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Aspirantes a sociopatas

por Bad Girl, em 29.03.12

Durante alguns anos achei que não me estavam a dar o devido valor. Durante algum tempo achei que podia fazer mais, que devia ganhar mais. Durante esse tempo fui ouvindo, directa ou indirectamente, razões mais ou menos estapafúrdias para não estar a ser apreciada da forma como achava que devia. Nunca, em nenhum momento desses muitos anos, me achei eu no direito de ser mesquinha, ressabiada ou de puxar o tapete a quem quer que fosse para chegar a um lugar que eu achava ser meu por mérito. Se estava frustrada? Claro que sim, não tenho propriamente sangue de barata. Não obstante, nunca pensei sequer respirar um ar que não fosse meu por direito. Se esperei demasiado tempo? Às vezes julgo que sim. Se sofri por causa disso? Sim, houve dias em que sim. Se mudaria alguma coisa? Não. Mudar alguma coisa, neste caso, implicaria perder carácter. Quem me conhece sabe que tenho, sempre tive, muitas reticências com as self made persons. Não aquelas que podem assumir de peito aberto todo o trajecto que fizeram do ponto de partida até ao ponto onde se encontram agora. Não é com essas. É com as outras. Aquelas cuja mesquinhez as faz invejar os outros. Aquelas que traçaram um objectivo para si mesmas, alheias às suas (in)capacidades, e que de tudo farão para o atingirem. Aquelas que vêem passar os outros e que se roem de inveja, porque elas também são capazes. Nunca senti inveja de ninguém, excepção feita a Cindy Crawford, essa estúpida de pernas compridas e corpo de ampulheta perfeita. Nunca me roí por dentro, achando que o outro me está a roubar o caminho, que o outro não tem o direito de estar a mover-se sem que eu me mova também. Vi muita gente ser aplaudida, reconhecida, destacada, durante todo o tempo em que me senti um pouco frustrada por não ter o que achava (sabia) que merecia. Mas soube esperar serenamente pelo reconhecimento que haveria de chegar, mais tarde ou mais cedo. Se não chegasse, tudo bem, eu é que não havia de fazer nada contra os meus princípios para chegar a um sítio que, se não era meu por mérito, não seria meu de qualquer outra forma. Por isso é que não compreendo a pessoa básica que dormiu com o chefe para subir mais um degrau (sendo que talvez seja um degrau a mais) e que não percebe porque é que eu lhe passei à frente. Também não compreendo o lambe-botas que se multiplica em esquemas para subir ao almejado lugar, sem perceber que as pessoas com quem tem acordos tácitos nunca lhe darão uma oportunidade, porque já sabem quão reles é ele. E muito menos compreendo o tipo que, "sem saber ler nem escrever" chegou ao posto de "editor chefe" mas que aspira o lugar de "director". E faz tão mal a tanta gente, por achar que está a ganhar trunfos, que não percebe que tudo o que faz é enterrar-se num poço de lama e merd@ que ele e pessoas como as que eu já disse que não compreendo, criaram.

Não há lugares maus para se trabalhar. Há é lugares muito mal frequentados. E eu deixei um. Lamentavelmente tenho mais certeza disso a cada dia que passa. Se fui para outro, só o tempo irá dizer. 

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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