História I - quão Xexé é preciso ser-se?
No passado Sábado liguei para a minha amiga "X". Não falava com ela desde Janeiro, tirando uns "likes" e uns comentários no Facebook.
A conversa foi mais ou menos assim:
- Estou?
- Olá, X! Quando é que vais parir?
- Na segunda.
Bla-bla-bla-bla-bla-bla....
Desligo o telefone, e digo ao MQT:
- É verdade, a X. está quase a fazer anos... deixa-me lá ir ao Facebook ver quando é.
No Facebook, a surpresa: o aniversário da X. era.... no Sábado. Dotada de um jogo de cintura que só eu, volto a ligar para a X.
- Então, ligo para te dar os parabéns, começamos a falar do puto e eu esqueço-me?
Surpresa 2, a resposta:
- Não te esqueceste. Deste-me os parabéns logo no início da conversa.
Moral da história I: os meus amigos podem não ser melhores do que os vossos, mas são certamente mais xexés (proporcionalmente a mim, deverá dizer-se).
História II - a visita
Hoje fui ver a X. mais o seu pimpolho, mas a criança perdeu todo o interesse quando vi as instruções do telefone da (preparem-se, isto vai ser legen...wait for it... dário*) Celestial Ordem Terceira da Santíssima Trindade (que data de mil nove e noventa e seis, que isto nada mudou no mundo das telecomunicações desde então):
A imagem não está grande coisa, porque o flash podia incomodar a criança...
Portanto, a coisa processa-se assim:
1 - Levantar o auscultador e não desatar a fazer coisas. Esperar pelo sinal de falar. Com calminha, que aquilo pode levar um nanossegundo, e não estamos aqui para aturar a pressa de ninguém.
2 - Marcar o 9 e ouvir tocar. Nada de começar a falar para o boneco, ou para o sinal de chamada. Até porque isso seria um bocadinho estúpido.
3 - Quando a chamada for atendida, converse. Não seja mal-educado. Se já chegou até aqui, completando com sucesso os dois primeiros passos da tarefa, faça o favor de dar à língua.
4 - Quando a conversa acabar, desligue o telefone. Não deixe o auscultador colado à orelha, porque, entre outras coisas, não dá jeito nenhum para dormir.
Moral da história II: os meus amigos podem não ser melhores do que os vossos, mas estão mais bem preparados para comunicar telefonicamente.
* Só para quem vê How I met your mother.
Começo este conforme acabo os outros posts que falam dos meus amigos. Eu sei que eles podem não ser melhores do que os vossos mas, neste caso, todos convirão que são muito mais à frente.
A aplicação, co-criada pelo meu amigo Hugo chama-se piictu, é grátis, tem o OK da Apple, e vocês vão querer fazer download aqui. Talvez um dia o Hugo faça o favor de adaptar a versão para Android. E talvez um dia o Hugo fique rico e se lembre que eu falei do piictu aqui no blogue e que mereço uma coisa bonita de presente. Aceito jóias.
Por cada iPhone que não tenha piictu, há uma nespereira que morre...
Mas o que este blogue pode fazer, porque é meu e porque eu faço o que bem entendo com ele, é apresentar-vos o novo negócio dos meus amigos. Obviamente eu não vos apresento todos os negócios dos meus amigos, mas deste vale a pena falar. Primeiros, porque mete carteiras. Segundos, porque é um negócio com preocupações ecológicas. Terceiros, porque envolve aquelas bolhas dos envelopes almofadados, sabem? Posto isto, apresento a minha carteira (que eu paguei, não há cá borlas), que tem um nome (é só ver aqui), mas eu não ligo a essas mariquices. Os meus amigos abraçaram as Big Bubble Bags há pouco tempo e precisam que as pessoas os obriguem a largá-las. Por causa do ROI, ou lá o que é. Ah, mas é plástico... pois é. Mas é só ver as wishlists das fashionistas, que até têm cócegas no pipi só de pensar nas carteiras de plástico da Furla. Ah, mas só estão à venda nos Armazéns Marques Soares e no Muuda, e eu não sou do Porto... sim, e compras online é uma coisa que vos foge horizonte, querem cá ver?
Façam-me lá a vontade, que eu peço-vos pouca coisa em troca de tudo quanto vos ofereço: primeiros, amigam-se com as BBB no Facebook. É só fazer "Gosto". Segundos, vão ao blogue ver o que podem comprar. O terceiros é fazer uma encomenda, mas pronto, nisso já vos dou alguma liberdade.
Eu bem podia ter aproveitado isto para fazer um passatempo...
Jonas, vês porque é que algumas empresas não deixam os bloggers darem largas à sua imaginação no que toca a publicidade? Podia sair-lhes alguém como eu...
Os meus amigos podem não ser melhores do que os vossos. Mas lá que têm negócios mais giros, lá isso...
