Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Pensavam que, por eu estar a trezentos quilómetros da confusão, a coisa me passou ao lado?
Resposta completamente errada.
Pensavam que, por eu ainda estar na cama quando descobri que Lisboa estava inundada, a coisa não me fez diferença?
Novamente errado.
Pensaram sequer que o facto de não estar a chover no Porto serviu de alguma coisa para me deixar alheia a toda esta água?
Errado!
E para verem o quão retorcido é o sentido de oportunidade do destino, reparem:
Inundações em Lisboa - casa de Nuno Markl inundada - Markl não vai trabalhar - Cláudia Semedo sozinha em antena. Ao fim de três anos sem mudar a estação do rádio do meu quarto, a chuva de Lisboa fez-me tomar a decisão que estava pendente há meses: bye, bye programa da manhã da Antena 3 ao acordar. É que a paciência tem limites, e a moça deu cabo do pouco que sobrava da minha.
Domingo, 28 de Outubro de 2007

Há uma coisa que me faz muita confusão nas relações. Aceito todas as diferenças que possam imaginar: interraciais, fossos generacionais, diferenças sociais, homossexuais... you name it, eu aceito com uma aparente (ou não) indiferença. Mas a coisa torna-se complicada quando vejo um casal cuja mulher é mais alta que o homem. Não me perguntem porquê. Não sei explicar. Sei que tenho uma "ligeira" aversão a homens pequenos. Daqueles mesmo fdp que eu descrevi outrora
aqui. E adoro saltos altos. Uma mulher impossibilitada de usar saltos altos por amor é injusto. As mulheres não deviam ser obrigadas a cortar relações com família ou amigos, trocar os seus clubes, ou deixar de usar saltos altos em qualquer situação. Nem mesmo por amor. Mas parece que agora já não há respeito, e toca de aceitar o homem que o destino lhes pôs à frente, e não se põe com meias medidas para os levarem para casa... nem que seja debaixo do braço. Digam o que quiserem. Não sei se é aquele sentimento de protecção, do braço do homem por cima da mulher (não deve ser, isso seria demasiado tradicional para mim). Ou o facto de terem de baixar ligeiramente a cabeça para nos beijarem o pescoço, curvando-a com mais ou menos velocidade, a acompanhar o arrepiar da pele. Ou nos darem um abraço, apertando-nos à altura do peito. Pode ser isso tudo, ou nada disso. O que eu sei é que nada me incomoda mais do que um casal cujo elemento masculino (caso o haja ou caso seja apenas um) é mais baixo que o elemento feminino.
É uma mania. Há-de por aí haver gente com manias mais estranhas, certamente...
Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007
Há sempre uma desculpa..
Até porque isto é uma coisa que NUNCA aconteceu antes...
a TAP respeita tudo o que está previsto.Ah, e as
moças são muito simpáticas, certamente foi o dirigente do FCP que se excedeu. Que tal fazer um filme sobre isto, oh João Botelho?
Realmente, há coisas que precisam de acontecer com figuras públicas para alguém falar sobre isso...
Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

... levar a roupa mais vistosa da cerimónia? Não será um bocadinho de brilho a mais, Ricardo?
Sábado, 9 de Setembro de 2006

Dizer que estou cansada é muito pouco para descrever como me sinto.
Talvez de rastos seja uma expressão que mais se adeque ao meu status.
Ainda vou trabalhar mais um bocado, mas desta vez fora do blog.
Deste dia quase
Dantesco da minha vida, levo apenas uma coisa boa:
Boavista 3 - Benfica 0
Domingo, 30 de Julho de 2006

Hoje estou fula: até Setembro não há mais
Lost! E agora, o que é que se pode fazer ao Domingo à tarde?
Segunda-feira, 24 de Julho de 2006

Honestamente assumo que nunca achei grande graça ao boneco.
Isto antes de ter ido à festa de 2º Aniversário da minha sobrinha, de onde constava (segue o inventário):
Guardanapos do Noddy
Pratos do Noddy
Chapeus do Noddy
Balões do Noddy
Toalha de mesa do Noddy
Ela vestia uma T-Shirt do Noddy
Teve presentes do Noddy - peluches, desenhos, actividades e DVDs...
O bolo era do Noddy (o que chegamos à conclusão ter sido uma má ideia na hora de partir).
Na TV passavam os episódios do Noddy em loop.
Neste momento, e já com alguns litros de chá de cidreira no corpo, eu não posso ver uma imagem daquele boneco insuportavel sem sentir náuseas.
Decisão do dia: tão cedo não quero ter filhos (pelo menos enquanto a porcaria do boneco existir!)
Obrigada por terem ouvido o meu desabafo: já me sinto melhor...
Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

