar um bocado, a área é ligeiramente indiferente) fábrica de cadeiras. Que também tem loja aberta ao público. Muito bem, então a fábrica de cadeiras, para além de vender na loja própria, vende noutras lojas de mobiliário. Uma dessas lojas de mobiliário (a A) decidiu fazer uma promoção: na compra de 8 cadeiras (da vossa loja), levam também uma mesa (imagino que seja uma promoção ridícula, mas interessa pouco para o caso). Condições: comprar naquela loja, pagar a entrega e pagar a pronto. Muito bem, há outra loja (a B) onde as mesmas cadeiras também estão à venda. Têm o mesmo valor unitário, é possível pagar em 12 meses sem juros e não se paga a entrega. Agora imaginem que o senhor Manuel foi à segunda loja, comprou 8 cadeiras, pagou em 12 meses, usufruiu da entrega grátis e, depois disso, vai à vossa loja com o panfleto da promoção da loja A dizer que quer a mesa. E quando vocês, munidos de uma paciência que vai daqui até Camberra, explicam que não, que aquela promoção é válida na loja A, naquelas condições, e que ao comprar na loja B teve de aceitar as condições deles e que, para além de não haver o melhor de dois mundos vocês não são mais do que fornecedores de ambas as lojas o Manel, esse génio dos falsos poderes da vida moderna diz:

- Não concordo, não aceito, e vou denunciar a situação no Facebook.

E é isto. 

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por Bad Girl, em 26.09.14

Mãezinha querida sempre me ensinou que uma das piores coisas do mundo é fazer as coisas “à quem quer e não pode”. A simplicidade não é uma coisa feia, não é uma coisa da qual nos devamos envergonhar. O não saber a raiz quadrada de 5041 (ou de 9) ou qual a capital do Peru não faz, por si só, uma pessoa burra ou ignorante. A inteligência não se mede, acho eu, pelo convencionado como cultura geral. Há gente que não sabe escrever e é inteligente. Será culta? Provavelmente não. Tendo isto em conta, muito me irritam dois tipos de pessoas: as que fingem ser aquilo que não são, que se comportam como arautos da sapiência, inventando até respostas se for necessário, e os outros, os que sabendo que não sabem, fazem bullying aos que sabem, pois não tendo a humildade de assumir a sua ignorância, preferem menosprezar a dizer, por exemplo, “O que é que isso quer dizer?”. Se os que inventam respostas, às vezes, no meio da irritação, me divertem, os outros, francamente, repugnam-me. Não percebo este desejo de apregoar a ignorância como se o conhecimento fosse uma coisa errada. Esta doença social, que começa em tenra idade, de marginalizar os que sabem ou os que, não sabendo, procuram saber, estende-se até à idade adulta. A diferença é que, passados os anos, pode já não se fazer bandeira da estupidez, mas ocultá-la. Os mais habilidosos, os que conseguem fazer jogos entre o inventar respostas e mascarar o bullying com posições de poder lá se vão safando, por entre os pingos da chuva, entre uma imprecisão histórica e um “já tinha tido essa ideia mas não me parece que vá funcionar”. Até ao dia em que são apanhados na curva por quem está farto de ser enganado ou em que são abandonados pela “muleta” que os aguenta. E, nesse dia, é vê-los espernear, disfarçadamente, porque não há-de ser aquela espertalhona, que os abandonou, que vai estragar-lhe toda uma vida de subvalorização do conhecimento.   

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Caros laboratórios ISDIN,

por Bad Girl, em 23.09.14
Não quero - nem vou - colocar em causa a seriedade dos vossos produtos. Não sei nada sobre eles. E, se querem que vos diga com franqueza, preferia continuar na ignorância. Mas não, não vou continuar. E porquê? Porque hoje dei por mim a tropeçar no vosso produto para a QUEDA, que dá pelo nome de LAMBDAPIL. Diz que é para RECUPERAR A VITALIDADE. E eu acho que sim, que faz algum sentido, LAMBDAPIL para recuperar a vitalidade. Agora, se posso ser franca, não me parece bem alguém chegar à farmácia e dizer:
- Aí, sôtor, que me está a cair o cabelo todo. O que acha que faça?
- Oh, Dona Joaquina, isso resolve-se com LAMBDAPIL.

A sério, senhores da ISDIN, repensem lá isso.

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Será física nuclear?

por Bad Girl, em 19.09.14

O meu armário, de terça-feira a domingo (da esquerda para a direita):

Blazers, casacos, camisas, blusas, tops, túnicas, calças, macacões, calções, saias, vestidos.

