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Ontem, aproveitando a liberdade condicional da Butterfly, que despachou o marido para a Coreia por duas semanas, eis-nos preparadas para uma girls night. Cinema, jantar, e saída.
Chegamos à margem de lá para ir a um simpático bar marroquino ao qual eu tinha ido apenas duas vezes (gosto pouco dos espaços da Ribeira do Porto). Lá chegadas, damos imediatamente de caras com o J., que eu já não via para aí há seis meses. Estranho não deixa de ser o facto de ele me ter mandado um sms nessa tarde...
O J. levanta-se (a muito custo, devo dizer, à conta do carregamento de Super Bock que estava em cima da mesa...), e diz-me logo:
- Bem, sentas-te aqui e tens montes de material para o teu blog.
** Os meus amigos que sabem do Blog acham várias coisas: a primeira é que a vida deles tem de passar por aqui - às vezes a coisa não tem assim tanto interesse, mas e explicar-lhes???; a segunda é que eles acham eu devo ser uma espécie de Carrie Bradshaw da Blogosfera, que tenho o poder de falar sobre a vida deles de uma forma tão excitante que eles próprios se entusiasmam de uma forma diferente com as suas vivências...**
- Não, não me parece, queremos ir lá para dentro. (Tradução: os teus amigos não são giros q.b.). E tu, não me digas que estás de carro... (eu e o meu sentido maternal...)
- Não, vêem-me buscar. Tenho tanta coisa para te contar para tu pores no teu blog...
- E porque é que não pões no teu?
- Porque eu quero ver escrito por ti. Tem mais graça...
** OK, ele estava "ligeiramente" embriagado. Aproveito também a oportunidade para descrever o J.: o J. é um bon vivan quarentão que sofre de síndrome do Peter Pan em estado crónico... sem qualquer possibilidade de cura. Acho que é suficiente para o que vou contar hoje.**
- Então e fazes-me um briefing?
- Pronto, conto-te só uma coisa: arranjei duas namoradas em dois dias! Uma delas é que me vem aí buscar.
Típico.
- E então?
Entretanto fomos para a nossa mesa lá dentro, e ele acompanhou-nos. Exactamente nessa altura chega-lhe uma sms. Era ela, a dizer que estava a chegar. Ele sentou-se connosco, e mandou vir outra cerveja. Eu ri-me. Se fosse comigo não ia achar grande graça, mas a nossa perspectiva das coisas muda consoante a posição que ocupamos...
Chega a cerveja, e chega uma chamada, a dizer que tinha chegado. Ele responde que está lá em dez minutos e acende um cigarro.
- Mas então conta lá, como é que tu geres as duas namoradas...
- Olha, para começar, ainda não fui para a cama com nenhuma. A esta já dei beijos na boca, à outra nem isso.
Não estou a acreditar que estou a ouvir isto... adiante...
- Estás muito adolescente, estou a ver... e há quanto tempo dura isso?
- Uma conheci na segunda e outra na terça. Não são minhas namoradas. Elas querem que eu seja namorado delas... Queres ver as mensagens que elas me mandam?
Mas que tipo de cusca é que tu achas que eu sou? Daquelas que canibalizam a vida dos amigos enquanto as miúdas acreditam que eles estão apaixonados por elas, e depois colo tudo no Blog? Achas? Pois, conheces-me, mostra lá... Mais uma oportunidade para dizer que se fossem as minhas mensagens a ser mostradas eu não ia achar grande piada, mas enfim...
Realmente as mensagens eram um tanto lamechas... E pergunto eu, na minha "inocência":
- Mas como é que pretendes gerir as duas (já que uma adiou as férias para estar com ele e a outra está por cá), afinal?
Ele pede outra cerveja, acende um cigarro, atende o telefone de alguém que está farto de esperar, diz que demora dois minutos, e responde-me:
- Simples: uma é branca e a outra é morena. Quando quiser estar com a morena digo que vou para a praia, a outra não tem ar de quem goste de praia...
?????????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!????????????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!?????????????
Bem, ele lá deve saber...
- Olha lá, e não te vais embora? Se me estivesses a dar uma seca assim chegavas ali e só vias o lugar...
- Deves.
Pronto, tá bem, se tu achas...
- E não vais parar de beber cerveja?
- Se queres que te diga, eu nem gosto de cerveja.
- Eu sei. Por isso é que estás a tentar acabar com o stock. Odeias tanto que queres acabar com todas do Mundo...
E lá foi ele, ter com 50% da sua vida afectiva. Não sem antes dizer:
- Vou comprar um carro novo e tu vais ser a primeira garina (OK, não ligues, ele bebeu) a andar nele...
Pois, por muitas namoradas que se tenha, as amigas estão sempre primeiro...
Eu não julgo os meus amigos. Limito-me a aprender com eles... É sempre importante ver as coisas do lado de cá, para tentarmos estar o menor número de vezes possível do lado de lá. E aguardar que nos contem as tão interessantes coisas para pormos no Blog...

