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Já não generalizava há tanto tempo...

por Bad Girl, em 19.03.10

Hoje fui ver o meu afilhado. Quando cheguei, correu de braços abertos para mim e prendeu-me as pernas com toda a força que tem, quase não me deixando passar da porta. Durante as cerca de duas horas que passei lá, ele esteve demasiado ocupado a ignorar-me. Fizesse eu o que fizesse (e só me faltou fazer o pino), a criança tinha sempre coisas muito mais importantes em que pensar. Quando anunciei que ia embora, a criança desatou aos gritos e a única palavra que lhe saía da boca era "Não!!!"....

Homens. É tudo a mesma coisa.

 

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By the way

por Bad Girl, em 21.10.09

E para verem que esta coisa dos presentes que põe as crianças em delírio e os pais a baterem com a cabeça na parede não vem de hoje, quando a filha do pai do meu afilhado (ah, gente mais complicada!) fez seis anos eu dei-lhe um kit de maquilhagem. Foi um festival de cores naquela casa. A minha política no que diz respeito a presentes de crianças é simples: são elas que têm de gostar dos presentes, não os pais. Claro que ajuda o facto de não ter filhos. E de sair porta fora no fim da festa.

 

PS - Não, não é nada contra este casal especificamente...

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Roupas? Tem tudo. Brinquedos? Tem tudo. Conta no banco, libras de ouro, you name it, he has it. Muito do que o dinheiro pode comprar e do que os pais querem dar, ele tem. Mas o que é que ele não tem tinha? Pelas razões óbivas, uma bateria. Bateria de instrumento musical, não bateria de telemóvel, ou isso. E as razões óbvias são: os pais podem comprar uma bateria para o puto, mas obviamente a ideia nunca lhes causou outro sentimento que não medo. E então pronto. Apesar de atrasada lá chegou a madrinha, com o embrulho que iria mudar a vida da criança. Foi vê-lo de baquetas nas mãos a dar por terminados todos os diálogos que estavam a decorrer. E ainda o hei-de ver, quase a entrar para a Universidade, a dizer-me:

 - Oh madrinha, eu tenho aqui guardada uma memória que envolve o meu segundo aniversário e uma bateria. Lembro-me que adorei, e que me diverti imenso. Mas depois daquele dia nunca mais a vi. Ela existiu mesmo?

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Inconformada com a irredutibilidade de sua santidade a nódoa, lembrei-me de uma saída airosa para toda esta confusão católica que nem Alá sabe onde acaba: um familiar próximo tem um amigo padre. Quer dizer, aquilo não é bem amizade: o dito padre anda enrolado com uma prima dele, divorciada (excomungada, portanto) e mãe de filhos. Lá está: vícios privados, virtudes públicas. A ideia era simples: ele expunha o meu caso e o dito padre ajudava. Até porque ninguém melhor que ele para entender que a intransigência da Igreja é deveras inapropriada, em certos casos. Como o meu. Ou o dele. Mas foi assim? Não. Porque este parece também ser um individuo de fortes convicções.

(Tempo para rir e apanhar os queixos que caíram ao chão).

A solução apresentada por este não podia deixar-me as coisas mais claras:

 - Ele diz que uma forma de contornares a situação é se pagares os direitos.

 - WTF?

 - Sim, é uma espécie de contribuição financeira para a Igreja.

 - WTF? WTF? WTF?

Resumo do que foi dito até agora:

Para baptizares uma criança precisas tão somente de uma certidão de idoneidade. A mesma pode ser conseguida de variadíssimas formas:

1 - Seres conhecido do padre da tua área.

2 - Teres feito o baptismo, a comunhão e o crisma e teres documentação que comprove isso tudo.

3 - Podes ser um grande fdp e não teres nenhum dos ditos sacramentos mas se comprares a tua indulgência, está tudo bem, a gente gosta de moedinhas.

Convém reter que:

Não interessa o tipo de pessoa que és: se tiveres feito os tais sacramentos e/ ou se deres tostõezinhos para a Igreja, tudo será perdoado.

Os padres estão isentos de praticar o que pregam e até de cumprir o que prometeram quando escolheram o sacerdócio. Os únicos que estão obrigados a ser o que a Igreja prega são os "simples mortais". Os pobres. Os outros podem perfeitamente pagar a entrada no céu.

Posto isto é que já ninguém tinha moral para me impedir do que quer que fosse. E não me venham com ideias peregrinas de: o baptismo é uma festa católica que inicia a criança na vida religiosa. Se és agnóstica, ainda que teísta, tens de meter o rabo entre as pernas e aceitar que não vais ser madrinha. O c@r@lhinho. O afilhado é meu e não vai cá haver faz de contas. Nem mentiras. Nem pagamentos para fazer esquecer o pequenino detalhe de eu não ter feito o crisma. Posto isto, passo a informar que há uma série de maneiras de contornar a situação. Sendo elas:

1 - Aparecer lá na lata sem papéis e ter a sorte de não ser interpelada pelo padre.

2 - Aparecer lá na lata sem papéis, não ter a sorte de não ser interpelada pelo padre, não assinar puto de papel nenhum. O baptismo precisa apenas de um padrinho, o outro pode ser "de boca".

