Há um ano atrás, mais coisa menos coisa, quando me alertaram para o facto de haver uma menina que engatava cavalheiros à conta de textos meus, eu fiquei a pontos de precisar de um realinhamento de chacras. Foi como se alguém me tivesse roubado o cérebro e andasse a passeá-lo por aí. Senti-me assaltada. Violentada. Abusada. Não só a criatura (Putéfia, foi o que lhe chamei na altura e não vejo razões para mudar) roubou textos, como os utilizou a seu bel-prazer para o que achou que podia. O plágio é a forma mais reles de roubo. O plagiador é um parasita, incapaz de criar, e que mais não sabe senão viver à custa dos pensamentos dos outros. O plagiador é o tipo que nos espreita pela janela de casa, porque as cortinas estão puxadas para os lados, e se acha no direito de entrar na casa, de se sentar no sofá, ligar a televisão, beber da nossa água, viver a nossa vida. Um destes dias, quando o Paulo teve a amabilidade de me alertar que a putéfia da Íris tinha trocado com eles alguns e-mails onde partilhava textos meus como se da sua autoria fossem, os meus chacras nem se mexeram. Não fiquei irritada. Continuo enojada, ainda mais que achava que a Íris, apesar de putéfia, seria uma pessoa com, pelo menos, meio dedo de testa. Certamente não achei que iam nascer neurónios à Íris e que ela ia começar, de repente, a viver a sua vida, usando as suas palavras, chamando a si pessoas por aquilo que vale. Mas a Íris vale nada, e talvez isso seja a única coisa que ela sabe sobre si. Tudo o resto é a vida de outrem ("outrens", a Íris não me rouba só a mim) que a Íris insiste em viver. Não fosse uma psicopata, e a Íris seria digna do mais piedoso tratamento. Não há, neste momento, outro sentimento que eu consiga sentir pela Íris. Imagino a constante dor do papel branco. A incapacidade de alinhar palavras, umas atrás das outras, formando textos. O que a mim nada custa, escrever, para a Íris manifestar-se-á como o maior dos dramas. A inveja da vida alheia. Das palavras dos outros. No fundo, são apenas isso: palavras. Que a putéfia da Íris não consegue alinhar com harmonia. Quão desgraçado é preciso ser-se, quão miserável é preciso ser a vida que se leva, para ter de se chegar ao ponto de roubar palavras? De ir à alma de alguém e saquear tudo para si? Quão frustrante será apenas copiar as palavras, sem nunca ter sentido nada daquilo? Precisar de se ser outra pessoa para chegar a outras pessoas, para fazer-se gostar. Se da outra vez me deu a louca, desta vez eu olho para tudo isto de forma diferente: com o mesmo nojo, com o mesmo desprezo, mas com um sentimento novo: o de pena. Pena de uma pessoa cuja vida é tão lastimável, que precisa de viver a minha. Para a Íris, que continua a cá vir, algumas palavras (já que elas me fluem de uma maneira que a putéfia nunca conseguirá imaginar): de vez em quando, não será sempre, lá apanhas um tipo que é mais esperto e que me encontra. Não sei se são os meus textos, que são tão bons que não lhes consegues resistir, ou se é apenas o prazer de roubar. Seja o que for, e por muita pena que me inspires, o que tu fazes não deixa de ser um crime. E lá porque o Diogo Morgado ou a Clara Pinto Correia se safaram, não quer dizer que contigo vá acontecer o mesmo.
Vai um like?
Pessoas com pouco o que fazer e com um computador nas mãos... nunca deu grande resultado.
Se fores aquele moço brasileiro que costuma vir aqui ao blogue ler os meus posts para concluir que eu sou uma comunista inveterada que venera José Sócrates por lhe chamar "Engenheiro" e que me manda e-mails pejados de erros e de tentativas de insulto... ironia. A sério. Eu sei que é uma cena assim para o difícil de se processar quando se é um mentecapto, mas tenta lá. Aquilo da Fórmula Um? Ironia.
5 anos
2682 2683 posts
1,087,609 1,087,610 1,087,611 1,087,612 1,087,613 (ahahah) visitas.
Algumas chatices.
Algumas alegrias.
Alguns amigos.
Tem valido a pena.
A vocês, que estão desse lado, obrigada!
De todas as vezes (milhares delas, pois certamente) que sonhei com este momento, havia sempre uma fanfarra, um tapete vermelho e homens altos e espadaúdos vestidos de pinguim com rosas vermelhas na mão para me receberem. Multidões ovacionando a minha passagem, crianças ranhosas ao colo de suas mães, esperando um beijo meu, um aceno e um sorriso. E eu passava por eles, aura de princesa, cabelo e vestido esvoaçantes, toda eu allure.
O meu e-mail estaria pejado de ofertas: ele era telemóveis, maquilhagem, desmaquilhante, cremes vários, calças de ganga, sapatos e um ou outro voucher para passar o fim de semana num regime de tudo incluído numa aldeia do Alentejo.
