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Está tudo baralhado

por Bad Girl, em 14.01.13
Este post não é sobre a temática da carteira. Este post é sobre coisa nenhuma, não sou mestre em Sociologia, Marketing ou Relações Públicas. Venho à blogo como quem vai à bola, mando uns 'bitaites' e até vibro com o resultado, mas sei que nada do que eu digo influencia coisa nenhuma no resultado final. Não sou um 'player' nesta coisa. Não percebo nada dos meandros da blogo, leio quase sempre os mesmos, cansam-me as tentativas dos novos se colarem aos modelos que funcionam, faz-me lembrar um tipo que eu conheci que dizia saber perfeitamente qual a fórmula de um best-seller, e que já vai no terceiro livro (duas edições de autor) e nem uma segunda edição para amostra. Há poucos novos bons. Isto para mim, claro, que também ninguém garante que este blogue é um daqueles que vale a pena ler. Adiante, que este post também não é sobre a temática da qualidade de blogues. Quando eu cheguei à blogosfera, há seis anos - quase sete -, havia já a realeza (que não é muito diferente da realeza de hoje, isto a realeza é coisa que não muda) e éramos meia dúzia, ou eu achava que éramos meia dúzia. Se havia tanta gente a pôr-se em bicos de pés a fazer de conta que era para ver, mas claramente com o objectivo de ser visto eu não sei, juraria que não, mas já lá vão seis anos - quase sete - e isto de haver gente que se coloca em bicos de pés não é uma coisa de hoje, por isso se calhar sim, havia gente a pôr-se em pontas, a tentar aparecer. Mas ao que interessa, bem diz a minha querida mãezinha que eu sou pessoa capaz de debitar palavras em barda que, quando espremidas, nem uma gota… dizia eu que no meu tempo é que era. Éramos sempre os mesmos, trocávamos comentários uns com os outros, e a coisa funcionava em circuito fechado, de vez em quando lá aparecia alguém de quem gostávamos, arranjávamos espaço, e pronto, era assim que a coisa se dava. Não tínhamos ambições a livros, crónicas ou programas de televisão. Gostávamos de escrever e, à falta do Facebook, era a socialização em rede a que tínhamos direito. Não sei como funcionava a realeza, talvez fosse da mesma forma mas em bom, mas que na burguesia era assim, lá isso era. Depois mudou tudo. Os blogues deram programas de rádio, artigos de jornais, reportagens na televisão, produções nas revistas. Os 'bloggers' tornaram-se 'opinion makers', figuras públicas e modelos, o que para mim faz tanto sentido como qualquer outra coisa. As marcas bateram palminhas de contentes, quem lê o que o 'blogger' escreve é pessoa que se identifica com ele, vai daí juntamo-nos a eles, e damos os “toques certeiros”. Os 'bloggers' cobram menos – imagino, não sei quanto custa - e acertam no nicho, ficamos todos contentes e pronto. Mas como tudo na vida é uma bola de neve, os leitores que davam visitas aos blogues faziam-no porque os 'bloggers' eram gente como eles, mas que se expressava melhor – ou não. Depois os 'bloggers' passaram a ser gente conhecida, e os leitores aceitaram na mesma, afinal podia ser qualquer um, a receber cosméticos e roupa e convites para coisas. E os 'bloggers' deixaram de ser pessoas como nós e passaram a ser as pessoas distantes que têm acesso a coisas que nós não temos. E o acesso a algumas coisas, somado à notoriedade, originou a confluência inversa: o mundo dos blogues ficou tão apetecível, que figuras públicas fizeram o caminho inverso e agarraram e passaram a querer ter blogues, porque os 'bloggers' têm agora aquilo que elas tinham. E o que era um sítio interessante e desinteressado passou a ser um sítio igual aos outros.

E ficou tudo uma amálgama de todo o tamanho.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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