Conheci a minha amiga Ambrósia (nome fictício) quando ela namorava com o meu amigo Bráulio (nome fictício). Nessa altura, o Camilo (nome fictício) estava apaixonado por ela. Nunca trataram de se relacionar biblicamente. Ela não queria nada com ele. Depois a Ambrósia (nome fictício) deixou o Bráulio (nome fictício) e eu fiquei fodida com ela e deixei de lhe falar durante anos. Depois fomos para a neve os três e eu pensei que estava a ser idiota, por estar chateada com ela quando ele (que foi quem sofreu) se dava lindamente com ela. E depois ficamos amigas. E eu apresentei-lhe o meu amigo Dário (nome fictício), e eles ficaram amigos. E depois ela apresentou o Camilo (nome fictício) ao Dário (nome fictício) e eles apaixonaram-se.
Os meus amigos podem não ser os melhores do mundo. Podem não ter os melhores nomes fictícios do mundo. Mas enrolam-se entre si como ninguém!...
Os senhores do Facebook têm razão. Eu não me chamo Menina Má. Em breve também descobrirão que eu não me chamo a outra coisa que lá está e voltam a arrumar comigo. Há regras. Certo. Nada contra. Imagino que se o George Michael quiser abrir uma conta no FB só possa fazê-lo usando o nome verdadeiro, que é Georgios Kyriacos Panayiotou. Porque para os senhores do FB há nomes verdadeiros ou falsos. Não há alter egos. Ou nomes artísticos. É tudo uma de duas coisas. Se, por exemplo, eu quisesse abrir uma conta com o nome "Maria Silva", já podia. Maria Silva é um nome. Não é o meu, mas não haveria maneira de aquela gente alguma vez saber isso. Sabendo que, provavelmente, a conta actual está por dias, peço-vos a gentileza de fazerem o seguinte: enviarem-me um email com o vosso endereço do FB. O objectivo da conta sempre foi estar mais próximo de quem gosta de me ler. Nunca foi fazer um grande burburinho, nem sequer ocupar tanto espaço que incomode meia dúzia de gente absolutamente recalcada e com pouco chão para limpar em casa (copiei de um comentário que vi sobre o assunto, adorei). Podem também sugerir nomes giros para eu adoptar, como Kátia Esperança ou Soraya Vanessa. Lá encontrarão apenas as coisas do costume, os posts do blogue para comentar e um ou outro bitaite que vá alegrar a vossa vida. Como disse por ali num comentário na wall da página de fãs que a Vânia criou, sou pouco apegada às coisas. O que estava naquele perfil do FB não se recupera. Mas há mais de onde tudo aquilo saiu: a minha brilhante cabeça. E essa, vem sempre comigo. Se quiserem vir comigo também, num dia que isto volte a dar para o torto, o endereço de email está ali ao lado. Não posso, contudo, deixar de fazer um pequeno reparo às redes sociais e arranjar aqui um paralelo com as relações, até para fugir ao tema de vez. Passei umas horas com o Badoo e ele ficou devastado quando o deixei. Este gajo, ao fim de mais de um ano, muda a fechadura, sem sequer me pôr as malas à porta, e nem água vai. Há redes sociais, tal como há homens, muito imbecis.
Hoje cancelaram-me a conta no Facebook.
Às vezes é preciso que aconteçam coisas assim. Porque percebi (mais uma vez) que este blogue me trouxe mais coisas boas do que más. A Teresa apressou-se a ajudar-me a lidar com os senhores do FB. O Afectado solidarizou-se via email. A Vânia criou um clube de fãs. A Mariana, a Andreia e Blue 258 (que não consigo linkar) não tardaram em manifestar o seu apoio. Tudo isto em algumas horas. Gentinha recalcada é o que não falta por aí. É como as contas do FB. Mas gente com carácter? Ah, pois é...
Às vezes há pessoas que fazem mal aos meus amigos. Eu ganho-lhes um ódio do tamanho de um bisonte. Adulto. Às vezes os meus amigos perdoam as pessoas que lhes fizeram mal, relevando o mal que elas lhes fizeram. Eu continuo a ter-lhes ódio. Por vezes essas pessoas, que fizeram mal aos meus amigos, são namorados e namoradas dos meus amigos. E, eventualmente, até casam com eles. Continuo a nem poder olhar para a cara delas. A racionalidade dos amigos nem sempre é a melhor. E, quando se mistura o amor nisto tudo, a coisa fica pior. Não adianta dizerem que quem ficou magoado foram vocês. Que, se vocês perdoaram, eu não tenho o direito de continuar com o ódio. Vocês foram magoados. Certo. E a dor de ver um amigo sofrer? E a vontade de espancar violentamente a pessoa que vos fez mal? E os choros? E as horas de ombros emprestados? Se querem que vos diga, só perdoo os meus amigos por perdoarem quem lhes fez mal porque são meus amigos. E por eles faço tudo. Até relevar a estupidez. E eternizar ódios.
