Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Isto é uma má notícia. Das reles, mesmo.
Vai sim, senhora. Haverá os que concordam comigo. E haverá os que discordam. Haverá, ainda, os que se estão perfeitamente nas tintas porque futebol é uma coisa do povo e eles não são nada disso. Quero lá saber! Eu quero é falar de bola. Ou mais ou menos isso.
Desde sempre (ou terá começado há coisa de uns dois ou três anos, sei lá) que me parece que a pior coisa que pode acontecer a um jogador da bola é ter o pai como agente. Bem vistas as coisas, também acho que o mesmo se aplica aos cantores e actores e a gente que precisa de agentes em geral. Os pais não são bons agentes. Da mesma forma que não são os melhores amigos dos filhos. São pais e têm demasiados afectos para poderem ter a isenção necessária nestas coisas. Os pais têm de ser pais, não têm de ser outras coisas. E quando são outras coisas parece-me que a coisa dá para o torto. Ainda que achem sempre que eles é que sabem o que é melhor para os filhos. Por isso é que às vezes não lhes gostam das namoradas ou querem que eles sejam isto ou aquilo na vida.
Vamos a isto: eu gosto do Bruno Alves. Lamentavelmente, o Bruno Alves não quis ter um pai e um agente, preferiu ter um pai que é agente. A agravar a situação, o pai do Bruno Alves foi jogador da bola e algo me diz que foi aí que aprendeu a gerir carreiras. Claro que o Sr. Washington nunca passou do Varzim, mas isso agora - como diz a outra - não interessa nada. Sei coisa nenhuma sobre a vida do Bruno Alves. Partilhei com ele um momento de dor, estava eu à espera de ser chamada para a minha ressonância e ele chegou com o mesmo objectivo, tendo continuado eu à espera e ele lá se despachou, a tiracolo do pai, enquanto o Diabo esfregou um olho. Gosto do Bruno Alves como jogador e acho que a única razão que leva um gajo a fazer malas para ir jogar à bola na Rússia é o dinheiro (nada contra, atenção. Bad loves money tal qual a next person). A carreira morre lá, a vida tal como se conhece também se fina. Nada me tira da ideia que foi a grande boca do agente e a má gestão de carreira que levou o Bruno para São Petersburgo e não para Londres ou Manchester, onde eu acho que o Bruno Alves deveria estar. E agora que se coloca a possibilidade de ele regressar ao FCP, vem o pai agente dizer que tudo é possível, mas que há que ver a coisa do dinheirinho. E ainda junta esta pérola ao fluente discurso: "(...) porque os jogadores têm um tempo limitado de vida.". Desculpe? Isso são as efémeras, meu caro. As efémeras e as bombas-relógio. Os jogadores assim em geral não me parece. O que eu acho é que as pessoas deviam ter a gerir-lhes as carreiras (e as vidas) outras pessoas que sejam menos limitadas (ou mais espertas) do que eles.
Desculpem. Eu sei que este post não tem grande interesse, mas é um desabafo que eu precisava muito de fazer. Se querem tirar alguma coisa dele, podem sempre ficar com a ideia que eu acho que os pais são pais e é esse o papel que devem assumir. A tempo inteiro e em exclusivo (pronto, está bem, podem ir trabalhar).
Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!