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O meu melhor amigo faz hoje anos.
Estou há duas horas a tentar fazer um post para lhe dar os parabéns. Provei o sabor do insucesso e não gostei.
Posto isto, e acreditando que ele ainda segue(ia) o Lost com a mesma dedicação do que eu, nada melhor do que dizer-lhe que, quando for a minha vez de estar naquela igreja/templo, ele estará lá também.
E era isto. São muitos anos. Muitos altos. Um baixo. Muita admiração. Mútua. Nada que se ponha num post, obviamente.
Parabéns, C.
... mas mantenham-nas longe da Margarida.
Que ela até pode ser virgem. Mas fod@-se, aquilo nem o comando da TV deve estar a salvo.
Lá porque é virgem, nada a impede de ser uma put@. A ver pelas suas crónicas no Correio da Manhã (toda a gente que opinou no Facebook acertou)...
O que é giro na vida é que passamos a vida a conhecer as mesmas alminhas, com caras e corpos diferentes. Passam-se os anos e as almas continuam a levar os corpos para os sítios errados.
... o que está na blogosfera é nosso.
A pequenez das pessoas vê-se exactamente nas pequenas coisas. Aqui há uns dias o afectado informou-me que este meu texto andava a circular por e-mail, juntamente com uns cartoons do Henricartoon e com este texto "sacado" do Dias úteis. Passada a lisonja inicial, veio a dúvida: então e quem assina? Ninguém? Eu conheço o meu texto, reconheci a assinatura do Henricartoon e muito facilmente identifiquei o autor do outro texto, com uma pequena busca no Google. A pessoa que, indignada com o seu país, decidiu fazer um pequeno compêndio de expressões dos outros, que lhe parecem suas, de tão acertadas que são, "esqueceu-se" de fazer uma coisa simples, que foi informar a autoria dos mesmos (a sorte dos cartoons é que estão assinados). Não os tomou como seus, mas também não esclareceu que não seriam, deixando tudo naquela zona cinzenta que a permite passar por uma coisa que não é. Essa pessoa não é nem um pouco melhor do que as pessoas do país que ela (a pessoa) tão veementemente quis criticar, roubando palavras aos outros. Essa pessoa não é melhor do que as pessoas que enganam o estado para poupar uns tostões nos impostos. Não é melhor do que as pessoas que furam as filas no supermercado ou para os transportes públicos. Não é melhor do que as pessoas que comem bolachas no supermercado e escondem a embalagem num canto qualquer. Esta pessoa (que é mais do que uma, por certo), é uma pessoa que não respeita os outros. Que rouba (propriedade intelectual também é propriedade) porque lhe dá jeito. Esta pessoa não tem o direito de mandar mails indignados com o país onde vive. Porque é graças a pessoas como esta que o país está no estado em que está. São os Vítor Gomes deste país (ver comentário do mesmo neste artigo) que o envergonham. São Sócrates em potência. Com tudo o que isso tem de mau.
Uma pessoa já referida neste blogue escreveu as seguintes frases:
"Quando se sentou ao meu colo, virado para mim, à frente de tudo e de todos, e se começou a despir, eu ia ficando sem ar. Pediu-me ajuda, e é claro que colaborei: ajudei-o a despir. É que quatro mãos são sempre melhor que duas."
"A noite estava para jogos e, em seguida, aprendi a pegar no taco com uma partida de snooker. Aqui a sorte não foi a mesma; as bolas atrapalharam-me…"
"A intenção é que eu redescubra o meu potencial feminino já existente, perdendo as inibições e florescendo sexualmente para o mundo…"
"Foi uma hora de puro prazer, nunca pensei que umas mãos molhadas com óleos essenciais me fizessem relaxar tão bem!"
" Tenho vontade mas falta-me a iniciativa, só de pensar que tenho de estar sem roupa provoca-me um arrepio."
" Um moreno do Equador pediu-me para dançar. Ao início recusei mas depois pensei: ‘E porque não?’ Estiquei a mão e avancei, dançámos ao ritmo ‘caliente’. Senti-me flutuar. Isto sim, é um homem... ‘Olé’!"
Adivinhem quem foi. Eu vou dormir (levantei-me muito cedo para ver o último episódio do "Lost", estou esgotada) e amanhã revelo a fonte. Discussão no Facebook, claro.
Depois de dares um tiro no pé não vais tapar a ferida com algodão e fazer de conta que não está lá nada.
Quem dá tiros nos pés tem de estar preparado para, um dia, não conseguir andar. Para lado algum.
Eu juro que respondo... não sei é quando.
Entretanto, fiquem sabendo que tive a minha estreia teatral em Lisboa na semana passada aqui (no Porto já tinha feito de galinha numa peça da escola primária). Eu e mais umas mãos cheias de gente. Bem giro. Fiquem atentos às peças futuras. Valem a pena.
Tenho vergonha do meu país. Não é uma vergonha enraizada, não é uma vergonha manienta, nem sequer é uma vergonha crónica. Neste momento eu tenho vergonha do meu país. Das pessoas que o (des)governam. Das pessoas que nos atiram areia para os olhos (são as mesmas). Destas pessoas que atropelam quem for preciso para levar a sua avante. De pessoas que não param mediante o caos. De pessoas que mentem. De pessoas que são o Sócrates e o seu governo. Tenho muita vergonha de explicar porque é que o desemprego sobe, os impostos também, porque é que nós pagamos a factura da crise enquanto o governo "megalomanamente" aposta em TGV e 3ª travessia. O povo diz que "quem não tem dinheiro não tem vícios". O povo, como todos sabemos, é estúpido. Não sabe o que diz. Não sabe em quem vota. Não sabe o que quer. O povo, esse, vai levar os dias um a um, a puxar o cobertor cada vez mais curto para o pescoço, deixando a descoberto cada vez mais perna. O povo, esse, vai queixar-se. Vai choramingar que isto está mau, nunca esteve pior. O povo não quer saber do TGV. Espanha também não. Mas a obra de estado tem de ser feita. Um dia os filhos do (quase) ditador vão apontar aquela linha que vai de Caia para não sei onde e vão dizer: "Foi o meu pai quem mandou fazer. Havia de chegar a Espanha, mas os espanhóis, esses cabrões, roeram a corda...". E aí odiamos todos os espanhóis. Fica resolvido. Enquanto a culpa puder ser dos outros, nunca haveremos de assumi-la. É assim que achamos que somos como as árvores, que morrem em pé. Estamos todos tão enganados....
Fazer a mala à pressa. Não ver a previsão meteorológica. Ter 34ºC à sombra e apenas botins para calçar.
Decidir que os pés doem porque os botins são fechados, apertados e têm salto. Resolver o problema comprando sandálias sem salto. Calçá-las logo ali. Ficar com a única parte que ainda sobrevivia nos pés (os calcanhares) completamente fodid@. Comprar uma T-Shirt para compensar. Comprar pensos rápidos para remediar. Se estiverem por Lisboa procurem por mim: sou a que está de T-Shirt nova e chinelos de quarto.
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!