Segunda-feira, 14 de Março de 2011

O Piston, sabendo que eu sofro as agruras de já não ter o Lost ao pé de mim, enviou-me (achando ele que estava a fazer uma grande coisa), um e-mail com o seguinte título: "Vida depois do fim: o que estão os atores do Lost fazendo agora?". Mas o Piston é gajo e não sabe nada disto. O Piston não sabe que, depois do fim, não há vida. Não é uma questão de eu querer ou não saber o que é feito dos actores do Lost. Parece-me óbvio que, tal como os meus ex-namorados, os actores do Lost não têm vida depois do fim. Apareceram apenas e só quando começaram a gravar a série (ou a namorar comigo, depende do que quiserem ler neste post) e deixaram de existir para o mundo quando a série terminou (ou o namoro). Os actores do Lost não gravam outras séries. Ficam a chorar com saudades dos tempos que recordam como os mais felizes das suas vidas. O que vem após o Lost (após a Bad) é apenas e só a sombra daquilo que a vida pode ser, quando em todo o seu esplendor. Se, por necessidade extrema, os actores do Lost aceitarem fazer outras séries (ou...), serão sempre trabalhos menores e sem qualidade, que servem apenas e só para sobreviver. Os ex-namorados (ups!) actores do Lost terão sempre presente na cabeça que, por muitos anos que vivam, nunca conseguirão encontrar nenhum argumento que chegue, sequer, aos calcanhares do Lost. Que não foi a primeira. Que pode não ter sido a última. Mas foi A série.

 

Ah, mas e se um deles um dia ganhar um Oscar

É por caridade, claro.



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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Ele - Queres ir jantar fora?

Ela - Pode ser.

Ele - Onde queres ir?

Ela - Não foste tu a sugerir? Escolhe...

Ele - Está bem. O que é que te apetece?

Ela - Qualquer coisa ("nada em especial" também é muito usado). Surpreende-me (aka "estás f*did*").

Ele - Está bem. Então já sei. Ainda te vais arranjar?

Ela - Não estou bem?

Ele - Estás óptima. Mas como queres sempre arranjar-te quando vamos sair.

Ela - Sair? Pensei que só íamos jantar. Mas sim, vou-me arranjar.

Ele - Demoras muito?

Ela - O tempo que for preciso. Não posso sair contigo nesta figura. Não te vou deixar ficar mal.

(Nesta altura, meio caldo está entornado. Ela está uma pilha de nervos e ele está arrependido de ter sugerido o jantar fora.)

(Dez minutos)

(Vinte minutos)

(Trinta minutos)

(Regressa)

Ele - Estás pronta?

Ela - Não te pareço pronta?

Ele - Sim, estás óptima. Vamos?

Ela - Hum... hum...

Chegam ao restaurante.

 - É aqui que vamos jantar?

 - Sim.

 - Se eu soubesse que era para vir aqui não tinha estado a arranjar-me.

 - Mas tu adoras sushi.

 - Sim, mas hoje não me apetecia.

 - Então diz lá o que é que te apetece.

 - Deixa. Sushi está bem. O carro já está estacionado e está.

 - Mas podemos ir a outro sítio.

 - Deixa lá. Com esta conversa toda também já é tarde. Não dá para ir a outro sítio.

 

E minhas amigas, quem nunca fez uma destas, que atire a primeira pedra.

 



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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

A minha mãe, hoje, sobre o assunto:

 - Não eras tu que ficavas sempre acordada a ver isto?

 - Era... e sou.

 - Ainda ficas?

 - Sim, claro. Porque não havia de ficar?

 - Porque já és adulta?!?!

 

Pronto. Era isto.



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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

"Par de sapatos gigantes de Joana Vasconcelos vendidos por meio milhão de euros".

Antes de mais devo dizer que estou contra este título. Está bem que a moça não é elegante, esbelta e sim, é um bocado gordinha. Mas sapatos gigantes? Não havia necessidade... Agora ao que me trouxe aqui: acho um bocadinho disparatado que me acusem de gostar de sapatos caros, quando há sapatos de meio milhão de euros a circular por aí ( e não propriamente bonitos...)...