No Brasil há, já há muitos anos, um grupo de apoio chamado MADA. MADA significa mulheres que amam demais anónimas. O conceito pode ser alvo de algumas piadas. As malucas. As que tentam matar-se porque não recebem uma chamada. As que perdem a cabeça porque ele não atendeu ao terceiro toque. As que cheiram a roupa do marido quando ele chega a casa. As que controlam o telemóvel, seguem, perseguem, ameaçam. As que acabam por morrer ou matar. Essas. As loucas. Conheço uma dessas loucas. A existir Deus, ele saberá tão bem quanto eu o quão urgente é tratá-la. Parece que mais ninguém vê. Chamam-lhe ciúmes. Um exagero de ciúmes. Mas pronto, cada um é como é e nós não nos metemos na vida de ninguém. O problema da V. não é o M., namorado com quem vive agora. Tal como não foi ex-marido, que acabou por traí-la como ela tantas vezes acusou, nem o M., o primeiro namorado que eu a vi perseguir. O problema da V. é a V.. E somos nós: os amigos e a família, que nunca tivemos a coragem de a mandar tratar-se. Que sim, afinal eles acabam todos por deixá-la, algumas vezes enganam-na, tal como ela suspeitava, por isso ela tem razão. Coitada, tem azar. Coitados, têm azar (digo eu). Ninguém nunca deixa a V. Ninguém tem essa coragem. A V. ameaça matar-se, a V. ameaça matar. A V. diz que faz a vida negra, a V. faz cenas, escândalos. Já ninguém liga, fica cega com os ciúmes, coitada, não é boa da cabeça. Mas tem sempre razão, mete-se sempre com escroques... O que acontece não é isso. Uma vez, há alguns anos atrás, numa conversa séria, expliquei à V. que aquilo não é um comportamento normal. Que não aceito que haja pessoas que são íman do que quer que seja nesta vida. Que acredito, isso sim, que eles fiquem numa situação de “perdidos por cem, perdidos por mil”, “se tiro a fama, tiro o proveito”. A V. foi ao psiquiatra. Depressão, foi a sentença. Andou feita zombie durante o tempo que durou o tratamento. Durante esse tempo não quis matar ninguém. Agora, que está há quase seis anos numa relação estável com um indivíduo cultural, física e intelectualmente inferior a ela (às vezes a “segurança” paga-se cara), a V. voltou a passar-se. E eu já vi o suficiente para deixar de achar graça, já apanhei demasiados cacos para achar normal, já gastei tudo quanto é latim que tinha à disposição da V. Porque se ela ama demais os outros ou se se ama de menos a ela eu já não sei. Mas não dá para ajudar quem recusa ajuda. Já não dou ombros, passei essa fase. Dou abanões, se ela estiver disposta a ouvi-los. Levo ao médico, se ela estiver disposta a tratar-se. Estupidamente acreditei que pudesse ter acabado. Como se os vícios se largassem assim, da noite para o dia.
Um amigo meu (que sabe perfeitamente da existência deste blogue mas recusa a sua leitura porque - imagine-se! - não tem paciência) foi de férias lá para o outro lado do Mundo. Onde conheceu (biblicamente, ao que parece) uma americana do Kentucky. Não estando de modas e com o pezinho a fugir para o chinelo, lá fui eu avançando a piada:
- Olha, é contra o McDonald's, mas lá que foi ao Kentucky Fried Chicken...
Pronto, era só isto. Podem avançar.
Às vezes estou num cruzamento, parada atrás de alguém. E, enquanto o condutor que está à minha frente decide esperar o momento certo, eu rogo-lhe pragas. Juro - mas juro mesmo! - que teria passado (pelo menos) três vezes enquanto o pateta não arranca. Por isso não entendo quando, por vezes, há um idiota atrás de mim que buzina ou dá sinais de luzes. A mim! Logo a mim, que espero o momento exacto para avançar. Nem um carro antes, nem um carro depois. Acontece o mesmo quando entro em rotundas. E piscas? Eu cá fico doida com aqueles que dão pisca quando a faixa obriga a ir naquela direcção. TODOS sabemos que é para ali que ele vai. Em todas as outras circunstâncias, é ver-me ligar o pisca. Está bem que estou enfiada numa fila na faixa da direita enquanto o transito flui nas outras faixas. Mas não é garantido que eu queira mesmo sair ali. E aqueles totós que fazem 25 manobras para fazer uma mísera inversão de marcha? Eu? Eu faço o número perfeito de manobras para conseguir fazer inversão de marcha. Está bem que há quem consiga fazer aquilo de uma vez só, mas isso é porque têm carros mais pequenos.
