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Depois de algumas conversas com alguns amigos e amigas percebi que não é muito raro os homens terem demonstrações físicas de "satisfação" ao estarem a ser alvo de uma massagem. Agora a questão é para as meninas: vocês também têm pensamentos libidinosos aquando de uma massagem (ainda a massagem deste fim-de-semana a causar-me dúvidas existenciais)? O "também" é, claro está, para se juntarem a mim, e não aos meninos acima referidos, que eu não faço ideia no que é que eles pensam enquanto a sua anatomia ganha forma...
A chave para sobreviver a quase toda a monotonia do dia-a-dia é, para mim, a negação. Nego a fadiga, nego o pavor de falhar, nego o stress, nego a pressão, nego a tua ausência, nego a vontade que tenho de ser, simplesmente, a melhor. Elisabeth Kübler-Ross definiu cinco estágios pelos quais as pessoas passam para lidar com a perda, o luto e a tragédia. A vida anda a tal velocidade e com uma intensidade tão louca que eu assumo estes estágios para o meu dia-a-dia. Não que ela seja uma tragédia. Às vezes está, até, mais para a comédia. Mas, onde é que eu ia? Ah.. na negação. A fase número um da Dr.a Kübler-Ross. As outras (bem fáceis de identificar para quem vê séries médicas) são a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. Pensando bem nisto, as minhas fases saltam loucamente do nada para a depressão (bendita bipolaridade!) ou estagnam na negação. Não me lembro de ter negociado vez nenhuma. Se calhar fi-lo subconscientemente. A aceitação é que não me cheira mesmo. Tenho de analisar um grau de consciência diferente. Talvez "baixar" até à inconsciência. Bem me parecia que toda a actividade mental que tenho quando durmo não é só para sonhar...
Aqui há uns tempos fui convidada para ir a uma entrevista no maior concorrente do burgo. Sem qualquer tipo de compromisso lá fui, e a dita entrevista correu bastante bem. Uns dias depois ligaram-me a dizer que lamentavelmente, e apesar de eu ser a melhor candidata (??!!??) ao lugar, não tinham dinheiro para me pagar. Claro que este "não terem dinheiro para me pagar" tem a ver com aquela parte que eu odeio fazer que é insistirem para saber quanto é que eu acho que devo ganhar. Aquilo que eu MEREÇO eu sei. Aquilo que acho que eles PODEM pagar eu também sei. Nunca sei exactamente quantificar o que DEVO ganhar (pondo num prato da balança o que mereço e no outro o contexto social e económico do País) e tendo sempre a "pedir" mais próximo do que mereço do que o que acho que eles podem pagar.
Chego.
Há cerca de 50 anos atrás, quando o irmão da minha mãe nasceu, não havia ecografias que diziam às mães que os filhos iam nascer com deficiências. Há cinquenta anos, quando o meu tio nasceu, ninguém sabia o que fazer com uma criança deficiente. Há cinquenta anos atrás, quando a minha avó procurou uma solução para formar o meu tio, a minha bisavó, matriarca da família, achou que inscrevê-lo num sistema de semi-internato era marginalizá-lo. E lá ficou o meu tio "guardado" em casa, com os cuidados extremosos de uma avó, uma mãe e uma irmã. Ao fim de 45 anos o "miúdo" (como a minha avó ainda o vê), tornou-se incomportável, tendo em conta o estado de saúde dela. E toda uma equipa de profissionais dedicados ficou de braços abertos para o receber, cuidar dele, dar-lhe o apoio que ele já não conseguía ter em casa e todo o carinho a que estava habituado. Ali encontrou uma família de afectos. Lamentavelmente, e ao contrário do meu tio, que recebe visitas todas as semanas, por vezes mais do que uma vez na mesma, há crianças, jovens e adultos que foram completamente esquecidos por aqueles que são a sua família de sangue e contam apenas com a incansável família da CERCI. Por essas e por outras razões, deixo hoje a maldade de lado e dedico este post ao simpático Pirilampo Mágico. Custa só € 2,00. Vale muito.Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!