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Bad dog já tem casa...

por Bad Girl, em 22.08.07

... e nome!
Ainda envergonhados pela última visita à minha casa, que culminou numa alça desprendida de um corpete caro, os pais do E. aceitaram novo convite para vir jantar cá a casa. Aposto que a L. e o T. acharam que eu me tinha arrependido de não ter posto o corpete na conta deles. Mas não. Eu guardo sempre os trunfos nas mangas, para um dia mais tarde. Há-de sempre haver qualquer coisa à qual eu preciso que não me digam "não". Eis que é chegada a hora. Apesar de o resto do "Gang da lingerie" não estar, não depositei a minha confiança no pequeno vândalo, e tranquei a minha lingerie num sítio seguro, não fosse o diabo tecê-las (ou o diabrete estragá-la). Se o pirralho quer vestir lingerie cara, que experimente vestir a da mãe. Aqui a "tia" já deu para esse peditório.

Plano:
Eles chegam cá a casa, o puto maravilha-se com o cão, eu insinuo que eles, tendo uma vivenda com jardim podiam ficar com ele, eles refutam a ideia, debatem-se, eu tenho o puto do meu lado, ainda menciono en passant a história do corpete, e eles acabam por ceder.
Claro que o bicho ia mostrar-se renitente em sair daqui de casa, afinal eu sou a sua rainha, mas em dois ou três dias esquecia-me e tinha alguém para brincar, espaço, condições...

As coisas correram um bocadinho ao lado. Ou seja, pelo melhor. O puto ficou histérico com o cão. Mal eu disse que tinha de lhe arranjar um lar, o T. saltou da cadeira e disse que queria, que queria. A L. hesitou, mas eram os seus dois homens a pedir. O cão, que agora se chama Rudolfo (eu baptizei, na qualidade de madrinha), ainda olhou para mim com ar triste, à saída. O E. segurava-o nos braços, num misto de incredulidade e medo que eu me arrependesse. Eu sabia que não me podia arrepender. Há separações que são inevitáveis. Já sei que ele se portou bem no carro, e começou a fazer o reconhecimento à casa toda mal chegou. O E. não o larga, o T. está mais excitado que o pequenito, e a L. acomodou-se alegremente à ideia. O Rudolfo, esse, vai ter uma vida feliz. E já no próximo Sábado vai contar com uma visita da sua magnífica heroína. Presumo que as minhas saudades são mais do que as dele. Já estava a habituar-me a tê-lo por cá.
Agora vou confiar-vos um segredo: anda ali um gatinho no jardim que ainda vem parar cá a casa. Bad a salvar o Mundo, um animal de cada vez...

