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Os merdas

por Bad Girl, em 21.01.14
Todos já tivemos a infelicidade de nos cruzar com um merdas. Ou mais. Os merdas são os tipos dos falsos poderes. Estão em todo o lado, espalhados aleatoriamente pela sociedade. Ocupam papéis diferentes na vida, podendo apenas ter em comum o facto de serem uns merdas. Lamentavelmente um frustrado será sempre um frustrado, e um frustrado pode ser um merdas. É-o, na maior parte das vezes. Já se cruzaram com um segurança que passou um bocadinho das marcas? Um daqueles que vem ter convosco e diz bruscamente que não podem ter ali o carro? Que larga um "quem manda aqui sou eu" no meio da conversa? Um merdas. Já tiveram aquele empregado de mesa que se faz muito difícil e parece que não ouve chamar? Que atira com as coisas para cima da mesa? Que olha quando vocês chamam e diz "calma, que já vou! Deve estar com pressa...". Um merdas. O camionista que aproveita a enorme dimensão do seu veículo e vos espreme para a faixa do lado? Um merdas. O tipo das Finanças que vê a fila enorme para atender e começa a falar com o colega do lado? Um merdas. A telefonista que vê pessoas à espera e continua a falar com a mãe ou a amiga ao telefone? Um(a) merdas. O director que percebe que um dos elementos da equipa é melhor do que ele e o despacha? Um merdas. Os exemplos são inúmeros e exclusivos de área nenhuma. Os exemplos acima são apenas isso, exemplos. Conheço mais seguranças, empregados de mesa ou telefonistas de bem com a vida do que "merdas", mas lá que os vai havendo, nesse ou em outros lados, lá isso... Voltando ao tema, sempre achei que no topo da classe de merdas, de déspotas frustrados, estão esse mistério da humanidade que são os gajos das praxes. Não falo de praxes ligeiras, se é que as há, mas daqueles animais que usam a praxe para humilhar. Para demonstrar falsos poderes. Gajos que exigem ser chamados de "doutores" antes de efectivamente o serem, que humilham miúdos a título sei lá do quê. Que se regozijam ao submeter pares ao vexame. Dou de barato que não entender todo o conceito e interesse da praxe seja um problema meu. Que há, efectivamente, quem se divirta de forma saudável nas praxes. Dou isso de barato. Não dou de barato que sociopatas possam dar largas a frustrações diversas perante a indiferença de instituições que têm a obrigação de formar pessoas. É medieval, selvagem e inaceitável. Obviamente a origem deste post está no infeliz caso dos miúdos do Meco. Não sei se morreram por causa de praxes. Espero, sinceramente, que não. Seria, além do trágico que já é, abominável. Mas a ideia não deixa de ser assustadora. O que também é assustador é que umas miúdas desta universidade, quando confrontadas com a possibilidade de a morte de uma amiga ter tido origem numa praxe, digam que a praxe as prepara para a vida. Claramente não prepara. Nem esta nem outras praxes. Mas há-de dar um ou dois merdas que vão andar por aí.

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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