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Caros senhores das Águas do Porto,

por Bad Girl, em 31.10.14

Muito obrigada pela missiva. Não sabem o quão satisfeita eu fico por receber comunicações ainda na versão papel que não sejam do Ikea ou do Lidl. Agradeço também que me informem do pertinente que é eu receber no meu lar um dos vossos funcionários para que o mesmo proceda à contagem dos meus consumos. Também agradeço, sou pessoa agradecida, que me ameacem com um corte de água. Obrigada, portanto, por tudo. Agora, parece-me que temos aqui um pequeno problema que não sei como resolver: é que, cá em casa, somos dois. E ambos trabalhamos. Eu adorava ser dondoca, mas a vida ainda não mo permite. Assim sendo, como sugerem vocês, senhores das Águas do Porto, que nós façamos, para dar as boas-vindas ao senhor vosso funcionário entre as 09 e as 16 de segunda a sexta-feira? Eu estou aberta a sugestões, já que isso de ficar sem água é coisa que me aflige. Tinha um colega no secundário que, estou certa, não se iria importar, nem vos conto o drama que era, todos os dias a cheirar aquilo, mas a mim faz-me diferença.

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Todos os dias, salvo raras excepções, vejo as capas dos jornais no sapo. Antigamente fazia-o de manhã. Agora, com novo emprego e outra disponibilidade, faço-o quase sempre à noite. É ainda a quente, portanto, que escrevo este post. Vi a capa do Correio da Manhã. Se, há uns tempos, ainda entrava no site dessa merda de jornal, ultimamente é raro passar da capa. Porque me enoja. Uns dias mais do que outros. Ainda assim, ainda esperando sempre o pior desse vómito de pasquim, hoje não pude deixar de ficar em choque. Nem do esgoto que é aquele aspirante a tablóide eu esperava tanto. Mas a estupidez humana (sim, acredite-se ou não, é gente - gentalha - que está por detrás de tamanha vilipendiação) não tem limites, e não vale a pena nós acharmos que tem. Não conheço José Carlos Pereira de lado nenhum a não ser da vida pública. Não acompanho a carreira, a vida amorosa ou social. Não nutro especial simpatia ou antipatia por ele. Há pouco, olhando para a capa daquela regurgitação em papel senti tanta raiva, tanto ódio, que me apeteceu entrar naquela redacção e rebentar com aquela merda toda. Só se perdiam as que caíssem ao chão. Não é, não me venham com tangas, não pode ser, boa gente quem faz aquilo. Caramba, ninguém com boa índole faz aquilo, e não pode ser só pelo soldo ao fim do mês. Se for, há-de ser uma forma de prostituição como outra qualquer. Adorava fazer um boicote, mas não tenho como. Não compro aquilo, já quase não lhes visito o site e salto o canal que este esterco tem na televisão. Mas gostava, gostava muito, que as pessoas deixassem de comprar aquilo. Que pensassem nos filhos, nos irmãos, nos pais que poderiam ali estar, naquela capa. Não há famílias perfeitas, por certo todos temos alguém que poderia estar ali. Naquela ou numa outra situação, que devia ser privada. Gostava, gostava muito que aquela merda rebentasse pelas costuras. Que fechasse. Que servisse de lição aos outros, aos JN da vida que imitam aquele lixo. Ou que, porque também eu tenho requintes de malvadez, houvesse um outro pasquim que se dedicasse a vilipendiar a vida de todos os cúmplices dos crimes de violação de privacidade, de devassa, que todos os dias são praticados por aquilo. Não era preciso inventar nada, só precisavam de pagar na própria moeda. Ainda que, no fundo, eu saiba que isso certamente não me traria satisfação. O mal dos outros, a mim, não me traz bem. Não podemos todos dizer o mesmo.