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(...)

por Bad Girl, em 21.08.07
Cinco administradores do Hospital Pedro Hispano optaram por ceder o direito de terem carros de serviço, no valor total de € 175.000,00 em prol da compra de equipamento necessário para a unidade de neurocirurgia do hospital que administram.
Este blog não fala só mal das coisas e das pessoas. Principalmente quando as suas demonstrações de carácter e altruísmo falam por si. Não tenho tendência só para falar mal das coisas que considero que estão mal neste jardim à beira mar plantado. Por muito que tantos achem o contrário.
Acredito que é por isto que alguém, em certa altura da sua vida, opta por ser médico. Altruísmo, dedicação, amor pelo próximo, generosidade. Acredito também que, a meio da viagem, na maior parte das vezes, se desviam deste caminho e perdem-se entre as horas excessivas de trabalho, os turnos sobrecarregados, o aspecto financeiro da carreira. É bom saber que ainda há pessoas assim. E este equipamento é extremamente importante. Está à altura de muitas das melhores unidades neurológicas da Europa. Portugal não é um País mau. Porque o País somos nós que o fazemos. E um bocadinho deste País são o Dr. Nuno Marujão e os cinco administradores do Pedro Hispano. E esse bocadinho (como outros) é bom.

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Eu, Bad, me confesso

por Bad Girl, em 21.08.07
Para todos aqueles que dizem que eu sou radical, fundamentalista, e só vejo o FCP à frente, eu admito: gosto do Camacho.
Não, não há aqui nenhuma preparação para um trocadilho ou piada, eu gosto mesmo do senhor. Não o conheço de parte alguma, mas posso dizer que ainda os adeptos do clube cor-de-rosa não olhavam para o senhor como se do Messias se tratasse, e eu já gostava dele.
Coreia, Mundial de 2002. Aquele fatídico episódio na história do nosso País, maculado por exibições vergonhosas e com a vida fora de campo de técnicos e jogadores ainda mais embaraçosa. O seleccionador espanhol e equipa foram almoçar (tenho quase a certeza que era um almoço, mas podia ser um jantar) a um restaurante. Honrados pela presença de tão importantes convivas, os donos do restaurante fizeram o gesto semelhante ao de um dono de uma bela tasca em Matosinhos, que se apressa a ir buscar o melhor peixe disponível. Diferença encontrada apenas no estado do animal, que em Matosinhos está certamente morto e na Coreia estava vivo, e no animal, que deixa de ser peixe para passar a ser cão. Horrorizado com esta tradição e perfeitamente incapaz de ver o cão como refeição, o senhor Camacho adopta o cão. E isso, carissimos, está acima de qualquer clubismo. Até porque ele ainda nem sequer tinha vindo para Portugal. Apesar de simpatizar com ele, não gosto o suficiente para querer que ele ganhe alguma coisa. Pelo menos aos comandos do Benfica. Desculpem-me os benfiquistas, mas simpatia é uma coisa, paixão é outra... e o meu céu continua azul.

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Quando estou bem...

por Bad Girl, em 21.08.07

... o meu sorriso transcende-me. Os meus olhos iluminam-se. Ganho beleza, perco idade. Os outros são perfeitos, quando são. Quando não são, não faz mal, ninguém é. O Mundo ganha cor, os sons já não incomodam, são melodias.
Quando estou bem, todos à minha volta o sentem. Magnetizo optimismo, passo alegria.
Quando estou bem, recebo sms a dizer que tenho aquele ar de quem está tão bem no seu mundo, que o resto não importa. E que esse mundo deve ser o sítio certo para se estar.
Quando estou bem estou óptima, da mesma forma que quando estou mal estou péssima. O meu objectivo de vida é fazer com que o "estou bem" dure muito mais que o "estou mal". Porque eu mereço. E as pessoas que me rodeiam também (apesar de, deprimida, escrever muito mais e melhor...)

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Lealdade vs. Fidelidade

por Bad Girl, em 21.08.07
Eu prometi que voltaria ao tema. Não gosto de andar com pezinhos de lã em cima de assunto nenhum, vocês sabem. Como também já disse antes, lealdade e fidelidade, para mim, estão em pólos opostos da vida. Aceito infidelidades, não tolero deslealdades. Contudo, não perdoo nenhuma das duas.