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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Não?

Não se preocupem. Hoje recebi um mail que nos vai ajudar.

O Hotel Moliceiro, em Aveiro, propõe "Momentos Unicos". Isso. Acentos para quê, criem o vosso próprio léxico...

"Quer impressionar o Seu Amor? Ofereça a Sensação de um presente único!"

Ora cá está. Já nem vou falar na merd@ das maiúsculas e das minúsculas atiradas para lá à sorte. Mas que c@r@lho é uma "sensação de um presente único?"

Passo a copiar e colar:

"São as pequenas extravagâncias que se fazem na vida, que nos fazem sentir vivos!

Não sei se é uma coisa minha, mas "extravagâncias" e "pequenas"  são palavras que não se juntam. Uma extravagância é uma coisa grande. Se for uma coisa pequena, é um miminho...
Viva o máximo do glamour e sofisticação numa pequena extravagância apaixonante:

"O máximo do glamour" Uau... Em grande. "Sofisticação"... Tsss! "Pequena extravagância" Gostamos tanto que tivemos de usar logo na frase seguinte.
Opção I :
Alojamento em atmosfera romântica; um condimento à base de mimos e pormenores, para que se deixe levar pela paixão. Um ambiente de romance que irá permanecer na memória de ambos é a nossa proposta.
Celebre com a pessoa Amada(o) de forma especial.

Toda a gente sabe que "Pessoa Amada" tem um masculino. É a Pessoa Amado.


Opção I :
1 noites de Alojamento em Quarto Duplo em Atmosfera Romântica. Boa. Alojamento em duplo, que é romântico. E é um quarto que fica em atmosfera romântica. Tudo em maiúsculas. e toda a gente sabe que 1 é plural. Uma noites.
Bebida de Boas Vindas (Cocktail S. Valentim) servido no Bar Moliceiro Boa
Musica de Piano/Guitarra ao Vivo no Bar Maiúsculas, maiúsculas...
Serviço de Espumante, Morangos  e Chocolates no quarto
Pérolas, velas, sais de banho e pétalas a criar a atmosfera Caso não saibam porque é que eles estão lá... e pérolas as in bolas chinesas?
Serviço de Chá com Biscoitos no quarto ao final da tarde Bis coitos. É uma coisa que faz falta no São Valentim.
Poesia Romântica Nem quero saber. Alguém lê para o casal? É uma poesia? Um livro?
Pequeno-almoço buffet (07:30/11:00h) no Bar Moliceiro ou no quarto a pedido (taxa não incluída).
Oferta lembrança Despedida Despedida com letra maiúscula, ide com o c@r@lho.
Late Check-out (14:00h)    ----   Valor  € sob consulta  www.hotelmoliceiro.com E qual o objectivo de mandar mails com promoções às pessoas? Isso, elas verem no site quanto custa. Vamos agora fazer um mailing com um pacote romântico e dizer o preço, queres cá ver?... A taxa lá de cima, que não está incluída, não está incluída num preço que nós não dizemos a ninguém. É segredo.

Jantar Romântico com a envolvência de Duo / Trio de Violino, Piano e Guitarra. O que é um duo/ trio? E o que será isso da "envolvência"?

Claro que há mais. Mas ia eu perder mais tempo com isso? Só me choca (e muito), que toda a gente ache que é capaz de comunicar com os outros. Mete umas letras a vermelho, usa umas maiúsculas, cospe na língua portuguesa, insulta a inteligência dos destinatários do e-mail, e pronto. É muito triste.



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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

A H&M e eu não fomos feitas uma para a outra.

Nada. Nada me agrada.

 

Ah, e tal, a pindérica deve achar que só pode comprar roupas da Massimo Dutti para cima.

É mais ou menos isso. Obrigada e boa noite.



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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

O Facebook sugere-me que fique fã do novo programa dos Gato Fedorento, "Esmiúça os Sufrágios". Tendo em conta que a estreia está marcada para dia 14 de Setembro, parece-me um bocado estúpido ficar já fã do programa. Principalmente depois da pouca qualidade dos últimos programas. É parecido com passar um cheque em branco a alguém que não tem o vício do jogo, mas que não diz "não" a uma jogatina a dinheiro...