Pois vos digo que nada. Nem sequer um raio de um formigueiro nos pés.
Passou-se o milhão e só dei por ela uns três ou quatro dias depois.
Sou uma mãe desnaturada. Espero que a Segurança Social dos blogues não venha atrás de mim.
Aqui há uns tempos, e por causa deste post, recebi um e-mail de uma leitora, que me alertava para o facto de a palavra "deficientes", no título, poder ferir algumas susceptibilidades e poder ser mal interpretada por quem lê. Devo confessar aqui, como fiz em privado à leitora, que havia pensado duas vezes, antes de escrever a palavra "deficientes". Mas foi uma coisa que me ocupou o pensamento durante pouco tempo. Porque não acho que sejam as palavras a marginalizar ou a maltratar as pessoas. Somos nós. É a forma como são proferidas essas palavras e o contexto no qual são utilizadas que magoam as pessoas. Sempre fui habituada a não pegar nas palavras "com pinças". Tenho um tio deficiente mental profundo. Durante toda a minha vida, a palavra "deficiente" foi utilizada com naturalidade. A palavra "coitadinho" é que me deixa p... da vida. E sempre achei que quem o trata por cidadão "portador de deficiência" está a cumprir uma norma. Para mim o cancro é cancro. Não é uma doença prolongada. E um preto é preto, não é uma pessoa de cor. Cor temos nós todos. Acredito piamente que o politicamente correcto das palavras não foi imposto à sociedade para salvaguardar e proteger as sensibilidades de quem as ouve, mas sim para limpar a consciência de quem as diz. Porque não é o facto de usarmos algumas palavras que faz de nós menos respeitadores das outras pessoas. É o facto de as palavras nos meterem medo, nos causarem repulsa, nos incomodarem. Se eu tenho que pensar duas vezes antes de falar de uma ou outra pessoa, não estou a ser honesta. Nem comigo nem com essa pessoa. Eu tenho um tio deficiente, tenho um amigo preto e a minha mãe tem cancro. Sempre disse isso, sempre fui habituada a tratar as coisas pelos nomes mais crus. Nunca disse que tenho um tio portador de deficiência, que tenho um amigo de cor e que a minha mãe era vítima de doença crónica, ou tinha um "mal". A sensação que me dá, ao ouvir estas palavras tão cheias de cuidado e tão pensadas e repensadas, é a de que a sociedade inventou o "socialmente correcto" para poder dormir em paz. Eu não sei se será bem assim, mas acho que, se a sociedade precisa de encontrar um termo para te definir e esse termo não é a primeira coisa que te vem à cabeça, então há algo que a sociedade precisa de corrigir. Eu tenho o maior respeito por todo e qualquer ser vivo e pelas suas dificuldades. Acho que as pessoas devem ser tratadas de forma diferente quando têm dificuldades. Por forma diferente entenda-se com civismo, solidariedade e respeito. Respeito esse que, aos meus olhos, está pouco relacionado com a escolha das palavras e muito relacionado com as nossas atitudes. E isso, sim, tem que mudar. Se eu achasse que a atitude da sociedade mudava por eu trocar a palavra "deficientes" pelo termo "pessoas portadoras de deficiência", já estava trocado. Mas não. Lamentavelmente, não.
Esta semana ainda vou pedir mais coisas.
Alguém sabe como se fazem aquelas faixas que se colocam no canto superior direito do blogue?
Aquilo que parece uma fita...
Isso mesmo.
Alguém sabe?
Partilhem conhecimento, vá.
Agradecida.
Os senhores do Facebook têm razão. Eu não me chamo Menina Má. Em breve também descobrirão que eu não me chamo a outra coisa que lá está e voltam a arrumar comigo. Há regras. Certo. Nada contra. Imagino que se o George Michael quiser abrir uma conta no FB só possa fazê-lo usando o nome verdadeiro, que é Georgios Kyriacos Panayiotou. Porque para os senhores do FB há nomes verdadeiros ou falsos. Não há alter egos. Ou nomes artísticos. É tudo uma de duas coisas. Se, por exemplo, eu quisesse abrir uma conta com o nome "Maria Silva", já podia. Maria Silva é um nome. Não é o meu, mas não haveria maneira de aquela gente alguma vez saber isso. Sabendo que, provavelmente, a conta actual está por dias, peço-vos a gentileza de fazerem o seguinte: enviarem-me um email com o vosso endereço do FB. O objectivo da conta sempre foi estar mais próximo de quem gosta de me ler. Nunca foi fazer um grande burburinho, nem sequer ocupar tanto espaço que incomode meia dúzia de gente absolutamente recalcada e com pouco chão para limpar em casa (copiei de um comentário que vi sobre o assunto, adorei). Podem também sugerir nomes giros para eu adoptar, como Kátia Esperança ou Soraya Vanessa. Lá encontrarão apenas as coisas do costume, os posts do blogue para comentar e um ou outro bitaite que vá alegrar a vossa vida. Como disse por ali num comentário na wall da página de fãs que a Vânia criou, sou pouco apegada às coisas. O que estava naquele perfil do FB não se recupera. Mas há mais de onde tudo aquilo saiu: a minha brilhante cabeça. E essa, vem sempre comigo. Se quiserem vir comigo também, num dia que isto volte a dar para o torto, o endereço de email está ali ao lado. Não posso, contudo, deixar de fazer um pequeno reparo às redes sociais e arranjar aqui um paralelo com as relações, até para fugir ao tema de vez. Passei umas horas com o Badoo e ele ficou devastado quando o deixei. Este gajo, ao fim de mais de um ano, muda a fechadura, sem sequer me pôr as malas à porta, e nem água vai. Há redes sociais, tal como há homens, muito imbecis.