 

O meu armário à segunda-feira, dia de empregada (da esquerda para a direita):

Roupa. 90% dela minha. 

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É um aviso.

Fala de exames ginecológicos. 

Pronto, fiz o que pude.

 

Chateia-me que a ciência, que é uma coisa que eu admiro, ainda não tenha arranjado uma forma melhorzinha (menos dolorosa e mais digna) de nos detectar o HPV, do que o teste de Papanicolau. Aliado ao incómodo que é estar ali, de perna aberta, com a senhora ou o senhor a espetar-nos o espéculo pelo pipi acima, a coisa ainda por cima magoa. Não é uma dor lancinante, insuportável ou intensa, mas é uma dor que, fosse a ciência uma coisa espectacularmente focada nas senhoras, podia não ter lugar. Digo eu, que só penso no evento na óptica do utilizador. Se há coisa que todos os médicos, genericamente, nos dizem antes deste ou de qualquer outro exame ginecológico (e olhem que, à conta do meu querido e (tomara) falecido coriocarcinoma eu sou menina para ter passado por isto umas 30 vezes nos últimos dois anos) é "relaxe". Claro que sim. E, já que estamos numa de pedir coisas que me parecem altamente improváveis de atingir, prefere que fale também chinês ou que faça o pino? 

 

Enfim, era isto. Se houver por aí algum(a) cientista sem muito para fazer, é favor ver se consegue arranjar qualquer coisa que me alente.

 

Muito obrigada.

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Não é fácil ser-se Cristina Ferreira. Não, reformulo: não deve ser fácil ser-se Cristina Ferreira. Tirando a eleição de "Mais sexy de Portugal", nada lhe corre bem. Ou corre? Não sei responder e, parece-me, irá sempre depender da revista que eu leio. Vamos a isto: de acordo com a Flash, a Cristina anda a catrapiscar o Sr. Alberto, senhor casado. Feia, Cristina, feia!

 

 

Depois vem a TVGuia, e deita a teoria da Flash por terra. Cristina volta para o ex-marido e este chuta logo o Sr. Alberto para canto, dizendo que ela nunca andaria com um homem casado. Mijar no poste é o nome técnico para este procedimento do ex.

 

 

Entretanto chega a VIP e esfria um bocado as coisas: a Cristina está interessada em vestidos de noiva (então não estava interessada no Sr. Alberto? E no Casinhas?), mas o ex-marido nega o noivado. Atente-se: a Cristina passou por uma montra onde estava exposto um vestido de noiva, o que faz dela interessada, suponho. A quantidade de sapatos que já tiveram de negar relações comigo é coisa para dar um livro. 

 

 

 

 

Depois vem a TvMais estragar tudo, esses desmancha-prazeres. Então afinal o Casinhas diz que não é sequer amigo da Cristina? Caramba, que balde de água fria... mas que isso não o impeça de mandar bitaites à TVGuia sobre a vida dela.

 

 

 

Enfim, tudo isto numa semana. Eu não sei como é que a agenda dela aguenta. 

 

Deve ser giro, isto de se ser "jornalista" de uma coisa destas. Como é que decidem quem é que anda com quem? É com uma roleta? Moeda ao ar? Não se processa esta gente? Deus me livre, pl'amor de Deus, que nojo!

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Não sei como é que vocês conseguem

por Bad Girl, em 16.09.14
(Vocês, mães.)
A miúda minha sobrinha mudou de escola. A miúda minha sobrinha tem dez anos e às vezes acho que sabe mais do que a conta, mas há-de ser sempre a miúda minha sobrinha. E, no primeiro dia de aulas, não havia pais da miúda minha sobrinha disponíveis para a irem buscar para almoçar fora. A solução seria comer na cantina, no primeiro dia de aulas numa escola nova. WTF! Alguma vez? Lá fui eu buscar a miúda minha sobrinha à hora do almoço e depois fui devolvê-la, sabe Deus Nosso Senhor o que me custou, coração em chagas, ela a entrar, sozinha, naquela escola enorme, a olhar para um lado e para o outro, hesitante, e eu a hiperventilar, está tão grande a miúda minha sobrinha, e como é que as mães conseguem, Deus vos gabe a coragem, filho(a) meu(inha) pequenino(a) havia de me ser arrancado dos braços à força por uma auxiliar (e dois seguranças) com pouca paciência, e eu havia de me esconder num canto a engolir as lágrimas, enquanto espiava a minha criança a ser mais do mundo e menos minha. Apre, que só de pensar nisso já me dói a barriga.