Ora eu não vim para aqui falar de condução (deixei o estacionamento de fora por razões que agora não interessam). Este post, parecendo que não, é sobre a amizade. Porque me custou ter tido de conviver com o P. um destes dias. Imaginar que a L. o perdoou tira-me do sério. Imaginar que a L. o perdoou E voltou a aceitá-lo na vida dela chega a revoltar-me o estômago. Pensar que ia ter de estar com o P. dilacerou-me as entranhas. Eu havia de lhe dizer das boas... ai havia! Depois parei para pensar: talvez a L. prefira entrar na rotunda sem ver o trânsito que vem. Fazer a inversão de marcha de uma só vez. Por muito que me custe engolir, ela escolheu-o. Outra vez. Ela sabe o que ele lhe fez. Ela sentiu o que ele lhe fez. Eu emprestei o ombro. Mas não sofri por ela. Porque as pessoas, por muito que queiram, não partilham a dor com os amigos. Emprestam-lhes os ombros. Sentem outra dor. A dor de ver um amigo sofrer. Mas aquela dor não é nossa. Nosso é o ombro que, sabemos quase certamente, iremos ter que emprestar outra vez.
Das maiores tretas que ouço as minhas amigas dizerem, a maior de todas elas é: "um dia que tenha filhos vou tratá-los da mesma maneira que trato os filhos do meu namorado!"
Bullshit.
Não há coisa mais falsa, não há treta maior do que esta.
Os filhos do namorado não são nossos filhos. Nós não os vimos crescer. Eles apareceram-nos à frente num belo dia, alguns deles já bem crescidinhos, personalidade formada e educação trabalhada. Nós não somos mães. Também não somos amigas. Estamos ali. No mínimo respeitamos as criaturas e exigimos que elas nos respeitem a nós. A relação pode ter os seus altos, pode ter os seus baixos but, by the end of the day, as criaturas vão para casa da mãe, que é quem os pariu e tem "direitos" sobre elas. A nós e aos outros continuamos a dizer que é assim que iremos tratar os nossos filhos, um dia, e que nunca gostaremos mais de uma criatura parida por nós do que gostamos daquelas. Depois emprenhamos e começamos a falar com a barriga. E, logo ali, já gostamos mais da criatura que estamos a carregar do que dos outros, aqueles que vão aparecendo lá por casa. Chama-se cumplicidade? Não. Chama-se amor. Depois são nove meses na barriga. Nove meses de ansiedade. Pelos outros nunca ansiamos, eles caíram-nos do céu. E a criatura nasce. E, mal dos males, é a nossa cara. Os outros não. São a cara da mãe. Na melhor das hipóteses são a cara do pai. Mas não são a nossa cara. Não nos sorriram a nós pela primeira vez. E, pouco a pouco, arranjamos mais espaço - na nossa vida e no nosso coração - para a criatura que nasceu, empurrando os outros para um canto.
Um destes dias assisti a uma cena lamentável, que me fez pensar nisto. A minha amiga não é má pessoa. É, se querem que vos diga, uma óptima pessoa. Mas passou por cima da cria do namorado em beneficio da cria dela. Uma merdice sem significado pôs-me a pensar em tudo isto. Ele assistiu àquele gesto impavidamente. Se, mais tarde, defendeu a sua primeira criatura, não sei. As reacções levaram-me a crer que aquilo não acontecia pela primeira vez. E eu pensei, passada a quase ira inicial que, provavelmente, todos somos assim. Todos cresceremos ao ritmo que a nossa criatura cresce. Não somos tolerantes nem pacientes para merd@s que outros levaram até àquele ponto em que nos cruzamos com a criatura alheia. É triste? É. Mas somos humanos. Pecamos apenas por acharmos, neste caso, que somos capazes de amar da mesma forma pessoas que não nos são iguais. Podemos continuar a cantar a lengalenga, a enganarmos os outros e - mais grave - a nós. Mas não me atirem areia para os olhos, que estou absolutamente farta de ver provas em contrário.
O nós é um plural majestático, obviamente.
... mas que saberá, um dia mais tarde, que este dia é especial para ela.
Na vida, vais encontrar pessoas boas e pessoas más. Também vais encontrar pessoas assim assim. Decide se queres partir do princípio de que a maior parte das pessoas é má e fica de pé atrás. Poupas dissabores mas nunca terás muitos amigos. Também podes achar que a maior parte é boa, e arriscares-te a ter desilusões. Endurece a capa e tira lições. Se achares que as pessoas são todas assim assim, é provável que tenhas algumas desilusões. E que tenhas um número comedido de amigos. Todos assim assim.
