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Ensaio sobre o plágio

por Bad Girl, em 22.11.11

Há um ano atrás, mais coisa menos coisa, quando me alertaram para o facto de haver uma menina que engatava cavalheiros à conta de textos meus, eu fiquei a pontos de precisar de um realinhamento de chacras. Foi como se alguém me tivesse roubado o cérebro e andasse a passeá-lo por aí. Senti-me assaltada. Violentada. Abusada. Não só a criatura (Putéfia, foi o que lhe chamei na altura e não vejo razões para mudar) roubou textos, como os utilizou a seu bel-prazer para o que achou que podia. O plágio é a forma mais reles de roubo. O plagiador é um parasita, incapaz de criar, e que mais não sabe senão viver à custa dos pensamentos dos outros. O plagiador é o tipo que nos espreita pela janela de casa, porque as cortinas estão puxadas para os lados, e se acha no direito de entrar na casa, de se sentar no sofá, ligar a televisão, beber da nossa água, viver a nossa vida. Um destes dias, quando o Paulo teve a amabilidade de me alertar que a putéfia da Íris tinha trocado com eles alguns e-mails onde partilhava textos meus como se da sua autoria fossem, os meus chacras nem se mexeram. Não fiquei irritada. Continuo enojada, ainda mais que achava que a Íris, apesar de putéfia, seria uma pessoa com, pelo menos, meio dedo de testa. Certamente não achei que iam nascer neurónios à Íris e  que ela ia começar, de repente, a viver a sua vida, usando as suas palavras, chamando a si pessoas por aquilo que vale. Mas a Íris vale nada, e talvez isso seja a única coisa que ela sabe sobre si. Tudo o resto é a vida de outrem ("outrens", a Íris não me rouba só a mim) que a Íris insiste em viver. Não fosse uma psicopata, e a Íris seria digna do mais piedoso tratamento. Não há, neste momento, outro sentimento que eu consiga sentir pela Íris. Imagino a constante dor do papel branco. A incapacidade de alinhar palavras, umas atrás das outras, formando textos. O que a mim nada custa, escrever, para a Íris manifestar-se-á como o maior dos dramas. A inveja da vida alheia. Das palavras dos outros. No fundo, são apenas isso: palavras. Que a putéfia da Íris não consegue alinhar com harmonia. Quão desgraçado é preciso ser-se, quão miserável é preciso ser a vida que se leva, para ter de se chegar ao ponto de roubar palavras? De ir à alma de alguém e saquear tudo para si? Quão frustrante será apenas copiar as palavras, sem nunca ter sentido nada daquilo? Precisar de se ser outra pessoa para chegar a outras pessoas, para fazer-se gostar. Se da outra vez me deu a louca, desta vez eu olho para tudo isto de forma diferente: com o mesmo nojo, com o mesmo desprezo, mas com um sentimento novo: o de pena. Pena de uma pessoa cuja vida é tão lastimável, que precisa de viver a minha. Para a Íris, que continua a cá vir, algumas palavras (já que elas me fluem de uma maneira que a putéfia nunca conseguirá imaginar): de vez em quando, não será sempre, lá apanhas um tipo que é mais esperto e que me encontra. Não sei se são os meus textos, que são tão bons que não lhes consegues resistir, ou se é apenas o prazer de roubar. Seja o que for, e por muita pena que me inspires, o que tu fazes não deixa de ser um crime. E lá porque o Diogo Morgado ou a Clara Pinto Correia se safaram, não quer dizer que contigo vá acontecer o mesmo. 

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Ei, vocês aí...

por Bad Girl, em 13.10.11

Vai um like?

 

 

 

Pessoas com pouco o que fazer e com um computador nas mãos... nunca deu grande resultado. 

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Ah....

por Bad Girl, em 13.06.11

Se fores aquele moço brasileiro que costuma vir aqui ao blogue ler os meus posts para concluir que eu sou uma comunista inveterada que venera José Sócrates por lhe chamar "Engenheiro" e que me manda e-mails pejados de erros e de tentativas de insulto... ironia. A sério. Eu sei que é uma cena assim para o difícil de se processar quando se é um mentecapto, mas tenta lá. Aquilo da Fórmula Um? Ironia.  

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5 anos

por Bad Girl, em 27.05.11

Imagem de Erwin Olaf

5 anos

2682 2683 posts

1,087,609 1,087,610 1,087,611 1,087,612 1,087,613 (ahahah) visitas.

Algumas chatices.

Algumas alegrias.

Alguns amigos.

 

Tem valido a pena.

A vocês, que estão desse lado, obrigada!

 

 

 

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Nos meus sonhos isto era bem diferente

por Bad Girl, em 02.03.11

De todas as vezes (milhares delas, pois certamente) que sonhei com este momento, havia sempre uma fanfarra, um tapete vermelho e homens altos e espadaúdos vestidos de pinguim com rosas vermelhas na mão para me receberem. Multidões ovacionando a minha passagem, crianças ranhosas ao colo de suas mães, esperando um beijo meu, um aceno e um sorriso. E eu passava por eles, aura de princesa, cabelo e vestido esvoaçantes, toda eu allure. 

 

O meu e-mail estaria pejado de ofertas: ele era telemóveis, maquilhagem, desmaquilhante, cremes vários, calças de ganga, sapatos e um ou outro voucher para passar o fim de semana num regime de tudo incluído numa aldeia do Alentejo.

 

Pois vos digo que nada. Nem sequer um raio de um formigueiro nos pés. 

 

Passou-se o milhão e só dei por ela uns três ou quatro dias depois. 

 

Sou uma mãe desnaturada. Espero que a Segurança Social dos blogues não venha atrás de mim. 

