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Ai, Guida, Guida

por Bad Girl, em 31.03.15

Não sou de ler coisas escritas pela Guida, embirrações minhas, mas os destaques do sapo chamaram por mim e eu cliquei. Em boa hora, que já não me ria assim há muito tempo.

Guida Rebelo Pinto, a senhora que acha absolutamente inconvenientes as manifestações na escadaria do Parlamento por estarem demasiado perto da sua porta, dedicou-se à crítica literária. E nunca nada me soou tão bem. Afinal, já dizia Dustin Hoffman, os críticos de teatro não são mais do que maus actores. Faça-se o paralelo. Adiante, vamos ver o que Guida diz d' As Cinquenta Sombras de Grey:

" Peguei por acaso, li dois ou três parágrafos, achei desinteressante, estereotipado e larguei-o." 

A sério, quando chegamos ao dia em que a Guida acha um livro estereotipado damos a humanidade por concluída, certo?

 

"A ideia de uma jovem ingénua que é seduzida para os caminhos da perversão por um manipulador experiente não tem nada de original."

Originalidade. Toda a gente sabe que a Guida é uma pessoa tão original, mas tão original, que até acho que foi ela que inventou o auto-plágio.

 

"Mas daí a tentar tornar essas práticas numa moda, divulgadas em literatura de cordel rasca(...)"

Nun-ca! Literatura de cordel rasca é o limite. É aqui que a Guida desenha a linha. Aqui: ________.

 

"Mas uma das formas de proteger a dignidade feminina é saber distinguir entre o que é ou não saudável numa relação entre um homem e uma mulher."

Pois sim, que nos livros da Guida é tudo muito saudável, mulheres resolvidas e em bom. Aquilo até parece o "Sexo e a Cidade", é só gente bonita com discursos betinhos e com empregos glamorosos. Demasiado.

 

"Eu gostava que a nova geração feminina que se afirma tão solta e liberal,(...)  parasse para pensar e perguntasse aos avós como viviam o amor. Não aos pais, porque na maior parte dos casos, são filhos de divorciados (...)".

Cuspa-se no chão, abrenuncio, que as pessoas divorciadas não sabem o que é o amor, essas desgraçadinhas da vida. Tristes! (A Guida não é divorciada também?)

 

Tenho pena que num post tão extenso, Margarida não se tenha socorrido da sua obra para suportar as suas opiniões. Está bem, eu faço isso...

 

Sinopse do Sei Lá

"Madalena tem 30 anos e é uma jornalista que, apoiada pelas suas melhores amigas, Mariana, Catarina e Luísa, tenta reconstruir a sua vida depois de uma relação conturbada com Ricardo. Sei Lá retrata o dia-a-dia de uma geração que dificilmente assume compromissos e não sabe fazer escolhas e que, por isso mesmo, se sente permanentemente insatisfeita.". Trocar os nomes por Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda. Estereotipo? Zero! Originalidade? Mil!

Sinopse de Os Milagres Acontecem devagar

"A mulher chama-se Maria do Mar, tem mais de 40 anos, dois filhos e está separada há vários anos, o homem é Henrique, um sedutor compulsivo que carrega o fardo de dois casamentos falhados e uma lista de vícios de solteirão.
Ambos vivem num labirinto, mas apenas um conseguirá sair. Citando a protagonista, precisamos de matar as coisas antes que elas nos matem.". Mais um caso claro de originalidade. E de nada de nada de estereotipo. 

 

E algumas coisas avulsas:

"Todos temos a tentação de exercer o nosso poder dentro de uma relação." Sol / 20090613

"A ideia de uma jovem ingénua que é seduzida para os caminhos da perversão por um manipulador experiente não tem nada de original."

 

"Um dos truques que a vida me ensinou nas relações amorosas é o de viver cada dia como se fosse o primeiro e cada noite como se fosse a última." Sol / 20090131

"Talvez o mais prudente seja parar e esperar, em vez de embarcar em números de circo experimentalistas só para mostrar aos amigos que estamos na onda." - post de hoje

 

"Acredito que o amor em si não existe, o que existe são provas de amor." Sol / 20081004

"Eu gostava que a nova geração feminina que se afirma tão solta e liberal,(...)  parasse para pensar e perguntasse aos avós como viviam o amor."

 

A bem da verdade, há que finalizar com uma citação da Guida que explica isto tudo.

 

"Uma pessoa não escreve o que quer, escreve o que pode." Tabu (Sol) / 20080621

 

(As sinopses saíram do site Wook.pt e as restantes citações do site "Citador")

 

 

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...

