Shame on me por me deixar levar por pré conceitos. Cada vez que ouço ouvia a palavra "micose" desatava a minha imaginação a ver uma pessoa cuja higiene andava entre o fracote e o muito fraco, a coçar incessantemente as partes baixas. Chamem-me o que quiserem, principalmente os ilustres portadores de qualquer tipo de micose que frequentam este espaço, mas a bem da verdade a senhora do anúncio do Gino Canesten não me ajudou a ficar mais bem impressionada com o tema. De cada vez que ela aponta para o pipi (hoje estou soft) e diz "Tenho comichão aqui", dá-me cá uns arrepios que só visto.
Foi por isso que ontem, quando o meu interlocutor olha para umas pelezitas mais velhas que estão naquela membrana (ah, ah, agora sou um girino) que está entre o anelar e o dedo do meio (não vou cá chamar-lhe médio, era o que mais faltava. É o dedo do meio e pronto) e que me aparecem de vez em quando e diz: "Isso deve ser uma micosezita!", eu quase morri. Claro que todas aquelas imagens de gente a coçar as partes privadas em público tomou conta de mim e, não obstante estar num daqueles restaurantes onde as pessoas só falam alto quando querem dizer que compraram uma casa de praia ou que venderam umas acções não sei do quê, saiu-me um desmesurado: "Estás a dizer que eu tenho uma micose?". Foi lindo. Olhou tudo para mim, com aquela cara de quem tem a certeza de que uma micose é só um privilégio dos pouco lavados e ataca uma zona em particular. Bando de preconceituosos, é o que é.
Coisas giríssimas sobre micoses aqui.


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