 

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Do peso das palavras

por Bad Girl, em 04.12.10

Aqui há uns tempos, e por causa deste post, recebi um e-mail de uma leitora, que me alertava para o facto de a palavra "deficientes", no título, poder ferir algumas susceptibilidades e poder ser mal interpretada por quem lê. Devo confessar aqui, como fiz em privado à leitora, que havia pensado duas vezes, antes de escrever a palavra "deficientes". Mas foi uma coisa que me ocupou o pensamento durante pouco tempo. Porque não acho que sejam as palavras a marginalizar ou a maltratar as pessoas. Somos nós. É a forma como são proferidas essas palavras e o contexto no qual são utilizadas que magoam as pessoas. Sempre fui habituada a não pegar nas palavras "com pinças". Tenho um tio deficiente mental profundo. Durante toda a minha vida, a palavra "deficiente" foi utilizada com naturalidade. A palavra "coitadinho" é que me deixa p... da vida. E sempre achei que quem o trata por cidadão "portador de deficiência" está a cumprir uma norma.  Para mim o cancro é cancro. Não é uma doença prolongada. E um preto é preto, não é uma pessoa de cor. Cor temos nós todos. Acredito piamente que o politicamente correcto das palavras não foi imposto à sociedade para salvaguardar e proteger as sensibilidades de quem as ouve, mas sim para limpar a consciência de quem as diz. Porque não é o facto de usarmos algumas palavras que faz de nós menos respeitadores das outras pessoas. É o facto de as palavras nos meterem medo, nos causarem repulsa, nos incomodarem. Se eu tenho que pensar duas vezes antes de falar de uma ou outra pessoa, não estou a ser honesta. Nem comigo nem com essa pessoa. Eu tenho um tio deficiente, tenho um amigo preto e a minha mãe tem cancro. Sempre disse isso, sempre fui habituada a tratar as coisas pelos nomes mais crus. Nunca disse que tenho um tio portador de deficiência, que tenho um amigo de cor e que a minha mãe era vítima de doença crónica, ou tinha um "mal". A sensação que me dá, ao ouvir estas palavras tão cheias de cuidado e tão pensadas e repensadas, é a de que a sociedade inventou o "socialmente correcto" para poder dormir em paz. Eu não sei se será bem assim, mas acho que, se a sociedade precisa de encontrar um termo para te definir e esse termo não é a primeira coisa que te vem à cabeça, então há algo que a sociedade precisa de corrigir. Eu tenho o maior respeito por todo e qualquer ser vivo e pelas suas dificuldades. Acho que as pessoas devem ser tratadas de forma diferente quando têm dificuldades. Por forma diferente entenda-se com civismo, solidariedade e respeito. Respeito esse que, aos meus olhos, está pouco relacionado com a escolha das palavras e muito relacionado com as nossas atitudes. E isso, sim, tem que mudar. Se eu achasse que a atitude da sociedade mudava por eu trocar a palavra "deficientes" pelo termo "pessoas portadoras de deficiência", já estava trocado. Mas não. Lamentavelmente, não.

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Update - faixas já tenho.

por Bad Girl, em 03.11.10

Esta semana ainda vou pedir mais coisas.

 

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Alguém sabe como se fazem aquelas faixas que se colocam no canto superior direito do blogue?

Aquilo que parece uma fita...

Isso mesmo.

Alguém sabe?

Partilhem conhecimento, vá.

Agradecida. 

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Para arrumar com isto de vez

por Bad Girl, em 14.10.10

Os senhores do Facebook têm razão. Eu não me chamo Menina Má. Em breve também descobrirão que eu não me chamo a outra coisa que lá está e voltam a arrumar comigo. Há regras. Certo. Nada contra. Imagino que se o George Michael quiser abrir uma conta no FB só possa fazê-lo usando o nome verdadeiro, que é Georgios Kyriacos Panayiotou. Porque para os senhores do FB há nomes verdadeiros ou falsos. Não há alter egos. Ou nomes artísticos. É tudo uma de duas coisas. Se, por exemplo, eu quisesse abrir uma conta com o nome "Maria Silva", já podia. Maria Silva é um nome. Não é o meu, mas não haveria maneira de aquela gente alguma vez saber isso. Sabendo que, provavelmente, a conta actual está por dias, peço-vos a gentileza de fazerem o seguinte: enviarem-me um email com o vosso endereço do FB. O objectivo da conta sempre foi estar mais próximo de quem gosta de me ler. Nunca foi fazer um grande burburinho, nem sequer ocupar tanto espaço que incomode meia dúzia de gente absolutamente recalcada e com pouco chão para limpar em casa (copiei de um comentário que vi sobre o assunto, adorei). Podem também sugerir nomes giros para eu adoptar, como Kátia Esperança ou Soraya Vanessa. Lá encontrarão apenas as coisas do costume, os posts do blogue para comentar e um ou outro bitaite que vá alegrar a vossa vida. Como disse por ali num comentário na wall da página de fãs que a Vânia criou, sou pouco apegada às coisas. O que estava naquele perfil do FB não se recupera. Mas há mais de onde tudo aquilo saiu: a minha brilhante cabeça. E essa, vem sempre comigo. Se quiserem vir comigo também, num dia que isto volte a dar para o torto, o endereço de email está ali ao lado. Não posso, contudo, deixar de fazer um pequeno reparo às redes sociais e arranjar aqui um paralelo com as relações, até para fugir ao tema de vez. Passei umas horas com o Badoo e ele ficou devastado quando o deixei. Este gajo, ao fim de mais de um ano, muda a fechadura, sem sequer me pôr as malas à porta, e nem água vai. Há redes sociais, tal como há homens, muito imbecis.    

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Gente que se dava comigo no Facebook...

por Bad Girl, em 13.10.10

... não sei. Ainda não sei. Mas alguma coisa se há-de resolver.

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Mais sobre mim

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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