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Inconformada com a irredutibilidade de sua santidade a nódoa, lembrei-me de uma saída airosa para toda esta confusão católica que nem Alá sabe onde acaba: um familiar próximo tem um amigo padre. Quer dizer, aquilo não é bem amizade: o dito padre anda enrolado com uma prima dele, divorciada (excomungada, portanto) e mãe de filhos. Lá está: vícios privados, virtudes públicas. A ideia era simples: ele expunha o meu caso e o dito padre ajudava. Até porque ninguém melhor que ele para entender que a intransigência da Igreja é deveras inapropriada, em certos casos. Como o meu. Ou o dele. Mas foi assim? Não. Porque este parece também ser um individuo de fortes convicções.

(Tempo para rir e apanhar os queixos que caíram ao chão).

A solução apresentada por este não podia deixar-me as coisas mais claras:

 - Ele diz que uma forma de contornares a situação é se pagares os direitos.

 - WTF?

 - Sim, é uma espécie de contribuição financeira para a Igreja.

 - WTF? WTF? WTF?

Resumo do que foi dito até agora:

Para baptizares uma criança precisas tão somente de uma certidão de idoneidade. A mesma pode ser conseguida de variadíssimas formas:

1 - Seres conhecido do padre da tua área.

2 - Teres feito o baptismo, a comunhão e o crisma e teres documentação que comprove isso tudo.

3 - Podes ser um grande fdp e não teres nenhum dos ditos sacramentos mas se comprares a tua indulgência, está tudo bem, a gente gosta de moedinhas.

Convém reter que:

Não interessa o tipo de pessoa que és: se tiveres feito os tais sacramentos e/ ou se deres tostõezinhos para a Igreja, tudo será perdoado.

Os padres estão isentos de praticar o que pregam e até de cumprir o que prometeram quando escolheram o sacerdócio. Os únicos que estão obrigados a ser o que a Igreja prega são os "simples mortais". Os pobres. Os outros podem perfeitamente pagar a entrada no céu.

Posto isto é que já ninguém tinha moral para me impedir do que quer que fosse. E não me venham com ideias peregrinas de: o baptismo é uma festa católica que inicia a criança na vida religiosa. Se és agnóstica, ainda que teísta, tens de meter o rabo entre as pernas e aceitar que não vais ser madrinha. O c@r@lhinho. O afilhado é meu e não vai cá haver faz de contas. Nem mentiras. Nem pagamentos para fazer esquecer o pequenino detalhe de eu não ter feito o crisma. Posto isto, passo a informar que há uma série de maneiras de contornar a situação. Sendo elas:

1 - Aparecer lá na lata sem papéis e ter a sorte de não ser interpelada pelo padre.

2 - Aparecer lá na lata sem papéis, não ter a sorte de não ser interpelada pelo padre, não assinar puto de papel nenhum. O baptismo precisa apenas de um padrinho, o outro pode ser "de boca".

3 - Assinar no local das testemunhas. Fica-se com a criança o tempo todo, mas na hora de assinar, a "madrinha" fica em branco e assina-se em "testemunha".

Eu fiz uma destas. Correu bem. E posso-vos dizer que era a única pessoa junto da criança que sabia as "letras" da missa. Não faz de mim grande católica. Afinal, lembro-me de tudo quanto são músicas dos anos oitenta sem grande esforço. Memória de elefante? Sim senhores. Mas num corpinho de sereia, obviamente.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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