... não sei. Ainda não sei. Mas alguma coisa se há-de resolver.
Há dois ou três dias que não me apetece escrever sobre nada, não quero namorar palavras umas atrás das outra. Não sei sobre o que escrever e, lamentavelmente, sou péssima a escrever sobre nada. Dói-me horrores cá dentro, é uma faca que crava o peito e se aloja junto ao coração. É um aperto, uma sensação de impotência. Faço log in e fico a olhar para para o écran em branco. A distância a percorrer parece-me desumana, impossível de fazer. Lembro-me das vezes em que as ideias queriam correr desenfreadas pelo écran. Lembro-me de não conseguir fazer os dedos acompanharem a velocidade do pensamento. Lembro-me bem de alturas em que anotava no telemóvel as coisas que queria escrever. Esses dias parecem-me cansados, gastos, longínquos. Busco a inspiração em sítios que não lembram a ninguém, agarro-me a ideias que não consigo explanar. Deambulo pelas notícias, regozijo-me com coisas que leio, murmuro para o lado opiniões curtas e e assertivas sobre o que me rodeia. Sou incapaz de escrever mais do que duas frases sobre o que quer que seja. Não ando deprimida, oprimida ou obstipada. Não ando farta nem cega para os assuntos. Ando cansada (e como eu escrevo melhor cansada!!) o suficiente para poder escrever um livro. Não sei o que me deu. Apetece-me brindar-vos com uma desculpa de macho impotente, que olha para a mulher deitada ao seu lado, exposta aos seus olhos e exclama, às vezes num tom recheado de acusações: "isto nunca me aconteceu antes".
Até me voltar o tesão, ficamos por isto mesmo. Talvez passe, talvez não.
Já toda a gente falou da Maria.
Não há blogue, por recente ou discreto que seja, que não saiba quem são a Maria e o Gato.
A Maria ousa ter um sonho. Mas como pode, uma miúda com um gato atrever-se a ter um sonho? Quem é que ela pensa que é para chegar aqui e, automaticamente ganhar em popularidade aquilo que precisa de ganhar em dinheiro, para realizar o seu sonho? Pensa que é assim? Que chega com o sonho dela e vende coisas que são dela, toda a gente ajuda e pronto, vai para Bruges? Então e as pessoas frustradas? As pessoas sem talento, sem sonhos, com a alma pequenina e com a inveja à flor da pele? Então essas, como é que ficam? A ver a Maria ser bem sucedida nisto?
Não. As pessoas mesquinhas são pessoas que não deixam passar a coisa em branco. As pessoas mesquinhas também têm sonhos: um deles é saberem toda a gente mal, como elas acordam para o mundo todos os dias. A pessoa mesquinha que anda a tentar tramar a Maria até pode ter um plano de vingança. As pessoas não são exclusivamente boas ou exclusivamente más e, numa certa altura da vida, a Maria até pode ter tropeçado numa pessoa sem dar conta. Deve ser difícil lidar com alguém que sabe o que quer e que não usa planos sinistros para o conseguir. Pois temos pena, mas o facto é que há alguém que perde tempo a denunciar as páginas da Maria no Facebook. Que o façam não me surpreende, o que há mais é casos de psiquiatria à solta por aí. Agora que o Facebook o faça sem apelo nem agravo é que me soa a estranho. Mas enfim, vamos lá tentar que esta não desapareça. A menos que o Facebook tenha alguma coisa contra o facto de também eu querer que a Maria vá para Bruges.
Francamente. Estou desapontada com a qualidade dos plagiadores disponíveis no mercado para bloguers de qualidade superior. Quer dizer, a Luna teve direito a ser plagiada via Facebook por alguém chamado Titinha Parreira do Amaral. Eu? Eu tenho direito ao refugo dos plágios, uma putéfia de petit nom"Petit Gateaux", que chafurda os meus textos na merda que é o seu perfil num site chamado Badoo. E perguntam vocês "o que é o Badoo?". Ora pelas minhas quase duas horas de experiência, já que tive de fazer o login para poder dar de caras com a cópia fraca da minha pessoa, posso dizer-vos os seguinte:
16:19: Fiz registo no Badoo.
16:24: o Badoo diz-me para colocar fotos para poder aceder aos perfis das putéfias que andam a copiar o que escrevemos.
16:26: coloco fotos de paisagens.
