(ou sobre como tenho de arranjar qualquer coisa para fazer aos Domingos à noite).
Se há coisa que abomino é a pequenez de espírito. Está bem que podes ter ar de pobre, podes ter de altura um metro e meio mal medido, podes ter o complexo da insularidade ou até podes ser muito obstinado na construção da tua carreira. Até eu, que não auguro brilhantes futuros a seres demasiado irritantes, cheguei aqui a fazer futurologia sobre ti, meio quilo de gente. Acho graça a um puto de dezassete anos que se arranja dos pés à cabeça, e à segurança que transmites. Mas fod@-se, não é que estragaste tudo e agora já te desejo coisas que só sou capaz de desejar às alminhas ressabiadas e pequeninas?
Oh pá, ninguém gosta de perder, what a fuck, isso não é novidade. Mas há que saber sair com dignidade. Ter nobreza de espírito. Encaixar. Parar para pensar. É claro que não te agrada que o gajo que se está a cagar para aquilo que é o teu sonho ganhe de caras. Que tenha ganho mal entrou no casting. Mas daí a fazer o lamentável apelo: "Votem na Diana!" mal levaste um chuto do público no rabiosque só te prejudicou a ti. Eu gosto da Diana. Já aqui disse que ela é demasiado grande para um país onde o Rock feminino morreu na altura em que a Adelaide Ferreira se "deu" ao mainstream. Um país onde tu não irás além das primeiras partes dos concertos do Tony Carreira e dos musicais do La Féria. Mas get over it, o mais provável é que o Filipe ganhe o prémio para o qual tu te esfalfaste, sem uma ponta de esforço. Porque as pessoas genuínas (aquelas que não se revelam pequenos monstros nas adversidades), em princípio e se o universo for equilibrado, têm de ser compensadas.


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