De acordo com o dicionário, as palavras não são tão distantes e dispares como eu as classifico. Se não, vejamos:
Fidelidade: do Lat. fidelitate
substantivo feminino,
qualidade de quem é fiel; observância da fé jurada e devida; lealdade; firmeza; afeição dedicada e constante; probidade escrupulosa; honestidade; exactidão.
Lealdade:
substantivo feminino,
qualidade de leal; fidelidade; sinceridade; acção leal.
O Mundo da Língua portuguesa está contra mim. O meu léxico, pelos vistos, é mais limitado que o dos senhores da priberam. Ou já saí da caixa, onde a maioria das pessoas ainda vive.

Para mim, infidelidade está directamente relacionada com relações sociais, e é maioritariamente associada a relações afectivas. Daquelas que nos fazem ficar cegos, irracionais e desesperados com uma traição. A fidelidade é, para mim, limitativa, quase castradora. As pessoas são fieis porque a sociedade, o carácter ou o medo de serem descobertas assim as obriga. A pessoa casada (homem ou mulher) que decide flirtar com o/a colega de trabalho mas que não avança para o carnal da coisa é fiel. Mas deixou de ser leal no momento em que cedeu às mensagens sensuais ou aos olhares lascivos. Porque a lealdade, para mim, é um compromisso que assumimos connosco. Fidelidade é um compromisso que temos com os outros. E eu até aceito que me enganem. Já enganei outras pessoas. Já aqui disse que acho a verdade sobrevalorizada. Coisa para desenvolver noutro dia.

Que alguém me conte a sua verdade, quando a verdade dos factos não é a mesma de quem conta, mas quando quem conta acredita na sua verdade, está a ser-me infiel. Mas não me está a ser desleal. Aceito. Tolero. Não perdoo, contudo, porque temos de ter a racionalidade de não nos refugiarmos nas nossas verdades para fugir à verdade dos factos.
Mas que alguém me conte a sua mentira, não aceito, não tolero e não perdoo. Saber que está a mentir e ir em frente é mau. Isso é deslealdade. Já o fiz também, mas estive sempre preparada para não ser perdoada. Às vezes a vida deixa-nos encurralados, e com uma única saída. Que não é airosa, não é permanente, mas é a saída possível. Às vezes mentimos mais pelos outros do que por nós. Aí estamos a ser infiéis a alguém por lealdade a outrem.

Complicada, esta minha teoria? Imaginem lá como é, então, a minha cabeça...

Mesmo assim, não acho que seja complicada. Complicada, para mim, é a vida, que me deixa a pensar nestas coisas...

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Diz que esta é o meu avatar...

por Bad Girl, em 21.08.07
Pois, lamento, a minha realidade é bem melhor que a fantasia destes senhores...
Mas é divertido. Roubei daqui. Sei que ela não se importa...

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Férias em velocidade cruzeiro...

por Bad Girl, em 20.08.07

O cão continua por cá. Acho que tenho uma bela família adoptiva para ele, mas sobre isso falaremos mais tarde.
O JB continua a exercitar o seu dedo oponível em sms. Hoje foram três, dois dos quais certamente roubados num daqueles livros "Como escrever sms perfeitos...".
E pronto, agora vou ao cinema. Enfrentar um shopping pejado de senhores que falam francês não é fácil, mas a companhia justifica.
Não, não é o JB. Uma rapariga tem de manter as suas opções em aberto...

