Este fim de semana fui ver o Matrix Sherlock Holmes.
Pela primeira vez na vida concordo com a tradução "criativa" do nome de um filme.
Ide ver. É bonito.
Sinto que estive apenas e só 5 minutos no cinema. Foi tempo que voou.
James Franco pode estragar quantas cerimónias de entregas de Óscares quiser. É tão bom actor que se pode permitir a ser um apresentador medíocre e alienado.
Aron Ralston é o tipo azarado com mais sorte do mundo. Imagino que ele saiba isso.
Longe de querer armar aos cucos, aquilo não é coisa para as pessoas sairem do cinema a vomitar e a desmaiar... Já vi episódios da Anatomia de Grey bem piores.
Tal como pensava, este filme é melhor do que King's Speech. E James não está pior do que Colin.
Se alguém vestir Dior (Galliano, portanto) tem uns tomates do tamanho do Mundo... e talvez desapareça do mapa das grandes produções por uns bons tempos...
( E antes dos Oscars. Não é para todos...)
Caros concidadãos e leitores,
Atravessamos um momento difícil. Esta vossa rainha dos filmes, Sua Alteza Cinéfila Bad Girl "the first", esteve ausente das salas de cinema por demasiado tempo. Esta separação, ao invés de se tornar profícua, apenas veio transformar Ma'am Bad num poço de cepticismo. Contudo, não temeis. A V. rainha tem a solução, e esta implica incursões a todas as salas de cinema mais próximas durante os próximos dias. Não pretendo fazer reféns, mas uma coisa vos garanto: vão rolar cabeças. A do Woody Allen já lá vai. Outras se seguirão.
Sua Alteza (olha eu a falar na terceira pessoa, à jogador da bola) gosta de coisas nos filmes, antes de gostar dos filmes. Sua Alteza gostou da Natalie e da estética de Black Swan. Sua Alteza acha que o Colin merece o Oscar, apesar de ainda não ter visto os outros. Convém dizer que Sua Alteza implica soberanamente com Jeff Bridges. Sua Alteza está em crer que só o Colin, em A Single Man consegue superar o Colin em King's Speech. Sua Alteza duvida que haja alguém, nos dias que correm, capaz de fazer frente a Colin, já que Hopkins se passou para o lado do mal, de onde nunca chegou a sair definitivamente. Sua Alteza quer dizer a Colin que se lembre que ainda há 7 anos estava a contracenar com a Lúcia Moniz, e vejam só onde está agora. O céu é o limite, Colin.
PS - Gostei também de Geoffrey Rush, que papelaço.
PS2 - Bonham Carter... não me convences.
PS3 - Este post esteve para se chamar "Colin, faz-me um filho!", mas o senhor aqui do lado disse-me que o hiperbolismo das pessoas deve ter alguns limites e um deles é o chamamento de outros machos ao nosso lar.
Se me interessasse ser uma blogger consensual, não me apanhavam a dizer isto, mas a verdade é que não estou aqui para agradar a ninguém. E, por isso mesmo, cá está: não sou uma "Woody Allen person". Nunca fui. Acho que nunca serei. Ainda que ele pegue no melhor actor do mundo e arredores (Anthony Hopkins, para aqueles que tiverem alguma dúvida) e perca alegadas qualidades. Não é que You will meet a tall dark stranger seja um filme mau. Mas não é bom. Nem especial, nem interessante. Para Domingo à tarde não está mal. Pena que hoje é quinta-feira.
AVISO: Pode conter spoilers. Não sei. Ainda não escrevi nada além disto, querem que eu saiba se tem spoilers ou não? Não querem arriscar, não leiam.
Nunca tive aspirações a bailarina. Nem em miúda. Não julguem que se deveu a uma possível falta de graciosidade, que eu disso tenho a mesma que um elefante numa loja de porcelanas. Desejo de disciplina também é uma coisa que em mim abunda, como devem imaginar. Mas da maneira como eu gosto de comer (alarvemente), aquilo não seria para mim. Destrambelhada como sou, sempre achei que a minha loucura se acomodava melhor na escrita ou em outras tábuas do palco. Da escrita saiu um livro, coisa pouca para me poder garantir o direito a caprichos de gaja louca. Do teatro nem se fala, comecei por ser uma galinha num conto de Natal e nunca fui além do amadorismo. Nenhuma destas duas opções se tornou no meu ganha-pão. Talvez a minha acomodação a outra área e o abdicar desses sonhos se deva também a não ter uma mãe frustrada que projectou em mim os seus sonhos não realizados. Mas porra, soubesse eu o que sei hoje, depois de ver o Black Swan, e era de plié em plié até ao pas de deux final. Fod@-se, se eu havia de ser maluca, ninguém me ia conseguir segurar.