Não contem comigo. Pelo menos até dia 14.



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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

 

 

Uma das poucas coisas que me dá gozo numa ida ao supermercado é a passagem pelo corredor dedicado à higiene feminina. Não raras vezes, arrojados machos vagueiam por lá, expressões mistas de inquietação e incerteza:

 - Quem sou eu? O que faço aqui? Que tamanho levo?

Os ares são comprometidos. Fazem carantonhas de hesitação, como se precisassem de mostrar ao mundo que não fazem ideia do que estão ali a fazer.

Em alguns casos tentam dissipar as dúvidas que os assolam com a ajuda de qualquer “transeunte” que preencha os requisitos mínimos: tenha ovários.

E lá vêm, prenhes de explicações:

 - Desculpe, fiquei de comprar pensos para a minha mulher, mas ela não me disse quais são. E há aqui tanta coisa...

Não vale a pena tentar a explicação óbvia de que cada caso é um caso. Eles não vão entender. É bicho que sangra durante cinco dias e não morre, há-de ser farinha do mesmo saco. Se quiserem abreviar a coisa, nada como pedir ajuda para escolher os preservativos lá para casa. Se quiserem ser aprazíveis... não sei, nunca fui.

Depois há aqueles que pegam no telefone e começam:

 - Estou, querida? Estou aqui na secção de pensos higiénicos e não sei o que é que tu queres. Tem aqui Ausónia e Evax e em pequeno, e grande, e com alas, e sem alas, e de noite, e diários. Quais são os pensos higiénicos que tu queres? 

E ainda há os outros que sim, sabem quais são (afinal estão no armário da casa de banho, que eles abrem constantemente), os arrancam das prateleiras e os atiram para o carro das compras como se fossem o Michael Jordan a marcar os 3 pontos decisivos numa final da NBA (percebo coisa nenhuma de basquete, pelo que aquilo que está escrito aqui atrás pode não fazer sentido algum) e correm corredor afora como se a vida deles dependesse disso.

 

Depois há a passagem pela caixa. A colocação estratégica dos pacotes no meio dos cereais, barricados entre uma embalagem de Special K e outra de Corn Flakes.

Ainda antes de chegar ao carro, o homem portador de um ou mais pacotes de pensos higiénicos já disse mal da sua vida, já insultou a mulher que lhe encomendou tão penosa empreitada, e ainda teve tempo para um suspiro. De nostalgia. Do tempo em que aquela fêmea vil não fazia parte da sua vida. Ainda que, em certas ocasiões, tivesse fantasiado com ela (ou com outra), enquanto tentava fazer fogo de forma primitiva...



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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Sobre os vestidos que passaram pelo tapete vermelho já muito se disse, desde ontem.

Sobre o apresentador da cerimónia também, principalmente desde que foi eleito o mais sexy do mundo.

E eu até acho que ele é giro, bom, cheio de talento e tudo e tudo. Agora o que me faria pôr um vestido (da Zara, que fosse) e atravessar aquele tapete (a girl can dream) não era a estátua. Nem a festa. Nem o homem mais sexy do mundo. Eram, isso sim, as mãos do homem mais sexy do mundo. Só o homem mais sexy do mundo é que tem mãos assim?

E logo eu, que nem sabia que tinha uma paranóia reprimida por mãos...



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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Fazemos uma "dream team"!



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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Se um homem a pingar suor e com cheiro a cavalo corre na minha direcção, eu afasto-me. Esse homem até pode ser uma estrela da música. O suor até pode ser de estar há quase uma horinha aos saltos no palco. Couldn't care less. Há uma coisa que o tempo e a experiência me ensinaram: que não gosto de homens a cheirar a cavalo (ainda que sejam animais de palco) e que quando um cantor decide saltar do palco e invadir a plateia, há sempre uns quatro ou cinco mastodontes, a.k.a "seguranças", com cotovelos mais ágeis que os do Federer, atrás dele.

E já não tenho idade nem paciência para o semelhante. Por isso foi ver-me inverter o sentido de quase todo o resto da assistência, ao saltar para trás às duas passagens de Ricky Wilson por mim.