16:32: o Badoo faz-me um manguito. Têm de ser fotos de cara.
16:50: saco 3 fotos da net e ponho lá. O Badoo ficou feliz.
16:59: começo a ler o perfil da putéfia. Quer conhecer moços e - vá-se lá saber como! - acontecem-lhe coisas iguais às que me aconteceram.
18:34: o Badoo manda-me um mail (já são 20) a avisar que há 8 pessoas que me querem conhecer.
19:16: Tenho 14 mensagens novas, uma do Henrygostoso e outra do Bixo, por exemplo.
Como os mails dos meus novos amigos não param de chegar, vamos lá despachar isto.
Apresento-vos a "Felina" (miaaaauuuuu):
(a fotografia da criatura foi apagada porque ela apagou o perfil no site, como prometeu. Pelo sim, pelo não, guardei-a...)
Tem 27 anos, alegadamente chama-se Íris, é de Beja e o seu passatempo é copiar o que os outros escrevem. Fod@-se, pá, a Luna tinha uma engenheira. De Cascais! Podia plagiar, mas tinha um lenço à volta do pescoço na foto de perfil, era uma coisa assim para o posh. A mim sai-me isto. Ainda por cima, considerando o site e as fotos, é perfeitamente indiferente o que ela escreve. C@r@lho, tanto latim mal empregue, Deus me livre!
E agora, o copianço propriamente dito (os posts estão ligeiramente alterados, a Íris é uma gaja que sabe o que faz, usa "k" em vez de "que". Ainda bem que nunca se lembrou de copiar este post. Adiante, a Íris gosta de coisas. Do que é que ela gosta? Ora...
Da cidade, ao contrário. Das férias... enfim. Do que eu gosto, basicamente.
O Joaquim viu isto da Iris e achou lindo. Olha, Joaquim, é lindo, não é? Pois é, fui eu que escrevi. Aqui.
A Iris está preocupada com as decisões erradas que toma. Por exemplo, errou na decisão de copiar este post.
O que eu acho giro na vida da Iris é que ela frequenta os mesmos sítios que eu. Por exemplo, a mesma loja de animais:
E acho deveras estranho nunca nos termos encontrado, já que vamos também à mesma perfumaria:
Enfim, há mais plágios. Reportam a 2007. Íris, deixa-me que te diga o que te vai acontecer nos próximos tempos: vais meter-te com um jogador da bola, vais tirar um curso, vais torcer pelo Porto. Vais a Londres, Roma, Milão, Paris, Nova Iorque, República Dominicana e Andorra. Vais cair na neve. Ser operada. E, quando isso acontecer, vais conhecer o maravilhoso mundo da fisioterapia. Tudo a seu tempo, Íris. Entretanto vais apagar os posts que EU escrevi da merda do teu perfil de engate, pois mete-me nojo pensar que as minhas palavras andam a chafurdar no esterco das tuas.
Os print screens estarão (como sempre) disponíveis no Facebook, para melhor visualização.
Agora tenho que ir. Há 70 gajos que me querem conhecer ali no Badoo.
Para fazer um desenho disto, que eu não consigo mesmo fazer passar a mensagem.
Eu achava que escrevia de forma clara. Parece que estava enganada.
... há alguém mais queridinho do que eu?
Deve haver. Milhares de pessoas. Mas eu lembrei-me do teu aniversário... Nunca nos devemos esquecer de quem nos trata bem.
Pega lá beijinho. A partir de agora és um príncipe.
Um destes dias o meu pai tentava recuperar o link do meu blogue. Deixou de passar por cá quando percebeu que havia demasiada gente que, não gostando, também não virava costas e ia embora, precisando de algo que lhe enchesse os dias, como deixar insultos nos comentários (quando os havia) ou perdendo tempo a mandar mails com esses mesmos insultos. O meu pai não é desta geração tecnológica. Isso são coisas que o incomodam. Mas pronto, por razões que não vale a pena esmiuçar aqui, ele queria cá voltar. Podendo ele estar desmemoriado de algum do conteúdo do blogue, lá fui eu recordando que estava cheio de vernáculo, com algumas opiniões (demasiado) vincadas e salpicado com palavrões. A mãe decide intervir:
- Palavrões? Tu? Nunca sequer te ouvi dizer "merd@".
O meu cavaleiro retorque:
- Sim, isso é ela. Mas no blogue não é ela. A outra é que escreve palavrões.
Em suma, não me mandem mails a tecer juízos de valor sobre mim. Não armem ao psicólogo de almanaque, cuspindo teorias sobre o que está escrito neste ou naquele post, tecendo paralelos com a vossa imaginação, como se me conhecessem de algum lado. Não vomitem opiniões sobre a minha vida, a minha pessoa, ou as minhas atitudes. O que aqui lêem é um pingo de água na enxurrada que - Graças a Deus! - é a minha vida. É absolutamente deprimente imaginar que, em pleno século XXI, um bando de frustrados se dê ao trabalho de escrever um mail a uma pessoa que nunca viram mais gorda para vomitarem teorias fracas e descabidas sobre uma vida que, alegadamente, desprezam, mas que não resistem a espreitar.
