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Ter esta música a tocar no telemóvel não é a melhor ideia. Principalmente se, contra tudo o que é regra, o dito se põe a tocar no elevador, quando o estamos a partilhar com 4 vizinhos.
Alguém me mandou um mail a pedir que me pronunciasse sobre as tatoos do Raul Meireles. Ora não o vou fazer. Por várias razões que passo aqui a explicar:
- Isto não é uma democracia. Muito menos um programa de discos (posts) pedidos.
- Leitores lêem. É a sua função. Não sugerem temas. Para isso criam o seu próprio blog e escrevem lá sobre o que quiserem.
- Eu sei que produzo muitos posts (a genialidade a isso me obriga). Também sei que vocês sabem que eu ando a fazer uma birra lá pelo burgo e que tenho os finais de tarde livres. Mas desiludam-se aqueles que acham que não tenho mais nada que fazer. Hoje, por exemplo, estive a lavar o carro. Com as minhas próprias mãos. E sim, molhei a roupinha toda, que se colou ao corpo não deixando nada à imaginação, e sim, estava o filho dos vizinhos dos meus pais cá fora a brincar com o cão. E brincar é a palavra certa, já que (e por muito que ele peça) eu não lhe dou mais de 25 anos...
- A J. não me deu quaisquer informações made in imprensa cor de rosa sobre as tatoos do Meireles.
- Por último, mas não menos importante, estive a olhar para a minha agenda com muita atenção e não consegui arranjar maneira de encontrar duas semanas livres em que pudesse estar em frente ao computador a escrever sobre o tema.


Pronto, está bem, eu admito, já li "O Segredo".
Quando decido parar para seguir em frente, há danos colaterais com os quais não conto. Sim, já não vivo pendurada na expectativa de uma chamada, de um convite para jantar, de uma conversa mais acesa ao telefone. Também não sorrio quando é aquele nome que aparece no telefone, não demoro horas a arranjar-me para sair para o tal jantar especial, e já não coro ao telefone com a tal conversa. Não sofro por antecipação, não fico delirante por merdas tão pequeninas que depois me vão deixar furiosa por me terem posto tão histérica. Finalmente, e conforme queria, deixei de sentir o que quer que seja. Esvaziei-me de sentimentos. E lembrei-me que, afinal, não é sofrer por uma chamada que não chega nem por um convite que não vem que me faz mal. É nesta altura que me lembro que, apesar de já não passar noites às voltas a pensar em alguém, não viver ansiosa e sem paz, vivo um vazio emocional. Estou esvaziada de sentimentos. E lembro-me agora que, pior que uma paixão não correspondida é não ter, de todo, uma paixão...
Assuntos relacionados com a PDI e coisas afins fizeram-me hoje ter de ir fazer um electrocardiograma. Ora esta treta causou-me transtorno. Muito. Primeiro foi o médico, que na 4ª Feira me deu instruções no sentido de proceder com o exame. Eu lá lhe tentei provar, por A+B que não podemos examinar uma coisa que não existe. Ninguém o manda a ele fazer um exame aos ovários, e a mim não me mandariam fazer um exame à próstata. Então, porque raio é que ele me estava a mandar fazer um exame ao... blac!... coração?!?!?! Com muitas dúvidas sobre as habilidades profissionais deste primeiro médico lá fui eu, a contragosto, fazer os tais exames. E o que é que eu descobri? Que havia um complot contra mim naquele Hospital. Se não, vejamos: primeiro garantem-me que eu tenho coração. Tentam minimizar, dizem que é um órgão que toda a gente tem, e parece que é essencial à sobrevivência humana. Como faço com qualquer assunto que me é desconhecido, lá fui eu investigar mais sobre o assunto. Entre prosa, poesia e aulas de anatomia humana, eu percebi que sim, que também tinha um músculo desses. Percebi finalmente onde tenho guardadas algumas pessoas que teimam em não me sair da cabeça. Depois de encaixada esta verdade, vem o aspirante a senhor que faz os electrocardiogramas e diz-me o quê?Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!