Para aqueles que ainda não me insultaram a ler apenas o título deste post...
Para aqueles que ainda continuam a ler...
Mas principalmente para toda a gente bonita que faz parte do meu (também muito lindo) Mundo...
Estes parágrafos são única e exclusivamente para vocês.
Os outros, que me insultaram e desligaram, azar... vão perder mais um chorrilho de disparates com a minha chancela... e olhem que eu com aftas na boca faço escrita mais cáustica do que me é habitual. Por isso, parem de me chamar mau feitio (estou farta de saber que o tenho) e leiam até ao fim.
Pela falta de tempo e de prática de morar sozinha, tenho passado demasiados fins de tarde em hipermercados. Ou porque me esqueci de comprar alface, ou porque o detergente de máquina da loiça chegou ao fim, ou acabou o papel higiénico... já decidi que vou começar a fazer listas de compras. Ora é nestes espaços que alguns consideram recreativos que eu tenho tido contacto com um excedente de gente feia. E não digo feia no sentido estético da palavra. As pessoas não têm culpa de terem nascido feias, eu sei que a lotaria genética não premiou toda a gente com o jackpot com que caiu lá em casa no dia em que eu nasci. Não é dessas que eu fujo, nem são essas que eu acho que só deviam sair à rua em dias marcados para o efeito. É daquelas que, no decorrer das suas vidas se fazem feias. E há muitas formas de o conseguirem.
1) Pesarem 40 quilos (em cada coxa), e saírem à rua de calções de ganga justos e sapato de salto alto de verniz branco a dar com a alça do soutien, também branca, que espreita apertadinha por baixo de um Top de lycra vermelho e coberto de lantejoulas...
2) Terem entre os 15 e os 20 anos e cuspirem boca fora pérolas de sabedoria como as que se seguem:
- Olha estes cões, tão lindos!
- F*d*-se, binte eurós por um libro? S’ainda fosse o do Mourinho!
- Oh mãe, podias-me dar-me esta blusia...
- Eu vou levar aqui isto de creme de cenoura senão nunca mais fico morena.
- (...)
3) Porem a mulher na fila da caixa enquanto calcorreiam todo o espaço a fazer as compras. Ou, pior ainda, ficarem eles na fila enquanto elas carregam com as compras.
4) Pegar num e noutro produto e encher o carro sem olhar a preços, como se estivéssemos quase, mas mesmo quase a entrar em guerra.
5) Deixar o carro a atravancar todo o parque de estacionamento com o simples propósito de ficar perto da porta, quando ainda têm lugares disponíveis a distância visível.
6) Abrirem os pacotes de coisas comestíveis que têm dentro do carro para alimentar as esfaimadas crias e espetarem com os pacotes vazios subtilmente num qualquer canto da loja.
E pronto, não é tudo, mas é o suficiente para partilhar um pouco da minha dor...Apesar de ter já decidido que passarei a fazer as minhas compras on-line, continuo a reivindicar o meu direito de não assistir a nenhum circo de aberrações.
Segunda-feira, 17 de Julho de 2006

O que é bom acaba depressa. Depois de duas semanas de paz, ele voltou para tornar o inferno lá fora (cerca de 40ºC) um autêntico paraíso...
Quarta-feira, 12 de Julho de 2006

... speeds a preços baixos, e ainda licenciaturas em 2 semanas!
Todos os dias chego ao trabalho para me deparar com uma situação que só tem tendência a piorar. O trash mail. Ele anda por todo o lado, e toca os temas mais absurdos, sem olhar a quem. O meu ritual diário começa por ligar o computador. Ponho o mail a descarregar e vou tomar café. Quando chego tenho um número a bold que varia entre os 15 e os 47. 83% destes novos mails (como já saberão, este número é totalmente inventado, medido 'a olho', por assim dizer) é porcaria da mais indesejada que há. Já não me bastavam os e-mails com as rezas para passar para 20 amigos sob pena de ficar sem sexo durante 7 anos, e que eu me sinto tão pouco disposta a arriscar que reencaminho de imediato (em pouco tempo criei em vocês a ilusão de que acredito em rezinhas, e de que tenho 20 amigos!), que ainda me bombardeiam com aquelas parvoeiras.
Senhores e senhoras dos medicamentos e das universidades expresso, cá vão os meus avisos: eu não tenho um pénis. Pelo menos a título permanente, e nem que eu possa classificar como MEU. Se eu tivesse um pénis, e ele fosse pequeno, não lhes mandaria um e-mail a pedir pastilhas, ou injecções, ou lá o que é que vocês vendem. E não gostaria que passassem a vida a lembrar-me que o meu pénis era pequeno. Se eu tivesse um pénis e ele não fosse pequeno, a utilidade que estes mails teriam para mim era exactamente igual à que têm hoje: nenhuma. Outro aviso que eu gostaria de vos fazer: eu não fumo. Fumei uma vez, e correu mal. Tinha 14 anos e estava a armar-me em parva com mais duas amigas do Liceu. Já tinhamos chegado à conclusão que não queriamos nada daquilo quando o Presidente do Conselho Directivo nos apanhou, com a boca na nicotina. Para mim, o sermão que eu levei dos meus pais, esse sim, é que era uma belissima maneira de pôr toda a gente a deixar de fumar num instante. Penúltimo aviso: eu não preciso de speeds. Se tivessem Xanax extra forte eu até lia as vossas mensagens até ao fim. Mas, a sério, a simples ideia de mim após speed era coisa para provocar estragos equivalentes a uma visita de um elefante a uma loja da Vista Alegre. Quanto aos cursos universitários tirados em 2 semanas, isso sim, já deve fazer algum sucesso cá pelas terras lusas. Porque o importante, para muitos, é o ser-se Doutor, Engenheiro, ... A forma como lá se chegou ou o merecimento com que se conseguiram determinados títulos, isso agora não importa nada. Lembra-me aquele que já foi Director do sítio onde eu trabalhava antes (sim, porque nunca foi MEU Director) que nunca chegou a concluir o 12º ano (nem da escola, e muito menos da vida), e pede os cheques no Banco a dizer 'Dr.'...
Resumindo e concluindo, PAREM DE ME ENCHER O MAIL COM PORCARIAS (o tal Xanax agora caia bem...)
Quarta-feira, 5 de Julho de 2006