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Bad e o jogador da bola

por Bad Girl, em 20.08.07

Confirmada a minha presença num jantar de aniversário, deixei pela primeira vez o canídeo sozinho em casa e lá fui. A rezar pela preservação dos meus sofás, dos móveis, dos tapetes... Ainda tentei deixá-lo em casa dos meus pais (a desculpa era não o deixar sozinho, o propósito era eles se apaixonarem por ele. Mãe Má mais esperta do que eu esperava, e mandou-me de volta com um não redondo), mas ele cá ficou em casa. Fechei o quarto e a casa de banho, apenas lhe deixei a cozinha e a sala (ai, ai, ai). Pelo sim, pelo não, deixei-lhe a TV acesa... não me perguntem porquê, mas estava a sentir-me tão culpada (?!?) por deixar o pobre animal sozinho que tentei tornar a minha ausência o mais suportável possível para o seu coração de cão. Para fechar já a história, a criatura não deixa de me surpreender, e portou-se lindamente. Foi buscar um chinelo meu e, quando eu cheguei a casa, estava deitado no tapete da sala (oh, não, outra vez!!!), com as patinhas em cima do chinelo. Eram as saudades. Quanto mais o tempo passa mais difícil me quer parecer a tarefa de lhe arranjar uma família adoptiva...

Voltando ao jantar de aniversário e ao restaurante da moda, onde cheguei pontualmente atrasada, porque apontei o jantar para meia hora mais tarde do que a hora combinada. Os meus amigos esperavam na sala de espera, aperitivos na mão. Nos sofás ao lado, um grupo de homens, todos eles jovens, todos a parecerem-me familiares. Claro que eram, eram todos jogadores da bola (JB). Cá dos meus. O que faz um grupo de homens juntos quando vê uma mulher (Bad to the bones) entrar sozinha num restaurante? Olha, claro... Muito, devo acrescentar.
Bla, bla, bla com os meus amigos enquanto esperávamos pelo resto das pessoas (estas deveras atrasadas e sem uma desculpa tão boa como a minha), e os jogadores esperavam também por um outro. Enquanto falávamos havia um deles que me olhava mais que os outros, e eu até achei graça. Fomos todos para as mesas ao mesmo tempo. Os moços ficaram mesmo na mesa ao lado. Estranhamente, aquele que tinha ficado a olhar para mim nos sofás sentou-se costas com costas comigo... afinal, não me achou assim tanta piada como eu presumi ao princípio. Desligada dos moços da mesa ao lado e concentrada nos meus amigos, o jantar seguiu harmoniosamente. Depois do bolo e antes do café. É sempre nesta altura que eu vou à casa de banho. Hoje não foi excepção. Essa estaria guardada para a minha saída, onde estava o tal JB que tinha ficado de costas para mim.
- Olá, "Bad". Desculpe abordá-la assim, mas desde que chegou que não pude deixar de reparar em si.
"Bad"? Mas como raio soube ele o meu nome?
- Como é que sabe o meu nome? Eu sei o seu, mas isso é natural...
- Ouvi os seus amigos chamá-la.
Bem, esta era previsível... Até um JB consegue...
- E para além de brincar aos detectives, o que é que pretende?
Ele sorriu.
- Convidá-la para sair. Mas antes disso, gostava de ter o seu número de telefone, e explicar-lhe que nunca fiz isto na vida. Abordar pessoas assim...
- Bem, fico muito lisonjeada (nisto tivemos de nos desviar da entrada da casa de banho, porque uma senhora queria entrar e mostrou-nos isso com um ar que era um misto de julgamento e arrogância. Feito o desvio, ficamos à vista das duas mesas das quais tínhamos saído.), mas eu pensei que os JB gostavam mais de sair com loiras giras e voluptuosas (sim, estava a esticar a corda, so what?).
E agora, a resposta dos 25 milhões de euros, sem a ajuda do público nem a ajuda de casa:
- Não. Eu prefiro morenas bonitas e sensuais.
[Bad corou]
- Ah sim? E o que sabe sobre mim? Até está sentado de costas para mim!
- Claro que estou. Eu vi-a quando entrou, vi que era bonita, interessante. Também percebi que era simpática, pela reacção da mais pequena, que saltou logo para o seu colo. Interessava-me saber mais, e por isso fiquei a tentar ouvir partes da conversa para perceber. Quanto mais próximo, melhor.
OK, o gajo ganhou 50 milhões, e nem usou a ajuda dos 50/50.
Já estava a ver a capa da Nova Gente "Blogger casa com Jogador da Bola e afirma: Este é o dia mais feliz da minha vida!"... não. Não me parece.
Nesta altura, e à falta de paparazzi, os meus e os seus amigos já estavam de olhos fixos em nós.
- Olhe, JB, vamos fazer uma coisa: eu dou-lhe o meu número de telefone. Mas tem de me prometer que só me liga para a próxima semana. Se daqui a uma semana ainda quiser conhecer-me, combinámos qualquer coisa.
- Porquê?
- Não sei. Mas aceita?
Não sei bem porque fiz isto.
- Sim, estamos combinados. Ligo-lhe na próxima semana, sem falta.
- Ah, e outra coisa, podemos tratar-nos por "tu"?
- Claro que sim.

