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Não quer isto dizer que tudo quanto é imbecil que por aí anda ao volante tenha um SEAT Ibiza comercial.
Não quer isto dizer que todos os SEAT Ibiza comerciais sejam conduzidos por imbecis.
Mas a quantidade de imbecis ao volante de SEAT Ibiza comerciais é coisa para ser classificada como "um exagero"... Chiça, lá para o raio do carro!
A ressaca da neve é tão grande, mas tão grande que, para a semana (lá para o fim), e dê por onde der, já só me apanham de skis nos pés.
E até o onde deixou de ser importante (desde que não seja na Serra da Estrela).
(É só lembrar-me onde pus o fato...)
Finalmente Eluana Englaro vai conseguir ter a paz que desejou para si, ao dizer ao pai que preferia morrer a viver em estado vegetativo. Finalmente o pai de Eluana Englaro conseguiu aquilo que todos os pais desejam: fazer a vontade à sua filha. Finalmente o mundo pode ver aquilo que é uma demonstração suprema de amor paternal e de altruísmo (desengane-se quem alega o contrário: que pai quer ver um filho morrer?). Finalmente Sílvio Berlusconi tocou a terra e viu-se forçado a baixar do alto da sua típica prepotência. Finalmente, Eluana Englaro partiu. Alheia aos debates, às discussões e a princípios morais que ela não pediu para regerem a sua vida. 17 anos depois, a justiça dos homens fez-lhe a vontade. A simples vontade que tinha, que era a de não continuar. Não assim. E é essa justiça (a dos homens) que eu aplaudo hoje.
...ouve o que não quer. É o que diz o povo. O povo também diz que as opiniões são livres. Cada um tem a sua, e dá quando quer.
Porque todas as pessoas têm o direito de ter a sua opinião. Principalmente quando é para isso que lhe pagam. É o caso de Luís Miguel Oliveira, crítico de cinema do Ípsilon, suplemento do jornal Público. Antes de me alongar sobre a diarreia mental que tomou conta de LMO e lhe permitiu descontar raivas e frustrações em cima de Danny Boyle e do seu "Slumdog Millionaire", eu até era menina para subscrever as palavras de Sean Penn (que eu ia tomar a liberdade de dizer que é um grande actor, mas depois achei que tinha de perguntar ao LMO se pode ser assim) que afirmou, numa entrevista recente o seguinte: " My Critics Are 'Failed Actors, Like the Fox Anchors' Who Envy Me". Já Dustin Hoffman tinha dito algo bastante parecido, aqui há uns tempos. Ora o que LMO (ou qualquer outro crítico) acha ou deixa de achar de um ou outro filme nunca foi coisa para me afastar de uma sala de cinema. Se nem um bando de robocops de trazer por casa me demovem do objectivo de ir ver um filme, havia de ser um dos outros... O que me arrelia nas palavras que LMO tem para colocar umas à frente das outras daquela forma não é o facto de ele não ter gostado do filme. Está no seu direito. Há gente que para aparecer faz de tudo, inclusive ir contra a maré. Não somos carneiros, e gostos não se discutem. Mas escrever alarvidades do género:
[...] "Danny Boyle é daqueles cineastas que fazem preceder a discussão sobre o seu talento (nulo, diga-se de passagem) de uma discussão sobre a sua "visão do mundo"."
(...)
"Danny Boyle não conseguiu sentir mais do que o cheiro a merda. Cada um tem o nariz que tem."
"Slumdog Millionaire" está nomeado para 10 Óscares. A par disto, teve mais 26 nomeações e ganhou 42 prémios. Do público, da crítica, do meio cinematográfico. Tanta gente que não foi à Índia. Tanta gente que não sentiu aquele país como LMO acha ser capaz de sentir. Tanta gente a premiar a falta de talento diagnosticada por LMO... O problema de LMO não me parece ser o facto de ter uma opinião diferente do resto do Mundo (ele e um anónimo que comentou o seu texto de palminhas a bater). O problema de LMO também não me parece ser Danny Boyle. O problema de LMO parece ser aquele que afecta os críticos de que Sean Penn fala. E para isso não há remédio. É deixá-lo ter os tais 15 minutos de fama. Que estão prestes a ser substituídos pela grande penalidade do Porto x Benfica. Danny Boyle, esse? Continuará a receber aplausos de anónimos e não anónimos. E a borrifar-se para os LMO desta vida, certamente.