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por Bad Girl, em 16.09.14

Vi pouco do "Prós e Contras" de ontem sobre a Lei da Cópia Privada (só a recta final). Sobre a dita, melhor informação encontrarão aqui. A coisa da Lei, vou ser honesta, divide-me. Num lado estou eu, cidadã normal, que acha parvo pagar duas vezes a mesma coisa. Uma para ter a coisa cultural, outra para guardar a coisa cultural que tenho e pela qual paguei. Do outro lado estou a esfregar as mãos de contente. É que nos idos de 2004 publiquei um livro e é bem possível que agora, 10 anos de travessia no deserto sem produzir coisa nenhuma que seja alvo de direitos de autor depois, ainda vá ganhar uns cobres à conta do meu rasgo de literatura solitário. Yay!!!! Agora a sério, e tão sério quanto se pode falar de Barreto Xavier sem rir (cada vez que o vejo, apetece-me gritar "Bazinga!"): alguém reparou na subespécie que somos nós, os bloggers, aos olhos do Secretário de Estado da Cultura? O desprezo, a desconsideração (juro que lhe vi o canto superior direito do lábio tremelicar quando disse "esses bloggers"), o desrespeito com que se dirigiu a esta "classe"? Estranho. É que, ao contrário dos tais artistas que se refugiam em subsídios e ideias de taxas (não acham mesmo que vos vai tocar algum, pois não?) que patrocinam um trabalho que muitas vezes não oferece sustento, eu vivo do que aufiro no meu trabalho (e, além disso, escrevo umas coisas no blogue) e pago os meus impostos indo parte deles para subsidiar a Cultura. Para além disso, dizem-me que eu tenho também de, quando quero comprar alguma coisa com o dinheiro que ganhei a trabalhar, "patrocinar" uma indústria que não subsiste sozinha. E eu penso se não seria melhor se nós, esses bloggers, nos juntássemos todos, criássemos uma associação, e fossemos "sacar" um pedaço da taxa? É que há pessoas que compram tablets e computadores, que também usam para proceder à leitura de blogues. Já agora, vale a pena pensar nisso.

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Mas porque é que foram perguntar ao Miguel Esteves Cardoso como é que estava a correr o ano lectivo?

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Vou falar-vos do Toni.

por Bad Girl, em 12.09.14

O Toni é um pintas. Um tipo daqueles que se acha muito melhor do que aquilo que realmente é. O Toni, lá na Faculdade, já todos toparam. Ninguém lhe liga grande coisa, e ele passeia-se por lá, a viver naquela realidade paralela, a achar-se o maior. Infelizmente, como em todos os sítios há um Toni, também há uma Rosarinho. A Rosarinho é boa miúda, mas burra como um cepo. Não será burra, vá, é mais para o crédulo. Da Rosarinho não reza a história. Ninguém se dá com ela, ninguém dá por ela e, não fossem as folhas de presença, a turma havia de jurar que nunca, em tempo algum, houve uma Rosarinho naquela turma. Houve um dia, porém, que se deu a maior festa de todos os tempos da Faculdade. O rebuliço à volta desta só se pode comparar (ainda que de forma fraca e sem jus feito) ao Baile da Cinderela. Para esta festa havia apenas dois requisitos: que se estudasse naquela Faculdade e que se levasse um par. A Rosarinho nem deu grande importância ao evento. Ela bem sabia que ninguém queria saber dela. Talvez viesse a tentar, mas sabia de antemão que aquela festa não era para ela. Já o Toni, esse, pôs-se a fazer contas à vida. A festa não era uma possibilidade, era uma necessidade. Está bem que os outros tipos, gajos claramente inferiores, têm namoradas e amigas com quem ir. E o Toni não tinha uma, uma só, amiga. O inevitável aconteceu, o Toni deu dois elogios à Rosarinho que, incrédula com a sua sorte, aceitou acompanhá-lo. Nas semanas que anteciparam a festa, o Toni foi visto por diversas vezes à conversa com a Rosarinho. Ninguém ligou muito àquilo, ninguém queria saber de nenhum deles para coisa nenhuma. O dia da festa chegou, a Rosarinho e o Toni lá foram, vistos juntos, fotografados juntos, divertidos juntos. Duas horas dentro da festa bastaram para o Toni dar por cumprida a sua missão. Feliz que estava com a entrada naquele mundo novo, não tardou em atribuir-se uma nova missão: a partir de agora, o Toni queria organizar aquelas festas. Com as suas regras, os seus amigos, mas sem a Rosarinho, de quem a História não mais rezou.

 

( A história não deixará de ser parva depois de saberem que o Toni é Marinho Pinto e a pobre da Rosarinho o MPT, mas talvez lhe dê algum ânimo…)   

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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