Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Pensamento do dia

por Bad Girl, em 12.05.08
E é no exacto momento que tomas algo como garantido, que esse algo já te fugiu por entre os dedos...

Massagem

por Bad Girl, em 12.05.08
Depois de algumas conversas com alguns amigos e amigas percebi que não é muito raro os homens terem demonstrações físicas de "satisfação" ao estarem a ser alvo de uma massagem. Agora a questão é para as meninas: vocês também têm pensamentos libidinosos aquando de uma massagem (ainda a massagem deste fim-de-semana a causar-me dúvidas existenciais)? O "também" é, claro está, para se juntarem a mim, e não aos meninos acima referidos, que eu não faço ideia no que é que eles pensam enquanto a sua anatomia ganha forma...

...

por Bad Girl, em 12.05.08
J. - Afinal quem te mandava as sms anónimas?
BG - Oh, tal como eu previa... era o *****.
J. - Que falta de interesse!
BG - Podes crer. Só me sai disto. Se eu não quero, o Universo dá...
J. - Nem me fales! Até parece que somos o EcoPonto do Universo!

Denial

por Bad Girl, em 11.05.08
A chave para sobreviver a quase toda a monotonia do dia-a-dia é, para mim, a negação. Nego a fadiga, nego o pavor de falhar, nego o stress, nego a pressão, nego a tua ausência, nego a vontade que tenho de ser, simplesmente, a melhor. Elisabeth Kübler-Ross definiu cinco estágios pelos quais as pessoas passam para lidar com a perda, o luto e a tragédia. A vida anda a tal velocidade e com uma intensidade tão louca que eu assumo estes estágios para o meu dia-a-dia. Não que ela seja uma tragédia. Às vezes está, até, mais para a comédia. Mas, onde é que eu ia? Ah.. na negação. A fase número um da Dr.a Kübler-Ross. As outras (bem fáceis de identificar para quem vê séries médicas) são a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. Pensando bem nisto, as minhas fases saltam loucamente do nada para a depressão (bendita bipolaridade!) ou estagnam na negação. Não me lembro de ter negociado vez nenhuma. Se calhar fi-lo subconscientemente. A aceitação é que não me cheira mesmo. Tenho de analisar um grau de consciência diferente. Talvez "baixar" até à inconsciência. Bem me parecia que toda a actividade mental que tenho quando durmo não é só para sonhar...

Nesta coisa da negação acho curioso aquilo que eu nego com mais veemência: o facto de estar, efectivamente, em negação. Vejo apenas o que quero ver. Acredito apenas naquilo que quero acreditar. Durante uns tempos funciona. Esse hiato deve levar-me directa à depressão. Nego tanto e com tanta força que tomo como verdade a minha versão da negação. A versão que tenho construída na minha cabeça não muda, é estanque, é rígida, é a minha verdade. E essa é a única que reconheço quando olho nos olhos das outras verdades. E até um dia, deixo de reconhecer a verdade em si. Corro meia maratona, uma maratona, o que for preciso, com ela a perseguir-me e eu a fugir dela. Até à altura em que tenho apenas um muro à frente e já não tenho força nem coragem para o saltar. Fico hesitante em olhar para a verdade, que é a única alternativa entre mim e o muro. Volto-me com cuidado, e dou de caras com ela, furiosa, ávida por confrontar-me. Não posso fugir dela, que está ali à minha frente. Mas fugir dela, negar, não muda a verdade.

"Learn to get in touch with the silence within yourself and know that everything in this life has a purpose." - Elisabeth Kübler-Ross (1926/2004). Mais aqui.

Diz "closure"

por Bad Girl, em 11.05.08
Aqui há uns tempos fui convidada para ir a uma entrevista no maior concorrente do burgo. Sem qualquer tipo de compromisso lá fui, e a dita entrevista correu bastante bem. Uns dias depois ligaram-me a dizer que lamentavelmente, e apesar de eu ser a melhor candidata (??!!??) ao lugar, não tinham dinheiro para me pagar. Claro que este "não terem dinheiro para me pagar" tem a ver com aquela parte que eu odeio fazer que é insistirem para saber quanto é que eu acho que devo ganhar. Aquilo que eu MEREÇO eu sei. Aquilo que acho que eles PODEM pagar eu também sei. Nunca sei exactamente quantificar o que DEVO ganhar (pondo num prato da balança o que mereço e no outro o contexto social e económico do País) e tendo sempre a "pedir" mais próximo do que mereço do que o que acho que eles podem pagar.
Mas adiante... eles não tinham dinheiro para me pagar, e por isso contrataram uma miúda acabadinha de sair do curso, que pouco percebe da poda. Uma pessoa normal ficaria magoada (ofendida) com isto. Eu fiquei melindrada.
Uma pessoa normal esqueceria o assunto por se sentir preterida. Eu não. Eu achei que aquilo ainda ia dar algum gozo para o meu lado. Um destes dias falei com uma amiga que tenho nesse burgo que não é o meu, que me falou da lamentável prestação da pobre miúda, que não sabe para onde se virar e, quando se vira é, normalmente, para o lado errado. Não pude deixar de sentir alguma satisfação. Um destes dias, quando encontrei o senhor entrevistador que tinha pouco budget para mim, não pude deixar de lhe perguntar como estavam a correr as coisas. Ao "mais ou menos" dele, lá tive eu de meter a minha colherada e dizer-lhe: "Pois é, o barato sai caro...". Um cliché fantástico para me trazer o closure que precisava.