Escrevo este post ainda sem saber se gostei do filme. Gostei de coisas do filme, nomeadamente de Natalie Portman. Saí do cinema perturbada, colei-me à cadeira uma ou duas vezes durante o filme, previ o final antes do intervalo e não consegui conter alguns "fod@-se, é muito maluca" interiores. Por isso não pode ter sido mau. Mas não creio que tenha sido extraordinariamente bom. Deixem-me ver mais 3 ou 4 filmes daqueles bons que me faltam, que logo (re)posiciono a minha opinião.
(Olha, não é que tinha spoilers?)
Meryl Streep veste TUDO na perfeição.
Senhoras e senhores, a SENHORA Meryl Streep, no papel da Dama de Ferro. O filme ainda agora começou a ser gravado, e já me cheira a nomeação.
Vocês já sabem o pranto que foi na minha vida o fim do Lost. Zanguei-me e chorei, mas lá acabei por me resignar. Numa vida pós-Lost é tudo mais triste, muito mais insonso, chega a ser devastador. A televisão parece emitir imagens em branco, tudo é demasiado simples, tudo é bacoco. Ou melhor, era. Uma vez, em conversa com um amigo (ex) toxicodependente, ele explicava que todas as experiências que fez foi em busca da sensação da primeira vez. Por vezes "tocou-lhe". Hoje, eu, Lostaholic, tive um vislumbre do que é esse toque. De voltar a ficar vidrada no écran. De respirar coordenadamente, de forma a não interromper o raciocínio. De piscar os olhos porque tem que ser. Só mesmo Christopher Nolan para me fazer esquecer a implicação com Leonardo di Caprio. Só mesmo "Inception" para me fazer acreditar que consigo "tocar" novamente a magnífica sensação de ficar absorvida na história.
E perguntam vocês:
- Bad, rainha das opiniões cinematográficas, cinéfila convicta, crítica de cinema frustrada, responde-nos apenas a uma questão: "Quão mau é o filme I love Phillip Morris?".
E eu, magnânima e com ligeiros laivos de bom feitio respondo-vos:
- Extremamente mau.
E insistem vocês, não contentes com tal resposta:
- Não estarás ligeiramente influenciada por veres o Rodrigo Santoro, essa auto-estrada de maus caminhos, aos beijinhos com o Jim Carrey?
E respondo eu, já ligeiramente impaciente com a vossa conversa:
- O Jim Carrey só dá beijinhos ao Ewan McGregor, e não há coisa no mundo que me importe menos que isso.
E vocês, já com uma luzinha a acender no cérebro, rematam:
- Então é assim mesmo mau?
E eu, com parte do meu cérebro a responder-vos. "Dah!", lá me dou ao trabalho de replicar:
- Pior que isso.
Era isto. Esquizofrénica, eu? Vocês têm cada uma...
Antes de vos falar de mais uma paixoneta incompreensível para a maior parte das mortais, preciso perguntar uma coisa. Em não podendo responder aqui, porque este blog é uma espécie de ditadura, peço-vos a gentileza de se deslocarem ao Facebook e de me presentearem com a vossa opinião.
Ah, não tenho Facebook. Tenho pena.
Ah, ainda não somos amigos no Facebook. É fácil, simples e indolor. E eu aceito toda a gente. Quase toda, há uma ou outra pessoa que já conheço de ginjeira e nem no Facebook tem direito a amizade.
Ah, já não somos amigos no Facebook. E porque será????
Bem, para a pergunta, que se faz tarde: quando vocês são os primeiros a chegar à sala de cinema, as pessoas que entram depois colam-se a vocês? É que isto passa a vida a acontecer-me. Hoje, por exemplo, éramos três na sala. Eu estava sozinha. Instalei-me, pus-me confortável, habituei-me ao lugar, e logo a seguir chegou o casalinho, cheio de amor para partilhar e... sentam-se praticamente no meu colo. Eu juro, cheguei a achar que um deles me ia chamar "mãe". Obviamente levantei-me e escolhi um dos 7.896 lugares ainda disponíveis na sala. E eles ainda ficaram a olhar. Por breves momentos pensei que vinham atrás de mim. Mas não. Só devem ter achado estranho que eu tenha renunciado àquele ninho caloroso que eles tinham decidido proporcionar-me. Hélas!