Voltamos para as nossas mesas. A curiosidade dos meus amigos matava-os, mas a proximidade das mesas não lhes permitiu perguntarem-me nada. Assim que eles foram embora, choveram as perguntas. Claro que eu disse que não era nada, temos um amigo em comum, e ele lembrava-se de mim de uma festa. Sim, sim, disseram eles, desprezando as minhas desculpas.

Passava pouco da meia-noite quando recebi uma mensagem:
"Prometi não ligar e não estou a ligar. Já só faltam 6 dias. Beijo, JB."

Um JB giro, interessante, que consegue articular mais de duas palavras seguidas (e muitas delas com mais de duas sílabas), e ainda por cima charmant? You're just too good to be true...

Bem, as férias ainda agora começaram e já ganhei um cão e um admirador... O que me reservará o dia de amanhã?

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Novidades do mundo canino...

por Bad Girl, em 18.08.07
Não temos.
Hoje fomos passear ali ao jardim. Ele porta-se mesmo muito bem, é super inteligente e lindo de morrer. Lamentavelmente, tenho de lhe fazer o mesmo que faço aos outros machos que entram na minha vida... despachá-lo para os braços de outrem.

Hipótese 1, os pais:
Solução ideal. Ficava em família, eu sabia que ele ia ter espaço e ia ser muito bem tratado, e eu podia vê-lo quando quisesse.
Bad - Mãe, nem sabes o que aconteceu ontem...
Mãe Má - Então, filha?
Bad - Estava eu a chegar a casa, e um cão veio atrás de mim ...
Mãe Má - Outro, filha? Não me digas que o levaste para casa...
Bad - Oh mãe, ele é tão lindo...
Mãe Má - Mas tu não tens vida nem casa para ter um cão.
Bad - Por isso é que eu te estou a ligar...
Mãe Má - Nem penses, Bad, tu já sabes que essa comigo não cola. Se fosse a deixar-te trazer cá para casa tudo quanto é bicho que tu queres salvar, eu e o teu pai já nem quarto tínhamos!
Bad - Oh, mãe, fala com o pai. Decidam juntos. Ele é educado, pequeno, lindo, esperto...
Mãe Má - Com o teu pai? Ele é pior que tu...
Depois de sofrer a perda de dois membros da família nos últimos 15 anos, aceito bem o facto de a minha mãe não querer apegar-se a outro...
**Hipótese 1 já lá vai**

Hipótese 2, o ex da prima:
Mora no mesmo condomínio, tem um terraço gigantesco e é já ali, para eu dar um pulinho e espreitá-lo. Talvez não dê porque ele já tem dois...

Hipótese 3, o doutor do rés-do-chão:
A possibilidade de ir à varanda e poder vê-lo sempre naquele terraço deixa-me encantada. Para não falar nas visitas constantes cheias de saudades que eu posso fazer... Talvez não dê, já que não são propriamente estreitas as nossas relações...

Hipótese 4, esperar que a 2 ou a 3 não falhem. Não tenho mais nada em vista, neste momento...

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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