Estive a actualizar a montra de prémios do blog.
Agora só falta responder aos 1000 desafios que tenho pendentes (pois sim!).
A todos os que premiaram o BGGE, o nosso obrigado. Os que ainda não premiaram deviam ter vergonha e começar já a tratar disso.
A coisa é absurda e constante. Criou-se um "mito urbano" de que as pessoas precisam de beber algum (ou muito) álcool para serem capazes de fazer coisas que não conseguem quando estão sóbrias. E, se fôr por isso, é socialmente aceite.
Desinibem-me, dizem uns.
Deixam-me mais à vontade, dirão outros.
Para mim a coisa mais estúpida que um homem pode fazer é embebedar-se para ter coragem de dizer a uma mulher que gosta dela. Quanto a elas (nem vou falar de mulheres bêbadas, que é uma das coisas mais lamentáveis, repugnantes e deprimentes que há), o facto de acharem aceitável que o gajo tenha de se meter nos copos para poder dizer que gosta delas é não só sinal de um amor-próprio perfeitamente feito em pedaços mas, acima de tudo, de uma condescendência absurda por si mesmas. Nunca fui na conversa de um gajo bêbado. Aliás, na altura em que eles conversam (ou balbuciam), já eu não estou lá, porque de entre as coisas que me parecem dignas do meu tempo, ouvir conversas arrastadas e desconexas não é uma delas. Nunca fui para a cama com um gajo bêbado, seria um desperdício de tempo e energia da minha parte. Porque me custaria muito pensar que um gajo precisa de se agarrar à garrafa para me poder dizer na cara que gosta de mim. Apesar de me terem dito algumas vezes que eu intimido os homens, o que até pode ser verdade, não me parece que o álcool seja a solução. Gosto dos meus homens bem sóbrios. Porque se precisam de beber, não servem para foder.
(Ele, na verdade, não se chama Bernardo. Mas é um nome tão bom como o verdadeiro, para aplicar neste post...)
O Bernardo é giro. Para dizer a verdade, já não conhecia alguém tão giro há muito tempo. O Bernardo é simpático, inteligente e interessante.
Esse homem não existe, estás a inventá-lo!!!!
Não, não estou. O Bernardo tem um problema que não o devia ser, se eu me concentrasse em coisas realmente importantes.
O Bernardo carrega nos "rr" (não, não é de Setúbal!). E isso não é problemático. Problemático é o meu comportamento perante isso. Ao fim de meia hora de conversa já eu estou a dizer (inadvertidamente) coisas como:
- Parrece-me que não perrcebeste o prroblema (O que não ficaria tão mal, se a situação fosse mais íntima e isto fosse dito com aspirações a ronronar felino).
Ora eu não estou a gozar com ele. Mas aquilo é de tal maneira que primeiro transformo-me na Bad "Girrl". Depois penso no que estou a fazer e calo-me. Tento concentrar-me muito antes de falar para não correr o risco de dizer "asneirras". As respostas demoram a sair, as piadas caminham alegremente fora do contexto, e as frases são paradas a meio. Perante a minha aparente imbecilidade, o problema de dicção do Bernardo é nada.
Descendo a avenida dou de caras com uma senhora jornalista (com umas galochas giríssimas, há que dizê-lo) e seu câmara, a fazer planos do MEU banco. Não gosto de imprensa. Fui fazer horas para o MacCafé enquanto os senhores exploravam todos os ângulos da entrada do banco e da famosa avenida. Claro que desconfiei que tinha havido um assalto (o que é que se pensa hoje em dia?), mas nem por isso deixei de transpor a primeira porta, deixar o meu cheque nas caixas cá de fora (o que faço sempre) e ainda me sobrou tempo, enquanto esperava, para ver que o interior do banco estava fechado com os funcionários e um segurança lá dentro. Quando a polícia técnica chegou, eu estava a guardar o documento que provava tal depósito e a pensar para com os meus botões: “Terá isto sido uma boa ideia?”
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!