O pénis no lugar do tabuleiro...

por Bad Girl, em 11.05.08
Parece que durante o dia de ontem (ou antes, sei lá bem) a minha foto de um tabuleiro de xadrez neste post foi substituída por um pénis de razoáveis proporções. Ao Tiago Bettencourt, que é o autor das palavras (e não o dono do pénis que por ai andou durante umas horas, ou uns dias, sei lá bem...) que aparecem no post, as minhas desculpas. Pelo sim, pelo não, dei uma de Lorena Bobbit e cortei o mal pela raiz. Foto substituída, explicação dada. É que não tenho nada contra pénis, ou fotos eróticas. Mas este não era um desses casos.
A Gerência agradece.

Chego.
Sou levada para uma divisão fechada.
Dispo-me.
Vou ter com ele.
Está escuro.
As velas estão acesas.
O ambiente é cuidado. Cheira bem.
Deito-me de barriga para baixo, no chão.
Ele descalça-se.
Põe-me óleos.
"Caminha" sobre mim.
[...]
Passamos mais de uma hora nisto...

E EU, AINDA POR CIMA, PAGO??????????????????????

Básico, mas básico

por Bad Girl, em 09.05.08

Depois de mais de um ano a mandar-me mensagens anónimas e a ligar-me só para ouvir a minha voz rouca e sensual, o gajo meteu finalmente a pata na poça. Pelos vistos (eu devo ser muito boa nestas coisas, tendo em conta que só descobri isto hoje...) para a mensagem ficar anónima, é necessário escrever *#conf#, seguído da mensagem. Ora hoje (não há crimes perfeitos...) o suspeito do costume lá se enganou e (ao que me parece) esqueceu-se de pôr o asterisco. E eu recebi uma mensagem, de um número perfeitamente identificado, que dizia: "#conf# Admite: já sentias a minha falta."
Pensei responder.
Pensei ignorar.
Pensei responder.
Decidi ignorar.
Repensei.
E mandei-lhe uma mensagem a dizer:
"Não, não sentia. É que nem para mandares uma treta de uma mensagem anónima serves..."

Acredito que agora o meu telemóvel vai ter paz. Pelo menos até ele encontrar outra forma tão (ou mais) interessante de me aborrecer.

Já compraram?

por Bad Girl, em 09.05.08
Há cerca de 50 anos atrás, quando o irmão da minha mãe nasceu, não havia ecografias que diziam às mães que os filhos iam nascer com deficiências. Há cinquenta anos, quando o meu tio nasceu, ninguém sabia o que fazer com uma criança deficiente. Há cinquenta anos atrás, quando a minha avó procurou uma solução para formar o meu tio, a minha bisavó, matriarca da família, achou que inscrevê-lo num sistema de semi-internato era marginalizá-lo. E lá ficou o meu tio "guardado" em casa, com os cuidados extremosos de uma avó, uma mãe e uma irmã. Ao fim de 45 anos o "miúdo" (como a minha avó ainda o vê), tornou-se incomportável, tendo em conta o estado de saúde dela. E toda uma equipa de profissionais dedicados ficou de braços abertos para o receber, cuidar dele, dar-lhe o apoio que ele já não conseguía ter em casa e todo o carinho a que estava habituado. Ali encontrou uma família de afectos. Lamentavelmente, e ao contrário do meu tio, que recebe visitas todas as semanas, por vezes mais do que uma vez na mesma, há crianças, jovens e adultos que foram completamente esquecidos por aqueles que são a sua família de sangue e contam apenas com a incansável família da CERCI. Por essas e por outras razões, deixo hoje a maldade de lado e dedico este post ao simpático Pirilampo Mágico. Custa só € 2,00. Vale muito.
Mais informações aqui.

Espaço no meio

por Bad Girl, em 08.05.08
Entre o dia que decidi que já não te queria e o dia em que efectivamente vou deixar de te querer há-de caber uma vida. A minha.



Mais sobre mim

foto do autor


Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

Algo a dizer? BAD MAIL

badgirlsgoeverywhere (arroba) gmail.com

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2006
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D