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Pequeno apontamento

por Bad Girl, em 12.08.08

Por muito que a mãe ache piroso, por muito que os colegas de trabalho se riam, por muitas chamadas que eu perca pela incapacidade física de ouvir música proveniente de um PDA que está dentro de uma bolsa, que está dentro da carteira, todas as pessoas que me ligam com alguma frequência (ou outras que eu acho que devem) têm uma música própria no meu telemóvel.
Já ninguém estranha cá em casa (vulgo casa dos pais, que tem sido o meu poiso nesta baixa) ouvir uma música ou outra. Até já alinham na "adivinhação" do autor da chamada: Já sabem que a música dominicana bem pirosa que grita: "De rodillas te pido, te ruego, te digo..." corresponde à J., que "Rehab" toca incessantemente pois é dessa forma que precisam de falar comigo no Burgo, que a "Velha Infância" é do meu melhor amigo, até suspeitam quem é que toca com: "Don't you wish your girlfriend was hot like me.", e por ai fora. Hoje, contudo, foram apanhados de surpresa quando, ao jantar, o grito foi: "One way, or another, I'm gonna find you, I'm gonna get you, get you, get you, get you...".
Surpreso pela novidade do toque, o meu irmão lá me diz, cara de gozo:
- Não atendes?
- Não me apetece.
- Mas a música diz...
- Eu sei o que a música diz. Mas hoje não é esse dia.
Porque às vezes perco a vontade. Só por isso.

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Na falta de assunto...

por Bad Girl, em 11.08.08

Convenhamos... a contar com o dia da cirurgia, está prestes a fazer uma semana que não ponho o nariz fora da porta. Parecendo que não, isso é coisa para estragar a capacidade de arranjar assunto a qualquer pessoa. Hoje até pensei que a coisa ia mudar de figura, quando aqui ao pé da casa dos meus pais começo a ouvir um monte de buzinas a assinalar mais um (?) momento feliz na vida de um casalinho. Ainda pensei levantar-me para ir à janela espreitar tão maravilhoso evento. Juntando o mês de Agosto ao dia da semana (Domingo), não me pareceu digno de uma deslocação à janela, pelo previsível: certamente um carro com uma coroa de flores à frente e mais uma série de carros a segui-lo (alguns de gentes da diáspora (os noivos, na certa), outros só da família local), todos ornamentados com as fitas de tule branco nas respectivas antenas. Nunca percebi a história do tule. Também nunca me deu para entender esta coisa de buzinar como se não houvesse amanhã (as únicas vezes que buzino de alegria - parece que estou a falar de uma choradeira qualquer - são quando o meu FCP ganha qualquer coisa e eu estou a uma distância não muito grande do Estádio). Ainda assim, sou bastante comedida no buzinão. Não compreendo esta coisa de toda a gente ter de saber que o fulaninho e a cicraninha se casaram pela força do ruído. Principalmente se eles decidiram casar às onze horas da madrugada!

Mas adiante, que não é disso que quero falar. É das buscas que continuam a vir cá ter. Porque pior que um carro com uma coroa de flores à frente, só mesmo a visão destas pérolas:

"ultrapassar o complexo de inferioridade wikipedia" - tanto quanto sei, a wikipedia não tem nenhum complexo de inferioridade... mas isso sou eu a dizer...

"tema poema lindo botão infantil menino tem o seu pipi com audio" - é que nem sei por onde começar. A ver: os meninos não têm pipi, têm pilinha. Os pipis não têm áudio. E o resto... nem comento!

"teste para descobrir quem sou" - és um(a) infeliz que precisa de fazer testes para saber quem é.

"sexy and the city-serie" - Sexy, confirma-se. In the city, também se confirma. Mas nunca fizeram uma série sobre aqui a "Sexy in the city". Já o Sex and the city é toda uma outra conversa...

"eu ajudei peçoas e fui enganado" - se calhar ajudaste as "peçoas" a escrever qualquer coisa...

"feitiçaria mãe deixar filha sair" - dá-lhe Xanax. É uma feitiçaria e pêras!

"frases giras para engate na praia" - iu luque very paile. Put some creme. Se não resultar, escreves um livro.

"cereias que foi achada" - isso foi antes ou depois de ajudares as "peçoas", ah?

"desculpa por todas as vezes que te disse adoro-te" - estás desculpado. Desde que não se repita...

"dicas para mudar o feitio de um homem" - matá-lo?

"afinidade pessoas que nunca vimos" - eu tenho muita afinidade com essas pessoas que nunca vi. Olha uns exemplos: Adrian Grenier, George Clooney...

E pronto. Volto quando tiver assunto.

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O estranho mundo da Blogosfera