O concerto? Booooommmm.



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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

 

Se eu ganhasse 10 euros por cada conhecido que acha que este ou aquele post lhe diz respeito, já só calçava Prada.

E se eu ganhasse 20 euros por cada conhecido que acha que este post lhe diz respeito, eu ia comprar esses Prada a Milão. O mais admirável é que o post em questão refere especificamente uma pessoa, coisa não muito habitual neste blog. Ainda assim, os aspirantes a Sá Pessoa que me rodeiam conseguem entrever numa ou noutra frase uma clara alusão às suas passagens pela cozinha, e afiançam que estão lá mencionados, ainda que de uma forma subliminar. E porque é que isto me amofina? Primeiro porque estou com TPM, e só por haver oxigénio na atmosfera eu já me passo. Segundo porque estas pessoas parecem achar que o Mundo gira à volta delas. E é esta falta de contacto com a realidade que me choca. Então se o Mundo gira à minha volta, como é que eles podem sequer conceber que também pode girar à volta deles?



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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

 

Eu nem sequer comento o mau tom que é o facto de os meus amigos acharem por bem cederem a perfeitos estranhos o meu número de telemóvel, sem sequer me consultarem. Não vou também mencionar (estarei a fazê-lo?) que o fazem para obter um desconto numa coisa qualquer, nem que isso signifique que eu vou ter um(a) vendedor(a) à perna durante semanas... 

 

 

Mas não posso deixar passar em branco o facto de me conhecerem tão mal, que lhes parece interessante deixar o meu contacto num ginásio.

Um ginásio?

Estão todos parvos?

Mas alguma vez me viram num ginásio?

Alguma vez eu mostrei desejo ou vontade de integrar a lista de clientes de um ginásio?

Tivemos, porventura, algum diálogo sobre exercício físico em que eu não tivesse deixado bem claro que ski e sexo são os únicos exercícios que eu considero viáveis na minha vida?

 

Haja paciência, já que o respeito, ao que parece, foi com os porcos!



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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

 

Hoje não fui ao Dragão. Com as prioridades completamente baralhadas, decidi abdicar do meu lugar gelado no estádio, e celebrar em directo o aniversário da Bad Mum. Deu no que deu. No próximo ano é bom que ela não faça anos em dia de jogo. Odiaria ter de lhe dar um grande desgosto..



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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

 

Que já é justo começarem a contar comigo no "payroll".

Obrigada e boa noite.



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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

 

Mais uma ida ao Dragão, mais uma vitória.

O meu tira-teimas será no jogo com o Arsenal.

Se o Porto conseguir (o quase milagre de) ganhar ao Arsenal, será apenas e só porque eu vou ao Dragão (parece-me que chega para provar cientificamente as minhas capacidades). A partir dessa data tenho muita pena, mas vou começar a cobrar. A crise está para todos, e a história do amor à camisola acabou quando o João Pinto (aquele do pé mais à mão) arrumou as chuteiras. Até porque me será muito mais fácil ter amor a uma camisola Roberto Cavalli que eu vi ontem... e essa custa (algum) dinheiro.

 



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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Há muito que não punha aqui nenhuma foto minha. Não está brilhante, é certo, mas é de Turim.

 

Um destes dias entrei no meu carro, providencialmente estacionado ao pé do burgo, e logo um outro carro pára ali ao lado. O jovem que o conduzia gesticulava freneticamente para eu baixar o vidro do lado do passageiro. Não fosse o carro estar a arder ou coisa que o valha, lá baixei eu o vidro para ouvir o que o moço tinha para me dizer. E pergunta-me ele:

 - Desculpe, viu-me?

Na minha cabeça, uma roda viva dos últimos minutos. Check list: pisei-o? Fui contra ele? Insultei-o? Não, não me parece.

 - Ah?

 - Se reparou em mim...

Eu juro que não estava a entender. A boca dele estava a mexer-se e aos meus ouvidos chegavam aquelas palavras. Mas algo devia estar a perder-se pelo caminho, porque aquilo não estava a chegar em condições ao aparelho auditivo. Isso aceitava-se. Eu estava doente. E o dito aparelho completamente desregulado.

