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As que ficam

por Bad Girl, em 11.09.14
Não compreendo. Espero nunca vir a compreender. Elas ficam. E eu não consigo compreender, nem por um segundo, porquê. Como é possível. O caso recente de Ray Rice (o Google ajuda) deixou-me chocada. O facto de haver um animal que espanca a mulher, infelizmente, já não me choca. Revolta-me, repugna-me mas, infelizmente, já não me choca. Choca-me e, estou certa, sempre me chocará, o facto de as mulheres ficarem (ou voltarem). Não há amor que possa sobrepor-se ao próprio. Não pode haver. Como é que alguém (neste caso Janay) não só aceita ser espancada até à inconsciência como casa com a besta (eram noivos, na altura) e, no final das contas, acusa o mundo de estar a atentar contra a felicidade e a paz dela e da família? De se meter na vida dela? Como é que uma mulher adormece todos os dias ao lado de um monstro? Dorme, sequer? Refuta alguma coisa, quando discordam? Tem a coragem de enfrentar o neandertal quando ele levanta a voz? Quando faz um movimento mais brusco? Eu sempre disse que da primeira chapada ninguém está livre. Ela pode vir sem ser anunciada, pode acontecer a qualquer pessoa. Mas ficar? As pessoas não mudam, nunca mudaram, a culpa não é do álcool, da frustração, da depressão ou do mau tempo. A culpa é do carácter. Isso não muda. E elas, as que ficam, no fundo sabem disso. E eu não queria julgar, porque não me parece que deva, mas como é que elas, as que ficam, acreditam que as coisas vão mudar? Como podem ficar? Não há milagres. E não, estas coisas não acabam. Ou, quando acabam, não acabam bem.

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Andar com os pipis nas nuvens

por Bad Girl, em 08.09.14

A notícia está obsoleta, tem uma semana (o que, em anos de digital, corresponde a um milénio), mas só agora me apetece falar sobre ela. Para os que acham que levei este tempo todo por estar a assegurar-me que apagava as minhas próprias fotografias pudibundas da nuvem antes de opinar (estranha escolha de palavras…) sobre o tema, estão enganados. Vi as fotos que tenho na nuvem, uma a uma, com o cuidado que se impõe. Nada. Claramente não tenho perfil de estrela de Hollywood. Sobre o tirar das fotos propriamente dito não tenho uma opinião muito vincada, cada um faz o que quer, fotografa-se como, onde e quando quer. O ataque às nuvens de cada um parece-me grave. É o mesmo que nos entrarem em casa e nos remexerem nas coisas: crime. E esta é a última coisa séria que eu quero dizer sobre o tema. Ou não, a seguinte também é ligeiramente séria: como pessoa formada na Universidade CSI, com uma pós-graduação em Mentes Criminosas e um doutoramento em Lie to me, fiz um estudo de quase meia hora para chegar à conclusão que, no meio de milhões de nuvens no céu, os hackers só podem ter descoberto onde estavam as dos famosos via Instagram. Os Facebooks não são geridos por eles, o Twitter às vezes é outras vezes não, mas aqueles “directos” no Instagram têm cara de saírem directamente dos iPhones das estrelas para o mundo. Isto é uma teoria. Bem boa, considero eu. Arrumados que estão os temas sério e relativamente sério, vem a outra parte, a que realmente me causa espécie, a dos vídeos. Como é que se grava um vídeo de sexo no iPhone? Abdica-se de uma das mãos? Pousa-se o iPhone muito direitinho na cómoda e tenta-se manter a acção no enquadramento? Ou transforma-se um iPhone numa GoPro e cola-se o dito na testa? Partilhadas que estão as minhas aflições do como, chega o porquê. Ou para quê. Porque é que as pessoas se gravam a fazer o amor? Para analisar a performance? Para dizer: “Estás a ver aquilo ali, Manel? Não gosto que me faças assim, que me faz cócegas” ou “Gorda. Estou gorda!”. Não entendo. Ainda assim, e como há muitas coisas entre o céu e a terra que não são compreendidas pela minha vã filosofia, continuo a achar que cada um deve poder fazer o que quer da sua vida, do seu corpo, e da sua nuvem, sem correr o risco de ser violentada. E isso não deve depender de onde se guardam as fotos ou de quantas vezes se apareceu nua aqui ou ali. Nós, os mortais, não nos irritamos se alguém nos abrir o telefone para ver as fotos? Por mais inocentes que sejam?  

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Há coisas que não fazem sentido nenhum.

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Mais sobre mim

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Ao contrário da maior parte das pessoas, não vou pôr-me com falsas modéstias: sou gira, sou inteligente, sou interessante. Mas também sou Má... como todas as mulheres, não é? Como perceberão com as leituras, e como este é um reflexo de mim, naturalmente tenho um blog bipolar!

 

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