Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




8,9

por Bad Girl, em 11.07.13
É isto. A média do exame de Português em PORTUGAL é de uma mediocridade imensa: oito - vírgula - nove.
Enquanto andamos todos preocupados com a crise do país e as crises das divas que o governam, passa-nos ao lado a verdadeira dimensão da vergonha que é viver num país que tem uma geração inteira de ignorantes. Não sei de quem é a culpa, estou-me nas tintas para quem tem a culpa. Eu sei que tive a sorte de ter pais que me obrigaram a ler, ainda que a contragosto no início. Eu sei que tive a sorte também de ter tido belíssimos professores de Português, e até tive a sorte de ter uma professora de Sociologia que descontava os erros de Português nos testes. Até tive a sorte de sempre ter tido a noção que a minha obrigação era estudar. Sempre me foi informado que a tolerância a chumbos era zero. Mas agora não. Agora é a geração dos "k" e dos LOL. A geração que se está nas tintas para Camões, Eça ou Torga. É a geração que não respeita a Língua, porque não tem tempo para estudar. Tem demasiados afazeres, está cheia de prioridades trocadas. Esta gente vai votar nas próximas eleições. Os oito-vírgula-nove vão escolher quem querem ver a governar o país. Não me venham com desculpas. Não há desculpa para 70 mil alunos. Não são 70 mil idiotas, claro que não. Era só o que faltava, agora serem 70 mil idiotas. Não sei quantos ignóbeis fazem uma média de 8,9, mas são demasiados.
Não aceito. Não tenho de aceitar nem deixar de aceitar, eu sei, mas eu não aceito. Que se lixem os partidos, as crises, o PR ou as citações da Assunção. A minha verdadeira dor de alma está aqui, na geração dos oito-vírgula-nove. Que já pode votar. Que pode decidir o futuro do país, mas que se está nas tintas.
Oito-vírgula-nove. Um país que está ansioso por voltar aos mercados, mas que não pega num livro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quero fumar disto, também...

por Bad Girl, em 10.07.13

Aimar disse-me que o Benfica era grande e mágico.

E que o penteado dele estava na moda.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cavaco fala hoje ao país

por Bad Girl, em 10.07.13

E eu, pelo sim, pelo não, vou pôr-me à janela à procura da estrela. Da última vez que se deu um milagre deste tamanho, houve estrela, Reis Magos e nasceu o Menino Jesus. Vou pôr-me a jeito, que não quero perder pitada.

 

Aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tudo começou com uma chamada do MQT ontem, à hora do almoço:
- Muda para a SIC, para veres o que está a dar no Querida Júlia.
- Tu estás a ver o Querida Júlia?
- Estou, mas como estou no restaurante, não sei o que estão a dizer. Se estiverem a dizer o que está escrito nas legendas, é muito mau...
Mas eu não estava em casa, e por isso não pude comprovar se seria muito mau ou não. Chegados os dois a casa, voltámos atrás no tempo e - coisa nunca antes feita - começamos a ver o Queria Júlia. Saltamos até à parte que MQT reconhecia como grave, e cá vai disto:
O tema do programa era os sete pecados capitais. Até aí, tudo bem.
Parámos na parte da luxúria, reconhecido pecado capital. Nada a assinalar aqui.
Começa a cheirar a esturro quando Júlia Pinheiro anuncia que vamos falar de luxúria, mas no sentido.... Júlia, que sentido? Luxúria só há uma, que eu saiba.
Enfim, a Júlia Pinheiro passa a bola a um repórter, de seu nome André Penim, que se encontra na casa de Jô Caneças. E comentamos nós aqui em casa :" Ui, a Jô afinal é uma grande maluca!".
E é. Por vestidos, sapatos e carteiras. Fala-se de luxo para aqui, de luxo para ali, e de taradices e fornicanços nada.
E eu dou por mim a pensar que se calhar é um problema meu, temos então a Júlia e o André, mais a realização do programa e toda a gente que lá trabalha completamente enganada? Não, deve haver dois significados para luxúria, um deles será o luxo e eu só nunca ouvi falar disso porque não vejo muitos programas da treta. Fui ao Priberam, que eu quando acho que sei uma coisa mas há uma série de gente a apontar para a outra direcção tento informar-me, e este diz-me que luxúria tem dois significados (boa, malta da SIC) sendo um deles o viço dos vegetais e outro lascívia, sensualidade. Eu não sou gajo, mas nem pela parte da sensualidade podemos agarrar na Jô. Depois vamos para intervalo, que a entrevista da Jô tem duas partes.
Eu fiz o favor de vos gravar a primeira parte da entrevista. A gravação está uma cagada pegada, mas fiz o que podia com o iPad (uma luxúria dos tempos modernos...). Há alturas em que se ouvem umas batidas. Não, MQT não faz sapateado, é Sô Dona Cadela a patrulhar a casa (desculpem publicar assim, mas não consigo carregar os vídeos de outra forma...)
https://www.facebook.com/photo.php?v=565353463508355&set=vb.256160847760953&type=2&theater
Entretanto, chega-se do intervalo e voltamos à luxúria. Cláudio Ramos e Ana Marques vão passear-se para uma zona onde pulula a luxúria. E eu penso, olha, vão para o Pigalle e não, afinal estão na Avenida da Liberdade, a falar de lojas caras.

