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... quando já escrevemos dois livros, mais de 1.500 posts, muitos sms, e alguns recados em post-its, resta-nos a saída óbvia: escrever um guião. Manias! Até acho que, para começar, não está mal. Deve dar para uma curta-metragem. Mas a minha realidade é tão inverosímil... que nem a ficção consegue ser suficiente!...
... este post é sobre bola. O Porto perdeu o jogo de hoje e por isso deixou de ganhar a Taça de Portugal. Na hora exacta em que os 90 minutos regulamentares de jogo estavam a decorrer eu estava a fazer uma coisa que, se vos contasse, vocês iam lá querer saber deste meu discurso da equipa que perde... durante o prolongamento estava bem instalada nos sofás do BB Gourmet a tomar um chá Fauchon e uns scones quase óptimos... Já disse antes mas vocês não acreditam: eu tenho melhor perder do que ganhar!
Um destes dias fiquei lá em casa do meu irmão a tomar conta da minha sobrinha. Foi no mesmo dia que lhe dei um pirilampo, e ela lá andava toda contente com o novo bicho. Contei-lhe uma história, deitei-a, dei-lhe um beijo, e ela pediu:
Não é quando te excluo do Messenger. Nem quando apago o teu número da memória do meu telemóvel. Nem sequer é quando identifico o teu endereço de e-mail como spam. É quando já não preciso fazer nenhuma dessas coisas. É quando não acordo, pela primeira vez em muitas semanas, a pensar em ti. Nem que seja por estar a pensar, em vez disso: “Fod@-se, estou atrasada!” É hoje!
Se costumam ler este blog, sabem que eu me estou, basicamente, nas tintas para a Selecção. Não me puxa. Há gente que não vota, há gente que não recicla, há gente que lava o carro no meio de uma seca, e até há gente que entope a faixa do meio das auto-estradas. Acho isso errado. Por isso não me choca que hajam pessoas que achem errado o facto de eu não querer saber da Selecção. Não é querer que percam. Mas não fico histérica se ganham. Não é torcer para o Nuno Gomes falhar uma grande penalidade ou para o Ricardo deixar entrar um frango. É, francamente, não me importar nem um pouco. Não me aquece nem me arrefece, não perco o sono nem durmo melhor.
Depois há os anúncios protagonizados por futebolistas. Patacoadas escritas por um qualquer criativo que nunca se lembra que a má dicção e a falta de jeito para a representação dos senhores artistas da bola torna a coisa tão complicada para quem está a ver que, às vezes, só se entende lá para a enésima nona vez que aquela coisa a que chamam anúncio passa na televisão.
Mas devo admitir que gosto deste anúncio. Que até junta a selecção com a interpretação dramática (adoro a expressão!) de alguns futebolistas. Clean. Simple. Straight to the point, com as analogias necessárias para convencer esta céptica. E, afinal, está tudo à frente dos olhos de quem o fez: usam futebolistas mas não os põe a falar. Escolhem os mais expressivos (e eu até nem gosto por aí fora do Simãozinho) e apelam ao sentimento de união nacional. Parece-me bem. gosto da ideia. Da concepção. Mas não contem comigo para empurrar o autocarro. Primeiro porque ando sem forcinha nenhuma nos braços. Depois porque lá dentro vão o Ricardo, o Nuno Gomes, o Postiga e o gajo que escolheu os “mininos”. E com essas merdas eu não compactuo. So sorry.
Há uns tempos atrás o meu amigo C. e eu discutíamos esta coisa dos anonimatos nos vencedores do Euromilhões. Ele dizia que era prudente as pessoas manterem o anonimato para prevenir sequestros de familiares e amigos:


... enquanto eu não perceber exactamente porque é que a minha conta de internet deste mês ostenta a bela soma de € 242,37 e como é que eu vou pagá-la (quanto é que vale um rim, hoje em dia?), é possível que este blog não tenha as actualizações a que vos tenho habituado. Se precisarem de mim, estarei ali à porta da igreja a vender pirilampos mágicos a € 4,00. Eu sei que o assunto é sério. Tanto o dos pirilampos como o da continha... Mas o que podemos fazer? Já sei, LP, always look at the bright side of life... Tara... tara, tara, tara...Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!