Na vida haverá dias de Inverno e dias de Verão. Pensa se és uma pessoa do calor ou do frio. Agasalha-te quando estiver frio, usa roupas leves quando estiver calor. Queixa-te só de uma das estações. É prolixo dizer que no Inverno estás com frio, que no Verão o calor te sufoca e que as meias estações já não são o que eram. Vais apaixonar-te por pessoas que te ignoram. Vais apaixonar-te por pessoas que te maltratam sem dar por isso. Vais apaixonar-te por pessoas que te maltratam deliberadamente. Quando olhares para trás e pensares bem no assunto, também ignoraste e magoaste pessoas. Espero que tenha sido inadvertidamente. Vais achar que és uma pessoa boa. Vais encontrar, pelo menos uma vez na vida, quem ache que não. Vais perder tempo se quiseres provar o contrário. Aprende a aceitar, assimilar e avançar. Vai haver sempre quem não valha a pena. O mais provável é que aches que é por essas pessoas que vale a pena lutar. Isso passa. Quando andares na escola vais ansiar pelo dia em que tiveres um emprego. Quando tiveres um emprego vais recordar, com nostalgia, os tempos de estudante. Se tudo correr bem, vais ser um eterno insatisfeito. Vais acreditar que consegues mudar o mundo. Vais intervir. Se tudo correr mal, levarás essa insatisfação ao limite. A vida não traz livro de instruções. A vida é uma cabra. A vida nunca fará nada por ti. Mas é o bem mais precioso que alguma vez terás. Passa por ela com dignidade, defende a tua liberdade e respeita a dos outros. Sê feliz. Parece difícil. Não é que seja fácil, mas só tens de estar de olhos abertos.
... tem sido todos os dias assim. Monta a Kona logo de manhã, vai trabalhar, amarra a Kona a um poste, deixa-a ali ao sol ou à chuva, acaba de trabalhar, volta a montar a Kona, guarda a Kona na garagem, e vai para casa. Às vezes, ao fim-de-semana, leva a Kona para a praia, ou para o monte. Também é ao fim-de-semana que lava a Kona. Verifica o ar na Kona e lubrifica-a. Gastou um dinheirão naquela Kona, não vai agora tratá-la mal.
Pronto, cada um brinca com o que gosta.
Este blogue desde sempre assumiu a sua embirração com o "24 horas". Eu acho, continuo a achar, não sou daquelas pessoas que transforma o "morto" em mártir, que o "24 horas" não merecia existir no meu mundo. Mas o "24 horas" não é (era) só o pasquim que vomitava baboseiras todos os dias, que dava (achava eu) à populaça o que a populaça queria (se S. Alteza me lesse agora...). O "24 horas" é (era) o posto de trabalho de algumas pessoas. Acima de tudo, o "24 horas" é (era) o posto de trabalho de duas pessoas* que respeito e com quem fui construindo uma relação de afecto, muito acima das embirrações do blogue e dos posts belicosos e cáusticos. Essas pessoas, que são muito melhores do que o jornal para o qual trabalhavam, viam sempre estas embirrações com um fair play extraordinário. O que me leva a crer que havia pessoas a fazer o “24 horas” que eram muito melhores do que o jornal que produziam. Por isso, não obstante a minha indiferença perante o fim de uma coisa que não me faz falta, posso dizer que é com alguma pena que vejo este dia chegar. E porra, que os gajos fizeram uma última primeira página do caraças, lá isso fizeram.
*Prometi a uma delas que não haveria nomes.
A situação a mim passa ao lado, que eu sou uma moça belissimamente comprometida. Serve este post apenas para informar que o Parque da Cidade ontem ao fim da tarde estava muito bem frequentado.
Havia rapazes a correr, a andar de bicicleta e a passear o cão. Com bom ar.
Havia raparigas a correr, a caminhar, a andar de bicicleta e a passear o cão. Com bom ar.
Alguns(mas) não eram de se desprezar.
E, parafraseando o meu amigo V., que me acompanhou nesta odisseia de correr (caminhar muito rápido pode ser considerado correr devagar?) ao fim da tarde: "Gosto destas raparigas mais do que das que vão ao ginásio. São mais despretensiosas".
Fica a dica, depois não digam que eu não avisei.
Às vezes protelamos a amizade. Contamos com os amigos, damo-los por certos. Não ligamos hoje, ligamos amanhã. E passa um mês, um ano. Sabemos que está tudo bem, falamos com esta ou aquela pessoa, perguntamos pela nossa amiga, e a resposta é sempre a mesma, está tudo na mesma. Se soubéssemos da alegria que é voltarmos a ver as pessoas, não deixávamos para depois. Mas a rotina impõe-se sobre o que deveriam ser as prioridades reais e, quando menos esperamos, a vida continuou sem nós e nós, a bem da verdade, também continuamos sem ela, embalados pelo enganador som do ramram dos dias. O dia de hoje preparou-me, por isso, a melhor das surpresas que poderia ter preparado. E isso de não haver coincidências não é uma treta da literatura de pasquim. Making a long story short, uma das minhas melhores amigas trabalha a não mais de cinco minutos a pé do meu local de trabalho. Por isso, pela proximidade, pode sempre ficar para amanhã. O encontro, o almoço, o café... Não estava com ela há quase um ano, se o encontro rápido num shopping antes das férias de Verão do ano passado conta para alguma coisa. Ela lê o blogue, eu ouço o programa dela, we are alive, we sound good, fica para amanhã, quem diz amanhã diz para a semana que vem. Hoje, apesar de não estar atrasada, decidi parar o carro num sítio não muito próprio mas relativamente costumeiro. O carro da polícia que parou atrás de mim demoveu-me e lá fui eu estacionar o carro bem longe. Saio do carro para dar de caras com a M. que acabava de deixar os filhos na escola. Estava ao telefone com o marido e disse:
- Lembras-te de, há dez minutos atrás, te ter falado da Bad?
