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Hoje, que Portugal celebra com orgulho o desporto (há vida além da pré-época) com a vitória de Rui Costa na 16.a etapa do Tour e a de Carlos Sá na Ultramaratona (??) de Badwater, parece-me um excelente dia para vos falar de Bernardo Cabral e Silva e de Dinis Leão. Não sabem quem são? Não se preocupem, eu até Domingo passado também não sabia. Algo me diz, contudo, que no final deste post vamos todos ficar mais felizes por termos ficado a saber os seus nomes. A história chegou até mim através de partilhas de amigos no Facebook. Não sei quem é nenhum dos "putos". E digo "putos" com todo o carinho e respeito que me merecem, pois a atitude de Homens não os faz perder o "status" que lhes confere a idade. O Bernardo e o Dinis foram convocados para representar Portugal no Mundial de Voleibol de Praia de Sub-19. Imagino eu, já que nunca passei por nada parecido, a alegria, o orgulho e o peso da responsabilidade que cada um dos dois sentiu. A história é contada pelo Bernardo no seu perfil de Facebook e tem vindo a ser partilhada por amigos e amigos de amigos, mas eu resumo tudo aqui para aqueles que, como eu, não pescam nada do jogo propriamente dito.
Ora então estávamos na praia, num Portugal - Brasil, num jogo de voleibol. Tudo o que precisamos de saber sobre este desporto para acompanharmos esta história: os jogos têm 3 sets (podem ter 5, não sei porquê, acho que tem a ver com as regras de cada campeonato). Quem ganhar 2, ganha o jogo. Cada set tem 25 pontos, sendo que a equipa que ganha o set tem de ganhar por 2 ou mais pontos de diferença. Se estiver 24-24, têm de jogar, pelo menos, mais dois pontos. Estamos a ir muito bem, vamos lá então explicar a "negra". A "negra" é o último set, que só tem 15 pontos, a menos que... Isso, menos do que dois pontos de diferença.
Ora então Portugal perde o primeiro set, ganha o segundo e o terceiro set é tão disputado que chega aos 8-9, ganham os brasileiros. Mais uma lição de voleibol (eu sou uma fonte de sabedoria, sou mais que uma mãe para vocês...): então há dois moços, um deles ao pé da rede e outro atrás a receber a bola que o adversário vai mandar (servir). Quando o moço de trás não vê, pode levantar o braço e o árbitro manda o da frente afastar-se. So far so good. Estava então o Brasil a servir, o Bernardo não via a bola, levantou o braço, o brasileiro já tinha começado o serviço e agarra a bola. O que é falta. E é falta que o árbitro assinala, apesar das atenuantes. O Bernardo e o Dinis não acharam justo o ponto que tinham acabado de ganhar. Com o jogo a 9-9, optaram por tomar uma atitude digna, adulta e demonstrativa de um carácter que nem todos os homens crescidos seriam capazes de ter: o Bernardo agarrou a bola que lhe tocava servir e colocou-se a jeito da falta. Perderam o ponto? Perderam. Acabaram por perder o jogo, e com isso encurtaram a sua presença no Mundial. Mas nada, taça nenhuma, tem o valor desta atitude.
E desculpem, eu sei que o post é grande. O voleibol também não é o tema mais bem explanado que este blogue já viu. Mas a história do Bernardo e do Dinis merece. Talvez o futuro não seja assim tão mau, afinal.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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