Resumo deste post: acabei de ler os mails que recebi durante as férias.
Mil e cem anos (mais coisa menos coisa) depois de ter deixado aqui o sítio ao abandono, cá me encontram de novo. Descansada, bronzeada e cheia de afazeres: doze mil e quatrocentos e-mails para ler, novecentos e quarenta e três mil e seiscentos convites do Facebook e um trilião e meio de coisas para ler no Reader. Assim sendo gostei muito deste bocadinho, volto quando me for possível. Tenham uma velhice serena...
Ah, antes de ir... se tiverem criaturas pequeninas e lhes quiserem dar um nome, Ana Mariana não fica bem. Se já têm uma criatura pequenina de seu nome Ana Mariana... what the #$%&/ were you thinking?
Sempre me pareceu um bocadinho mal que as fashionistas portuguesas, giras, em geral, nos apresentassem um guarda-roupa recheado de Zara, H&M e Mango. Caramba, isso é qualquer alminha portuguesa, não uma fashionista. Mas pronto, milhares de moscas não devem estar enganadas, e nem sequer é disso que quero falar, porque descobri hoje o que se passa lá fora. As fashionistas saltaram dos blogues, deram movimento às fotos, e agora falam-nos em vídeo sobre as compras que fizeram, o que fica bem, quanto custou e porque é que optaram por aquela peça. A mais popular de todas, ao que parece, é "juicystar07", com centenas de vídeos publicados na internet e um sem número de seguidores. Se conseguirem ver o vídeo até ao fim sem morrerem de tédio, percebem porque é que eu retive a frase: "I don't have a sense of style".
No arguments from me...
Voltem as fashionistas
Quando era miúda e achava que era muito esperta (nada que tenha mudado muito, entretanto) tentava fazer alguns mind games com os meus pais. Munia-me de tudo quanto era argumento, e lá ia eu, disposta a levar a água ao meu moinho. Fiz uma dessas quando meti na cabeça que havia de ter um Husky. E o que faz uma miúda com doze ou treze anos que quer um Husky mas não tem coragem de pedir aos pais para meterem mais um cão lá em casa? Faz joguinhos. Diz assim ao jantar:
- Bem, nem imaginam quantos cachorros teve a cadela do C. É uma pena...
E fica à espera que alguém lhe pergunte porque é que é uma pena. Para poder avançar com um: "São doze, e ele vai ter que dá-los todos, a mãe está a rejeitá-los, coitadinhos e, assim à pressa, não vai arranjar ninguém de confiança...". Mas eles nunca perguntavam. Sempre que eu achava que ia ganhar aquele jogo, eles não queriam saber. Não perguntavam. Nunca me deram a oportunidade de dar largas à minha criatividade e conseguir atingir os meus objectivos. Com o passar do tempo percebi porque é que os meus pais nunca ligaram grande coisa às minhas misteriosas deixas e nunca deram demasiada corda aos meus jogos. É que quando eu estava a ir, já eles estavam a regressar. Da segunda caminhada. Entretanto cresci percebi o quão ridícula era. Mas era uma miúda, e os miúdos fazem disparates a achar que estão a fazer proezas brutais. Talvez por isso me custe tanto aceitar a infantilidade de pessoas que me mandam e-mails que dizem apenas: "És bad? Até que ponto?" ou "Aposto que não és assim tão má..." ou "Má? Que medo!". Mas que c@r@lhos terão estas pessoazinhas no cérebro? Acham MESMO que eu vou ficar com o pipi aos saltos, extasiada com o e-mail, responder de imediato, mãos a tremerem no teclado, nervoso miudinho, "ai que sim, agora vou dizer-te que sou má...". Oh, God, isso fazem as crianças de doze anos com os pais. E não resulta, cérebros de amendoim!
Só podia estar nos destaques do sapo.pt!
Agora, se me dão licença, vou tomar banho e tirar a areia que trouxe da praia.
A pessoa levanta-se cedo para ir trabalhar. A pessoa desce as escadas a medo e espreita para o jardim, num misto de nervosismo e ansiedade. A pessoa tem medo de dar de caras com as crias da gata outra vez e de ter que passar mais uma manhã a expulsá-las. A pessoa vai trabalhar, vai almoçar fora, e decide ir para a praia durante a tarde. A pessoa não liga o computador desde ontem e, quando o liga para consultar o e-mail, a pessoa tem de se deparar com mais uma imbecilidade na caixa de correio electrónico. A pessoa não sabe se há-de rir se chorar, tamanha é a dimensão da estupidez humana. A pessoa (esta que aqui está), depara-se com este e-mail:
"http://girls-go.blogs.sapo.pt/591157.htm
humm...acho que a Guidinha (mais o príncipe dos olhos de mel) talvez não tivesse dúvidas sobre a conjugação correcta do verbo proteger! normalmente a publicidade não manda uma para a caixa, mas às vezes os "bloggers" tb não! :P
http://www.priberam.pt/dlpo/Conjugar.asp
Conjugação do verbo: proteger
(Quadro com conjugação do tal do verbo em baixo do chorrilho de asneiras)"
A alegria. A celebração. Ela errou e eu vi. EU!!!! Sou o maior. Vou já escrever um mail irónico para mostrar toda a minha perspicácia e inteligencia. I'm the king of the World!!!!!!!!!!!