Resposta do outro lado.
- Ela está aqui.
E pronto, era só isto. Da amizade e das coincidências. Aos senhores polícias que me "assustaram", obrigada. Pensei que o dia tinha começado mal por causa deles e, afinal, eles eram só uma ferramenta do universo.
Mas agora não se ponham todos a falar ao telefone sobre mim... as probabilidades de eu aparecer não serão as mesmas...
O meu melhor amigo faz hoje anos.
Estou há duas horas a tentar fazer um post para lhe dar os parabéns. Provei o sabor do insucesso e não gostei.
Posto isto, e acreditando que ele ainda segue(ia) o Lost com a mesma dedicação do que eu, nada melhor do que dizer-lhe que, quando for a minha vez de estar naquela igreja/templo, ele estará lá também.
E era isto. São muitos anos. Muitos altos. Um baixo. Muita admiração. Mútua. Nada que se ponha num post, obviamente.
Parabéns, C.
Quando percebemos que somos a pessoa mais racional do nosso grupo de amigos.
O drama:
Esta senhora diz-me, descontraidamente, que foi de férias com o cabrão que a mandou arranjar-se sozinha há menos de um ano. Assim:
- Fui duas semanas para a África do Sul.
- A sério? Boa! Com quem?
- Com o P.
- Então acabavamos aqui a conversa.
A comédia:
Esta liga-me exactamente à uma hora e trinta e sete minutos da manhã, com o seguinte discurso:
- Sabes onde é que eu arranjo sacos do lixo grandes?... É uma urgência.
- Ah? Numa estação de serviço?...
- E onde é que há uma aqui perto?
- Mas eu sei lá onde é que tu estás!!!!
- Numa festa...
Ainda assim, à J. a coisa deve passar com um café amargo e um duche frio. Já à L., acho que nem ao estalo.
Neste aniversário recebi um presente de A., igualzinho a um que eu tinha dado no ano passado a A., pelo Natal.
Quase posso apostar que era o mesmo.
Dicas para reciclagem de presentes: no mínimo, não dar à mesma pessoa que nos deu. E embrulhar num papel diferente.
Ah, e tal, mas se deste o presente é porque gostaste dele, por isso não te importas que ele fique para ti.
Era mais ou menos isso. Tirando a parte do "é mesmo a cara da...". Pelos vistos não era.
Das 10 sms que enviei ontem às 23h00 a convidar para um pequeno (e privado) rendez vous de aniversário na próxima sexta-feira (pois é, faço anos, já pensaram no que me vão dar?), 3 tiveram resposta imediata, 1 teve resposta esta manhã. De resto? Nada. Que ricos amigos. Se calhar já os leiloava. Base de licitação: 1 cotonete.
... a história da amiga que se afastou quase trezentos quilómetros de um divórcio que a deixou de rastos e que nunca entendeu. Para vos falar disso tenho de falar-vos da vontade que ela tinha de afastar a confusão da sua vida. E da inconsolabilidade do seu estado de alma. Mas depois, para vos contar mesmo, vou ter de vos falar do seu envolvimento com um homem casado (descobriu depois, claro, só se descobre depois que eles são casados). E da descoberta da relação ilegítima por parte da legítima. E não vos vou contar de choros, de cenas tristes, de escândalos, de ameaças. Para vos contar tudo, tenho de vos contar a proposta. A proposta que a legítima fez à minha amiga, de serem felizes os três. E talvez ainda vos conte da fuga assustada da minha amiga, após a proposta. E tenho de, não pode faltar esta parte, contar-vos que ela foi parar outra vez aos braços do ex. Para fugir de toda a confusão em trono da sua vida, claro. Mas hoje não me apetece contar-vos nada disto. Porque há coisas que só vistas, contadas ninguém acredita. E preciso de, antes de vos contar tudo isto, preparar uma versão mais trabalhada dos acontecimentos. A realidade tem destas merdas, chega a parecer ficção no seu estado mais absurdo.