E lá vou eu de dizer:

 - Não estou a entender nada...

Então ele explicou:

 - Eu tinha o carro estacionado atrás do seu. Mas estava distraído e, quando cheguei aqui tentei abrir o seu carro. E, como se estava a aproximar, pensei que pudesse ter reparado...

 - Não...

 

Esta inovadora técnica de engate é boa. Muito boa. Por mim, peca apenas por uma coisa: ter um carro igual ao meu é meio caminho andado para o tal moço se tornar desinteressante. E com uma bomba ele não pode dizer que se enganou no carro. Porque isso seria um bocado estúpido. Enfim, lá chegamos nós a mais um beco sem saída...



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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Não.... isso é para os locais. Eu padeço, as we speak, de uma coisa muito mais à frente: Influenza. Pode dar febre, nariz e ouvidos entupidos, espirros e dores no corpo, tal qual as outras. Pode ser igualzinha a todas as gripes que se apanham por aí. Mas não deixa de vir de Milão. Porque ser-se posh também é como no casamento: na saúde e na doença...



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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

 

Eu já devia saber. Se há a mais pequena possibilidade de meter água, lá estarei eu para ter a certeza que a coisa se realiza.

Aprendi com aquela vez que disse: “Foi o jantar mais mal (não pior...) organizado em que estive nos últimos tempos!” e me responderam: “Foi o meu melhor amigo que organizou…”. Não, não me parece que tenha aprendido. E aprendi alguma coisa naquela vez que disse: “Dá-me já uma faca para eu cortar os pulsos. Mas não é accross the street, é down the road. E mergulhado em água…” e ouvi: “O meu irmão morreu assim…”. Não, não aprendi. Nada de nada. Tábua rasa das experiencias passadas. Por isso hoje, a caminho do jantar, quando o passageiro de um BMW todo XPTO mete a cabeça de fora e pede em italiano ao condutor que acabava de estacionar o seu C2 para chegar mais para trás, para o amigo poder também estacionar, porque raio fui eu dizer, alto e em bom som, no meu melhor português:

“Oh meu querido, que aselhice, cabia aí um camião!”

Será tão surpreendente assim que do lugar do condutor tenha espreitado um senhor (com muito bom aspecto), que me returque em português do Brasil:

“Se você acha que consegue, vem você colocar o carro naquele lugar!...”

E eu gelei?

Gelei sim senhor. Porque ele era (muito) giro. Porque eu tinha sido apanhada mais uma vez a dizer um disparate. E porque, convenhamos, eu não sou uma condutora brilhante. E estacionar é o que faço (ainda) pior. As meninas que estavam comigo desataram à gargalhada, enquanto ele explicava o desafio ao passageiro do carro. Também ele giro, mas com cerca de metade do encanto.

Eu sorri. E ele continuou:

“Então? Não vem não? Falar é fácil…”

E seja o que Deus quiser, ontem até andei às voltinhas em cima do touro, talvez a minha sorte esteja a chegar, lá lhe respondi:

“Bem, ajoelhei, agora vou ter de rezar, né? E se eu fugir com o carro?”

“Suas amigas ficam de garantia.”

De repente aquele espaço para estacionar pareceu-me mínimo. Eu própria estava pequenina. Onde é que estava o gajo do C2 quando eu precisava dele?

 

Pois vou-vos dizer que o santo do touro fez o trabalho dele. À primeira. Não foi à segunda, não foi preciso rearranjar o carro no lugar, nem sequer foi preciso dar toques à frente e atrás. Estupidamente o carro encaixou ali como se de uma peça de puzzle se tratasse. E lá sai eu, cheia de moral. Olho para ele e digo:

“Se precisar de ajuda para tirar o carro do lugar, eu vou estar a jantar ali naquele restaurante!”

E não é que eles também?

 

Agora não conto mais nada. Há mais. Mas tendo em conta que me levantei às seis da manhã e são aqui quase duas, vou mas é dormir.

