Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Olhei para ele, ali, sem máscara, finalmente. Irónica a data que escolheu para me contemplar com a verdade, para deixar cair a máscara, para se revelar. A pena era tanta, que nem sequer consegui sentir raiva. A raiva que eu queria sentir. Que eu devia sentir. Mas que eu, acima de tudo, tinha o direito de sentir. Mas sentimentos foi coisa que eu deixei de ter por esse mascarado há muito tempo. Mesmo antes de se revelar, o valor que tinha na minha vida era nulo. Depois de se revelar, tudo se tornou claro, mas ao mesmo tempo feio, opaco, ébrio, doentio, triste. O que podia ter sido mágico, belo, uma fábula, não passou de uma história mal contada, uma mise en scène miserável e desenquadrada. Acabaram-se os fingimentos, o faz-de-conta, os anonimatos. O frente-a-frente não passou de uma desilusão para quem já não se ilude com nada... Au revoir!Quando este comercial passava na TV, eu, como ainda devia ter uns 14 ou 15 anos e tinha de me deitar cedo, deixava o vídeo a gravar, porque este só dava no intervalo de um dos últimos programas, já bem tarde...
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!