(Esta é a história da minha amiga, ou de como algumas pessoas têm propensão para vidas complicadas)
E para verem que esta coisa dos presentes que põe as crianças em delírio e os pais a baterem com a cabeça na parede não vem de hoje, quando a filha do pai do meu afilhado (ah, gente mais complicada!) fez seis anos eu dei-lhe um kit de maquilhagem. Foi um festival de cores naquela casa. A minha política no que diz respeito a presentes de crianças é simples: são elas que têm de gostar dos presentes, não os pais. Claro que ajuda o facto de não ter filhos. E de sair porta fora no fim da festa.
PS - Não, não é nada contra este casal especificamente...
Raras vezes comento noutros blogues. Mas há dias em que é mais forte do que eu. O Miguel, que eu adoro de paixão, tem o enorme defeito de ser um daqueles benfiquistas dos sete costados que, cereja no topo do bolo, prima também pelo anti-portismo. Nada contra, compreendo perfeitamente o sentimento, o meu é assim mas invertido. E compreendo é como quem diz, porque eu acho que há um limite máximo para sofrimento que qualquer ser humano consegue suportar, e ser benfiquista deve ser mais doloroso do que arrancar uma unha que esteja bem de saúde, sem anestesia de qualquer tipo. Mas, adiante... o Miguel está ofendido porque o Falcão (sei lá bem quem é o cromo!...) foi, como noticia imparcialmente (AHAHAHAHAHAHAHAH) o jornal A Bola, ganancioso. Nunca vi A Bola chamar ganancioso ao Cristiano Ronaldo, por isso não percebo bem a dualidade de critérios. Nunca vi ninguém achar ganancioso o vizinho do lado que trocou um lugar na empresa A para ir ganhar mais na empresa B, por isso não percebo a ofensa do Miguel. Só sei que quem tem unhas, toca guitarra. Quem não tem, fica sentado a ver. Easy. Like sunday morning.
Depois de um ano a não tomar a pílula, decisão tomada a dois com o P., a L. fica grávida. Comunica-lhe e ele passa-se. E manda-a resolver o assunto. Que não quer ter nada a ver com a criança. Não quer ser pai. Nunca quis (?) e nunca há-de querer. O P. tem 38 anos de pura estupidez, ao que parece. A L. resolveu o assunto. Sozinha. Quanto ao P., e se as minhas pragas ainda "colarem" como dantes, ainda há-de recuperar os sentidos com os cornos colados contra um poste. E eu só não estarei lá para me rir, porque ele há-de ter de se arranjar sozinho.
Que para haver mais um estrela no céu, alguém perca um amigo, alguém perca um marido, alguém perca um chefe, alguém perca um colega, alguém perca alguém...
Continuo a receber hate mail. Fechar os comentários no blogue não serviria o propósito de evitar (caso o propósito fosse esse) comentários e e-mails menos elogiosos. Agora o que ainda me surpreende é haver gente(inha) que se dá ao trabalho de ir a blogues alheios para (me) deixar hate comments. Não é que chateie. Antes pelo contrário. Tivesse eu a agilidade que um joelho com uma ruptura de ligamentos não me deixa ter, e era ver-me rebolar no chão com o riso. Mas é assim, a coisa não dá para ser como nós queremos e o facto de ter vida própria (que nem sempre me permite andar de blogue em blogue a espalhar fel e a descarregar frustrações) não deixa sobrar tempo para me dedicar a coisas tipo responder à letra a todos eles.
Mas este eu não poderia deixar passar. Uma querida daquelas com um daqueles nicks que servem para nada, pois não deixam de ser comentários anónimos, deixou neste post do Ervi um daqueles comentários que me deixam saudades do tempo em que havia comentários neste blogue. O Ervi, cavalheiro de alto gabarito, optou por apagar o comentário. Mas eu não quis relegá-lo ao esquecimento:
"kuska has left a new comment on your post "As Cinco Vantagens “Major” De Se Ter Um Caso Com U...":
és mesmo puta bad girl, a carlota nem sequer te liga nenhuma, só pica o ervi
farta de gajas como tu, putas maldosas"
E não é que a "kuska" tem razão? Sou mesmo. Uma puta na cama, uma lady na mesa. Comme il faut. E com muito prazer. Em ambos os sítios. Quando a queca é em cima da mesa é que eu hesito.
E quanto ao facto de estar farta de gajas como eu, é natural. A inveja é uma cena que corrói. Deve ser fodido ser-se assim. Triste.
À "kuska", o meu agradecimento. É que eu não ando propriamente inspirada para posts, e o ressurgimento da temática "gaja frustrada" deu-me um novo fôlego.