A pessoa tem a alma parva e vai ao tal link que o génio da lâmpada mandou. A pessoa olha e volta a olhar, e desiste de perceber porque é que a imbecil criatura se deu ao trabalho de fazer uma observação sobre algo que, definitivamente, não leu.
Eu, que tenho a minha dose de loucos, até sei que o Einstein dos tempos modernos achou que eu estava a falar do "proteja-se" do canto inferior direito. Lá porque o resto está sublinhado a vermelho, a vontadinha de pegar é tanta, que o Senhor Doutor Génio não quis saber. E nem sequer teve tempo para fazer um único parágrafo bem escrito (As maiúsculas não mordem, sabia? E "tb" não existe. Vá lá ao Priberam....) antes de apontar o dedo, que é isso que as pessoas gostam de fazer. Eu também gosto. Mas normalmente (não é sempre, é só a maior parte das vezes) não meto água. Quando meto, tenho a boa sorte de ter uma pessoa (que não é das mesquinhas) que me chama a atenção, em privado e sem o tom dos miúdos quando metem a mão na cinta e cantam uns para os outros: "Apanhei-te, apanhei-te, com uma pinga de leite!". O querido podia manter a linha dos meus fieis "insultadorezinhos" (não existe, por isso está entre aspas, está bem Doutor Génio?) e pegar comigo pelo de sempre... mas não, quis inovar, e foi o que se viu. Em rigoroso exclusivo para si, que deve ter um écran fraquinho, cá vai um zoom da newsletter...
Errar é humano. E, sendo os bloggers pessoas, é natural que estes errem também. O que não é natural é que haja pessoas que estão com os SAR (vá procurar, criatura, não tenho tempo para explicar) tão focados no erro alheio, que o inventem.
Desde que este blogue começou, apresentei-o a pessoas que só me conheciam a mim.
Desde que este blogue começou, apresentei-me a pessoas que só o conheciam a ele.
Desde que comecei a fazer isso, foi como se metesse os pés pelas mãos, e agora tenho dezenas de posts prontos a publicar, guardados no fundo de uma gaveta de onde nunca poderão sair. Porque as pessoas não sabem, não querem saber, porque lhes dói tudo quanto há para doer, agredidas pelas palavras.
Se eu não tivesse tantos posts proibidos de sair cá para fora, hoje escrevia tudo quanto quisesse. Falava da amiga que leva a vida estupidamente, bebedeira atrás de bebedeira, como se tivesse 16 anos. Falava de relações, e dizia que as pessoas, quando gostam, aceitam os outros como são, ainda que não os entendam muito bem nesta ou naquela coisa. Falava de bagagens e explicava o porquê de algumas bagagens se tornarem tão pesadas que beliscam a intimidade das pessoas. Se eu tivesse um blogue pequenino, escondido algures no anonimato da blogosfera, podia fazer tudo isso. Mas não tenho e, por isso, hoje só me apetece atirar um esgar a este blogue e ignorá-lo. Hoje não me serve.
Por ter resultado tão mal a experiência do amigo 444 e tendo eu esta veia masoquista que me conhecem, atiro-me de cabeça a solicitar ao amigo 666 uma sugestão de tema para um post. Apesar de esta vez ter corrido muito melhor, e de a Sara Figueiredo me ter dado a sugestão que está no título, a coisa ainda se fez esperar quase duas semanas. Não que eu não tenha o azar de não me cruzar com uma ou outra besta pelo caminho. Aliás, ontem mesmo recebi um mail de um não admirador, que rezava o seguinte:
“Interessante? Foda-se, onde é que tu és interessante? A sério, acho sempre curioso como o povo é pequeno mesmo nos saltos altos. Lê Baudelaire e mesmo assim continuará a pesar-te a capa dura.”