E é isto. Não sei quantas pessoas trabalham no Queria Júlia mas há, pelo menos, seis que não sabem o que é a luxúria. E isso não só não os impede de falar sobre o assunto como também os coloca à vontade para espalhar conhecimento por esse país fora. Não há respeito. Semear a ignorância devia ser punido. É uma tristeza. Quantas pessoas verão aquilo? Quantas acordaram hoje a achar que luxúria é o mesmo que luxo? Quanto ganha esta gente para fazer das pessoas imbecis?
Sim, eu imagino que eles saibam o que é luxúria mas que não tivessem como pegar na palavra num programa destes. A escolha do tema, porém, foi deles, correcto? E as marionetas animadas que andaram a falar de luxúria como se de luxo se tratasse? São burros, estão-se nas tintas, ou têm medo de abrir a boca?
Triste, muito triste, e de uma dimensão absolutamente devastadora. Agradeçam à Jô, que lá para o final fez o favor de mostrar toda a sua sensualidade, provavelmente para dar uma mãozinha ao programa. Quem dá o que tem...
https://www.facebook.com/media/set/?set=vb.256160847760953&type=2

Autoria e outros dados (tags, etc)

...

por Bad Girl, em 05.07.13
A minha sobrinha, oito anos, falava ontem - com o nariz torcido - de uma "amiga".
- Tia, sabes o que ela é? Eu vou dizer uma palavra, não sei se vais entender o que eu quero dizer...
[Medo, muito medo]
- Uma diva.
Surpreendida com a escolha das palavras, não pude deixar de querer saber mais sobre as razões que levam a pequena a ser uma diva.

No meio de alguns argumentos, retive os seguintes:
A miúda quis sentar-se ao lado da minha sobrinha no início do ano. Como esta não a deixava copiar, armou um grande circo para trocar de lugar. A professora, ainda assim, não deixou. Assumida que estava a impotência de ambas para alterar a situação, não tiveram outro remédio que não fosse viver assim.
Questionada sobre o facto de ser amiga da "diva" e até a convidar para o seu aniversário, esta não hesita em responder:
- Oh tia, ninguém gosta dela, mas ela está na nossa turma, e às vezes até precisamos dela para jogar *não sei o quê*, não podemos criar mau ambiente.

Pronto, uns no Governo outros na turma da minha sobrinha. Todos iguais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Até amanhã.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ainda estou a hiperventilar

por Bad Girl, em 03.07.13
Soube pelo Pipoco e achei que era brincadeira.
Não, ninguém no seu perfeito juízo se ATREVE a fazer uma sequela d'Os Maias. Não sei se estou em choque ou se já fui desta para melhor e ainda não percebi, mas a verdade é que não estou preparada para isto, e acho que todas estas saídas e entradas do governo não passam de manobras de diversão para o que é realmente preocupante no país: vamos saber, para além do que está na nossa imaginação, o que aconteceu a Carlos da Maia. É como se agora, depois de tudo, pedissem ao João Botelho que realizasse mais uma temporada do Lost.

Os Maias acabam assim:
Depois Carlos, outra vez sério, deu a sua teoria da vida, (...). Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a tranquilidade com que se acolhem as naturais mudanças de dias agrestes e de dias suaves. (...) Sobretudo não ter apetites. E, mais que tudo, não ter contrariedades.
Ega, em suma, concordava. Do que ele principalmente se convencera, nesses estreitos anos de vida, era da inutilidade do todo o esforço. Não valia a pena dar um passo para alcançar coisa alguma na terra - porque tudo se resolve, como já ensinara o sábio do Eclesiastes, em desilusão e poeira.
- Se me dissessem que ali em baixo estava uma fortuna como a dos Rotschilds ou a coroa imperial de Carlos V, à minha espera, para serem minhas se eu para lá corresse, eu não apressava o passo... Não! Não saia deste passinho lento, prudente, correcto, seguro, que é o único que se deve ter na vida.
- Nem eu! acudiu Carlos com uma convicção decisiva.
E ambos retardaram o passo, descendo para a rampa de Santos, como se aquele fosse em verdade o caminho da vida, onde eles, certos de só encontrar ao fim desilusão e poeira, não devessem jamais avançar senão com lentidão e desdém.
[...]
Eram seis e um quarto!
- Oh, diabo!... E eu que disse ao Vilaça e aos rapazes para estarem no Braganza pontualmente às seis! Não aparecer por aí uma tipóia!...
- Espera! exclamou Ega. Lá vem um «Americano», ainda o apanhamos.
- Ainda o apanhamos!
Os dois amigos lançaram o passo, largamente. E Carlos, que arrojara o charuto, ia dizendo na aragem fina e fria que lhes cortava a face:
- Que raiva ter esquecido o paiosinho! Enfim, acabou-se. Ao menos assentamos a teoria definitiva da existência. Com efeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ânsia para coisa alguma...
Ega, ao lado, ajuntava, ofegante, atirando as pernas magras:
- Nem para o amor, nem para a gloria, nem para o dinheiro, nem para o poder...
A lanterna vermelha do «Americano», ao longe, no escuro, parara. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:
- Ainda o apanhamos!
- Ainda o apanhamos!
De novo a lanterna deslizou, e fugiu. Então, para apanhar o «Americano», os dois amigos romperam a correr desesperadamente pela rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia.

Isto é o Fim. Não há outro. Não inventem medras, que só me apetece chorar ao pensar nisto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quando a mulher que fez - ou vai fazer, ou o raio - cair o Governo tem esta cara.



Tanta gaja tão boa por aí e o país lixa-se por isto?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Só para informar

por Bad Girl, em 02.07.13
Que nestes dias de crise política, isto é mais agitado no Facebook. E mais divertido.
Se ainda não gostam, gostem aqui:
https://www.facebook.com/BadGirlGoesEverywhere?ref=tn_tnmn

Autoria e outros dados (tags, etc)

PPC e o exército de clones...

por Bad Girl, em 01.07.13






Sempre ouvi dizer que os homens procuram mulheres parecidas com as mães. Não me apetece explanar a analogia.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

Algo a dizer? BAD MAIL

badgirlsgoeverywhere (arroba) gmail.com

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2006
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D