por Bad Girl, em 29.03.15

Quando Narciso chega ao trabalho, ao contrário do que ele pensa, o dia das outras pessoas não se ilumina. Não há sorrisos abertos nem alívio, chegou o salvador. Quando Narciso chega ao trabalho, num bamboleio ridículo e inchado pelo ego, há apenas desprezo no coração dos seus colegas. Quando Narciso chega ao trabalho, o bem comum passa para segundo lugar. Quando Narciso chega ao trabalho é para cilindrar quem for preciso, para chegar onde Narciso acha que merece estar. Narciso vive uma vida miserável, infeliz, frustrada. Narciso não sabe que o lugar que ele ocupa já está um, dois ou três degraus acima daquilo que merece. Narciso personifica o princípio de Peter. Mas Narciso não acha. Narciso vê outro, quando se olha ao espelho. Narciso puxa tapetes, monta esquemas, aponta dedos, vence alguns pelo cansaço. Não olha a meios para atingir os seus fins. E, no meio do caos por ele criado, Narciso surge, agarrando toda e qualquer oportunidade de brilhar. E como brilha Narciso? Aproximando-se das "estrelas" que lhe podem dar luz (até ao dia em que ambicionar ser essa estrela) e tentando tapar a luz das outras estrelas, as que ofuscam a sua existência. Seria de pensar que, nos dias de hoje, já não haveria lugares nas empresas para os Narcisos da vida. Mas não. Ou porque não há mais ninguém, ou porque alguém se deixa apanhar nas teias do Narciso, ele lá continua, a passear-se por entre os pingos da chuva. E a paciência esgota-se. Um dia estará só ele, Narciso, a olhar-se ao espelho e a ver uma multidão de admiradores, sedentos da sua atenção. Atrás dele, na vida real, uma equipa miserável de gente incompetente que, não só não lhe fará sombra, como também não o fará brilhar. E, nesse dia, Narciso vai afogar-se, apaixonado pela sua imagem, rodeado de Zés Ninguém. E as estrelas, cuja luz não pode ser apagada, continuarão a brilhar, acima, muito acima da cabeça de Narciso.

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Post dedicado à Sô Dona Helena Barros

por Bad Girl, em 12.03.15

Pessoas como a Sô Dona Helena Barros são, basicamente, a razão de eu não ser Charlie assim por aí fora. Já todos sabemos e repudiamos (se não repudiam o melhor é irem ler outros blogues) a história de Simba, o cão que foi assassinado pelo vizinho. O tal que disse que disparou para o ar e que, certamente, desconhece a razão pela qual as balas perfuraram o Simba. Fenómeno por fenómeno, eu seria mais dada a que o balázio tivesse ido na direcção do filho de uma enorme meretriz (estou a tentar reduzir o vernáculo) do vizinho, mas eu não mando no universo. Lamentavelmente, direi eu. Não contente, o vizinho, alegadamente, decidiu pedir o comprovativo de estupidez e agora ameaça a vida da Andreia e o Diogo. Não me espanta, um assassino é um assassino, vai parar num cão porquê?

Adiante, que o grande cabrão há-de ter o fim que merece e, haja karma, a cadeia será o de menos. Vamos a outro tema que, de tão recorrente, já chega a irritar: as Helenas Barros da vida.

Simba_1.JPG

 Simba_2.JPG

 

Ora a Sô Dona Helena Barros está preocupada com os idosos. Na cabeça da Sô Dona Helena, que não deve ser asssssiiiiimmmm tão cheia de mundo, as pessoas podem apenas e só preocupar-se com uma coisa na vida. Qual agora preocupar-se com os animais E com os idosos que são vítimas de maus tratos. Agora pergunto eu, Sô Dona Helena, e as crianças? Nâo se preocupa com as crianças maltratadas? E com fome? Crianças com fome não a amofinam? E os sem abrigo? Está-se nas tintas para eles? Que feio, Sô Dona Helena, esse escândalo todo por causa dos idosos maltratados?   

O que preocupa a Sô Dona Helena, para além desta escandaleira toda em volta de um crime, é o egoísmo da sociedade. Essa sociedade umbiguista, que está preocupada com a Andreia e com o Diogo e triste pelo Simba. Bando de egocêntricos! Certamente à hora a que este post está a ser escrito a Sô Dona Helena está a fazer voluntariado num qualquer abrigo para idosos maltratados. E eu acho que alguém tão altruísta e dedicado a uma causa não estará, certamente, apenas agarrado ao computador a mandar bitaites. Não. As Sô Donas Helenas desta vida fazem peito ao mundo. Uma causa de cada vez, e só causas aprovadas pela Associação Nacional de Designadores de Causas Merecedoras de Atenção e Escândalo, claro.

 

(A dona deste blogue fica chocada, enojada e furiosa com maus-tratos a idosos. E a crianças. E absolutamente revoltada com a morte do Simba. Devo ser multitasker, ou isso.)

 

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Não, não é "Feliz dia da Mulher!"

por Bad Girl, em 08.03.15

Não é, e não me venham tagar em fotografias de flores, de ursos ou de mulheres de braços e sorriso abertos na praia. Não alinho no "Feliz dia da mulher" nem em homenagens a "guerreiras" da treta, enquanto houver mulheres a serem espancadas pelos homens com quem partilharam a casa. Que precisam de aparecer mortas para que sejam tomadas medidas contra esses animais. Enquanto houver sociedades que achem normal que as suas mulheres sejam violadas e violentadas. Que as obriguem a casar com os seus violadores. Não é feliz enquanto houver mulheres a serem torturadas e apedrejadas por cometerem a ousadia de amar. E não é, certamente, feliz enquanto houver mulheres que são mortas porque querem estudar. Também não pode ser feliz enquanto houver excisão. Não é feliz, não me desejem um feliz dia da Mulher. Este dia só será feliz para mim quando já não existir.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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