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Irra lá para as gajas

por Bad Girl, em 16.10.14

A Jéssica desfilou. A Jessica é boa. Uma ressabiada disse que a Jessica era gorda. As pessoas zangaram-se muito com a ressabiada. A Jéssica disse que não é gorda. Que tem curvas. Que é uma mulher real, e que as mulheres reais têm curvas. As pessoas disseram que sim senhora, que mais vale uma Jéssica com pancinha (ide ver a Maria de Medeiros no Pulp Fiction) do que ser um cabide como as modelos da passarela. A Sara (Sampaio) diz que não é um cabide. Que também é uma mulher real. Que as mulheres reais têm é vagina. Eu aviso já: se me aparece a Conchita a dizer que as mulheres reais não têm vagina mas têm barba, eu passo-me da marmita. Sim, porque as mulheres reais têm paciência limitada para merdas.

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...

por Bad Girl, em 06.10.14
Não sou altruísta o suficiente para não esperar nada em troca, quando cedo passagem na estrada ou quando seguro a porta para alguém que vem atrás. Lamento, mas não sou. Não sei viver sem obrigados. Ditos e ouvidos. Não sou generosa que chegue para evitar gritar um enorme DE NADA quando a pessoa entra no elevador que eu bloqueei quando a vi correr, indiferente ao meu pequeno gesto. É capaz de ser mesquinho da minha parte. Que seja. Mil vezes ser a pessoa mesquinha que se lembra sempre de pôr a educação primeiro do que um primata que acha que a pessoa, mesquinha, seja, que lhe está a segurar a porta não fez mais do que a sua obrigação. Bom dia. Boa tarde. Por favor. Obrigado(a). Tão fácil, não é? Assim escusam de apanhar uma esgrouviada pela frente que vos grite um DE NADA. É que se o elevador for para, digamos, subir ou descer dez pisos, é capaz de ser desagradável.

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... (Sobre uma coisa que eu não fiz) Bad - ... podemos ser nós contra o mundo, mas havemos de ser sempre nós.

MQT - Tu fazes o que quiseres. Eu não vou fazer, mas tu podes...

Pronto, vou ali correr atrás da oportunidade que tinha para ficar calada e que acabei de perder. E da minha dignidade.

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Ai, a mudança, essa grande malandreca...

por Bad Girl, em 02.10.14

Meu Deus, meu Deus, meu Deus, mudaram os blogues do sapo...

Feios! Maus! (Não escrevi "porcos" pois, na realidade, não sei nada sobre os hábitos de higiene da equipa do sapo)

Fui, via Vanita, ao blogue dos blogues do sapo e não quis acreditar. 

Primeiro, eu devo ser uma blogger da treta, com parâmetros de exigência a raspar o chão, pois isto do blogue, para mim, passa por:

Escrever um post - check.

(Até coloquei uma foto no post - check).

Publicar um post - check.

Apareceu no Facebook - check.

Pronto, está feito. Confesso que não fiquei à espera que o blogue me fosse fazer o jantar e, por isso (assumo), fui um bocado fraquinha.

Também admito que devo ser uma privilegiada, já que consigo ver tudo, ler tudo, e, ainda que perceba que mudou, vamos lá, não me aflige tanto como a cara do Mickey Rourke depois do botox...

Ainda que as coisinhas da minha checklist não tivessem corrido bem, eu pensaria: "Ora bem, isto não é a minha vida, estou a ocupar o espaço dos senhores e não pago renda, vou dar uma nota aos responsáveis, mas não me parece necessário vestir o colete-bomba e ir para lá explodir com aquilo!". Mas isso sou eu, que chego ao ponto de dizer alarvidades como "por favor" e "obrigada". Uma frouxa, portanto.

A minha sugestão para a equipa do sapo é que promovam um workshop desses da moda a ensinar como é que se gere a mudança da plataforma do blogue. Parecendo que não, isto está a mexer com a vida de muita gente, e estamos aqui estamos em alerta laranja.

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Não liguem a este post

por Bad Girl, em 01.10.14

É apenas para testar o novo 

 1, 2, 3...

Vai!

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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