Ora o nobre leitor decidiu dirigir-se a mim, povo, para perguntar onde é que eu sou interessante. Neste momento, Vossa Alteza, sou interessante no Porto, que é o local onde me encontro. O criaturo, nomeie-se assim, acha sempre curioso que o povo seja pequeno, mesmo nos saltos altos. Eu não me vou armar em intelectual da treta, até porque sim, sou do povo, vil ofensa que me faz Sua Alteza, ao achar que me insulta chamando-me pelo nome. É a mesma coisa que dizer “vocês mulheres”. Só considero absolutamente desprovida de senso, redundante e completamente preconceituosa, mas pronto, eu não sou da nobreza, se calhar a nobreza é criada assim. Ora, voltando ao povo e ao salto alto, eu, talvez por não ler Baudelaire, não percebi. Acredito que a construção da frase esteja ao melhor nível, afinal estamos a falar de um nobre que lê Baudelaire, não há possibilidade de estar errado. Estará Sua Alteza certamente a recorrer a figuras de estilo que eu, por estar no meio do povo, desconheço. O criaturo, porém, tem um coração nobre. Primeiro solta um “foda-se”, para poder aproximar-se do meu nível cultural. No fundo, é a mensagem dele para o povo em geral, aqui representado ao mais baixo nível pela minha pessoa, que diz que sim, que também é capaz de resvalar no vernáculo. Depois o conselho, a mão passada pela cabeça, a luz da sabedoria partilhada comigo (e com todo um povo): que leia Baudelaire. Mas o criaturo sabe bem das limitações do povo. E sabe que não há Baudelaire que me retire a capa dura que me pesa. Mas cumpre-me informar Sua Alteza que a capa não é assim tão dura. Caso fosse, resvalaria nela a bestialidade que Sua Alteza cospe. E, em fúria, colocaria aqui apenas o seu nobre e-mail. Após uma busca no google encontraríamos não só o seu perfil no Facebook, como também um link para um blogue de um pseudo intelectualismo atroz, deserto de visitas e de comentários. Tal como escrevi outrora, publicidade grátis, aqui, não se faz. E, clássicos por clássicos, guarde lá o Baudelaire junto do brasão. É que eu prefiro os russos. Deve ter a ver com o facto de eu ser do povo.
Citando Baudelaire: “O público é, relativamente ao génio, um relógio que se atrasa.” – pode ser que venha a entender-me um dia, Alteza.
A propósito deste post da Luna assolou-me uma dúvida que, de quando em vez, aparece cá pelo acumulador de neurónios:
Porque é que pessoas como eu, bloggers que não dão a cara (literalmente), dão dicas de beleza?
Achariam normal que eu chegasse aqui e me pusesse a escrever que uso o rímel A, o batom B, a base C e o creme Y? Que tenho um anti-rugas milagroso e que uso um amaciador que me dá brilho ao cabelo? E o branqueador de dentes? A oitava maravilha... Mas fod@-se, quem é que garante que eu não sou um camafeu, gaja feia de criar bicho? Que tenho os dentes brancos? E todos? Que não tenho rugas? Eu? A mesma que não mostra a cara? Não faz lá grande sentido, certo?
O máximo que posso fazer é falar-vos do meu creme dos pés e colocar aqui uma foto dos mesmos. Que são lindos. Digo eu.
E não adianta partirem a cabeça a achar que este post é sobre esta ou aquela. É sobre ninguém. E sobre toda a gente. Tal como todos os outros.
Acabo de ouvir a seguinte frase: "Better to write for yourself and have no public, than to write for the public and have no self." - Cyril Connolly.
Este blogue não embarca em efemeridades e continua com o seu registo habitual... dentro de momentos.
Este blog em 43º do top nacional e à frente do Abrupto, do Pacheco Pereira.
O mundo, tal como o conhecemos, acabou de acabar.
O que vale é que amanhã já voltamos aos "noventas" do costume.
Agora é que já dava para sacar uns patrocínios, ou não?
Cara Titinha,
Eu sei que a menina é toda posh, cheia de não-me-toques, "não se diz sanita!", "não se diz esposa!", "não se diz aleijar!". Eu sei que a menina é de fino trato e nunca, nem nos seus mais alucinados pensamentos ia pensar sequer vir aqui tomar como seu (vê, eu podia ter escrito "roubar" ou "plagiar", mas isso são palavras piores do que "sanita", e nós não gostamos) um post que fosse deste blogue, que está cheio de c@r@lh@d@s. Que é pior do que "sovaco". Mas agora imagine que tem uma possidónia de uma empregada, daquelas mesmo reles, que vê o que a senhora patroa faz e (já sabemos como é esta coisa da criadagem, já não se arranja ninguém de confiança, hoje em dia) decide imitar. Deus nos livre de tal coisa, mas fod@-se, Titinha, pode muito bem acontecer. E qual é o blogue que uma empregada pindérica que está habituada ao vernáculo vai copiar? O meu. E empregada que é empregada não tem Facebook. E eu, ainda que possidónia, não tenho Hi5. Vai daí, um dia alguém me vai contar que a empregada da Titinha anda a copiar os meus posts para o Hi5 dela. Indecente, não acha, Titinha? Para evitar esses abusos, hoje registei o meu blogue no IGAC. Foi muito rápido, custou só € 25,30 (já viu? Há imitações de Burberry a custar mais - sim, que isto quem arranja estados de alma de imitação também é capaz de pôr lencinhos da treta ao pescoço), e já está. A partir de agora, se uma ladrazinha armada ao pingarelho entrar blogue adentro e decidir que ela é que devia ter escrito aquilo, está fodid@. Acho que até dá prisão (vocês não dizem "choldra", pois não?). Até porque já aconteceu antes.
Já agora, a Titinha podia acrescentar lá no seu grupo que não gostamos de "plagiar". Usamos "titinhar". Dá no mesmo.
