Estou para aqui com uma faca espetadinha no coração. Nada tem a ver com futebol, não pensem que vão levar agruras dessas daqui. Tivesse eu tido esta notícia aos meus dezasseis anos e a minha vida teria tomado outro rumo. Passo a explicar, mas só me darei ao trabalho de o fazer a pessoas com mais de 30 anos. Para as que tiverem menos, tudo aquilo que irão ler a partir de agora é chinês básico:
Nunca fui adolescente de grandes paixões, nunca tive posters colados na parede, nunca fiz tatuagens com a cara dos meus ídolos. A bem da verdade, nunca tive ídolos mesmo assim a sério. Mas caramba, se havia rapariga com pretensão a legítima esposa de um dos elementos dos New Kids on The Block, eu era ela. Primeiro dividimos os rapazes entre nós. A J., que os descobriu, decidiu logo lambuzar-se com o Joe e com o Donnie. Como não conseguia decidir-se, ficou com o "xoninhas" e com o bad boy. Ora eu queria o Donnie. Não era pelo Donnie, propriamente dito, mas pelo irmão, o Mark. Eu tinha fé nele (e vejam só onde é que ele está agora). À falta de melhor, eu fiquei com o Jordan. Nome de gaja, falsetes e aparelho nos dentes. Sim, eu sei, eu era uma retardada. A F. achou que do mal o menos, pelo menos da cabeça para baixo aproveitava-se o Danny. O Jon ficou para a S., que foi a última a chegar. Ora 16 anos depois, ou coisa que o valha, o Jon saiu do armário (sabe Deus o que lhe custou, que aquilo um armário é coisa para ter muita roupa) e diz que sempre foi homossexual. Oh Jon, obrigadinha! Tinhas dito isso há década e meia e a J. tinha que ficar só com o Joe. Ora eu agarrava-me ao Donnie para chegar ao irmão, que já trabalhou com o George Clooney e dali até a Canalis ser apenas um fantasma do Natal futuro era um pulinho. Sabes o que se chama a pessoas como tu, Jon? Egoístas!
Este post é especialmente dedicado àquelas pessoas que insistem em opinar sobre os assuntos que devem ser explanados neste blogue. No meu blogue eu falo do que me apetece. Até da minha lamentável e infeliz adolescência.


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