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Os homens lá de casa estão doidos! O Natal deve baralhar-lhes os circuitos, tanto e com tal intensidade, que chegam a levar-me à loucura (ah, então a culpa é deles).Bacall e Bogart numa das cenas mais encantadoras e sensuais do cinema. O filme, "To have and have not", data de 1944. A frase?
"You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything, and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and... blow."
É inevitável: depois de uma separação, dou sempre por mim a pensar na tensão do reencontro. Cada passo que dou naquela rua, cada vez que almoço ou janto naquele restaurante, cada vez que vou àquela loja. Estas antecipações, tal como o impacto das pessoas em mim, vão desaparecendo. Com a rapidez que se impõe, as pessoas desaparecem do meu pensamento pouco depois de desaparecerem da minha vida. E da mesma maneira: sem impacto, sem mágoa... deixam de existir. E isso não é necessariamente mau. É uma forma de gerir as pessoas, como de gerir qualquer outra coisa na minha vida. Até ao dia de hoje houve uma única excepção. Uma pessoa que teimou em ficar mais tempo na memória. Uma pessoa de quem me desencontrei tantas vezes, e cujo reencontro antecipei tantas vezes que, na minha cabeça, alturas houve em que ele já teria acontecido. Ao contrário das outras pessoas, o impacto desta na minha vida foi atenuando. Mas nunca desapareceu. Deixei de antecipar o reencontro diariamente, semanalmente ou até mensalmente. A memória começou a precisar de fotografias para auxiliar uma imagem. Os constantes desencontros fizeram-me acreditar que o dia não ia acontecer. E foi então, passada a fase de estar preparada para este reencontro, e até tendo esquecido esta possibilidade, que voltamos a encontrar-nos. Não me lembro quantos anos passaram. Podia ter sido no mês passado, ou podia ter sido há dez anos. Sei que não foi uma coisa nem outra. Foi quando deixei de me lembrar dele, que ele voltou a fazer parte da minha memória. Sem auxiliares. Apenas ali. E eu? Nua, apesar de envergar um vestido perfeito. Feia, apesar de saída do cabeleireiro e maquilhagem. Insegura, apesar de bem acompanhada. Ele? Certo de que eu estava linda naquele vestido, perfeita no arranjo, e indiscutivelmente segura, independentemente da companhia.
O lamentável de ser abstémia não são as razões que me obrigam a sê-lo. O lamentável de ser abstémia é que, em dias como hoje, não posso meter-me nos copos e acordar amanhã com uma p*t* de uma ressaca tão grande que nem me conseguisse lembrar porque é que eu me tinha metido nos copos hoje…
Já não me apeteces. Não sei se já não me apetece apetecer-te, ou se és tu que não me apeteces. Deixaste de me apetecer como por magia. Num dia, só me apetecia apetecer-te. No dia a seguir, não me apetecia apetecer-te, mas apetecias-me. Hoje, como por milagre, já não me apeteces, e nem sei se és tu, ou sou eu. E, sabes que mais? Já não me apetece pensar mais nisso!

Eu tenho desculpa. Foi o meu aniversário. Não podia ir de bandeiras ao vento para a rua saltar e celebrar a passagem aos oitavos de final. Por isso, por fazer trinta anos no dia do grande jogo, peço desculpa aos adeptos do clube cor-de-rosinha.Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!