
Há uns tempos atrás o meu amigo C. e eu discutíamos esta coisa dos anonimatos nos vencedores do Euromilhões. Ele dizia que era prudente as pessoas manterem o anonimato para prevenir sequestros de familiares e amigos:
- Imagina que te saía o Euromilhões e alguém me raptava. Tu pagavas?
Se hesitar, imaginando o meu melhor amigo nas mãos de uns raptores cheios de más intenções, respondo de imediato:
- Claro que sim.
Ele mostrou-se em choque. E a única coisa que conseguiu dizer foi:
- Foste demasiado rápida. Essa certeza toda deixou-me preocupado...
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Ontem o Stusssy (que casa no Sábado) levantou-se da mesa de almoço e disse que ia fazer o Euromilhões. E eu perguntei:
- Se te saísse o Euromilhões na Sexta, casavas na mesma no Sábado?
É certo que foram apenas uns cinco segundos. Mas ele parou para pensar antes de dizer "sim"...
Certezas diferentes? Tempos diferentes? Prioridades diferentes?
Sei lá. Só sei que aquela hesitação me cheirou... a hesitação.
Foi só o tempo de pensar se o Euromilhões seria considerado um "bem adquirido" ou não...
De
Stusssy a 15 de Maio de 2008 às 11:46
Muito obrigado ervilha. Grande ponto de vista. Foi mesmo isso que me passou pela cabeça...LOL
Abraço
Eu deixei de jogar por causa da comunhão de bens. Entre os impostos para o estado e a parte da cônjuge fica-se sem nada e não compensa o trabalho de fazer as cruzinhas.
Felicidades para sábado. Tirando o facto de te irem chamar "o nubente", não custa nada...
Ervi
De
DeepRed a 15 de Maio de 2008 às 14:48
Na quinta temos uns rolos ligeiramente diferentes, mas no fim fica tudo limpo. Muuuuuuuuuu. Pudins...
De
$@rit@ a 15 de Maio de 2008 às 15:37
Xiiii! Oh Stusssy... pelo sim pelo não... é melhor casares em Separação de Bens hã? Não vá o Euromilhões resolver mesmo bater-te à porta ;) Felicidades para sábado!
Em plena festa do meu casamento perguntaram-me se estava verdadeiramente feliz. Quem o perguntou conhecia o meu passado afectivo e tinha um objectivo preciso na questão. Respondi que sim, sem hesitar, por saber como seria interpretado. Mas o nó na garganta estava lá, porque por mais seguros que possamos estar daquela decisão estamos conscientes de que não é um passo que se dê irreflectidamente e que tal passo vai condicionar muito do nosso futuro.
Estou casado há 13 anos. A pessoa que fez a pergunta divorciou-se passados 8 meses e tinha muitas certezas quando casou.
Não concordo nada com uma frase antiga, amplamente usada há alguns anos: "Perguntar não ofende".