3 - Assinar no local das testemunhas. Fica-se com a criança o tempo todo, mas na hora de assinar, a "madrinha" fica em branco e assina-se em "testemunha".

Eu fiz uma destas. Correu bem. E posso-vos dizer que era a única pessoa junto da criança que sabia as "letras" da missa. Não faz de mim grande católica. Afinal, lembro-me de tudo quanto são músicas dos anos oitenta sem grande esforço. Memória de elefante? Sim senhores. Mas num corpinho de sereia, obviamente.

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É a chamada cereja no topo do bolo

por Bad Girl, em 13.08.09

A única coisa que falta em Valongo é mesmo ele.

Espero que tenha feito o crisma.

 

As pessoas ignorantes, parolas ou burras, per se,  não me fazem confusão. Só aquelas que não têm a noção do ridículo ou que se acham muito espertas. E não. Com este feitiozinho não tenho muitos amigos. Mas são bons. Fui eu quem os escolheu...

 

 

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E dá mostras do seu mau feitio. A coisa foi mais ou menos assim: chegamos e o Afilhado estava a dormir. Sobrinha olha para o berço, e pergunta:
- Isto é que é o afilhado?
Sim, ela disse ISTO!!!!
- Sim, sobrinha, esse é o afilhado...
- Mas... é um bebé!
Sim, aquela parte do: vamos conhecer o afilhado, e o afilhado nasceu, verdade seja dita, nunca ninguém referiu este pormenor à criança.
- Sim, é um bebé. Porquê, não gostas de bebés?
- Não. Choram.
- Mas tu também choras.
- Mas eu já sou grande!
?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!
Nunca, mas nunca pôr em causa a lógica de uma criança.

Nota mental: Não ter filhos!

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Blogonovela "A madrinha perfeita"

por Bad Girl, em 21.10.07

Webisódio 2 - Então e eu????


Felizmente há malucos para tudo, inclusive pessoas que estão a limpar aspiradores às 2 da manhã, à porta de casa. Foi mais fácil encontrar a casa da parteira com a ajuda do Sr. Limpezas... Em beneficio da parteira, cumpre-me dizer que sim, nós fomos buscá-la a Ermesinde, mas estávamos a sair de Valongo, por isso não foi grande o desvio. Já quatro no carro (cinco, se contarmos com a razão que nos fez levantar da cama...), lá fomos nós. Nunca me foi tão fácil entrar na Baixa, e conseguir estacionar, mesmo à porta do Hospital... O segurança abriu-nos a porta, subimos para o quarto. A mãe vestiu uma camisa de dormir de hospital (último grito da moda), e eu presenciei a cena mais agoniante de toda a minha vida. E não, não estou a exagerar. Tantos avanços na medicina. Máquinas que fazem tudo, corações que se transplantam, câmaras de filmar microscópicas, e ainda enfiam uma mão inteira pela vagina acima a fim de medirem a dilatação, ou de verem a posição da criança, ou que quer que seja que aquilo serve para ver???? Mas que merda é esta? Não há uma porra duma máquina que faça aquilo?
Pequeno parêntesis para informar que, um dia, caso o destino decida pregar-me uma partida de mau gosto e eu engravide, a mim não me fazem aquilo. Isso eu garanto. Façam o que quiserem, adivinhem, inventem. Mas aquilo, não!!
Finda esta tortura, a parturiente pergunta a parteira:
- Vai ser parto normal?
Novo parêntesis: desde que engravidou, a "comadre" sempre retorquiu com firmeza aos meus conselhos de fazer uma cesariana com: "Não, não, eu quero parto natural...". Ao fim de cerca de cem tentativas, desisti. Fim do parêntesis.
A parteira olhou para ela e respondeu-lhe:
- Da maneira que ele está? Nem pensar. Vai ter de ser cesariana...
A "comadre" juntou as mãos em forma de oração, e olhou para o céu, com olhos de agradecimento. E eu pensei cá para mim o que, noutras circunstâncias, teria disparado: "I told you so!". Mas limitei-me a sorrir.
O primeiro a chegar com cara de neura foi o ginecologista/ obstetra. Chegou exactamente ao mesmo tempo que o pai da criança, que fez Viseu - Porto em tempo recorde. Olhou para ela, e lá disse, com ar de brincadeira:
- Isto são horas de ele querer nascer? À meia noite ou às seis da manhã está bem, agora às três... não está com nada.
Exame, perguntas, observações, mais exames, mais perguntas, e manda levarem-na para o bloco.
- O pai, vem assistir?
- Claro que vou.
- Então desça também.
Depois de águas rebentadas, transporte da parteira e primeira fila para o "fisting", não pude deixar de me achar no direito de fazer o que até já tinha combinado com os pais:
- Então e eu? Eu sou a madrinha, também quero ir...
Ele olhou-me, desconfiado. Ou ensonado, sei lá bem,... E lá disse:
- Sim, venha lá...

E pronto, por agora chega. Tenho sono, vou dormir. Um dia destes chega o terceiro e último episódio desta blogonovela.

