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Não sou insubstituível. Nunca fui. Sou dedicada, boa no que faço, chego a atingir picos de excelência e estou, certamente, acima da média em relação às pessoas que me rodeiam. Não sou insubstituível e não vale a pena dizerem que não há pessoas insubstituíveis (isto só por si dá um outro post), pois isso de espetarem com alguém com competências técnicas equivalentes às competências técnicas de quem estava antes e darem a pessoa por substituída tem muito que se lhe diga. Não é disso que quero falar. Profissionalmente, para além das chamadas hard skills (desculpem, não me ocorre um termo em português) orgulho-me de ter muitas soft skills de deixar algumas pessoas que me rodeiam cheias de inveja. Sempre me pautei por uma postura honesta e frontal, o que leva a que muitas pessoas com quem estabeleci relações profissionais me sigam para onde eu for, confiando num nível que sabem que eu lhes posso oferecer. E não, não sou modesta no que ao meu trabalho diz respeito. Tenho muita coisa para aprender mas orgulho-me de deixar, genericamente (ninguém agrada a toda a gente) uma excelente impressão. Ora eu sei isso, tenho boa noção de todas as minhas competências e, será isso também uma competência, tenho ainda muita noção das minhas limitações. Que não escondo por baixo do tapete, mas assumo, tornando-as num objectivo a curto-médio-longo prazo. Agora que já fiz a minha auto-avaliação, partamos para o assunto que me trouxe a este post, a magnificência da estupidez humana. Sendo eu tudo aquilo que descrevo lá acima, no dia em que me despedi do meu ex emprego, ao qual me dediquei durante oito anos de corpo e alma e onde deixei muitos alertas de que talvez merecesse mais oportunidades do que as que me estavam a ser "oferecidas", sentei-me à frente de quem manda e, olhos nos olhos, lá lhe disse o que não tinha que dizer: para onde ia (concorrência directa) e o que ia fazer (que são aí uns dois degraus acima do que fazia). Estranhamente, quem manda no meu ex local de trabalho pediu-me que ficasse. Um mês. E eu acedi, até porque a lei me dizia para o fazer. Sei eu, não é preciso que mais ninguém saiba, que não disse a ninguém que ia embora, até ao meu último dia de trabalho. Não trouxe comigo um único contacto a não ser os que faziam parte do meu LinkedIn. Trabalhei o tempo que me pediram, formei o melhor que soube a pessoa que me substituiu, pedi para me escusarem de determinados temas, que não fazia sentido estarem a ser decididos e tratados por alguém que ia estar do outro lado da barricada, não tardava nada. Sei hoje, com estupefacção, que sou persona non grata aos olhos do tal senhor que manda, por ter ido trabalhar para outro sítio e ter levado clientes comigo.

Portanto, passo a explicar uma coisa que até a mim custa a entender: há um director de uma empresa neste país, senhor de certa idade e já com filhos adultos, que não quer ouvir sequer a menção do meu nome porque eu fui fazer (bem feito) o trabalho para o qual fui contratada em outro sítio. Bizarro, não é? Eu também acho.    

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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