Tenho renites alérgicas, sofro a limpar o pó.
Tenho a pele sensível, os detergentes fazem-me mal.
Tenho problemas com multidões, os hipermercados stressam-me.
Não gosto de passar a ferro,
odeio aspirar,
não sei cozinhar só para uma pessoa,
não me agrada lavar a loiça,
as esfregonas fazem-me aflição,
carregar compras do -1 para o 2º andar deixa-me ofegante,
não tenho tempo para fazer a cama de manhã...
E depois ELAS é que têm direito a uma série de televisão...
Segunda-feira, 3 de Julho de 2006

Preciso urgentemente de instalar TVCabo em casa. Aqueles 4 canais estão a pôr-me louca. Para já não falar dos riscos que a minha vida corre. Ontem estava eu a tentar ver alguma coisa na televisão, e eis o panorama:
RTP1 - José Carlos Malato: já não há saco!
A 2 - A enésima sexta repetição do golo do Cristiano Ronaldo.
SIC - A Floribela (que eu chamava de Marineide até há pouco tempo).
TVI - Morangos com Açucar.
Antes de voltar o zapping para trás, parei para ver - eu sei, não é normal, mas deu-me para ali, era Domingo, que querem?
Estava nesta série uma rapariga loira, vestida à Marés Vivas, que começou, de repente a mover-se em camara lenta, enquanto um pasmado jovem a observava. E pensei eu cá para mim: "Pois, assim também eu. Isto em camara lenta é muito mais fácil."
Hoje decidi pôr essa ideia em prática. E eis-me a atravessar a Avenida da Boavista, em camara lenta. Imaginava eu os condutores todos a babarem-se, e as senhoras carregadas de inveja. Quando dei por mim, estava com um Smart quase a bater-me. Com tanta sensualidade (leia-se lentidão), acabei por demorar tempo demais a atravessar a rua. Tanto, que o sinal mudou para vermelho.
A televisão pública é perigosa.
Terça-feira, 20 de Junho de 2006

Já trabalharam ou conviveram com uma pessoa que sabe tudo?
Não interessa o filme que vocês foram ver, ela sabe tudo sobre o realizador, os actores, o elenco... Se vocês foram para a neve, ela começou a esquiar aos dez anos.
Se vocês conhecem o pivot das notícias, ela conhece o dono do canal em questão.
Se vocês foram ao Brasil, ela foi lá já duas vezes, antes de ir a Cuba e ao México.
Mas, quanto a mim, há (pelo menos) 3 tipos de Mr. & Mrs Know it All:
- Os que, realmente, estão convencidos que sabem mesmo tudo sobre tudo.
- Os que sabem que não sabem absolutamente nada e criticam ironicamente qualquer pessoa que saiba alguma coisa.
- Aqueles que não sabem nada, acham que podem disfarçar, e por isso inventam: factos históricos, amigos, experiências...
Ora eu já tive o prazer de dividir o meu ambiente de trabalho com as duas primeiras pessoas. Tinha uma que sabia tudo, nunca se enganava. Mr. Perfect himself. Depois tive outra que achava que agnóstico era alguém que não bebia álcool, e que subliminar é uma palavra demasiado complicada.
O terceiro parece-me que foi guardado para o fim. Infelizmente, este não divide o escritório comigo. Tem um escritório só para si, e é boss.
Deus me ajude. A mim que, apesar de agnóstica (só bebo água, portanto), me lembro dele nestes momento mais difíceis...