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Blogonovela "A madrinha perfeita"

por Bad Girl, em 18.10.07
Webisódio 1 - As águas rebentaram!!!!

Pela segunda vez em menos de uma semana, na terça-feira passada fui dormir (ah! ah! ah!) a casa da "comadre". O trabalho do pai da criança em Viseu obrigou-o a deixar mãe e futuro rebento em casa. A madrinha top que eles escolheram, não podia deixar a coisa por isso mesmo. Da primeira vez fui lá dormir com algumas certezas: a criança ia nascer e eu não ia pregar olho. Evidências? A única cientificamente provada: a lua mudava nessa noite. Estranhamente, este facto não foi suficiente para levar este evento avante. A criança não nasceu. Teve algumas agitações durante a noite, mas nada de marcante. Na terça-feira passada, e tendo em conta que a lua não mudava, eu fiquei mais descansada: ia voltar à pequena cama da F., e dormir novamente acompanhada pelas fadas do edredon. Está bem que a miúda tem nove anos, mas aquilo é muito "pink". Até para mim, que sou uma "pink lady". Bem, mas mais à frente, vamos passar ao relato dos eventos da noite, a partir do momento em que eu cheguei a casa da "comadre" e dei de caras com ela enrolada no roupão. Ora se fosse eu, tudo bem. Eu sou friorenta. Mas a "comadre" não. Essa sofre de calores em estado normal, e considerava qualquer ambiente com mais de 19ºC uma sauna, desde que engravidou. Algo me disse que qualquer coisa ia dar para o torto naquela noite. Mas disse-o tão baixo, que eu não ouvi...
Estava tudo normal. O puto não se mexia por ai além, a mãe estava bem disposta, e lá fomos dormir que o dia seguinte era dia de trabalho para esta madrinha super-profissional.
Lembro-me de ter dito:
- Se precisares de alguma coisa durante a noite, chama-me.
Não achei que isso fosse acontecer meia hora depois, quando eu ainda dava voltas na cama para tentar perceber como tinha conseguido lá dormir cinco dias antes...
Toc, toc, toc (isto era ela a bater à porta)
- Bad, estás a dormir?
(Agora que penso nisso, pergunto-me como seria se eu nada tivesse dito e fingisse que estava mesmo. Ela voltava para a cama???)
- Não. Precisas de alguma coisa? (tipo um chá, uma água, um parto????????)
Ela abriu a porta, e lá respondeu, a medo:
- É que me rebentaram as águas...
Bad, a pseudo-ginecologista, aquela que toma como evidência a mudança da lua como causa directa dos bebés nascerem (mas que já não acredita na cegonha), a sonhar com uma noite descansada (que não passava por uma bela noite no Hospital) responde:
- Tens a certeza que isso não é chichi?
(por favor, não comentem)
Ela acende a luz. Mostra-se completamente molhada. Eu perco o sono, levanto-me da cama, e digo imediatamente:
- Vamos lá para o Hospital, o que é que é preciso fazer?
- Vou ligar para a parteira.
Mas antes ligou para a mãe. Faltava pouco para a uma da manhã, quando tínhamos já montado o gabinete de crise. Pai da criança acordado e alerta, avó a vestir-se, dois prédios ao lado, parteira a ser acordada de repente. Diz-lhe para pôr uma toalha na cama. E que esteja no Hospital às seis da manhã. Ainda não tinha acabado de contar o número de horas que ia conseguir dormir, e já a parteira ligava outra vez. Desta, já acordada, e cheia de ideias novas. Que passavam por ir buscá-la ao cu de Judas e ir directa para o hospital. A história das seis da manhã soava-me muito melhor. Vesti umas calças de ganga n. 38, uma camisola larga (da grávida), e lá fomos nós. Claro que, ainda antes de sair de casa e no meio do stress, eu lá exigi que ela levasse umas toalhas para pôr no carro. Sujá-lo com "águas rebentadas" é que não!!!
Claro que a coisa podia ter sido diferente. Não fosse a parteira morar num sítio chamado "Formiga", lá para os lados de Ermesinde, e eu ir ao volante. Assim sendo, perdemo-nos. O que dá sempre jeito, quando temos uma grávida em trabalho de parto ao lado, e uma santa terra por onde Deus se esqueceu de passar, totalmente deserta àquela hora da noite.

E pronto, por agora chega. No Webisódio 2, teremos um relato relativamente preciso e moderadamente exagerado da chegada ao Hospital e do nascimento do menino mais lindo do Mundo. Que, claro, é meu afilhado. Curioso... Não é que a menina mais linda do Mundo é a minha sobrinha? Isto há coisas muito mal divididas neste planeta...

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Fim-de-semana fantástico!

por Bad Girl, em 09.10.07

É o que se prevê.
Para além do nascimento anunciado do meu afilhado, imaginem lá quem vem passar o fim-de-semana cá a casa???

Imaginem...
*
*
Não, não é esse...
*
*
Oh, acham?
*
*
Vá, é tão fácil...
*
*
Bem, estou a ver que não chegam lá...
*
Rudolfo, o cão maravilha. Já é sábado? Falta muito??

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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(de borla, pelo menos...)

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