O filme que faz o título deste post é... menos bom. Mas, lamentavelmente, dá trabalho a uma das minhas paixonetas, e eu tinha de ir ver. Nesta altura estão as leitoras de braços no ar, a implorar que eu não as decepcione, que escreva Jonathan Rhys Meyers. Pois, minhas amigas, tenho muita pena, mas a verdade é que a minha paixoneta é o John Travolta. Vá, respirem um bocadinho. Breathe in, breathe out. Outra vez. Mais uma. Gordo. Eu sei. Canastrão. O.K., venha, eu mereço. Cientologista. Oh, God, também sei disso. E não me orgulho. Mas tenho três argumentos: pilota o próprio avião, Quentin Tarantino, pegou num camião pejado de víveres e foi a Nova Orleães entregá-los, no meio da confusão deixada pelo furacão. Outro argumento muito válido é que gostos não se discutem. Partilham-se com pessoas que estão tão agradecidas por terem sido presenteadas com este voto de confiança, que até se esquecem de fazer juízos de valor sobre os gostos dos outros.
... mas não digo "não" à possibilidade de ver nazis a serem privados do seu escalpe. De ver isso e um olho do Hitler a saltar. É coisa para me animar o Domingo.
Do trabalho de Diogo Morgado como actor sei pouco. Da pessoa não conheço nada. Diz-me a pele que devo simpatizar com ele e é isso que eu faço. Por isso estou contente com esta notícia. Claro que, quando o filme sair, se ele for um autêntico canastrão (ninguém é um canastrão ao lado do Al Pacino e do Peter O'Toole), cá estarei eu, teclado veloz para dar-lhe na cabeça. Por ora só parabéns. E a imagem do Joaquim de Almeida a bater com a cabeça nas paredes e a gritar:
Anda um gajo aqui a fazer de colombiano, venezuelano, assassino a soldo e de mau em geral durante mais de vinte anos e o outro é que vai para protagonista? Ora fod@-se!
Que devia ter competido com Benicio del Toro pelo Oscar.
Depois de ver metade de "Che", eu não podia concordar mais.
Idealmente seria uma luta renhida e acabaria por ser ganha por Penn. Ainda assim a presença de Rourke entre os cinco mais e a ausência de Del Toro prova que Hollywood tem critérios demasiado políticos para distribuir as estatuetas.
Anyway, avaliações à parte. "Che, o argentino" é um filme que vale a pena. Independentemente das inclinações políticas de cada um. Aposto que a segunda parte também vale a pena. Porque conta com um ingrediente extraordinário: Benicio del Toro no seu melhor.
Um filme que valoriza a amizade entre um americano e um sírio não poderia ganhar um Oscar. Nem um. Richard Jenkins é um actor brilhante, mas teve azar. Entrou no melhor filme errado que se pode entrar. Concorreu com o actor Sean Penn (brilhante, como sempre) e com a máquina de marketing posta a funcionar para dar a Mickey Rourke um lugar que ele nunca deveria, sequer, ter tido a ousadia de sonhar. Tinha Brad Pitt e Frank Langella à sua frente. Richard Jenkins não é o tipo de actor que ganha Oscares. Richard Jenkins é um daqueles actores que desaparece nas personagens. Que já vimos em qualquer lado, cuja cara conhecemos, mas custa-nos lembrar o nome. E isso é, também (ou acima de tudo), o que faz um grande actor. E eu não sei se ele escolhe os bons filmes ou se são os filmes que ficam melhores com ele.
"I think that it is a good time for those who voted for the ban against gay marriage to sit and reflect and anticipate their great shame and the shame in their grandchildren's eyes if they continue that way of support."
Ontem contava no tempo a catrefada de anos cujos últimos domingos de cada Fevereiro foram passados em frente ao televisor, a ver a cerimónia dos Óscares. 17. Pois é, estou a caminhar para velha mas não é por isso que tenho mais juízo. Há de-zas-se-te anos consecutivos, trabalhe ou não no dia seguinte, lá estou eu plantada em frente ao aparelho a ver as estatuetas douradas a voar para as mãos dos "melhores". Foi no ano em que Sir Anthony Hopkins, Jodie Foster, Jonathan Demme, e o "Silence of the Lambs" de todos eles foram as surpresas da noite que comecei a ganhar o "bichinho". Durante este tempo todo uma coisa que me aborrecia de sobremaneira era a incapacidade que a Academia tinha de arranjar um apresentador à altura de Billy Cristal. Razão pela qual ele voltava de quando em vez. Falei mal da Whoopi, do Letterman, do Steve e quase cortei os pulsos quando vi o Chris Rock naquele papel. Baixei ligeiramente a guarda para Jon Stewart. Mas quem me apanhou totalmente de surpresa e me fez esquecer o Billy? Hugh Jackman, o one man show.
...ouve o que não quer. É o que diz o povo. O povo também diz que as opiniões são livres. Cada um tem a sua, e dá quando quer.