Quando eu era (mais) nova, naquele ínicio parvo da adolescência, tinha horas de almoço demasiado longas na escola. Tão longas, que o disparate tomava conta de mim e eu arrastava todas as minhas amigas numa espiral de degradação e estupidez. Se já me estão a ver agarrada à seringa ou com grandes linhas paralelamente dispostas em tabuleiros de prata, esqueçam. A coisa mais estúpida que fazíamos eram emissões de televisão absolutamente fabulosas. O cenário era sempre o mesmo: a casa dos meus pais, ali ao lado da escola. O guarda-roupa, nada que saber: encontrava-se entre o meu armário e o da minha mãe, nunca abdicando nós de demoradas análises à roupa do meu irmão. Acredito que tudo isto tenha sido idealizado quando vi pela primeira vez a primeira câmara de vídeo do meu pai, uma gigantesca maquineta que gravava directamente para não menos enormes cassetes VHS.
E aquilo eram as quatro horas mais esperadas da semana: tínhamos novelas, noticiários, emissões especiais, entrevistas, desfiles de moda, entregas de prémios... Metade da acção decorria ao telefone, já que a ausência de homens para contracenar connosco era fatal nas cenas românticas.
Ontem, ao fazer zapping, esses bons velhos tempos voltaram a atacar-me a memória. Dei comigo a ver muito daquilo no Porto Canal. Enquanto nós desistimos e percebemos que aquilo não era vida, há pessoas que conseguiram levar o experimentalismo adolescente mais longe e transformá-lo numa realidade. Provavelmente o nosso erro foi apostar demasiado nos conteúdos e não fazer um departamento comercial que nos pudesse levar mais longe. Ao cabo, por exemplo. Um dia irei debruçar-me com mais profundidade sobre o canal em si. Assumo que não consegui aguentar-me tempo suficiente em frente ao écrã para poder falar com um grande conhecimento da causa. Tirando pequenos flashes de programação que não levaram mais do que 5 segundos a passar, demorei-me algum tempo num programa de tertúlia onde um ex-Big Brother, um "socialite" do Porto, um empresário da noite e duas perfeitas desconhecidas (minhas em particular e, creio, do mundo em geral) debatiam alegremente a vida, os amores e a personalidade do Cristiano Ronaldo. Uma das moças (com um daqueles sotaques do Porto disfarçados por um pseudo-sotaque de Cascais) passava o tempo a mexer no cabelo e a... Nada, era mesmo só isso que fazia.
E, ao ver isto, deu-me uma súbita vontade de reunir as tropas do antigamente e fazer programas dignos de um qualquer canal por cabo.
(A quantidade de gente que cá vai chegar enganada pelas buscas de "vídeos caseiros"...)
Para fechar o tema neve e abrir um outro que se resume numa expressão popular ("Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"), cá está o vídeo mais bem conseguido das férias. O rapaz que vêem segurar-se como se a própria vida dependesse disso ao "saca-rabos" era um estreante em matérias de ski. A menina que está a gravar o vídeo e que diz todas aquelas pérolas é uma semi-pro com muita capacidade didáctica (não discuto os métodos, claro...). O resultado, esse, chega a ser hilariante.
Para ouvir em local discreto. Vídeo aqui.
Cenário: Esplanada da estância (Mas ela não se cala com a neve??? Não, por enquanto não. Ou levam com a neve ou com o dói-dói no joelho), hora de almoço. Lugares vagos nas cadeiras da dita esplanada: zero. Lugares na neve: é só escolher. Alapada na neve, começo a mexer o rabo incessantemente, ora para um lado, ora para o outro. O colega do lado pergunta:
- O que estás a fazer?
- Estou a pôr as luvas por baixo do rabo, para não me sentar directamente na neve.
E a pergunta para 100.000 euros:
- Queres as minhas?
O que ele realmente disse:
- Eu sou um cavalheiro e cedo-te as minhas luvas.
O que eu ouvi:
- Se calhar já punhas as minhas, com um rabo desse tamanho não achas que as tuas chegam, pois não?
Como tudo na vida, uma questão de perspectiva...
Ontem, enquanto descansava com o "joelho ao peito" e observava tudo à volta, não deixei de reparar num instrutor de ski que dispensava todo o seu tempo e atenção a uma criança que, pelos vistos, gostava era de dar speed naquilo.
Comentei com uma das senhoras da comitiva:
- Vês, daquilo é que eu precisava: um PT com um sorriso lindo. Ficava logo boa.
Hoje, na primeira queda (sim, isto de joelho f*d*d**d*d* é ainda pior), vindo do nada, surge um simpático local, pronto a ajudar-me a superar todas as dificuldades que me foram aparecendo. E então não conseguimos todos parar de rir com a ironia do universo: É que este "PT" à força tinha aí os seus 50 anos (OK, eu não falei em idades ao universo quando "pedi") e 4 dentes na boca (já estragados), o que me leva a achar que eu e o Universo não estamos a entender-nos. "Sorriso lindo" - onde é que está a dificuldade em entender isto????????????


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