
Esta gente inventa com cada uma... agora já nem deixam os senhores das obras dar largas à imaginação e mandar umas bocas às boas (a às menos boas) que lhes passam à porta do estaleiro... Mas isto faz algum sentido? É que uma coisa ainda é ser-se como eu... não se ouve bocas nas obras, ouve-se nos outros sítios, porque há pessoas que não passam indiferentes... Mas, e as feias? Ah? Alguém pensou nas feias??? Não, estão demasiado ocupados a pensar no civismo da população, e deixam para trás toda uma tradição de igualdade de direitos... E agora, onde é que uma feia vai ouvir:
- Oh boa, fazia-te um filho!
ou
- Traz cá o pão que eu dou o chouriço!
ou ainda a intemporal, comedida e mais educada:
- Ainda dizem que as flores não andam!...
Pois, ninguém pensou na quantidade de egos feridos e melindrados que vão andar por aí. Está tudo demasiado ocupado a tentar ser um País de primeiro Mundo (se bem que não será, definitivamente, por aqui...). Qualquer dia ainda inventam uma adenda qualquer ao código a dizer que as pessoas não podem insultar os outros no trânsito...
Também vos digo: com um País assim, qualquer dia ainda emigro!