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Há algum tempo alguém me disse sobre a minha amizade com a **:
Se há coisa que me mexe com o sistema nervoso central, a somar a, pelo menos, um outro milhãode coisas, é a incapacidade de as pessoas perceberem que a vida se gasta. A estagiária do burgo tem 25 anos. Muito mal feitos. Aliás, acredito de forma quase pia (eu, que irónico!) que ela foi registada uns 5 anos antes de nascer. O cúmulo da imaturidade declarou-se ontem, quando se queixava (pela enésima nona vez) da vida em geral e do namorado em particular. Ao que parece o dito não lhe liga por aí fora. Está com ela quando não tem outras com quem estar. Ela sabe? Sabe, sim senhora. E tenta acabar com isso?
Os pudores acabam aqui. Lamento, mas a minha liberdade criativa não vai ser castrada por amigas que me contam coisas e depois me ordenam: “Não vais pôr isto no Blog!” por amigos que não foram a tempo de gritar a frase de cima e por isso leram o que não quiseram e amuaram, e por mim própria, que ainda estou convencida que a “pessoa” em questão se dá ao trabalho de cá vir espreitar e pode achar que o post é sobre si.
Já aqui disse que há coisas que só me acontecem a mim. Não é de estranhar. Eu sou uma pessoa que atrai acontecimentos estranhos. Hoje, programa de fim de tarde: centro comercial. Se acham isso fútil, não me perguntem onde é que eu fui na quarta quando saí do Burgo. Pronto, está bem, eu conto: massagens. I'm getting so fucking shallow!!!... Não fosse a lavagem do carro, à mão!, na terça-feira e eu seria, oficialmente, uma gaja fútil. Assim, sou só uma gaja com a mania. Adiante, entrei numa loja de animais com a minha amiga M. A ideia era olhar para a bicheza, pensar que podia ter este ou aquele em casa, depois lembrar-me dos idos tempos do coelho Nicolau, e passar-me a vontade. Ora mal entramos demos de caras com um panorama preocupante: numa gaiola de vidro, um rato caído sobre o seu lado direito esperneava violentamente enquanto chiava de tal forma que eu não percebi como é que o resto das pessoas da loja não se apercebeu de tal acontecimento. Transtornada com aquele panorama, dirigi-me a uma funcionária, que sacava de uns mini-peixes para um cliente, e lá lhe digo:
- Está sozinha na loja?
Ela deve ter achado que eu era uma daquelas stressadas fartas de esperar, e lá me foi adiantando:
- Estou com uma colega, mas ela teve de ir ao armazém. Deve estar a voltar.
E lá volto eu ao ataque:
- É que está ali um rato que não está bem.
** Parem tudo e chamem o INEM! A Bad descobriu um rato que está doentinho, coitadinho.**
Ela olhou para mim, um tanto espantada:
- Não está bem, como?
Bad, a médica, apresentou o diagnóstico:
- Está caído de lado, tipo a ter convulsões.
Nisto, o senhor que esperava os peixes interveio:
- Está a chiar?
Notei-lhe o esboço de um sorriso. Mais um médico de ratos, certamente!
- Sim, imenso...
Ela olhou para mim, num misto de riso e seriedade e disse-me:
- Ele não tem nada. Está é a exibir-se para a fêmea que pusemos lá há pouco.
Ai fod@-se! Já não me chega não entender peva dos sinais dos machos humanos? Trocar tudo? Meter os pés pelas mãos? Agora até os ratos têm rituais que me confundem?
Apaixonado? Nããã... ele está é a ter convulsões e, se não o ajudarmos já, é bem possível que ele passe desta para melhor.
Onde é que está o:
- Olá! És nova aqui na gaiola, não és?
- Sim, chamo-me Minnie.
- Eu sou o Mickey. Queres vir ali ver o meu trabuco?
Ora bem. Eu gosto pouco de alemães. Excepção feita, já há muito tempo, ao Ballack. Eu ligo pouco (ou nada) à selecção nacional. Nunca gostei de Scolari e repudio intensamente as idas do Ricardo à selecção. Por isso eu posso escolher esta como a foto do dia. E parece que não sou só eu. Esta é a foto do jogo mais usada da base da Associated Press. Certamente os outros não vêem nela o que mais me agrada. É o simpático do Ballack que nela aparece. É o Ricardo que está em posição galináceo. E porque este foi, finalmente, o último jogo de Portugal com Scolari ao leme.
Gasta-se tinta, tempo de antena e preocupações que se deveriam apenas gastar com pessoas próximas, com Amy Winehouse. Ela caiu em placo, gravou um vídeo com ratos, apareceu bêbada, apareceu nua, desmaiou em casa, foi à cadeia, foi para a reabilitação, foi para a cadeia, saiu da cadeia, fez uma birra...
O N. e a P. namoravam quase há três anos. Começaram a viver juntos há quase um. Há menos de um mês o N. disse à P. que aquela relação não podia continuar. Ele não era capaz de estar com uma pessoa que concordava com tudo, não reclamava de nada, raramente tinha opinião e, quando tinha, era sempre para estar de acordo com ele.Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!