 



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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

 

 

Caro Sr. Agente,

Eu compreendo: viu o bólide da Bad mesmo à frente dos seus incrédulos olhinhos e aqui-vai-disto, vou já deixar-lhe aqui um recadinho. Também aceito com alguma leveza que só tivesse o bloco das multas para me escrever o seu nome. E assim como assim já lá estava o seu contacto do trabalho... Isso tudo é muito lindo e não nos vamos agora chatear por ninharias... Agora, francamente, TRINTA EUROS? Fod@-se! Se o Redford que é o Redford pagou um milhão....

Lamento, mas não aceito. Pode ficar com o seu papel e os seus 30 euros. Daqui não leva nada!

 

E hoje, que cheguei pornograficamente cedo ao Burgo tive direito a prémio. O Universo foi claro: chegar cedo só prejudica. Devidamente anotado.



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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Era uma vez uma menina que, como todas as outras meninas, gostava de sapatos. Bem, como todas as outras meninas não. Havia meninas que gostavam de andar descalças. Outras ainda, ela sabia bem, preferiam crocs. Mas havia muitas que, tal como ela, queriam sapatos. Ela tinha amigas que não eram admiradoras de sapatos, mas precisavam deles. Algumas escolhiam os sapatos porque estes lhes podiam proporcionar um andar confortável. Outras andavam com sapatos de que não gostavam. Mas a marca dava-lhes um estatuto do qual elas não queriam abdicar. Havia também outras que escolhiam os sapatos à toa, sem olhar muito para eles, só para os colocar a seus pés. Duas voltas e já estavam gastos, perdiam a piada, eram mandados para um canto. Até ao dia em que se lembravam, por acaso, deles, e os iam buscar outra vez. Mas esta menina não. Esta menina gostava de sapatos. Lamentavelmente tinha um gosto estupidamente caro no que toca a sapatos. Não é que a sua bolsa não lhe permitisse adquirir tais exemplares que tanto lhe agradavam. O problema era que, para perder a cabeça e levar um par de Jimmy Choos para casa, a menina teria de abdicar de algumas coisas. E não, ela não estava disposta a fazer o mais pequeno sacrifício para os ter só para si. As suas amigas, na sua maioria, não entendiam. Ou porque o salto era alto, ou porque eram demasiado caros. Ou até porque havia uns, mesmo muito parecidos, na montra da Zara. Está bem, o material não era o mesmo, e não eram exactamente iguais, mas passavam muito bem. Mas a menina não cedia. Eram aqueles ou nenhuns. Por causa de um detalhe que mais ninguém via, um laço, uma pitada de cor, o formato do salto... Eram aqueles. Os sapatos ideais para os seus pés. E o que é que ela estava disposta a fazer para ter aqueles sapatos? Nada. Absolutamente nada. Se os sapatos viessem ter com ela, tudo bem. Mas não ia privar-se de nada para ter o que queria. Incoerente? Talvez. A menina nunca foi muito conhecida pela sua coerência. Experimentava-os semana sim, semana não. Imaginava-se com eles a combinar com este ou aquele vestido, a ir a este ou àquele lugar. E, quando na loja lhe perguntavam gentilmente "vai levar?", ela olhava com angústia para os sapatos e repetia, a meia voz "hoje não". Tanto desejou aqueles sapatos que nada faziam para irem ter com ela, que ficou cansada de não os ter. Nunca se imaginou a calçar uns sapatos até ao último dos seus dias, por muito que pensasse que, se quisesse uns sapatos para a acompanhar sempre, estes seriam os seus sapatos ideais. Passada a estação, uma nova oportunidade surge, quando os sapatos descem o seu preço para metade. São os mesmos. Aqueles que ela experimentou incansavelmente. Agora que é mais fácil para ela tê-los, já não os consegue ver com a mesma vontade. São os mesmos, mas parecem já não combinar com o guarda-roupa. Já não lhe parecem confortáveis. Os saltos, que ao princípio pareciam dar-lhes toda a piada, agora tornavam a ideia de os calçar penosa. Sim, talvez os pudesse usar com um ou outro fato. Mas havia ali umas cores que eram capazes de prender muito. Porém, a principal razão para estes sapatos serem relegados para segundo plano não é o nunca terem saído daquela loja num saco rumo à casa da menina. Nem o salto, que agora parece desconfortável ou o laço, que agora parece piroso. Não. A maior razão para a menina já não gostar tanto daqueles sapatos é o facto de terem chegado uns botins fabulosos à loja. Lindos. Marcantes. Que faz os sapatos da estação passada parecerem desinteressantes. E ocos. Por vezes vai lembrar-se deles. E pensar que eles podiam ir bem com aquele vestido. Depois lembra-se novamente dos botins. Mas ainda não vai ser desta. Talvez venha a haver um dia em que ela vai perder a cabeça e irá levar um par de Jimmy Choos para casa... Até lá...