por Bad Girl, em 07.08.08
Às vezes (não muitas, que sou uma pessoa com a cabeça ocupada e tenho mais coisas em que pensar) dou comigo a estranhar a forma como algumas pessoas ocupam a Blogosfera (sempre em maiúsculas, que isto é como se fosse uma nação). Não vou falar de blogues, daqueles que gosto ou não, daqueles que fazem sentido (a meus olhos) ou não. Não vou falar disso até porque os blogues que eu gosto (não todos, que a minha vida não é isto e eu não tenho tempo para actualizações constantes) estão ali ao lado. Os que eu não gosto vejo uma vez, e desisto logo, partindo para novas leituras. Para mim a coisa dos blogues é simples: chego lá de variadíssimas formas. Gosto, volto; não gosto, esqueço. Não bombardeio a caixa de comentários de ninguém com opiniões sobre o que essa pessoa escreve ou deixa de escrever, quando não gosto. Mesmo quando gosto, sou pouco comentadora. Sobre a qualidade da escrita ou o conteúdo da mesma não opino. A mãe e o pai sempre me disseram que, quando vamos a casa das outras pessoas, se não tivermos nada de bom a dizer não dizemos nada. E é assim que eu vejo um blogue. Como a casa de alguém. Uma casa que não dá um tecto para proteger da chuva nem paredes para proteger do frio. Dá-nos, isso sim, abrigo à alma. Parece-me de uma extrema imbecilidade, falta de tacto e, acima de tudo, um ressabianço terrível o facto de pessoas (anónimas, na sua maioria, ou com um nome que não liga a qualquer blogue), virem para os blogues alheios (eu devo assumir-me como uma felizarda nesse aspecto, porque não sou bafejada com "sortes" dessas muitas vezes, mas tenho visto cada coisa...) criticar de forma rude (quando não mal educada) os posts que nele encontram. O mais curioso nestes indivíduos é que eles parecem não ter a capacidade de escrever qualquer coisa deles, ou não seriam anónimos. Ou têm blogues de tal forma pretensiosos que o mais comum dos mortais não quer, de todo, perder tempo com eles.
Assim sendo, o que levará uma pessoazinha que está em casa, na sua existenciazinha certamente lamentavelzinha (perdoem-me o excesso de diminutivos, é das drogas farmacêuticas que ando a ingerir...) a fazer uma busca incansável pela Blogosfera, na esperança de, tapados com o véu do anonimato, agredirem quem está muito bem no SEU espaço a escrever o que melhor lhe apraz? Depois de um longo tempo de meditação (já vai, seguramente, nos seis minutos), encontro apenas uma razão para tal comportamento: a inveja. De não ter a vida que se relata naquele sítio, de não ter a capacidade de escrever (bem ou mal, mas escrever) sobre as suas coisas, de não ter ninguém que queira ler aquilo que escreve. O mal destas pessoas (mesmo os donos dos tais blogues tão complexos e doutos), diagnostica a Dr.ª Bad (que só hoje já viu 3 séries de médicos), provém de uma enorme solidão e/ou de um complexo de inferioridade de todo o tamanho. Inferioridade porque, a seus olhos, são tão eloquentes no que escrevem, têm uma complexidade de escrita tão acima da média, e ninguém lhes dá o prazer das suas visitas. Ou, por outro lado, têm uma total inabilidade para alinhar uma série de palavras de forma a que elas construam frases. E isso magoa. Recalca. E de quem é a culpa? Apenas e só de todos esses que escrevem meia dúzia de patacoadas (a seus olhos) e que, por uma razão que lhes é completamente impossível de entender, têm quem os leia.
Coisa feia, a inveja...

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(uma de muitas razões)

Porque enquanto eu ouvia o Francisco Moita Flores debitar conhecimentos pessoais sobre o sequestro desta noite, na parte em que ele disse: "O desfecho ideal para as quatro pessoas (2 reféns, 2 raptores), nesta situação seria...", eu achei apenas lógico que ele fosse completar a frase da seguinte forma: "... os sequestrados saírem pelo próprio pé e os sequestradores dentro de sacos pretos."

Mas ele não acabou a frase assim... Me too Bad, ou ele politicamente correcto?

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FYI

por Bad Girl, em 06.08.08
Cá estou eu para informar que ainda respiro. Há coisas que não consigo fazer tão bem, mas respirar é como dantes. In and out... Easy.
Por ora não vou escrever mais. Os temas que domino melhor, no momento, são séries de TV. AXN, FOX e FOX Crime. Vocês perguntam, eu sei responder a tudo! Mas como nem só de TV vive uma convalescente, já estou a magicar uns posts bem giros (digo eu, que sou parcial em causa própria) sobre mim em geral e a vida em particular...
Obrigada pelos comentários no post anterior.
Em breve, mais pérolas de sabedoria. Ou disparates perdidos. Como lhes queiram chamar.

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Este blog vai parar

por Bad Girl, em 03.08.08
Nos próximos tempos não deverão contar com grandes actualizações neste espaço. A dona do blog tem um encontro marcado, para amanhã, com o bisturi. Nada grave, apenas urgente. Não sei o tempo que vou estar no "estaleiro", mas cumpre-me avisar, pelo sim, pelo não. Como tudo vai correr bem, terei em breve acesso ao computador e net. Mas não devo ter nada para contar, já que vou estar confinada às quatro paredes de casa. A menos que a anestesia me dê para divagar. Já vi coisas mais estranhas acontecerem. Assim sendo, até breve.

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PQP!

por Bad Girl, em 01.08.08
A minha vida anda indecisa: não sabe se há-de transformar-se num filme mexicano ou se prefere ser uma novela indiana. É que nem para dar barraca ela gosta de se sujeitar a modelos pré concebidos.
Manias!...

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Boca do Mundo (Mesa)

por Bad Girl, em 01.08.08

Se a chama chega,
E ninguém chega à chama
De que vale arder?
Se o barco parte sem velas,
De que serve a maré?

Não se mostra o trajecto
A quem parte para se perder
Não se dá boleia
A quem precisa de ir a pé

E é como quando pensas que estás a chegar
E não deste um passo

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Finalmente...

por Bad Girl, em 01.08.08
... um nome à altura.
Por causa da vontade alheia de um cigarro, dou por mim a olhar em volta, enquanto faço companhia ao fumador inveterado, quando a surpresa rebenta ao meu lado: Johnny também lá estava. A fumar, claro. Rotten. Muito. Nunca um nome fez tanto sentido.

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Mais sobre mim

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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