Começou aqui. Fraquinho, eu sei. Eu e o computador, um nome malandro, uma ideia peregrina: escrever os meus desabafos para meia dúzia de estranhos. Sem grandes pretensões, sem grandes expectativas.
Um ano depois era oficial que eu tinha um vício. Quase dois posts por dia, a pequena família de leitores cresceu. Havia os "estranhos" que apareciam todos os dias. Nesta altura ainda só para me mimar.
Aos dois anos já me saía das mãos. 35 comentários de parabéns. No tempo em que havia comentários. Teria mais paciência ou ainda não teria maus leitores?
No ano passado esqueci-me. Mas tenho desculpa. Tinha uma lesão à jogador da bola, fiquei assim como que... menos esperta. Lembrei-me uma semana depois, nada mau.
E pronto, chegamos ao dia de hoje. Vou tentar que a coisa não me saia lamechas, mas a verdade é que é um fenómeno intenso e bastante compensatório. O blogue não sou eu, obviamente, somos todos mais do que umas palavras que deixamos soltas no ciberespaço. Mas é uma parte de mim. Não poderei, numa vida, fazer contas a tudo de bom que este espaço me ofereceu. Fiz amigos. Conheci e "conheci" pessoas. Estabeleci relações de confiança. Tive apoio. Good vibes, quando as pedi. E só posso agradecer a quem está aí desse lado. Ninguém estará por aí há quatro anos, mas há muita gente que acompanha o BGGE desde bebé. O blogue não existe porque é lido mas, sem vocês, isto não teria tanta graça.
... o que está na blogosfera é nosso.
A pequenez das pessoas vê-se exactamente nas pequenas coisas. Aqui há uns dias o afectado informou-me que este meu texto andava a circular por e-mail, juntamente com uns cartoons do Henricartoon e com este texto "sacado" do Dias úteis. Passada a lisonja inicial, veio a dúvida: então e quem assina? Ninguém? Eu conheço o meu texto, reconheci a assinatura do Henricartoon e muito facilmente identifiquei o autor do outro texto, com uma pequena busca no Google. A pessoa que, indignada com o seu país, decidiu fazer um pequeno compêndio de expressões dos outros, que lhe parecem suas, de tão acertadas que são, "esqueceu-se" de fazer uma coisa simples, que foi informar a autoria dos mesmos (a sorte dos cartoons é que estão assinados). Não os tomou como seus, mas também não esclareceu que não seriam, deixando tudo naquela zona cinzenta que a permite passar por uma coisa que não é. Essa pessoa não é nem um pouco melhor do que as pessoas do país que ela (a pessoa) tão veementemente quis criticar, roubando palavras aos outros. Essa pessoa não é melhor do que as pessoas que enganam o estado para poupar uns tostões nos impostos. Não é melhor do que as pessoas que furam as filas no supermercado ou para os transportes públicos. Não é melhor do que as pessoas que comem bolachas no supermercado e escondem a embalagem num canto qualquer. Esta pessoa (que é mais do que uma, por certo), é uma pessoa que não respeita os outros. Que rouba (propriedade intelectual também é propriedade) porque lhe dá jeito. Esta pessoa não tem o direito de mandar mails indignados com o país onde vive. Porque é graças a pessoas como esta que o país está no estado em que está. São os Vítor Gomes deste país (ver comentário do mesmo neste artigo) que o envergonham. São Sócrates em potência. Com tudo o que isso tem de mau.
Foi trazido hoje à minha atenção pela Lia (leitora do blogue), via email que errei neste post aqui. Errar é humano, no melhor pano cai a nódoa, o povo bem tenta amenizar a coisa, mas a verdade é que é feio dizer coisas que não são verdade com toda a convicção de quem ouviu testemunhos e até leu (vá, isso é que foi estupidez!!) na Wikipédia a informação. João Paulo II esteve no Porto a 15 de Maio de 1982, juntou uma multidão na Avenida dos Aliados, mas não houve missa. O que houve foi uma celebração. Quando se ouvem quatro ou cinco pessoas (de confiança) afiançar que existiu uma missa e, na primeira busca no Google por "João Paulo II+Missa+Aliados" nos aparece tudo por a+b não duvidamos. Quando somos impetuosos ficamos zangados e comunicamos alto e bom som com o mundo todo. Podia apagar o post. Podia. Saía de fininho e ninguém dava por ela. Também podia pôr uma notinha de rodapé nesse post, já esquecido lá para baixo, a informar o erro. E aí é que ninguém dava por nada. Excepto eu. Que me gabo de ser directa e frontal e de gostar da verdade acima de tudo.
Por isso, Rui Rio, se lê este blogue (vá, parem lá de rir), peço desculpa. Por ter afirmado que não fez o trabalho de casa no que concerne à visita do Papa em 1982. Mas não peço desculpa por lhe ter rogado pragas todas as vezes que "fechou" a Câmara ao meu FCP. Mea culpa só no primeiro.


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