Na imagem os botins "Erica", de Jimmy Choo. O preço é £ 795,00 e eu calço o 37. Grata.


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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Enquanto houver pessoas a levantarem-se da mesa para ir fumar, não aceito críticas de quem não acha bem que eu me levante para ir espreitar o resultado do Benfica - Porto. Ou de outro jogo qualquer. Vícios são como os gostos. Não se discutem.


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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Como é que um anormal que passa uma noite a jantar num restaurante japonês chega à altura da sobremesa, disseca a lista, olha surpreendido para o empregado e pergunta:
- Não tem brigadeiro?
OBVIAMENTE a resposta foi negativa. E então, o que é que ele escolheu? A tipicamente japonesa tarte de maçã. Quando escolherem ficar no "teppan yaki" não deixem o melhor de fora: ouvir o que os outros têm para dizer. Tem a sua graça.


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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Por muito que a mãe ache piroso, por muito que os colegas de trabalho se riam, por muitas chamadas que eu perca pela incapacidade física de ouvir música proveniente de um PDA que está dentro de uma bolsa, que está dentro da carteira, todas as pessoas que me ligam com alguma frequência (ou outras que eu acho que devem) têm uma música própria no meu telemóvel.
Já ninguém estranha cá em casa (vulgo casa dos pais, que tem sido o meu poiso nesta baixa) ouvir uma música ou outra. Até já alinham na "adivinhação" do autor da chamada: Já sabem que a música dominicana bem pirosa que grita: "De rodillas te pido, te ruego, te digo..." corresponde à J., que "Rehab" toca incessantemente pois é dessa forma que precisam de falar comigo no Burgo, que a "Velha Infância" é do meu melhor amigo, até suspeitam quem é que toca com: "Don't you wish your girlfriend was hot like me.", e por ai fora. Hoje, contudo, foram apanhados de surpresa quando, ao jantar, o grito foi: "One way, or another, I'm gonna find you, I'm gonna get you, get you, get you, get you...".
Surpreso pela novidade do toque, o meu irmão lá me diz, cara de gozo:
- Não atendes?
- Não me apetece.
- Mas a música diz...
- Eu sei o que a música diz. Mas hoje não é esse dia.
Porque às vezes perco a vontade. Só por isso.


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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
... que eu percebo que ainda estou aqui para as curvas.
Mais de quinze anos depois de ter metido as mãos num deles pela última vez, pego no presente revivalista da criança, ponho-o na cintura, e vai de rodar como se não houvesse amanhã. E foram voltas e mais voltas, que isto é como andar de bicicleta: quem tem jogo de cintura, não esquece como dar a volta ao "Hula-Hoop". Talvez tenha passado ao lado de uma bela carreira no circo...

[Era suposto eu ter ficado assim tão orgulhosa?]


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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Há uns tempos atrás o meu amigo C. e eu discutíamos esta coisa dos anonimatos nos vencedores do Euromilhões. Ele dizia que era prudente as pessoas manterem o anonimato para prevenir sequestros de familiares e amigos:
- Imagina que te saía o Euromilhões e alguém me raptava. Tu pagavas?
Se hesitar, imaginando o meu melhor amigo nas mãos de uns raptores cheios de más intenções, respondo de imediato:
- Claro que sim.
Ele mostrou-se em choque. E a única coisa que conseguiu dizer foi:
- Foste demasiado rápida. Essa certeza toda deixou-me preocupado...
****
Ontem o Stusssy (que casa no Sábado) levantou-se da mesa de almoço e disse que ia fazer o Euromilhões. E eu perguntei:
- Se te saísse o Euromilhões na Sexta, casavas na mesma no Sábado?
É certo que foram apenas uns cinco segundos. Mas ele parou para pensar antes de dizer "sim"...
Certezas diferentes? Tempos diferentes? Prioridades diferentes?
Sei lá. Só sei que aquela hesitação me cheirou... a hesitação.