Porque todas as pessoas têm o direito de ter a sua opinião. Principalmente quando é para isso que lhe pagam. É o caso de Luís Miguel Oliveira, crítico de cinema do Ípsilon, suplemento do jornal Público. Antes de me alongar sobre a diarreia mental que tomou conta de LMO e lhe permitiu descontar raivas e frustrações em cima de Danny Boyle e do seu "Slumdog Millionaire", eu até era menina para subscrever as palavras de Sean Penn (que eu ia tomar a liberdade de dizer que é um grande actor, mas depois achei que tinha de perguntar ao LMO se pode ser assim) que afirmou, numa entrevista recente o seguinte: " My Critics Are 'Failed Actors, Like the Fox Anchors' Who Envy Me". Já Dustin Hoffman tinha dito algo bastante parecido, aqui há uns tempos. Ora o que LMO (ou qualquer outro crítico) acha ou deixa de achar de um ou outro filme nunca foi coisa para me afastar de uma sala de cinema. Se nem um bando de robocops de trazer por casa me demovem do objectivo de ir ver um filme, havia de ser um dos outros... O que me arrelia nas palavras que LMO tem para colocar umas à frente das outras daquela forma não é o facto de ele não ter gostado do filme. Está no seu direito. Há gente que para aparecer faz de tudo, inclusive ir contra a maré. Não somos carneiros, e gostos não se discutem. Mas escrever alarvidades do género:
[...] "Danny Boyle é daqueles cineastas que fazem preceder a discussão sobre o seu talento (nulo, diga-se de passagem) de uma discussão sobre a sua "visão do mundo"."
(...)
"Danny Boyle não conseguiu sentir mais do que o cheiro a merda. Cada um tem o nariz que tem."
"Slumdog Millionaire" está nomeado para 10 Óscares. A par disto, teve mais 26 nomeações e ganhou 42 prémios. Do público, da crítica, do meio cinematográfico. Tanta gente que não foi à Índia. Tanta gente que não sentiu aquele país como LMO acha ser capaz de sentir. Tanta gente a premiar a falta de talento diagnosticada por LMO... O problema de LMO não me parece ser o facto de ter uma opinião diferente do resto do Mundo (ele e um anónimo que comentou o seu texto de palminhas a bater). O problema de LMO também não me parece ser Danny Boyle. O problema de LMO parece ser aquele que afecta os críticos de que Sean Penn fala. E para isso não há remédio. É deixá-lo ter os tais 15 minutos de fama. Que estão prestes a ser substituídos pela grande penalidade do Porto x Benfica. Danny Boyle, esse? Continuará a receber aplausos de anónimos e não anónimos. E a borrifar-se para os LMO desta vida, certamente.
O filme tem o Philip Seymour Hoffman e a Meryl Streep.
Se alguma "Dúvida" houvesse, os nomes de cima bastavam para dissipá-la.
Im-pressionante!
Adorei. Pura e simplesmente. Danny Boyle volta a pôr sal em feridas que nós nem sonhamos haver (Só não peço já o Oscar porque ainda não vi o "Milk" nem o "Frost/Nixon").
Lamento desapontar os que ficam ansiosamente à espera de um post sobre futebol para me acusarem de ser básica. Troquei um Porto x Leixões por uma antestreia. No outro lado da rua. Lamento qualquer transtorno que possa causar. E prometo ir à bola em breve.
Se a melhor coisa num filme é a interpretação (fantástica) da Penélope Cruz, então há algo de muito errado com ele.
Há muito tempo que não gostava assim de um filme.
(E não deixa de ter piada chegar à bilheteira e dizer: "Quero dois bilhetes para a troca, por favor!")
Depois de ter visto "António, um rapaz de Lisboa", "Alice", alguns "HermanSic", alguns "Programa da Maria", quase todos os episódios d'"Os Contemporâneos" e "The Pillowman" este blog declara que o seu actor português preferido (com menos de 50 anos) é o Nuno Lopes.
Ainda por cima é giro.
Ah, só sabes falar mal de tudo.
Então e agora?
Ovacionávamos em pé e ininterruptamente um homem que, aos 99 anos mostra ainda energia e capacidade de criar. Podíamos brincar com a lentidão dos seus filmes, com as imagens paradas, com os argumentos pesados. Podíamos. Mas encheríamos sempre o peito de orgulho para dizer que Manoel de Oliveira, o realizador mais velho do Mundo no activo, é nosso. Que, a menos de 2 semanas de fazer 100 anos, ao frio de Novembro, vai filmar para a baixa de Lisboa cenas de exteriores. Que é preciso uma lucidez tremenda e uma vontade do tamanho do Mundo. E que nós, ainda que a custo, sabemos que Manoel de Oliveira nasceu na parte errada desse Mundo.


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