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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

... é aquela que eu tenho de guardar guarda-chuvas na mala do carro. Já não me basta que haja um quase dilúvio para eu pensar sequer em usar um, e ainda por cima ele nunca está à mão...


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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

A começar hoje e a terminar sabe-se lá quando (quando me passar o raio da mania!), o meu msn aparece com uma movie quote famosa. Eis a de hoje.


Mais um com a chancela de Bad Girl
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Canalha. Infantários. Convívio. Piolhos. Pronto. A ordem foi mais ou menos essa. O meu irmão liga para casa dos meus pais, a avisar que a Bad Sobrinha podia ter piolhos. Aparentemente um dos miúdos lá do infantário levou estes simpáticos animais a passear para o pé dos amiguinhos. Aflitas, as educadoras trataram de avisar os pais das crianças, para evitar a propagação. Por sua vez, os pais decidiram avisar todas as pessoas que haviam convivido com a criança nos últimos tempos. E a coisa aconteceu da seguinte forma:
Bad Mum - Bad, o teu irmão ligou a avisar que no infantário da tua sobrinha andava por lá um miúdo com piolhos.
Bad lembra-se que tomou conta de sobrinha dois dias antes. Dormiram as duas juntas, cabecinha com cabecinha. Como um hipocondríaco ao pé de uma dor de cabeça, as mãos dirigiram-se à cabeça para exterminar uma comichão repentina.
Bad - Oh, mãe. Estou cheia de comichão. Queres ver que eu tenho piolhos?
Bad Mum e Bad Dad riem-se em uníssono:
Bad Dad - Deixa-te lá dessas coisas. Se falamos de pulgas, tu coças-te. Se é de piolhos, tu coças-te... és é impressionável.
Bad - Oh mãe, oh mãe, vê lá a minha cabeça a ver se eu tenho piolhos!!!! (sim, isto aconteceu há pouco tempo, não há justificação para o comportamento ligeiramente infantil)
Bad Mum sabe que não vale a pena argumentar, e começa a verificar cada milímetro de couro cabeludo na minha cabeça. E as más notícias não tardaram:
Bad Mum - Oh filha, tu piolhos não tens. Mas tens muitas brancas. Olha lá para isto.
Bad Dad intervém:
- Oh mulher, mas tu queres arranjar um problema ainda maior? É que isso dos piolhos saía com champô. Mas as brancas... Isso é coisa para a pôr uns anos no Psiquiatra.
Bem vindos à minha família: aquela que diz tudo que lhe dá na real gana, que ironiza com os males dos outros e que, ainda por cima, tem toda a noção da realidade. Quem sai aos seus...


Mais um com a chancela de Bad Girl
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Irritam-me as resoluções para os novos anos. Normalmente são demasiadas, algumas vezes descabidas, e são sempre esquecidas no correr apressado dos 365 dias (366, desta vez). Nesta viragem do ano, contudo, combinamos entre todos determinar uma só resolução. Para levar a sério. Que seja possível. E que não deve ser esquecida durante o ano que começa agora. E eu lá fiz a minha. Não a contra gosto, que isso é coisa que eu não faço. Ou (para ser mais exacta) verbalizei apenas uma decisão que havia tomado. Para 2008, para 2009, para amanhã, para a semana, para o mês que vem...

A partir de agora importa-me fazer um esforço para não achar que 10% de tudo é diferente de 100% de nada. Na vida, ao contrário da matemática, 1+1 não são 2.

E que 2008 seja um grande ano para todos, cheio de 100%s de tudo o que quisermos.

Verbalizada em público pela primeira vez na Stephansplatz, no último suspiro de 2007, e escrita para não ser esquecida aqui, já de volta a casa.


Mais um com a chancela de Bad Girl
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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!
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